Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo

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Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo episodes

  • Encorajamento do Céu
    6. Leia Mateus 17:1-9. O que aconteceu no monte, e por que isso foi tão importante
    para o próprio Jesus e os discípulos?
    Jesus “havia vivido na comunhão e no amor do Céu; no mundo que Ele próprio
    criara, no entanto, encontrava-Se solitário. Então o Céu enviou seus mensageiros
    a Jesus; não anjos, mas homens que suportaram sofrimentos e tristezas, e estavam
    aptos a se compadecer do Salvador na prova de Sua existência terrestre. Moisés e
    Elias foram colaboradores de Cristo. Compartilharam de Seus anseios em torno
    da salvação dos homens. [...] Esses homens, escolhidos de preferência a todos os
    anjos que rodeiam o trono, tinham vindo conversar com Jesus acerca das cenas de
    Seu sofrimento, e confortá-Lo com a certeza da compaixão do Céu. A esperança
    do mundo, a salvação de toda criatura humana, foram o assunto de sua entrevista”
    (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 422, 425).
    É interessante que Jesus, o Filho de Deus, em Sua humanidade, precisou de conforto
    e encorajamento desses homens que haviam, eles mesmos, experimentado
    sua quota de sofrimento e desânimo. Lucas registrou que eles falaram com Ele a
    respeito de “Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém” (Lc 9:31). Note
    a palavra “cumprir”, uma evidência adicional de que a morte de Jesus era necessária
    para a salvação da humanidade. Com tantas coisas em jogo, não é de admirar
    que o Céu tenha visto a necessidade desse encorajamento, e o tenha enviado.
    Além disso, apesar de tudo o que tinham visto e ouvido, Pedro, Tiago e João teriam
    ainda mais razões para crer. A voz vinda da nuvem certamente iria encorajá-
    los também, depois que eles vencessem seu medo inicial. É bastante revelador,
    também, que Mateus tenha dito que Jesus, “aproximando-Se deles, tocou-lhes [...],
    dizendo: Erguei-vos e não temais” (Mt 17:7). Mesmo em meio a tudo o que estava
    prestes a enfrentar, Jesus confortou e encorajou Seus discípulos.
    Não importa quem sejamos, nem quanto nossa fé e entrega sejam fortes, às vezes, precisamos
    de encorajamento. Você conhece alguém que esteja precisando de motivação? O que você pretende
    fazer para ajudar essa pessoa?
    6 min
  • Pedro como Satanás
    4. Leia Mateus 16:21-23. Por que Jesus, repentinamente, foi tão duro com Pedro?
    O problema de Pedro não foi que ele estivesse tentando proteger Jesus. Ele estava
    tentando conduzir Jesus. Não estava mais seguindo Jesus; estava dizendo
    a Ele que o seguisse.
    Jesus disse: “Para trás de Mim, Satanás!” (v. 23, NVI) porque, como o próprio
    inimigo no deserto, Pedro havia se tornado uma ameaça à missão de Cristo.
    Marcos 8:33 declara que, durante essa conversa, Jesus Se virou e olhou para
    Seus discípulos. Ele tinha vindo para salvá-los. Não cairia na tentação de fazer outra
    coisa, e certamente isso não ocorreria por meio de um de Seus próprios discípulos,
    não importando suas boas intenções.
    Por mais que Pedro tivesse crescido espiritualmente, ainda estava tentando
    controlar as coisas, inclusive o próprio Jesus. Nesse sentido, Pedro não era tão diferente
    de outro discípulo, Judas, que tentava controlar Jesus e executar seus próprios
    planos a respeito daquilo que ele achava que um Messias devia ser. Mas, ao
    contrário de Judas, Pedro se arrependeu profundamente e se dispôs a ser disciplinado
    e perdoado.
    5. Leia Mateus 16:24-27. O que Jesus queria dizer quando declarou: “Quem quiser
    salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por Minha causa, a
    encontrará” (v. 25, NVI)?
    A cultura em que vivemos nos diz que devemos seguir nossos sonhos e sacrificar
    tudo pelo que queremos. Mas Jesus nos diz o oposto. Ele nos convida a renunciar
    aos nossos sonhos e entregá-los ao Senhor. Pedro e os discípulos estavam
    gradualmente aprendendo o que é a verdadeira fé, que não deve ser simplesmente
    uma experiência emocionante de ir em busca do que mais se deseja. A verdadeira
    fé é a dolorosa experiência de renunciar ao que mais se deseja. Quando você
    deixa de se apegar aos seus sonhos, está “perdendo sua vida” e, ao mesmo tempo,
    a está encontrando.
    Que coisas você teve que perder para seguir Jesus? Talvez essas coisas parecessem importantes,
    mas, olhando para trás, como elas se parecem agora?
    5 min
  • “Sobre esta pedra”
    Logo depois que Pedro fez a ousada confissão de fé em Jesus como “o Cristo, o
    Filho do Deus vivo”, Jesus disse algo em resposta a ele.
    2. Leia Mateus 16:17-20. O que Jesus disse a Pedro e qual é o significado de
    Suas palavras?
    A expressão “sobre esta pedra” tem sido motivo de controvérsia dentro da igreja
    cristã. Os católicos interpretam que a “pedra” significa o próprio Pedro, argumentando
    que ele foi o primeiro papa. Os protestantes, porém, rejeitam essa interpretação,
    e com boa razão.
    O peso bíblico das evidências é claramente em favor da ideia de que a pedra seja
    o próprio Cristo, e não Pedro.
    Primeiro, em algumas ocasiões Pedro se referiu a Jesus, e não a si mesmo, com
    a figura da pedra (ver At 4:8-12; 1Pe 2:4-8).
    Segundo, ao longo de toda a Bíblia é encontrada a figura de Deus e de Cristo
    como uma rocha. Em contraste com isso, os seres humanos são retratados como
    fracos e indignos de confiança. “Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos
    pó” (Sl 103:14). “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem
    não há salvação” (Sl 146:3). Como João escreveu sobre Jesus: “Não precisava que
    ninguém Lhe desse testemunho a respeito do homem, pois Ele bem sabia o que havia
    no homem” (Jo 2:25, NVI). Ele sabia, também, o que havia em Pedro (Mt 26:34).
    3. Em contraste com a fraqueza humana, o que os textos seguintes nos dizem
    sobre quem, na verdade, é a Pedra sobre a qual a igreja está edificada?
    1Co 10:4; Mt 7:24, 25; Ef 2:20
    “Como a igreja parecia fraca, quando Cristo proferiu essas palavras! Havia apenas
    um punhado de crentes, contra os quais se dirigiria todo o poder dos demônios
    e dos homens maus. Entretanto, os seguidores de Cristo não deveriam temer.
    Edificados sobre a Rocha de sua fortaleza, não poderiam ser vencidos” (Ellen G.
    White, O Desejado de Todas as Nações, p. 413).
    Qual tem sido sua experiência a respeito da falibilidade e fraqueza dos seres humanos? Como
    você pode usar essa experiência para ajudá-lo a se apoiar somente sobre a Rocha?
    7 min
  • “Tu és o Cristo”
    Imagine como as coisas devem ter sido para Pedro, que havia estado com Jesus
    quase desde o início. O que deve ter passado por sua mente enquanto ele testemunhava
    um acontecimento incrível após outro: curas, expulsão de demônios,
    alimentação de multidões, surpreendentes ensinos, controle da natureza, ressurreição
    de mortos e até a experiência de andar com Jesus sobre a água? Que perguntas
    devem ter voltado à sua mente dia após dia, ao ver coisas que ninguém em
    toda a História jamais tinha visto? Talvez ele tivesse perguntas como esta: “Por
    que Ele permitiu que João Batista tivesse um fim tão vergonhoso?” Afinal de contas,
    Jesus era Deus em forma humana e, como ser humano, viveu e trabalhou pela
    humanidade (Gl 4:4; Hb 7:26; Is 9:6; Lc 2:10, 11). Assim, aqueles que estavam ao
    Seu redor, que viviam com Ele e que eram Seus discípulos tiveram muitas experiências
    singulares.
    1. Leia Mateus 16:13-17. Que pergunta Jesus fez aos discípulos? O que significa
    o fato de Pedro ter sido o único a responder? Por que a resposta dele é tão
    importante?
    A declaração de Pedro a respeito de Jesus ser “o Cristo, o Filho do Deus vivo”
    (v. 16), é um dos pontos altos da Bíblia. Pedro O chamou de “Cristo”, o Ungido, e,
    com tal confissão, estava dizendo (corretamente, como foi mais tarde demonstrado)
    que Jesus era o Messias, Aquele que viria em cumprimento das promessas da
    aliança, feitas a Abraão e depois a Israel (ver Gl 3:16).
    Além disso, Pedro proclamou Jesus como o Cristo na região de Cesareia de Filipe.
    Essa era uma região gentílica. Nos dias anteriores, Pedro havia observado Jesus
    Se importar não só com os judeus, mas também com os gentios. Com o auxílio do
    Espírito Santo, Pedro reconheceu que Jesus era muito mais do que um profeta judeu,
    como outros haviam sugerido. Seu ministério ia muito além da obra de João
    Batista, Elias ou Jeremias. Na verdade, esse ministério devia abranger a humanidade
    toda. Portanto, Jesus Se autodenominou “Filho do homem”, o que mostra Sua
    identificação pessoal com todos os seres humanos. Como a Bíblia mostra posteriormente,
    Pedro ainda tinha muito que aprender sobre Jesus e sobre a plenitude
    e a universalidade do que Ele tinha vindo fazer.
    O que Jesus fez em sua vida que pode ser testemunhado a outros? Por que é sempre bom conservar
    essas coisas diante de nós e compartilhá-las?
    5 min
  • Estudo adicional
    Um cristão estava falando aos estudantes no campus de uma universidade secular a
    respeito da existência de Deus. Depois de usar os argumentos comuns, ele partiu para
    uma tática diferente, dizendo: “Sabem, quando eu tinha mais ou menos a idade da maioria
    de vocês, não acreditava em Deus. Ocasionalmente, quando algo me convencia de que
    talvez Deus existisse, eu sempre procurava tirar aquela ideia da minha mente. Por quê?
    Porque algo me dizia que, se de fato Deus existisse, então, considerando minha maneira
    de viver, eu estaria em grandes apuros.” A atmosfera mudou instantaneamente. Dezenas
    de consciências, ao mesmo tempo, começaram a ser despertadas e a entrar em conflito
    consigo mesmas. No entanto, os cristãos não se sentem incomodados com a existência
    de Deus porque eles têm as promessas do evangelho. Não importa se somos judeus ou
    gentios, quando confrontados com nossa pecaminosidade, podemos achar refúgio na
    justiça de Cristo oferecida pela fé, “independentemente das obras da lei” (Rm 3:28). Podemos
    reclamar a promessa de que “agora, nenhuma condenação há para os que estão em
    Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8:1, ARC).
    “Sem distinção de idade ou categoria, de nacionalidade ou de privilégio religioso, todos
    são convidados a ir a Ele e viver” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 403).
    Perguntas para reflexão
    1. Leia Mateus 16:1-12. O que Jesus quis dizer quando declarou: “Vede e acautelai-
    vos do fermento dos fariseus e dos saduceus” (v. 6). A princípio, os discípulos
    pensaram que Jesus Se referisse ao fermento literal. Mas Jesus tinha em mente
    algo muito mais profundo. O que era?
    2. O amor de Cristo deve ser a mensagem mais importante do cristianismo. Nenhum
    de nós tem esperança fora de Jesus Cristo. Infelizmente, às vezes nossa
    mensagem pode transmitir a ideia de condenação, arrogância e de superioridade.
    De que forma podemos mostrar mais nossa compaixão por todas as pessoas?
    5 min
  • Senhor de judeus e gentios
    Em Mateus 15:24, Jesus disse explicitamente: “Não fui enviado senão às ovelhas
    perdidas da casa de Israel.” Não há dúvida de que o ministério de Cristo, durante
    os anos em que Ele esteve na Terra, foi dirigido principalmente à nação de Israel.
    Porém, como a Bíblia inteira mostra, Israel não era o único povo com o qual
    Deus Se importava. A razão pela qual Deus escolheu Israel era que Ele pudesse
    abençoar todos os povos da Terra. “Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e
    os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo
    que nela está e o espírito aos que andam nela. Eu, o Senhor, te chamei em justiça,
    tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e
    luz para os gentios; para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo
    e do cárcere, os que jazem em trevas” (Is 42:5-7).
    Seria por meio de Israel, ou, mais especificamente, a partir do Messias, que surgiria
    de Israel, que Deus alcançaria o mundo todo. Nesta semana estudaremos um
    pouco mais o esforço de Deus para alcançar todos os que precisam de salvação.
    5 min
  • Migalhas da mesa
    Depois de alimentar e curar Seu próprio povo, e de pregar para ele, Jesus tomou
    uma decisão dramática. Ele saiu da área dos judeus e entrou na região dos excluídos,
    os gentios.
    5. Leia Mateus 15:21-28. Como devemos entender essa história?
    Em muitos aspectos, essa não é uma história fácil de se ler, porque não temos
    a vantagem de ouvir o tom de voz e ver as expressões faciais das pessoas envolvidas.
    A princípio parece que Jesus ignorou essa mulher; depois, quando falou com
    ela, Suas palavras parecem muito rudes: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-
    lo aos cachorrinhos” (v. 26).
    Contudo, precisamos considerar algumas coisas.
    Primeiro, é verdade que naquela época os judeus se referiam aos gentios como
    cachorros, o que sugeria a imagem de muitos cachorros correndo pelas ruas. Mas
    Jesus usou ali o termo grego mais carinhoso, “cachorrinho”, o que traria à mente a
    imagem de cães de estimação alimentados com as coisas que são servidas à mesa.
    Segundo, essa mulher cananeia chamou Jesus de “Filho de Davi”. Isso mostra a
    familiaridade dela com o contexto judaico de Jesus. Como um bom mestre, Jesus
    passou a dialogar com ela e talvez a testá-la. Craig Keener escreveu: “Talvez Ele estivesse
    exigindo que ela entendesse Sua verdadeira missão e identidade, para que
    não O tratasse como um dos mágicos ambulantes a quem os gentios às vezes apelavam,
    solicitando que fizessem exorcismos. Porém, Ele certamente a estava convidando
    a reconhecer a prioridade de Israel no plano divino, um reconhecimento
    que, para ela, incluía a admissão de sua condição de dependência. [...] Podemos
    comparar isso à exigência de Eliseu de que Naamã mergulhasse no Jordão, apesar
    da preferência de Naamã pelos rios arameus Abana e Farfar [...], o que acabou levando
    Naamã a reconhecer o Deus e a terra de Israel” (2Rs 5:17, 18; The Gospel of
    Matthew: A Socio-Rhetorical Commentary [O evangelho de Mateus: um comentário
    sócio-retórico], p. 417).
    Finalmente, é provável que essa mulher fosse grega de classe alta integrante de
    um grupo de pessoas que tinham “rotineiramente tomado o pão dos judeus pobres
    que residiam nas imediações de Tiro. [...] Então [...] Jesus inverteu as relações
    de poder, pois o ‘pão’ que Jesus oferecia pertencia primeiramente a Israel. [...]; essa
    “grega” devia suplicar ajuda de um judeu itinerante” (Ibid.).
    Esta não é uma passagem fácil, mas devemos confiar em Jesus. Ao dialogar com
    aquela mulher, Jesus a dignificou, assim como fez com a mulher junto ao poço. No
    momento em que ela foi embora, Jesus já havia curado sua filha e sua fé no Filho
    de Davi havia sido despertada.
    6 min
  • O coração do hipócrita
    3. “O Senhor disse: [...] este povo se aproxima de Mim e com a sua boca e com
    os seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim, e o seu temor
    para comigo consiste só em mandamentos de homens” (Is 29:13). Embora
    nesse texto Deus estivesse falando ao antigo Israel, que mensagem há
    para a igreja de hoje? Quais são as duas principais questões a respeito das
    quais Deus o estava advertindo, e como podemos ter certeza de que não estamos
    fazendo o mesmo?
    Muitos séculos depois que Isaías escreveu essas palavras, Jesus as citou numa
    controvérsia com os líderes religiosos.
    4. Leia Mateus 15:1-20. Qual é a questão específica ali, e como Jesus tratou dela?
    Em algum momento após ter voltado de Cafarnaum, Jesus entrou num debate
    com os líderes judeus sobre o que torna uma pessoa impura. Os mestres haviam
    acrescentado à lei todos os tipos de regulamentos sobre impureza externa. Por
    exemplo, era preciso lavar as mãos de uma certa forma, porém os discípulos de Jesus
    não estavam dando atenção a esse regulamento. Quando os escribas e fariseus de
    Jerusalém chamaram a atenção sobre isso, Jesus respondeu de maneira enfática.
    Em resumo, Ele condenou fortemente aquilo que, com facilidade, se torna uma
    armadilha para qualquer pessoa: a hipocrisia. Quem, em algum momento, já não
    foi culpado disso, ao condenar alguém por um ato (verbalmente ou no coração),
    embora já tivesse feito ou estivesse fazendo a mesma coisa ou algo pior? Todos nós,
    se não formos cuidadosos, e se não buscarmos a graça de Deus, cairemos na tendência
    de ver as faltas dos outros e, ao mesmo tempo, ser cegos para as nossas. Portanto,
    todos temos a tendência de ser hipócritas.
    Muitos odeiam a hipocrisia dos outros e têm facilidade de ver esse problema nos outros. Como
    podemos ter certeza de que nossa capacidade de ver a hipocrisia alheia não seja simplesmente
    a manifestação dela em nós mesmos?
    6 min
  • Senhor de toda a criação
    Depois da alimentação miraculosa, Jesus ordenou que Seus discípulos entrassem
    no barco (Mt 14:22). Ele desejava tirá-los da confusão e da pressão. Um
    bom mestre protege seus discípulos daquilo que eles ainda não estão prontos para
    enfrentar. “Chamando os discípulos, Jesus ordenou-lhes que tomassem o barco e
    voltassem imediatamente para Cafarnaum, deixando-O a despedir a multidão. [...]
    [Eles] protestaram contra essa medida, mas Jesus falou com uma autoridade que
    não havia assumido antes para com eles. Sabiam que seria inútil qualquer oposição
    de sua parte e, silenciosos, dirigiram-se para o mar” (O Desejado de Todas as
    Nações, p. 378).
    2. Leia Mateus 14:23-33. O que esses versos revelam sobre quem era Jesus e
    acerca da natureza da salvação?
    Um momento revelador ocorreu quando os aterrorizados discípulos ficaram
    imaginando quem estaria andando na água em sua direção. Jesus lhes disse: “Tende
    bom ânimo! Sou Eu. Não temais” (v. 27). A expressão “Sou Eu” é outra maneira
    de traduzir a expressão grega ego eimi, que significa “Eu Sou”. Esse é o nome do
    próprio Deus (ver também Êx 3:14).
    As Escrituras, vez após vez, mostram que o Senhor tem o controle de toda a
    natureza. O Salmo 104, por exemplo, mostra claramente que Deus não é somente
    criador, mas também mantenedor, e que é por meio de Seu poder que o mundo
    continua existindo e que as leis da natureza operam. Não há nada ali que sugira
    o deus do deísmo, que criou o mundo e depois o abandonou. Sejamos judeus ou
    gentios, todos devemos nossa contínua existência ao poder sustentador do mesmo
    Senhor que acalmou o mar (ver também Hb 1:3).
    O grito de Pedro: “Salva-me, Senhor!” (Mt 14:30) deve ser também o nosso, porque,
    se o Senhor não nos salvar, quem o fará? O desamparo de Pedro naquela situação
    se reflete em nossa própria fraqueza diante de tudo o que o mundo
    pecaminoso lança contra nós.
    Pense na sua fraqueza, no sentido de estar à mercê de forças muito maiores que você e que estão
    além do seu controle. Como essa realidade ajuda a fortalecer sua dependência de Jesus?
    6 min

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