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Os mercados hoje terão que ajustar a nova expansão de juros e postura mais dura do Bacen, além das preocupações relacionadas com as reformas e postura populista do governo.
Ofuscados pelos desequilíbrios na política fiscal, inflação e a tensão política, nem os bons resultados do segundo trimestre estão influenciando positivamente os mercados locais.
O dia pode ser novamente positivo para os mercados domésticos, mas os ruídos na área política e divulgação de dados podem atrapalhar um pouco.
Com a variante Delta da covid-19 assustando no exterior e a política confusa no cenário doméstico, o dia foi de mercados acionário, de câmbio e de commodities passarem por fortes variações no intraday.
O mercado local tem muito para ser recuperado, caso haja distensão no segmento político, cujo recesso termina efetivamente hoje. Mas a realidade parece ser bem outra. De qualquer forma e só para pontuar, na Bovespa teríamos cerca de 9 mil pontos do índice para voltar a máxima já alcançada e o dólar abaixo de R$ 5,00 também não seria nada demais.
As altas de hoje no mercado podem ser interpretadas mais como uma correção em relação às quedas da última sexta-feira, do que como uma recuperação.
O mês de agosto está começando com a aparente volta do apetite ao risco no exterior, depois de quedas na última semana de julho, bastante ampliada no mercado local, em função do ambiente político tenso.
Os últimos dias de julho foram de tensão no ambiente externo e, principalmente, no interno, levando investidores a buscarem por maior proteção.
O mês de julho vai indo embora com a Bovespa acumulando perda de 0,89%, faltando somente o pregão de hoje. Ontem andamos na contramão dos mercados no exterior e fechamos com queda de 0,48% e índice em 125.675 pontos. O dólar em nova queda de 0,78% e cotado a R$ 5,07. Aqui pesou o lado político tenso e indicadores de conjuntura piores que o previsto.
Os bons resultados referentes ao segundo trimestre de empresas no exterior foram os principais responsáveis pela alta dos mercados na Europa e EUA, mas não motivaram o segmento B3, que passou boa parte do dia em queda.
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