Após a permanência no cativeiro em Babilônia por 70 anos, os judeus voltaram
para Jerusalém. Estavam entusiasmados com a reconstrução do seu templo,
mas quando o alicerce foi posto, os que se lembravam do magnífico templo de Salomão
perceberam que esse segundo templo não seria tão belo quanto aquele. Assim,
“choraram em alta voz” (Ed 3:12).
Porém, um encorajamento inesperado surgiu da parte de dois homens que estavam
entre eles: um profeta idoso chamado Ageu e um profeta jovem chamado
Zacarias. Ageu lembrou ao povo que a verdadeira glória do templo de Salomão não
vinha do que Salomão ou qualquer outra pessoa houvesse trazido para ele. Não
era o templo de Salomão. Era o templo de Deus. Ageu disse: “Assim diz o Senhor
dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o
mar, e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações,
e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e
Meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior
do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o
Senhor dos Exércitos” (Ag 2:6-9, ARC).
A esperança foi ainda maior quando o jovem profeta Zacarias falou: “Alegra-te
muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador,
humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9:9).
1. Como essas profecias se aplicam ao relato de Mateus 21:1-11, sobre a entrada
de Jesus em Jerusalém?
“Cristo estava seguindo o costume judaico nas entradas reais. O animal que
montava era o mesmo cavalgado pelos reis de Israel, e a profecia havia predito que
assim viria o Messias a Seu reino. Logo que Ele Se sentou no jumentinho, um grande
grito de triunfo ecoou nos ares. A multidão O aclamou como o Messias, seu
Rei. Jesus aceitou então a homenagem que nunca antes havia permitido, e os discípulos
consideraram isso uma prova de que suas alegres esperanças de vê-lo estabelecido
no trono logo se realizariam. O povo ficou convencido de que a hora
de sua emancipação se aproximava. Em pensamento, viram os exércitos romanos
expulsos de Jerusalém, e Israel mais uma vez como nação independente” (Ellen G.
White, O Desejado de Todas as Nações, p. 570).
Vez após vez vemos como a Escritura se cumpriu. Contudo, na época, as pessoas não a compreenderam.
Que lições poderíamos tirar de situações em que noções preconcebidas podem distorcer
a verdade?