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Em termos de Ibovespa, já existe quem projete 150 mil em 2021. Bom, então qual é a novidade em 132 mil pontos? Projetamos isso quando o índice estava na casa de 100 mil pontos e a pandemia comia solta no Brasil e no mundo, e para chegar aos 150 mil tem que passar antes por nossa marca. É sempre bom um passo de cada vez e avaliando os momentos que se projetam. Certamente temos ainda muitas incertezas, isso se retrata na volatilidade e rotação de ativos. Mas o quadro é bem otimista para consolidar postura favorável.
Ontem o índice Ibovespa da B3 voltou a fechar em novo recorde de pontuação, quase na máxima do dia (menos de 100 pontos abaixo), em alta de 1,63% e índice em 128.267 pontos, com o dólar em boa queda de 1,51% e cotado a R$ 5,146. Mercados da Europa tiveram comportamento mais modesto de alta e índices americanos com comportamento misto, com o Dow Jones em +0,13% e Nasdaq com -0,09%.
Depois de um mês de maio bem positivo e com valorização de 6,15%, junho vai começando na mesma toada, impulsionado por perspectivas econômicas mais forte que o projetado no plano global e também por aqui. Mas as incertezas persistem, o que significa dizer que vamos continuar com volatilidade alta nos mercados de risco.
O mês de junho pode ser ainda melhor do que foi maio para os mercados de risco, por conta de melhores expectativas de crescimento econômico global e vacinação contra a covid-19.
Dia de feriado em NY, adicionado de feriado em Londres, é certo que a liquidez dos mercados estreita bastante e aqui não é diferente, sobretudo depois de termos batido recorde de pontuação na última sexta-feira. Mas resistimos heroicamente contra as quedas verificadas na Europa e no índice futuro americano.
Primeiro temos que lembrar do recorde batido pela B3 na última sexta-feira ao atingir, na máxima, 125.697 pontos, lembrando que vínhamos apregoando com grande antecipação essa possibilidade. Na semana passada, a B3 emplacou três pregões seguidos de alta e fechou o período com valorização de 2,42%, no ano acumulando alta de 5,50%, mas ainda aquém da valorização de outros mercados importantes do mundo.
Faz algumas semanas que vínhamos indicando a possibilidade do Ibovespa ir buscar o recorde de pontuação obtido em 08/01, em 125.323 pontos. Notem que no pregão de 04/05, o índice estava em 117.712 pontos. Desde antes já contávamos com isso, projetando que o quadro de vacinação em países estava melhorando e aqui também tínhamos todo os requisitos para melhorar. Portanto, contávamos com a recuperação econômica global mais forte, e aqui também.
Agora só está faltando o Ibovespa atingir novo recorde de pontuação, já que ontem o STOXX europeu conseguiu essa marca. Porém, existem muitas incertezas ainda rondando o mundo e a cabeça dos investidores, o que significa dizer que não teremos tendência límpida, mas positiva com solavancos.
A sessão de hoje dos mercados no mundo ainda foi dominada pela indecisão dos investidores sobre comportamento dos juros e inflação, principalmente em países desenvolvidos, e tendo em consideração a recuperação das economias e um segundo semestre bem mais forte. Basta ver que mercados da Ásia operaram com viés de queda, na Europa o fechamento foi misto, o mercado americano e a B3 oscilaram entre positivo e negativo.
Ontem os mercados locais reagiram melhor no comparativo com outros mercados no exterior. Motivos para tal foram encontrados nos dados do CAGED com a criação de 120000 vagas em abril e arranhando 1,0 milhão no quadrimestre, dados sobre o setor externo que permanece positivo com o superávit da balança comercial tomando impulso e dívida pública encolhendo em abril 2,9%.
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