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No conto A Cidade Sem Nome, de H. P. Lovecraft, um desbravador, munido de seu camelo, pá e alguma ferramenta que colabore com sua curiosidade, resolve encontrar e desvendar, a antiquíssima cidade sem nome. Um clima de mistério envolve esta narrativa de Howard Phillips Lovecraft (1890-1937), que criou emblemáticos contos de horror góticos e tornou-se um dos precursores da ficção científica nos Estados Unidos. Lovecraft é considerado por muitos críticos um dos escritores de terror mais influentes do século XX. Suas criaturas tiveram tal repercussão que chegaram a influenciar diversas bandas de rock, como Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath. Nesta narrativa, ele revela estranhos ritos para criaturas bem específicas. A tradução deste conto é do professor doutor Renato Suttana. Boa Leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 40
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Os 85 anos da morte de Fernando António Nogueira Pessoa completam-se neste 30 de novembro. Ele nasceu e morreu em Lisboa, vivendo de 1935 a 1888 e tornou-se um dos mais importantes poetas da literatura universal, pois sua inventividade o fez produzir muita literatura, com personagens criadas por ele para serem os próprios autores. Fernando Pessoa fez, ao todo, 72 heterônimos e no episódio de hoje trazemos aquele que é considerado seu álter ego: Álvaro de Campos. Conforme biografia criada por Fernando Pessoa, Álvaro de Campos nasceu em Tavira, Portugal, no dia 15 de outubro de 1890, estudou Engenharia Naval, na Escócia. No entanto, não exerceu a profissão por não poder suportar viver confinado em escritórios. Campos talvez seja sua personalidade literária mais elaborada, cuja escrita pode ser dividida em três diferentes fases. É o “transbordamento do poeta”, aquele que vem com as palavras que rasgam, uma vez que os versos atribuídos a Álvaro de Campos, ocorriam nos momentos em que Pessoa sentia um incontrolável impulso para escrever. Fernando Pessoa, em si, foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 39
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O conto: “Como nasceu, viveu e morreu a minha inspiração”, foi publicado em 1881, mesmo ano em que Raul Pompeia começou o curso de Direito em São Paulo, entrando em contato com o ambiente literário e as ideias reformistas da época. Ele foi reprovado no terceiro ano e seguiu com 93 acadêmicos para o Recife, onde concluiu Direito, mas não exerceu a advocacia. Como autor, dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas, folhetins, artigos, contos e participando da vida boêmia das rodas intelectuais.
Seu romance mais conhecido é O Ateneu, que replica muito do acontecimento vivido por ele mesmo, na infância: no Brasil Imperial, o menino Sérgio é atirado do aconchego da família e matriculado num colégio interno. Por isto, o Ateneu é romance de cunho autobiográfico, narrado em primeira pessoa. Foi publicado em 1888, primeiro em folhetins, na Gazeta de Notícias, e, logo a seguir, em livro, que o consagra definitivamente como escritor. Foi assim que ele estudou no Colégio Abílio, o mesmo que educara Castro Alves e Rui Barbosa. Raul Pompeia viveu por 32 anos, nascido em Angra dos Reis, RJ, em 12 de abril de 1863, pondo fim à vida, com um tiro no coração, no dia de Natal de 1895, no Rio de Janeiro, RJ.
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Leitura de Ouvido Ep. 38
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A busca incessante. “O inventor” é um conto da famosa poetisa portuguesa, Florbela Espanca (1894-1930), publicado no livro póstumo As máscaras do destino (1931). Traz o clima de um espírito inquieto e curioso de um homem, desde menino. No texto, podemos transpor um pouco dos tumultos, inquietações e sofrimentos íntimos que a própria Florbela teve em seus 36 anos de vida. Neste período, ela escreveu muito: poesia, contos, um diário e epístolas, além de ter sido responsável por traduzir vários romances para a língua portuguesa e ter colaborado para revistas e jornais. A grande maioria destes textos foram publicados após a sua morte. Ela fez prosa e poesia que traziam à tona temas como a solidão, a feminilidade, o erotismo, o desencanto, o sofrimento e a busca incessante pela felicidade. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 37
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Luiz Vaz de Camões é considerado o príncipe dos poetas portugueses. Nasceu em família fidalga no ano de 1525 e morreu em 10 de junho de 1580. Criador de Os Lusíadas, poema épico de 8.816 versos rimados e metrificados; fomos buscar os sonetos de Luiz Vaz de Camões mais populares de todos os tempos. Na engenharia do texto: 14 versos, inerentes ao Soneto. A configuração consagrada por Camões em nossa língua foi criada pelo renascentista italiano Francesco Petrarca e se constitui de 14 versos decassílabos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. Começaremos pelo mais célebre soneto camoniano “Amor é um fogo que arde sem se ver, (...)” para compreender que o amor não pode ser controlado pela razão – tese, aliás, caríssima entre os românticos. Mas também existe em Camões a visão desencantada, pessimista em relação à vida. É o que se ouvirá no quinto soneto que trazemos neste episódio. O último soneto pode nos levar a refletir sobre o momento atual, o próprio ano pandêmico, pois trata de mudanças. A obra de Camões sobreviveu à morte. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 36
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A cena literária do Realismo em Portugal tem características únicas, no século XIX, devido aos textos de Eça de Queiroz. Neste conto, emerge uma realidade comovente, que se passa dentro de um palácio e é encenada por uma mulher forte e corajosa. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 33
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O clima que envolve a morte sempre permitiu refletir melhor sobre a vida. Por isto, aproveitamos este término de outubro para trazer um episódio que aborda o acontecimento inelutável, aquele ao qual ninguém pode fugir. Salma Ferraz é escritora, crítica e ensaísta em inúmeros artigos publicados e autora de livros de crítica literária e ficção. É professora, mestre e doutora em Literatura Portuguesa e pós-doutora em Literatura. Salma nasceu em Ibaiti, no norte velho do Paraná, ao lado de um pico, o chamado Pico Agudo que pertenceu à sua própria família no passado, um lugar habitado por muitos fantasmas. Mora atualmente na serra, em Santa Catarina e foi lá que construiu grande parte de sua carreira como educadora na UFSC.
“A Ceia dos Mortos” foi conto classificado no III Concurso da Academia Dorense de Letras, Boa Esperança, Minas Gerais e Menção Honrosa no IX Prêmio Escriba de Contos, Piracicaba, 2007.
Para concorrer ao livro homônimo da autora, siga os passos no @leituradeouvido no Instagram. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 35
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Descobridor do cotidiano da vida carioca e observador dos hábitos da capital. Muito do que se vê em “A dívida”, está neste clima. O conto de hoje é de Artur Azevedo (1855-1908), dramaturgo, poeta, contista, prosador, comediógrafo, crítico e jornalista brasileiro. Artur era o irmão mais velho de Aluísio Azevedo, e juntos estiveram no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a cadeira nº 29, que tem como patrono Martins Pena. Embora escrevendo contos desde 1871, só em 1889 animou-se a reunir alguns deles no volume Contos possíveis, dedicado a Machado de Assis, seu companheiro na Secretaria da Viação e um de seus mais severos críticos. Em 1894, publicou o segundo livro de histórias curtas, Contos fora de moda, e mais dois volumes, Contos cariocas e Vida alheia, constituídos de histórias deixadas por Artur Azevedo nos vários jornais em que colaborara. Os namoros, as infidelidades conjugais, as relações de família ou de amizade, as cerimônias festivas ou fúnebres, tudo o que se passava nas ruas ou nas casas forneceu assunto para as histórias. O aniversário de morte de 112 anos dele aconteceu neste 22 de outubro. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 34
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Hoje trouxemos uma lenda, que é um parente inspiracional dos contos. E trata-se da lenda folclórica do Negrinho do Pastoreio, surgida no Sul do Brasil. Quem narra em estilo inigualável é Simões Lopes Neto (1865-1916), um dos grandes nomes da literatura rio-grandense. Ele mescla a paisagem típica e o linguajar pitoresco, fazendo uma literatura regionalista que contribui para o legado da literatura brasileira, alinhando-se com regionalistas como Euclides da Cunha, Guimarães Rosa e Gracialino Ramos, por exemplo. Em “O Negrinho do Pastoreio” emerge a fé cristã em Nossa Senhora Aparecida, que é a madrinha do escravo sem batismo e sem nome. A lenda percorre também o território do fantástico e se faz valer de um vocabulário típico especializado, com termos como: onça e meia-dobla para se referir a moedas; cacimbas, para buraco onde se encontra água; parelheiro para cavalo de boa raça, tratado para a disputa de corridas. Entre tantos outros, que enriquecem esta narrativa. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 32
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A conexão de alma entre duas pessoas e o destino certo de cada ser: a morte. Sobre este filigrama, discorre o conto de hoje, criado pela famosa poetisa portuguesa, Florbela Espanca (1894-1930). Ela viveu apenas 36 anos, em meio a tumultos, inquietações e sofrimentos íntimos, que transformou em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo. Florbela Espanca publicou apenas dois livros em vida: Livro de Mágoas (1919) e Livro de Sóror Saudade (1926), mas escreveu muito! Poesia, contos, um diário e epístolas, além de ter sido responsável por traduzir vários romances para a língua portuguesa e ter colaborado para revistas e jornais. A grande maioria destes textos, como As Máscaras do destino (1931), foram publicados póstumos. Fez prosa e poesia que traziam à tona temas como a solidão, a feminilidade, o erotismo, o desencanto, o sofrimento e a busca incessante pela felicidade. Neste livro, em específico, ela versa sobre as diversas faces da morte, ainda sobre o profundo pesar do irmão Apeles Espanca, que aos 30 anos faleceu num trágico acidente de avião. Conheça “A Morta”, uma espécie de representação de a noiva cadáver, envolvida em amor. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 31
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