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O dia foi marcado por volatilidade e reversão de tendência em alguns mercados de risco no mundo e principalmente aqui. O dólar começou o dia em queda, reverteu para alta e a Bovespa seguiu o mesmo caminho, firmando alta na parte da tarde. Investidores no mundo ficaram no aguardo das decisões de política monetária pelo BCE (BC europeu) e da divulgação da inflação pelo CPI de maio nos EUA. Mas o quadro acabou sendo mais positivo que o que estava desenhado.
Os mercados vão aguardar hoje a divulgação da inflação americana pelos preços ao consumidor de maio e também a decisão do BCE sobre política monetária.
O dia começou em queda no segmento Bovespa da B3, mas, na parte da tarde, conseguiu recuperar alta, com base na valorização de Vale e Petrobras, siderúrgicas e Banco Itaú. Isso, mesmo considerando escalada do dólar e mercados fracos no exterior, com Bolsas europeias em queda e mercado americano novamente com comportamento misto.
Ontem o segmento Bovespa da B3 interrompeu sequência de oito pregões de alta, e depois de ter superado a faixa de 131.000 pontos do índice acabou voltando ao patamar de 129.700 pontos. O dólar por aqui está estacionado desde o final da semana passada na casa de R$ 5,03 e mercados americanos operando com comportamento misto nos últimos dias.
Hoje, o dia está começando novamente fraco com preocupações dos investidores sobre a inflação americana, eventuais consequências e, internamente, com a possibilidade de extensão do auxílio emergencial por mais dois ou três meses, citado pelo ministro Paulo Guedes, com empenho de cerca de R$ 11 bilhões e, segundo ele dentro do teto.
Mercados da Ásia encerraram o dia com comportamento de queda, exceto Xangai com alta de 0,32%, Europa operando com viés negativo, próxima da estabilidade e futuros do mercado americano novamente com comportamento misto. Aqui, há espaço para mais realizações de lucro de curto prazo e principalmente para rotação de ativos. O ideal seria não perdermos o patamar de 128.300 pontos do índice e retomar sequência de alta em seguida.
A sequência de oito pregões seguidos de alta, que tirou o Ibovespa de pouco menos de 123 mil pontos para pouco mais de 131 mil, foi interrompida na sessão de hoje por conta da maior rotação de ações, principalmente Vale e bancos, mesmo com o minério em forte alta na China e bancos com melhores perspectivas. O exterior também não ajudou muito já que bolsas europeias terminaram com comportamento misto e o americano oscilou muito pouco.
O segmento Bovespa da B3 engatou o oitavo pregão seguido de alta, na maior sequência desde 2018. Além disso, seguidos recordes de pontuação levaram o índice a trincar o patamar de 131 mil pontos (na máxima de ontem 131.190 pontos), fechando em alta de 0,50% e índice em 130.776 pontos. O dólar por aqui ficou praticamente estável (-0,03%), cotado no fechamento em R$ 5,03. No mercado americano, índices com comportamento misto.
O bom humor dos investidores em relação ao Brasil reverteu a tendência de queda do mercado acionário, mexeu com o câmbio e até com os juros. Seguimos observando revisões positivas do PIB de 2021 e da taxa de câmbio no segmento local e, mais para o início da tarde, com declarações positivas do presidente da Câmara sobre as reformas administrativas, fiscal e até política.
A semana passada foi toda de alta no segmento Bovespa da B3, com pregões seguidos de alta, sequências de recordes de pontuação sendo batidos e valorização semanal de 3,64%, com índice em 130.125 pontos e no ano acumulando valorização de 9,33%. O dólar teve mais uma semana de queda, fechou com desvalorização de 3,34% e cotado a R$ 5,04.
Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia majoritariamente com altas, Bolsa da Europa começando ainda indefinidas, comportamento misto e futuros do mercado americano no campo negativo. Porém, começando algum movimento de recuperação, apesar de indicador negativo na Alemanha. Aqui há espaço para realizações de lucros de curto prazo, mas a tendência mais longa segue sendo de recuperação e dólar fraco.
Mercados da Europa absorvendo queda das encomendas à indústria na Alemanha em abril de 0,2%, quando o previsto era expansão de 0,8%. O petróleo também traz tom negativo com quedas em função das tratativas com o Irã sobre acordo nuclear.
Na China, as exportações anualizadas saltaram 27,9%, mas a previsão era de expansão de 32,2%. As importações subiram 51,1% e o superávit na balança comercial de maio atingiu US$ 45,5 bilhões, de previsão de US$ 47,9 bilhões. As reservas internacionais da China em maio cresceram US$ 23,6 bilhões, acumulando reservas de US$ 3,22 trilhões, a segunda alta seguida.
Preocupações também com as disputas políticas em Israel e com a notícia de foguetes sendo construído pelo Hamas. No México, o governo deve conseguir manter a maioria na Câmara, e no Peru, com 68% das urnas apuradas, Keiko Fujimori segue na frente.
Depois de seis sessões seguidas de alta na B3 e de ter fechado na máxima antes do feriado de Corpus Christi, hoje foi dia de algum ajuste no mercado acionário local, reverberando quedas no feriado e mercados com tendência indefinida na sessão de hoje no exterior. Tivemos muitos discursos sobre a crise climática afetando ativos financeiros, além de política monetária e indicadores importantes mexendo com os diferentes segmentos. Aqui, ainda repercutem as declarações de Bolsonaro e a decisão do exército de não punir o ex-ministro general Pazuello.
No exterior, as mudanças climáticas estiveram na ordem do dia com os líderes do BCE (BC europeu), do BOE (BC inglês) e até do PBOC (BC chinês). O presidente do PBOC disse ser preciso colaboração internacional para viabilizar a transição energética, com a China mudando do carvão para energia renovável. Jerome Powell, do FED, disse estar em seu mandato a supervisão e a estabilidade financeira, mas não são os formuladores para combater as mudanças climáticas.
Dentre os indicadores anunciados, tivemos o payroll americano de maio, com a criação de vagas na economia, com expansão de 559 mil postos de trabalho, após previsão de +700 mil. A taxa de desemprego encolheu para 5,8%, e o salário médio por hora trabalha cresceu 0,5% em maio e 1,98% na comparação anual. Já as encomendas à indústria caíram 0,6%, após expectativa de -0,2%. Mas os dados foram comemorados com a expectativa de que vão seguir fortes nos próximos meses. Isso também mexeu com ações (Bolsas reforçando altas), câmbio e juros em queda.
Hoje é dia de divulgação do payroll (criação de vagas na economia americana) e da taxa de desemprego, referentes ao mês de maio nos EUA, os investidores esperam por isso com ansiedade e pode definir a tendência dos mercados na sessão de hoje.
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