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Em nosso comentário de abertura identificávamos que os mercados poderiam ser sensibilizados por indicadores que seriam divulgados, dentre eles, a inflação nos EUA e o volume de serviços prestados no segmento local.
Isso efetivamente aconteceu.
A agenda do dia tem capacidade de mexer com os mercados, mas a expectativa inicial é de Bovespa podendo manter alta e buscar patamares próximos do recorde, dólar ainda fraco (apesar da queda recente) e juros em queda.
O dia começou com grande confusão. Até ontem os investidores globais mantinham forte apetite ao risco, empurrando as bolsas americanas para novos recordes a partir do payroll fraco da última sexta-feira, e com isso garantindo a continuidade das políticas fiscal e monetária. Isso motivou também apetite em outros mercados e a B3 retornou ao patamar de 122 mil pontos. Hoje, tudo mudou e os investidores desde a madrugada voltaram a ficar preocupados com inflação e juros altos.
Ontem os mercados abertos na parte da tarde desaceleraram, com o Dow Jones fechando em queda de 0,10%, depois de bater novo recorde de pontuação no intraday. O Nasdaq operou fraco, por conta de quedas das ações de tecnologia e perdeu 2,55%. Aqui a B3 encerrou com queda de 0,11% e índice em 121.909 pontos e dólar praticamente estável cotado a R$ 5,23.
Hoje, bem cedo, em nosso comentário de abertura, dávamos a tônica do que esperávamos para os mercados na sessão de hoje. O quadro era de indefinição de tendência, o que acabou acontecendo. Mercados no mundo com quedas, altas e aqui mais para positivo, por conta de Vale, siderúrgicas, petróleo e bancos. Mas ainda assim, trilhamos durante pouco tempo o campo negativo.
Expectativa de Bovespa podendo tentar manter alta, dólar um pouco mais forte, depois de sucessivas quedas, e juros curtos também em queda.
Hoje tivemos alguns indicadores importantes encerrando uma semana de agenda cheia de eventos, decisões de bancos centrais relevantes (Bacen e BC inglês), safra de resultados do primeiro trimestre mexendo pontualmente com ações e culminando com a divulgação do payroll americano de abril, com a criação de vagas no conjunto da economia (setores público e privado).
Ontem a Bovespa conseguiu encerrar com valorização de 0,30%, com índice em 119.920 pontos e dólar em nova queda para R$ 5,28, mas no intraday chegou ao patamar de R$ 5,25. A alta ocorreu no call de encerramento, lastreada nas ações da Vale que valorizaram 3,92% e melhora dos mercados em NY, a partir da divulgação nos EUA do relatório de estabilização financeira positivo apontando os bancos resilientes. O dia positivo pode prosseguir hoje.
Hoje foi dia de mercados com boa performance em praticamente todo o mundo, mas por aqui nem tanto, exceto pela valorização do real frente ao dólar, o que de certa forma já era esperado, por conta da decisão do Copom de ontem de elevar a Selic em 0,75%, para 3,50%.
A agenda do dia tem condição de mexer com os mercados, assim como a safra de resultados do primeiro trimestre que está saindo. Porém, a expectativa é de Bovespa buscando patamar mais elevado, dólar mais fraco e juros longos ainda pressionados.
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