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O dia foi mais comedido para os mercados de risco em todo o mundo. No exterior predomina a incerteza com relação ao Covid-19 e suas novas cepas, com vacinação ainda lenta, mas com aparente declínio de contágio e hospitalização. Aqui, o desconforto com o quadro fiscal é grande, sobretudo diante da postura do Senado para seguir recursos para extensão do auxílio emergencial.
No mundo, os investidores na expectativa pelo pacote de estímulo fiscal americano, acelerando a recuperação da economia ainda em 2021.
Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia majoritariamente com altas com o pacote dos EUA e também com recordes históricos de pontuação para os três principais índices. Na Europa, o dia começando em queda, mas já afastado das mínimas, e o mesmo comportamento para os futuros do mercado americano. Aqui, a “geleia geral” está montada, com Bolsonaro atônito para satisfazer caminhoneiros (base de apoio), disputas na CMO (Comissão Mista do Orçamento), auxílio emergencial fora do teto e autonomia do Bacen.
Conforme destacávamos em nosso comentário de abertura, os investidores tiveram que ajustar expectativas para a notícia e esclarecimentos oferecidos pela Petrobras sobre política de preços, e a necessidade de o governo achar uma solução para aliviar a pressão dos caminhoneiros.
Na semana passada a Bovespa registrou valorização de 4,48%, com índice em 120240 pontos, mas no ano mostra valorização de somente 1,03%. Dólar aqui fechou o período cotado a R$ 5,38, em queda de 1,57%. Destaque para os mercados americanos com novos recordes históricos de pontuação para Nasdaq e S&P, mas aqui, na sexta-feira os mercados se assustaram com vazamento de informação de que a Petrobras tinha mudado a periodicidade de reajuste de preços dos derivados.
A semana ultrapassada, como prevíamos, trouxe postura mais proativa dos investidores em todo o mundo, a partir, principalmente, da aceleração do processo vacinal em todo o mundo, mesmo com alguns países ainda vacinando pouco e, outros, com problemas de suprimentos de imunizantes para dar sequência. O período também foi marcado por mais farmacêuticas solicitando autorização emergencial, o que agrega boas perspectivas. Já pelo lado dos indicadores de conjuntura divulgados no período ficou a sensação de que mais deve ser feito em termos de políticas, monetária e fiscal, para apoiar a recuperação econômica global.
Ontem foi dia de a Bovespa operar na contramão dos mercados americanos, encerrando com queda de 0,39% e índice em 119.260 pontos, enquanto os índices S&P e Nasdaq faziam novos recordes históricos de pontuação. Os investidores aqui citam dúvidas sobre como serão as reformas, notadamente a tributária e administrativa, e se haverá profundidade capaz de levar a economia novamente aos trilhos.
O dia está começando positivo nos principais mercados do ocidente, e a Bovespa pode conseguir emplacar o quarto pregão seguido de alta. Ontem a Bovespa registrou alta de 1,26% e índice encerrando em 119.724 pontos, mas chegando a vazar o patamar de 120 mil pontos, como tínhamos antecipado. Dólar aqui encerrou o dia em alta de 0,29% e cotado a R$ 5,37 e no mercado americano, comportamento misto no final do pregão de alta.
Faz alguns dias que vínhamos marcando o patamar de 120.500 pontos do Ibovespa como uma zona importante de consolidação da recuperação, depois de ter arranhado os 114000 pontos. Pois bem, na máxima de hoje atingimos 120.210 pontos, mas não conseguimos manter a faixa. O índice perdeu um pouco de tração acompanhando o mercado americano. Mas seguimos acreditando como possível.
Como vínhamos estimando, a maior tranquilidade na área política e vacinação entrando nos eixos, geram melhor humor para os mercados de risco aqui e no exterior. Ontem a Bovespa perdeu tração na parte da tarde, mas ainda encerrou com alta de 0,61% e índice em 118.233 pontos, com ótima performance da Petrobras, que pode repetir novamente hoje. Dólar por aqui fechando em queda de 1,74% e cotado a R$ 5,35. Mercados da Europa e EUA também terminaram o dia de ontem com boas altas.
Tudo parecia bem encaminhado para os mercados de risco em boa alta na sessão de hoje, e isso efetivamente aconteceu com os mercados da Europa e também dos EUA. Aqui, investidores trabalharam em cima de outras considerações, o mercado abriu com boa alta, mas foi perdendo tração ao longo do dia.
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