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É verdade que conheço bem o ditado que diz: “nada é tão ruim que não possa piorar mais um pouco”. Mas, caramba! O Brasil já errou tanto nesses tempos que correm, que parece ser pouco provável ainda errar muito mais. Nosso câmbio já arranhou a cotação de R$ 5,80 e, hoje, trafega na casa de R$ 5,20. Nossos juros estão subindo, mas o Bacen está ativo em corrigir a inflação e fazer retornar para a meta de 2022 (esqueçam 2021) e nossas empresas estão mostrando boa recuperação com PIB crescendo mais de 5% neste ano.
No mercado acionário, estamos muito defasados dos mercados de países desenvolvidos. Os índices do mercado americano batem seguidos recordes e, mais recentemente, as principais Bolsas europeias estão também com melhor performance comparativa. Aqui, nossa Bovespa mostra variação inferior a 2% em 2021, enquanto o mercado americano e outros estão com altas maiores de dois dígitos. As empresas estão mostrando bons resultados no segundo trimestre do ano e pagando bons dividendos e juros sobre o capital próprio (enquanto dá).
Ontem, no finalzinho do dia a Bovespa voltou a reverter para tendência de queda, fechou com -0,12% e índice em 122.056 pontos, enquanto o dólar encerrou com alta de 0,38% e cotado a R$ 5,22. Mercados dos EUA com comportamento misto, apesar de o Dow Jones e S&P terem batidos novos recordes históricos de pontuação.
A nova expansão do covid-19 e variante delta estressando os investidores, com a possibilidade de bancos centrais de países desenvolvidos anteciparem a retirada de estímulos monetários (tapering). Aqui, a expectativa com a votação da reforma do imposto de renda na câmara (adiada), ruídos remanescentes, fala de Bolsonaro sobre eleição não confiável, calote nos precatórios, quebra da regra de ouro e crise hídrica, permearam as decisões de investimento.
Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento negativo, Europa operando em alta neste início de dia e até reforçando e mercados futuros americanos começando misto, mas agora também mais forte. Aqui, no patamar de 124.000 pontos do Ibovespa enxergamos algum alívio nas tensões, mas melhor mesmo só quando conseguir ultrapassar o patamar de 126.500 pontos do índice.
Nos EUA, o déficit orçamentário dos 10 primeiros meses do ano fiscal (encerra em setembro) encolheu para US$ 2,5 trilhões contra igual período de 2020, que foi de US$ 2,8 trilhões. Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, estuda viagem à China e pode ser momento de redução da tensão diplomática entre os dois países, justamente quando os EUA estudam as restrições impostas ainda no governo de Trump.
No Reino Unido, o PIB do segundo trimestre de 2021 mostrou expansão de 4,8%, mas a produção industrial de junho caiu 0,7%, quando a previsão era de -0,1%. Isso força comportamento negativo para Bolsa de Londres. Na zona do euro, a produção industrial também encolheu 0,3%, de esperada alta de 0,2%. O banco central da Turquia manteve a taxa de juros inalterada em 19% e a lira turca tem ganho frente ao dólar.
A Agência Internacional de Energia cortou a expectativa de demanda por petróleo em 100 mil barris/dia, por conta da variante delta, mas a OPEP em seu relatório mensal manteve a previsão de demanda e ampliou a projeção de crescimento global de 2021 e 2022.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava leve queda de 0,26%, com o barril cotado a US$ 69,07. O euro era transacionado em US$ 1,174 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,35%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.
Aqui, a votação da reforma do imposto de renda foi adiada sem nova data, com muita pressão de última hora de governadores e prefeitos, que alegam perda de receita da ordem de R$ 16,5 bilhões. O governo prevê parcelamento de precatórios de R$ 39,4 bilhões, que abriria espaço para o saco de bondades pré-eleitoral. Mas existem alegações até de inconstitucionalidade. Empresas começam a preparar planos de contingências para falta e apagões de energia, muito embora o governo insista que isso não ocorrerá.
A agenda do dia tem dados que podem mexer com os mercados, além dos ajustes pontuais dos ativos, em função de resultados mostrados (muitos) referentes ao segundo trimestre. Expectativa de Bovespa podendo buscar recuperação, dólar mais fraco e juros em alta.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
Os mercados têm mais um dia de volatilidade, inconstância e mudanças frequentes de sinais. Os motivos são recorrentes: expansão da contaminação pelo covid-19, variante delta, postura dos bancos centrais de países desenvolvidos perante a flexibilização monetária, mas mantendo boas expectativas para as economias neste segundo semestre. Aqui ficamos com a crise política, quadro fiscal deteriorado e medidas de teor populista que preocupam investidores, além da inflação com sinais renitentes de alta.
No cenário externo a OMS (Organização Mundial da Saúde) constatou que no ritmo atual o mundo pode superar a contaminação pelo covid-19 em mais de 300 milhões de casos já no início de 2022. Nos EUA, tivemos a divulgação da inflação medida pelo CPI de julho em 0,5% e núcleo em +0,3%, desacelerando em relação ao mês anterior, na comparação anual subindo para 5,4% e o núcleo em +4,3%. Mas aparentemente o pico já foi superado, apesar de ainda estar disseminada por bens e serviços. Mas o governo conversa com empresários para tentar reparar gargalos nas atividades.
Ainda nos EUA, os estoques de petróleo encolheram na semana anterior 448 mil barris e gasolina com queda de 1,4 milhão de barris com utilização de 91,8% da capacidade das refinarias. Comentando a posição de dirigentes regionais do FED, Bostic (Atlanta), declarou que medo da inflação e mercado de trabalho aquecido não fazem subir juros. Já Esther George, de Kansas, disse que as condições da economia justificam o fim da compra de ativos e diagnosticou que os desequilíbrios de oferta e demanda mostram a inflação em alta.
O presidente do FED de Dallas, Kaplan, foi mais incisivo e defendeu o tapering anunciado em setembro e redução do QE (quantitative easing) já no mês de outubro. A Casa Branca disse estar em conversas com membros da OPEP para ampliar a produção de óleo, mas focada no longo prazo. Com isso, o petróleo que vinha em queda logo cedo mudou de tendência. Chamamos a atenção para o episódio de harckers roubando mais de US$ 600 milhões em criptomoedas hoje, mas aparentemente depois de identificado teria devolvido.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava boa alta de 1,28%, com o barril cotado a US$ 69,17. O euro era transacionado em alta para US$ 1,174, também revertendo queda e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,32%, principalmente depois de do leilão havido com taxa de 1,34% e demanda maior que a média. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com desempenho misto na Bolsa de Chicago. O minério de fero negociado em Qingdao, na China, registrou alta durante a madrugada de 1,87%, com a tonelada em US$ 165,48, mexendo um pouco com Vale e siderúrgicas. A virada do petróleo ajudou as ações de Petrobras a inverter tendência também da Bovespa, com o setor bancário.
No mercado local, dia de dólar novamente oscilando muito e seguindo a componente externa. No encerramento mostrava +0,38% e cotado a R$ 5,22. No segmento Bovespa, da B3, na sessão de 09/08, os investidores estrangeiros alocaram R$ 328,9 milhões, deixando o saldo positivo de agosto em R$ 2,48 bilhões e o ano com entradas líquidas de R$ 42,2 bilhões.
No plano político, mesmo depois de a pretensão de voto impresso ser derrotada na Câmara ontem e ter colocado pá de cal no assunto, Bolsonaro voltou a dizer que o resultado da próxima eleição não será confiável. Ainda ficam restando questões como precatórios e programas sociais, além da reforma do imposto de renda. A cúpula da CPI do covid-19 decide indiciar Bolsonaro por charlatanismo. Presidente vive seu inferno.
A agenda do dia é importante e com capacidade de mudar o rumo dos mercados. Teremos as vendas no varejo de junho com expectativa de +0,7%, a primeira prévia do IGP-M de agosto, e fluxo cambial na semana anterior. Nos EUA, a inflação pelo CPI de julho e resultado fiscal, além dos estoques de petróleo na semana anterior e declarações de dirigentes do FED.
Os últimos dias têm sido de mercados acionários com pequenas oscilações positivas ou negativas, cambio oscilando próximo da estabilidade e juros também sem formar caminho mais visível. Isso vale também para os mercados da Europa e até para os EUA. O que tem fugido desse conceito são as commodities, com operadores preocupados com a desaceleração da economia chinesa e agora com declarações da OCDE.
Hoje a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disse ver sinais de moderação no crescimento das principais economias. Isso bate de imediato nas commodities e em seguida em outros segmentos do mercado. A variante delta do covid-19 voltando a assustar e a possibilidade de bancos centrais anteciparem retiradas, são os principais vetores desse comedimento dos investidores.
Aqui, além de tudo isso, ainda temos as idiossincrasias da área política fervilhando, com o governo gastando cacife para tentar não ser derrotado no voto impresso e nas reformas que boa parte da sociedade organizada vem mostrando estar longe da ideal. Mas também preocupa as tentativas de vazar o teto de gastos e a regra de ouro que impede o governo de se endividar para cobrir gastos de custeio.
O dia promete ser de noticiário quente e, portanto, os investidores terão que ficar de olho na volatilidade dos mercados. Ontem, a Bovespa ainda conseguiu encerrar o dia com leve alta de 0,17% e índice em 123.019 pontos, enquanto o dólar oscilou muito para fechar praticamente estável em R$ 5,24. Os mercados americanos terminaram com comportamento misto. Investidores preocupados com a expansão da covid-19 pela variante Delta, que se espalha pelo mundo, e aqui com o quadro fiscal e “saco de bondades” aberto com objetivo eleitoreiro.
Hoje, as Bolsas da Ásia terminaram o dia com comportamento positivo, destaque para Hong Kong, com 1,23%, e Xangai, com 1,01%. Europa tentando – e conseguindo – se manter no campo positivo neste início de dia, e futuros do mercado americano novamente com comportamento misto. Aqui, podemos ter o terceiro pregão seguido de alta, mas o dia promete ser quente.
O IBGE anuncia o IPCA (inflação oficial) de julho com expectativa de ficar em +0,95%. O Copom divulga a ata da última reunião, que pode conter dados para projeções novas. A Câmara avalia o voto impresso e, justamente hoje, teremos desfile de blindados na Praça dos Três Poderes, interpretado por parlamentares como uma forma de constrangimento para a votação.
No exterior, a Alemanha anunciou o índice Zew de expectativas econômicas em queda para 40,4 pontos, vindo de 63,3 pontos e com previsão de ficar em 57,5 pontos. Veio pesado. Já a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) vê sinais de moderação do crescimento de economias importantes. A desaceleração mostrada pela economia chinesa tem interferido diretamente na formação de preços de muitas commodities.
Nos EUA, o presidente regional do FED de Boston, Rosengren, defende que o tapering (retirada de estímulos) seja anunciado em setembro e comece a ser aplicado em meses seguintes. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alguma recuperação depois da forte queda de ontem e subia 1,65%, com o barril cotado a US$ 67,58. O euro era transacionado em queda para US$ 1,172, e notes americanos de 10 anos em queda para 1,31%. O ouro e a prata mostravam altas na Comex, e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago.
Aqui, Arthur Lira, presidente da Câmara, quer votar a reforma do Imposto de Renda amanhã, e o Consefaz (Conselho de Secretários da Fazenda) costura uma emenda (depois de pedir rejeição integral) para não reduzir queda do fundo de participação de estados e municípios (FPE/M). A CNI (Confederação da Indústria) fez pesquisa e apurou que mais da metade dos empresários acredita em racionamento de energia, e a medida proposta pelo governo para evitar apagão pode ter fraca adesão.
Na B3, no mês de julho, o volume médio negociado foi de R$ 29 bilhões por dia, com contração de 2,17%. Os investidores ativos eram 3,25 milhões e o valor de mercado das 449 empresas listadas estava em R$ 5,67 trilhões.
A agenda importante do dia pode mudar a direção dos mercados, assim como o noticiário corrente. Mas a expectativa é de Bovespa tentando mais um dia de alta, dólar forte e juros em alta.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
Os temas são recorrentes e não necessariamente perderam a importância. Ao contrário, a covid-19 e sua variante Delta voltaram a assustar os investidores em todo o mundo. Aqui, além disso, desequilíbrio fiscal e governo tendendo ao populismo exacerbado pré-eleitoral também assustam e trazem volatilidade aos mercados de risco.
Já tínhamos previsto que a semana começaria do mesmo jeito que terminou, suavizada apenas pelo fato de segundas-feiras serem dias de poucos parlamentares em Brasília e comissões sem funcionar. Mas os investidores não esquecem isso, somado ao fato de o petróleo ter ficado novamente em queda no mercado internacional (e minério também, só que não em Qingdao), afetando Petrobras, Vale e siderúrgicas.
No exterior, até algumas boas notícias. Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, voltou a apelar ao Congresso para elevar o teto da dívida, sem o qual alguns setores do governo podem sofrer paralisia. Já os senadores do Democratas divulgaram proposta de orçamento de 2022 com pacote de US$ 3,5 trilhões, versando sobre medidas para conter a pobreza e o aquecimento climático, que pretendem que sejam aprovadas antes do recesso de agosto.
Por lá, ainda tivemos a divulgação do relatório Jolts, com a abertura de 10,1 milhões de vagas em junho, maior nível da história. Já Bostic, presidente regional do FED de Atlanta, disse que a retirada de estímulos pode começar até dezembro, com a variante Delta atrapalhando. O presidente do FED de Richmond, Barkin, vê espaço para melhorar empregos antes de subir juros.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, que chegou a mostrar queda de mais de 4%, era transacionado com nova queda de 2,17%, com o barril cotado a US$ 66,80. O euro era transacionado em queda para US$ 1,174, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,32%, com a busca por proteção determinada pela covid-19. O ouro e a prata com boas quedas na Comex, e commodities agrícolas com desempenho mais para negativo. O minério de ferro não foi negociado em Qingdao, mas no porto de Dailan mostrou forte queda, afetando segmentos ligados por aqui. Já o PBOC (BC chinês) disse que vai manter a política monetária flexível e direcionada, mas a covid-19 volta a assustar por lá e também na Europa.
No mercado doméstico, a FGV anunciou o IGP-Di fechado de julho com alta de 1,45% (anterior em 0,11%), acumulando inflação no ano de 15,91% e em 12 meses de 33,35%. O IPA agrícola subiu 2,69% e o IPA industrial +1,25%. O IPC-S da primeira quadrissemana de agosto com 0,97%, de anterior em 0,92%.
A pesquisa semanal Focus do Bacen trouxe a inflação pelo IPCA em nova alta para 2021 de 6,88% (anterior em 6,79%) e a taxa Selic de fim de ano em 7,25%, de anterior em 7%. O PIB projetado para o ano se manteve estável em +5,30% e 2022 em queda para 2,05%. A produção industrial subiu para 6,47% (anterior em 6,38%) e dólar estável em R$ 5,10. Na primeira semana de agosto, superávit na balança comercial de US$ 1,64 bilhão, acumulando saldo positivo de US$ 46 bilhões no ano.
No ambiente político, o presidente da Câmara espera que a questão do voto impresso esteja resolvida na semana, mas o governo quer adiar votação por medo de derrota. Bolsonaro foi até a Câmara entregar para Arthur Lira o projeto de mudança do Bolsa Família que muda o nome para Auxílio Brasil, mas não traz detalhes da MP que trata do tema....
Na semana passada, mesmo com o quadro político mantendo forte instabilidade, ainda assim a Bovespa conseguiu fechar o período com alta de 0,82%, índice em 122.810 pontos e dólar com valorização de 0,27%, cotado a R$ 5,24. Durante toda semana os mercados sofreram com as disputas entre Bolsonaro, STF e TSE. Além de muitos ruídos provenientes do Congresso, com divergências entre os presidentes da Câmara, do Senado e também na sociedade civil com relação a reforma do imposto de renda que pode ser votada ainda na semana que está começando.
No cenário externo, a expansão do covid-19 e variante delta assustando todos, instabilidade nas commodities (petróleo fechou a semana com queda no WTI de 7,8%, e cai mais hoje), mudanças climáticas e ruídos de bancos centrais sobre retirada de estímulos.
Hoje, os mercados da Ásia encerraram o dia em alta, com Tóquio paralisada por feriado, Europa ainda indefinida neste início de manhã e futuro do mercado americano com comportamento misto. Aqui, não deveríamos perder o patamar de 121.300 pontos do Ibovespa sob pena de acelerar vendas e melhora mesmo só ultrapassando a casa dos 124.000 pontos e consistência maior acima de 126.500 pontos.
Durante a madrugada a China anunciou o PPI (atacado) de julho que na comparação anual subiu 9,0%, vindo de 8,8% no mês anterior, com o carvão e petróleo mostrando altas e o CPI (consumidor) com alta de 1,0% também na comparação anual, desacelerando em relação ao mês anterior de +1,1%, com preços dos alimentos em queda de 3,7%.
Na Alemanha, o superávit na balança comercial de junho foi de 13,6 bilhões de euros, fruto de exportações em alta de 1,3% e importações maiores em 0,6%. Nos EUA, os senadores trabalharam no final de semana nas discussões do pacote de infraestrutura de cerca de US$ 1,0 trilhão e podendo aprovar ainda na semana, mas a Câmara só deve votar depois de o Senado fechar questão sobre mudanças climáticas e pobreza com pacote ao redor de US$ 3,5 trilhões.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava forte queda neste início de manhã de 4,07%, com o barril cotado a US$ 65,50, e isso inibe melhor comportamento da Petrobras. O euro era transacionado em queda para US$ 1,176 e notes americano de 10 anos com taxa de juros de 1,28%. O ouro e a prata tinham quedas na Comex e commodities agrícolas com viés negativo na Bolsa de Chicago.
Aqui, vamos começar a nova semana do mesmo jeito tenso que terminamos a passada, produzindo leitura de volatilidade e instabilidade. Mas segundas-feiras são menos sujeitas a ruídos, com parlamentares em trânsito para Brasília.
Na agenda do dia teremos o IGP-DI fechado de julho, o IPC-S da primeira quadrissemana de agosto, a nova pesquisa Focus com inflação possivelmente em alta e o saldo da balança comercial da semana anterior. Nos EUA, discursos de presidentes regionais de Richmond e Atlanta.
Expectativa para o dia de Bovespa podendo tentar alta, mas muito complicado por conta do petróleo e lado político, dólar deveria ser mais fraco pelo comportamento externo, mas aqui pode ser diferente e juros em queda. Porém, a semana contém indicadores de conjuntura que podem mudar o quadro e a continuidade da boa safra de resultados do segundo trimestre.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
Ontem, enquanto o índice S&P e Nasdaq batiam novos recordes de pontuação no mercado americano e Bolsas da Europa encerravam com altas, a Bovespa lutava para não cair muito. Fechamos em queda de 0,14%, índice em 121.632 pontos e dólar em alta de 0,58%, com a moeda fechando cotada a R$ 5,21, depois de chegar a R$ 5,27.
Estamos deixando de seguir o bom comportamento dos mercados no exterior, mesmo com boa safra de resultados do segundo trimestre de empresas líderes como Vale, Petrobras e Banco Itaú. O motivo disso pode ser explicado pelas preocupações com o quadro fiscal, tentativa de burlar o teto de gastos e reformas que não andam, mas sobretudo a insegurança institucional que tomou o país, como falas cada vez mais iradas de Bolsonaro contra o STF e TSE.
Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, enquanto mercados da Europa e dos EUA seguem sem muita definição de tendência, mas já mostrando comportamento mais para positivo desde o início dos trabalhos. Aqui, não podemos perder patamar próximo de 119.000 pontos do Ibovespa, e maior definição só mesmo quando vazar o patamar de 126.500, com passagem promissora em 124.000 pontos. Investidores vão aguardar a divulgação do payroll de julho, nos EUA, com a criação de vagas na economia.
Na Alemanha, a produção industrial de junho encolheu 1,3%, quando a previsão era de alta de 0,5%, afetada pelo setor automotivo e falta de componentes. Nos EUA, o FED determinou que os grandes bancos mantenham US$ 1 trilhão em capital de qualidade, certamente já preparando para retirada de estímulos e eventual desaceleração da economia. Mas o presidente regional de Minneapolis Kashikari destaca que a variante delta do covid-19 pode afetar o mercado de trabalho e a retirada de estímulos (tapering).
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,19%, com o barril cotado a US$ 69,91. O euro era transacionado em US$ 1,181 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,26%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.
Aqui, a Câmara aprovou o PL da privatização dos Correios, que segue agora para o Senado e com manifestações contra, que podem levar ao estado de greve. O Senado aprovou o texto base do novo Refis, que vai para votação na Câmara. Líderes partidários discutem tirar os precatórios do teto de gastos, o que é ruim.
O ministro Fux, do STF, cancelou a reunião de paz entre os três poderes por conta de falas recentes de Bolsonaro, e o presidente disse que os membros do STF “não são donos do mundo”, em sua live de toda quinta-feira.
Expectativa para o dia com investidores esperando payroll, o dado mais importante. A expectativa medida é de criação de 900 mil vagas nos setores público e privado.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
Mais uma vez o quadro fiscal e o risco político do país inibiram o comportamento dos mercados locais, que não tiveram tão bom desempenho como os demais mercados de risco do mundo.
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