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O dia começa com agenda fraca, interna e externa, com isso os mercados ficarão suscetíveis ao noticiário ao longo do período. Ontem, a Bovespa quase atingiu o objetivo que vínhamos marcando como importante, em 118 mil pontos do Ibovespa, encerrando com alta de 1,87% e índice em 117.518 pontos (na máxima chegou a 117.667 pontos). O dólar teve dia de queda, fechando cotado a R$ 5,68, absorvendo a fraqueza externa.
Todos os mercados que operaram hoje tiveram boas performances. Na Bovespa, destaque para as ações de Vale que tiveram alta de 6,16%.
Na volta do feriado da Semana Santa lembramos que a Bovespa ainda conseguiu encerrar o período muito complicado na política e covid-19 com leve alta de 0,41%, aos 115.253 pontos e dólar fechando com queda de 0,86% e cotado a R$ 5,71. No mercado americano, o Dow Jones e o Nasdaq tiveram altas mais expressivas de respectivamente 0,24% e 2,29%, muito em função da vacinação massiva e do anúncio do pacote de infraestrutura de US$ 2,3 trilhões.
Como país emergente desorganizado e com liquidez em seu mercado de capitais, o Brasil acaba sofrendo mais quando existe precipitação de saída, mudanças táticas dos gestores e rotatividade nos ativos. Isso explica parte do fato de estarmos com performance pior que outros mercados de risco e câmbio pressionado. A outra parte fica mesmo por conta das incoerências de gestão e complicações políticas.
Ontem, a Bovespa interrompeu sequência de quatro pregões de alta, mas teve queda branda de 0,18%, com o índice em 116.633 pontos, cerca de mil pontos abaixo da máxima do dia. Hoje pode conseguir retomar, mas depende de dados que serão divulgados e comportamento externos. Já ontem, o S&P e Nasdaq conseguiram novos recordes de pontuação intraday.
O governo continua com discurso transverso, principalmente no que tange à pandemia. Enquanto ministros como Paulo Guedes, Queiroga e outros defendem a vacina maciça da população com sendo a melhor solução fiscal, Bolsonaro ainda não mudou o seu pensamento, falando em abertura, fome, desemprego e, ainda, em tratamento precoce.
Março e o trimestre vão indo embora, e, apesar de todo o ocorrido no ambiente político nacional, a Bovespa conseguiu emplacar o quarto pregão seguido de alta na sessão de ontem, com +1,24% e índice em 116.849 pontos. Dólar fechando praticamente estável em R$ 5,76 e mercados americanos com comportamento de queda.
Os juros dos treasuries seguem estressando os investidores, por mais que a economia americana continue a mostrar boas indicações. Mais ainda com a expectativa de divulgação do pacote de infraestrutura de mais de US$ 3 bilhões que Biden pretende anunciar amanhã. Já aqui, o câmbio, a covid-19 e o descontrole fiscal espantam os investidores, mas, ainda assim, a Bovespa conseguiu emplacar o quarto pregão seguido de alta, mesmo com o dólar açoitando a cotação de R$ 5,80 novamente.
Apesar do dia bastante turbulento e pressões políticas fortes, a Bovespa até conseguiu atingir alta de 0.56% e índice em 115.418 pontos, enquanto o dólar registrou nova valorização de 0,44% e cotado a R$ 5,77, após ter atingindo durante o dia mais de R$ 5,80. Aqui, dança das cadeiras de ministros e alguns lembrando a marchinha de carnaval de Getúlio, com “pega o retrato do velho outra vez, e bota no mesmo lugar”.
Era só uma questão de tempo até saída do chanceler Araújo do MRE, depois do entrevero com a senadora Kátia Abreu e de muitas discussões sobre ideologia, sem se preocupar com o Brasil e com a abertura do país.
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