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Depois da coletiva de imprensa do presidente do FED, Jerome Powell, o apetite por risco pode começar a voltar nos mercados. Ontem, Powell foi suave em suas declarações mantendo a política monetária acomodatícia, mas considerando a hipótese de fazer algum anúncio na reunião de Jackson Hole sobre tapering, a retirada de estímulos.
Apesar de a espera pelo comunicado do FED ter travado os mercados, os resultados do segundo trimestre de empresas aqui e no exterior, foram suficientes para movimentar o segmento acionário.
O dia pode começar com os mercados de risco travados, esperando a decisão do FED sobre política monetária e coletiva do presidente Jerome Powell, que ocorre a partir das 15h de Brasília. Ontem, os mercados acionários do mundo tiveram dia de perdas, com os investidores buscando proteção em ativos lastreados em dólar.
Em semana de reunião do FED sobre política monetária e divulgação do PIB, os investidores no mundo buscam maior proteção para seus investimentos, e os mercados acionários permanecem fracos.
Ontem, no comentário de fechamento do dia destacamos a trégua no ambiente político, após final de semana tenso. Segunda-feira é sempre propicia para isso pela ausência de parlamentares em Brasília, quanto mais em período de recesso. Porém, Bolsonaro quebrou esse jejum no início da noite falando que o vice-presidente Mourão, às vezes, atrapalha o governo e o comparou com um cunhado que tem que se tem que aturar. Também deu explicações desinformadas a apoiadores por ter avalizado o fundo eleitoral de R$ 4 bilhões, o dobro do anterior.
Em meio ao aumento dos casos da variante Delta da covid-19, mercados têm aumento de volatilidade e mercados emergentes, como o Brasil, sentem ainda mais os efeitos.
A semana que está começando, traz a divulgação de indicadores importantes aqui, no exterior e certamente deixa os mercados de risco mais voláteis. Antes disso, na semana passada, o segmento Bovespa terminou o período com queda de 0,72% aos 125.052 pontos, enquanto os índices do mercado americano bateram seguidos recordes de pontuação histórica. O dólar fechou a semana com alta de 1,95% e cotado a R$ 5,21.
Diferente dos principais mercados do mundo, a Bovespa encerrou o dia em queda — em partes devido à performance semanal do minério de ferro na China, mas principalmente, devido ao cenário político interno.
Ontem, mesmo com todos os ruídos na área política, a Bovespa conseguiu encerrar com leve alta de 0,17% e índice na casa de 126.146 pontos, revertendo perdas do início da manhã. O dólar encerrou com alta de 0,41%, cotado em R$ 5,21. Declarações do ministro Paulo Guedes foram avaliadas como otimistas, mas os mercados no exterior também ajudaram no desempenho local.
Hoje foi dia de frenesi na política brasileira e em época de regresso do Congresso Nacional. Aparentemente os investidores gostaram, com os mercados reagindo positivamente na parte da tarde.
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