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O mês de fevereiro e a semana vão indo embora com investidores tensos em todo o mundo, com o comportamento dos mercados de risco. Ontem o mau humor reinou e os mercados reagiram com grande volatilidade e quedas. A Bovespa terminou o dia com perda de 2,95% e índice novamente em 112.256 pontos, dólar cotado a R$ 5,51, mesmo depois de duas intervenções do Bacen, vendendo moeda à vista no montante de US$ 1,53 bilhão, Nasdaq com queda de 3,52% e Dow Jones perdendo 1,75%.
O mau humor dos investidores se fez presente no mundo e trouxe reviravolta para os mercados que, no início do dia, apresentavam boas expectativas. Bem que lembramos que a agenda tinha capacidade de mexer com a volatilidade, e isso acabou acontecendo. Aqui, até com maior razão, em função do encaminhamento que começa a tomar a PEC emergencial, onde os parlamentares querem fatiar concedendo rápido auxílio emergencial, mas sem contrapartidas de corte de gastos. O Tesouro diz não ser sustentável sem contrapartidas. Fico com ele.
Ontem foi mais um dia de recuperação na Bovespa liderada pelas ações de Petrobras, com fechamento do Ibovespa com +0,38% e índice em 115.667 pontos, após ter vazado a faixa de 116.200 pontos durante a sessão. Mas houve muita volatilidade nos preços dos ativos, incluindo também o câmbio e juros.
O dia foi de intensa volatilidade nos mercados externos e mudanças de sinais, e por aqui com justificativa, ainda em função do imbróglio de Petrobras e Eletrobras, mas também com muitas dúvidas dos investidores sobre interferência do governo no projeto liberal e guinada fiscal populista. Sobre Petrobras especificamente, ninguém muda um presidente de uma grande empresa sem projetar mudanças. Que mudanças serão essas? O tempo dirá!
Hoje os mercados podem buscar nova tentativa de superação dos inúmeros problemas de nossa economia e política, depois da intervenção na Petrobras. Ontem foi dia de recuperação da Bovespa, liderada pelas ações da Petrobras, Eletrobras e setor bancário. No final do dia, valorização do Ibovespa de 2,27% e índice em 115.227 pontos, com Petrobras em alta de 12,2% e recuperando cerca de R$ 30 bilhões de seu valor de mercado, após ter perdido em apenas dois dias algo como R$ 100 bilhões de valor de mercado.
O dia foi de recuperação da Bovespa, após ter sido completamente afetada pelo imbróglio da Petrobras arrastando outras empresas com liquidez. Hoje a Petrobras registrou tênue recuperação, após ter caído quase 30% em dois pregões e reduzido cerca de R$ 100 bilhões de seu valor de mercado.
Ontem as ações preferenciais da Petrobras terminaram o dia com queda de 21,5%, bem perto da mínima, e provocaram queda no Ibovespa de 4,87%, com o índice em 112667 pontos. Em apenas dois pregões a empresa perdeu R$ 100 bilhões em valor de mercado, e isso tem consequências sobre o custo de capital para a companhia.
Se fosse somente uma substituição da presidência da Petrobras, até que tudo bem, apesar da forma feita. O problema é que mexeu com as expectativas e deu margem para a crença de caminho para o populismo fiscal, além de mexer com outras variáveis superimportantes como estimativa do PIB, câmbio e juros. E mais diretamente com outras ações onde o governo domina e com o mercado acionário na totalidade. O melhor exemplo da alteração de expectativas está no CDS (Credit Default Swap) do Brasil que pulou de menos de 160 pontos para 190 pontos. Ou seja, instantaneamente elevou o prêmio de risco do Brasil.
É claro que hoje o dia será dominado por Petrobras e ajustes requeridos, mas mexe também com todo o mercado (Petrobras representa mais de 10% na ponderação do Ibovespa), e também com o câmbio e a taxa de juros. Claramente, a interferência na companhia eleva o prêmio de risco para o país, justamente num momento em que os investidores no mundo se preocupam com o grau de endividamento dos países emergentes e mostram preocupação com a alta dos treasuries americanos.
As ações de Petrobras tiveram um dia de forte queda na Bovespa e no mundo, por conta de declarações feitas por Bolsonaro em sua live de toda quinta-feira. Bolsonaro disse que teria consequência nos próximos dias o forte aumento de preços anunciado pela empresa para o diesel e gasolina. Bolsonaro esqueceu que as ações de Petrobras são negociadas e têm investidores em todo o mundo, e também com forte pulverização no mercado local. Isso compromete a imagem do país no exterior.
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