
Sign up to save your podcasts
Or


Enquanto o mundo se preocupa já por semanas com a escalada dos juros no mercado internacional, por aqui, além disso, a pandemia passou a preocupar e fazer efeito sobre a precificação dos ativos de risco.
Ontem mercados tiveram dia positivo, com a Bovespa chegando a vazar o patamar de 115000 pontos do índice que vínhamos mostrando ser importante, e foi ajudada pelo bom desempenho no exterior. Dólar por aqui também com boa queda e ainda com intervenção na venda de moeda pelo Bacen. Para hoje, o Bacen voltou a anunciar mais operação adicional de swap cambial.
O dia promete ser novamente de intensa movimentação dos investidores em todo o mundo, pois há muito para ser avaliado na formação de preços dos ativos e projeções futuras.
O dia foi novamente de tensão para os mercados de risco no mundo por conta de dois eventos principais. De um lado, a votação na Câmara americana do pacote de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão, e de outro, a expectativa local com a votação em segundo turno da PEC Emergencial, com algumas questões que poderiam desidratar a medida.
Depois de toda desorganização das últimas semanas, Legislativo e Executivo tentam colocar um pouco de ordem para lidar com a pandemia e auxílio emergencial e, assim, como nos EUA buscam aprovar hoje o pacote fiscal de estímulos que demora muito para sair.
Dia começou tenso, com anúncios e novas declarações de Bolsonaro, e continuou assim como reflexo às decisões, no final do dia de ontem, do ministro Edson Fachin.
São muitas as informações para serem avaliadas e reverberadas pelos investidores e, por aqui, um pouco mais. Isso significa que os mercados devem manter a volatilidade alta, com giro de ativos e bruscas mudanças intraday.
Faz tempo que anunciamos que a volatilidade nos ativos de risco estava bastante elevada, por conta das incertezas que ocorrem por aqui e também no exterior.
A semana começa com indefinições no ambiente político, juros altos nos EUA prejudicando mercados de risco, mas com algumas boas notícias.
A moeda real brasileira tem o pior desempenho ante o dólar, pior até mesmo que a de Mianmar. Pior ainda que, mesmo nessa situação, não há ingresso de recursos do exterior, nem para especulação. Isso é reflexo do quadro fiscal em deterioração, da situação política difícil para aprovar medidas e do negacionismo de Bolsonaro sobre a pandemia, com suas declarações de ontem (disse que a pandemia era "frescura e mimimi") repercutindo na imprensa internacional.
From the publisher's feed