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Esse termo "cringe", que no inglês significa "vergonha alheia", foi muito usado recentemente na internet. Aí eu me peguei pensando: será que tentar produzir terror no Brasil é um pouco cringe? Será que estou passando vergonha na internet ao apostar num gênero que sequer é visto com bons olhos até pelas marcas daqui? Diante dessa inquietação, convidei minha amiga e radialista Dane Taranha, junto com o cineasta Marcos De Brito, para gravar este episódio do LendaCast e tentar entender o por que o gênero terror e horror é tão mal visto e pouco explorado quando feito aqui, no nosso Brazilzão de Zé do Caixão.
Eu pensei muito se iria ou não falar sobre esse caso aqui no Lenda. O Caso Lázaro, virou uma espécie de circo na internet: muita gente parece ter esquecido que ele era um assassino e brincaram, fizeram memes engraçados, piadinhas e o mais curioso: disseram até, que ele usava magia para se esconder. Sim, acredite! Eu recebi muitas mensagens de seguidores, questionando se era verdade que Lázaro andava com o Livro de São Cipriano na bolsa. Uns falavam que ele aprendeu magia com o avô, outros que ele viveu na mata e sabia se esconder e o mais impressionante: chegaram a cogitar que Lázaro conseguia ficar invisível, através de rituais, ou melhor, que Lázaro teria proteção do próprio demônio para não ser encontrado pela polícia. Então, o que eu resolvi fazer aqui no Lenda? Convidei um mago, o Antônio Augusto Fagundes Filho, que pratica e estuda magia desde 1975, para explicar o por quê muitas pessoas insistem em atribuir a magia ao que é ruim. Neste episódio do LendaCast, o seu podcast de terror para ouvir antes de dormir, Daniel Pires e Mari Cavalcante entrevistam o mago Fagundes, para tentar entender se realmente existe um ritual para ficar invisível e qual o motivo de a magia, sempre ser encarada como algo para praticar o mal contra outras pessoas.
Com a estreia de "Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio", organizamos todos os filmes que fazem parte do universo de "Invocação do Mal", para entender melhor as histórias que se interligam entre os filmes. Neste episódio, Daniel Pires e Mari Cavalcante conversam com Neto Prado, do Trilha do Medo, para entender melhor a cronologia de filmes de terror de muito sucesso na atualidade.
Reza a lenda que, na cidade de São João do Triunfo, no Paraná, dois túmulos se uniram sozinhos no cemitério da cidade. A população local cultiva essa história, tratando-a como um amor proibido, entre uma mulher idosa e um adolescente, que morreram com alguns meses de diferença, em 1939. Dizem por lá que o amor entre os dois era proibido, pois a noiva, Maria Antunes Ferreira, tinha 63 anos, era casada e tinha um filho. E o suposto noivo, Lourenço Hipolito Neto, tinha apenas 14 anos de idade. Os dois morreram com sete meses de diferença: Maria morreu em 10 de fevereiro de 1939 e Lourenço em 24 de setembro do mesmo ano. Os dois foram sepultados lado a lado e parte do túmulo de Maria, teria se afastado de onde fora construído e, aos poucos, foi se aproximado do túmulo do adolescente amado, até se juntarem por completo. Neste episódio polêmico, Daniel Pires e Mari Cavalcante exploram essa famosa lenda paranaense, para tentar entender o que levou uma sepultura a se encostar na outra.
Recentemente, surgiram diversos relatos assustadores na internet, de pessoas que afirmam terem visto um menino bem pequeno, brincando sozinho durante a madrugada, dentro do Parque Chácara Silvestre, na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. No mesmo parque, há um casarão construído em 1930, que há décadas, recebe atividades culturais e que, recentemente, ganhou fama de assombrado, tudo porque, além da criança que brinca fora do casarão, há relatos de uma outra menina, que aparece pelas janelas, observando quem brinca lá fora. Para este episódio, Daniel Pires e Mari Cavalcante, investigam tais relatos e exploram outras histórias sobre mais fantasmas que também foram vistos por visitantes e funcionários no mesmo local.
Em 18 de abril de 2019, morria Lorraine Warren, uma das investigadoras paranormais mais célebres dos EUA. Dois anos depois, o trailer do filme "Invocação do Mal 3" é divulgado e relembra um dos casos mais emblemáticos, investigados por ela e seu marido Ed Warren, morto em 2006. Isso demonstra que a obra de Lorraine continua viva e que seu legado jamais será esquecido. Porém, existe uma questão: o museu com os objetos ditos assombrados, agora ficou sem dono e foi deixado intacto no porão de sua residência em Connecticut. Por isso, neste episódio especial, Daniel Pires e Mari Cavalcante, convidaram Fábio Jacques, do canal Muita Brisa, para analisar como ficam e para onde vão esses objetos, que encontram-se trancados no lá no misterioso Museu Ocultista dos Warren. Ao lado de sua namorada, Fábio produziu uma websérie detalhada, sobre esses objetos amaldiçoados que foram investigados por Lorraine e, por isso, aproveitamos o papo neste episódio, para tentar entender como fica o museu assombrado, que agora ficou órfão de sua principal idealizadora: Lorraine Warren.
Muitos seguidores pediram ao Lenda, para gravar um episódio do LendaCast, sobre a história da menina Debora, que morreu esquartejada por uma vizinha, em 27 de outubro de 1983, em Itaquera, zona leste de São Paulo. A menina tinha apenas 5 anos quando foi morta pela vizinha, que a cortou em pedaços e jogou seus restos mortais pelas redondezas da cidade. O corpo da criança foi sepultado no cemitério da Vila Formosa e sua sepultura começou a ser visitada por centenas de pessoas, que acendiam velas para a alma de Debora e pediam milagres para a menina que, pelo seu grau de sofrimento, teria virado santa e ido imediatamente para perto de Deus, segundo a fé popular. Anos mais tarde, chegavam as placas de agradecimento, vindas de pessoas que afirmavam que Debora era realmente santa e realizava milagres.
Em 2018, Mari Cavalcante e eu (Daniel Pires), visitamos a sepultura da "Santa Débora", para mostrar os objetos que são deixados por lá. Além de brinquedos e doces, os fiéis também deixam chupetas infantis penduradas em uma árvore que nasceu ao lado do jazigo da menina. O curioso é que não há sequer uma foto de Debora em seu próprio túmulo, muito menos a data de seu nascimento. Só a data de morte, o que a torna um ideia, um corpo místico, uma verdadeira lenda. Neste episódio, vamos relembrar este caso absurdo e também, como este crime, ocorrido há quase 40 anos, ainda desperta ira e reacende lendas urbanas pela cidade de São Paulo.
Existem duas versões sobre esta mesma lenda, contada pela cidade de Cedral, interior de SP, que fala sobre uma misteriosa sepultura onde há a foto de uma moça morta, vestida de noiva. Em uma das versões, conta-se que, ao descobrir uma traição dias antes de se casar, a moça esperou a data de seu casamento e no dia exato, matou o noivo, a amante dele e depois, tirou a própria vida. Na outra versão desta mesma lenda, conta-se que, para se ver livre da noiva e casar-se com a amante, o noivo envenenou apenas uma fatia de bolo e a deu para sua recém esposa. A jovem noiva comeu a fatia de bolo envenenada, passou mal e morreu ali mesmo, na festa de casamento. Reza a lenda que, até hoje, seu espírito vestido de noiva, é visto caminhando perto da capela do cemitério, com uma rosa vermelha na cabeça e arrastando seu longo vestido branco. Porém, Daniel Pires e Mari Cavalcante, investigaram a fundo essa história e descobriram novos detalhes, que mudam todo o rumo dessa lenda urbana.
O último personagem vivo da história macabra ocorrida na pequena vila de Amityville (Nova York, EUA), há quase 50 anos, morreu dentro da prisão, na última sexta-feira, 12 de março de 2021. O assassino Ronald DeFeo Jr. (foto), tinha 23 anos, naquele 13 de novembro de 1974, quando matou a tiros, seis membros de sua própria família, após alegar ter ouvido vozes demoníacas que o convenceram a cometer os assassinatos. A casa, palco dos assassinatos, foi vendida para a família Lutz, que morou lá, por apenas 28 dias e saíram de lá às pressas, pois diziam que o local era realmente amaldiçoado. O jornalista Jay Anson, conseguiu entrevistar os Lutz e eles relataram que viam figuras demoníacas pelas paredes da casa, ouviam gritos de agonia e eram acordados por uma banda de marchinha, que tocava muito alto, exatamente às 3 da madrugada e só parava de tocar, quando dava 3:15, hora exata dos assassinatos. Muita gente acredita que tudo isso não passa de lenda, pois os novos moradores desmentem a versão de que a casa é realmente assombrada e sequer tocam no assunto sobre fantasmas. O assassino morreu, insistindo na ideia de que foram as vozes que o levaram a matar a família. Portanto, algo chama a atenção: o legista que fez a autópsia em Ronald, não divulgou a causa da morte do homicida de 69 anos e isto levantou várias teorias sobre o que realmente ocorreu com ele. Neste episódio do LendaCast, Daniel Pires e Mari Cavalcante conversam com Anita Borges, do canal Muita Brisa, que já publicou vários vídeos sobre o tema e, assim como nós, ama esta história. Afinal, o caso sinistro de Amityville, se encerra com a morte de seu principal algoz?
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