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O dia parece ser de tentativas de recuperação nos mercados da Europa, futuro do mercado americano e, aqui, depois de dois pregões negativos e da quase perda do patamar de 125 mil pontos do Ibovespa. No entanto, as tensões prosseguem.
Dia ruim para os mercados de risco no mundo e principalmente aqui. Dados de conjuntura divulgados na Europa e nos EUA vieram fracos e mudaram os mercados. No Brasil, ainda seguimos com tensões no ambiente político e investidores buscando proteção no curto prazo.
Ontem, feriado da Independência nos EUA, os mercados operaram com fraca liquidez e perda de referencial de preços dos ativos. Aqui, a Bovespa encerrou com queda de 0,55% e índice em 126.920 pontos e dólar com alta de 0,68% e cotado a R$ 5,09. O ambiente político tenso continuou a pesar sobre os mercados de risco e realizações de curto prazo, em ações, houve mais liquidez. A semana curta também indicou maior prudência dos investidores.
Semana tem agenda lotada de eventos capazes de mexer com os mercados durante todo o curto período e se mostra complicada para precificação dos ativos de risco nos mercados local e internacional.
A semana promete ser intensa de indicadores de conjuntura e também curta pelo feriado americano de hoje e em São Paulo na próxima sexta-feira, devido ao feriado da Revolução Constitucionalista de 1932. Além disso, a semana inclui a ata do FED da última reunião, a reunião da OPEP+ que está complicada sobre meta de produção, e aqui, com a inflação oficial pelo IPCA de junho, IGP-DI, vendas no varejo de maio, ruídos do imposto de renda e CPI da covid-19 com novas denúncias.
Divulgados pouco antes das aberturas, alguns indicadores, como o payroll, influíram nos índices futuros positivamente e mercados mantiveram essa tendência por todo o tempo, exceto as Bolsas europeias, que fecharam com pequenas quedas.
Além de haver expectativa entre os investidores sobre a divulgação do Payroll americano de junho, outros indicadores também podem afetar os mercados de risco hoje.
Com Bolsas europeias fechando em alta e comportamento do mercado americano com viés mais para positivo, ficou evidente a discrepância do mercado local com Bovespa em queda, dólar e juros em alta. Isso, mesmo considerando que o mercado local já está defasado de outros mercados importantes do mundo.
A expansão da variante delta da covid-19, com possível quarta onda de contágio, além da inflação em alta em praticamente todo o mundo e da postura dos bancos centrais com relação à retirada de estímulos monetários, preocupam investidores. Mas a expectativa para o segundo semestre com recuperação forte das economias e resultados de empresas seguem bem positivas.
Segundo semestre começará com muitas indefinições, com economias se recuperando, ao mesmo tempo que se teme a quarta onda da covid-19 pela variante Delta.
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