Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo

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Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo episodes

  • Estudo adicional
    Quem entre nós não conhece a realidade do grande conflito? Conhecemos essa
    guerra porque a sentimos dentro de nós diariamente. Vivemos neste mundo
    desestruturado, amaldiçoado pela ansiedade e pela dor, onde a serpente não está
    limitada a uma árvore no meio do jardim, mas todo o jardim está infestado de serpentes.
    Um mundo cheio de sussurros de tentações que vêm de todas as formas e
    que tão facilmente enredam aqueles que não são diligentes na fé e na oração. Não
    é de admirar que Jesus tenha dito: “Vigiai e orai.” Para que não caiamos nas muitas
    ciladas que nos aguardam, temos que vigiar e orar. De todas as ciladas, talvez a mais
    perigosa para o cristão seja acreditar na mentira que diz: “Quando você sucumbe à
    tentação, já foi longe demais. Não há um Deus cheio de graça que vai recebê-lo de
    volta em Seus braços.” Quem já não ouviu essa voz sussurrando em seus ouvidos?
    Em certo sentido, essa ideia está correta: quando você cai em tentação, mesmo que
    seja uma única vez, já foi longe demais para voltar. Foi exatamente por isso que Jesus
    veio, conquistou a vitória por nós onde todos nós falhamos, e então nos oferece Seu
    triunfo. Essa é a essência do evangelho: No grande conflito, Jesus fez por nós o que
    nunca poderíamos fazer por nós mesmos. Porém, ao mesmo tempo, precisamos escolher
    cada dia, cada hora, cada momento, nos colocarmos do lado dEle, e fazemos
    isso obedecendo à Sua Palavra e clamando pelas promessas de vitória que Ele nos
    fez, apoiando-nos o tempo todo em Seus méritos, que nos dão certeza da salvação.
    7 min
  • Uma causa perdida
    Ao longo de toda a História, os seres humanos têm se envolvido em guerras. Algo
    na natureza humana faz com que um grupo deseje saquear, pilhar e matar outro
    grupo. Katherine Tait mencionou em um livro que seu pai, o filósofo britânico
    Bertrand Russell, estava preocupado, após a deflagração da Primeira Guerra Mundial,
    a respeito da alegria nas ruas da Inglaterra pela possibilidade de guerra com
    a Alemanha. “Ele havia crescido com uma crença vitoriana otimista de progresso
    automático, com a confiança de que o mundo todo, em seu próprio tempo, seguiria
    o sábio curso dos ingleses, saindo da antiga brutalidade para o autogoverno
    civilizado. Então, de repente, ele encontrou seus amados compatriotas dançando
    nas ruas ante a perspectiva de matar grande número de seres humanos que, por
    acidente, falavam alemão” (My Father Bertrand Russell [Meu pai, Bertrand Russel].
    Inglaterra: Thoemmes Press, 1997; p. 45). Multiplique-se essa mesma ideia ao longo
    da História, entre quase todos os povos, e veremos a realidade da natureza humana
    caída em uma de suas formas mais trágicas e com suas maiores consequências.
    Ora, na maioria dessas guerras, ninguém conhecia de antemão quais seriam
    os resultados. As pessoas iam para a batalha sem saber se estariam do lado vencedor
    ou do lado perdedor.
    Na “cosmovisão do conflito” temos uma grande vantagem: sabemos qual lado já
    venceu. Cristo conquistou a vitória decisiva em nosso favor. Após a cruz, não restou
    nenhuma dúvida sobre quem é o vencedor e sobre quem pode participar dos
    frutos dessa vitória. A causa de Satanás é, de fato, uma causa perdida.
    5. O que as seguintes passagens dizem sobre o resultado do grande conflito?
    Hb 2:14; 1Co 15:20-27; Ap 12:12; 20:10
    Assim como Satanás perdeu a guerra no Céu, perdeu também a batalha na Terra.
    Mas, com ódio e vingança, ele ainda está procurando quem possa devorar (ver
    1Pe 5:8). Embora a vitória de Cristo tenha sido completa, a batalha ainda continua,
    e nossa única proteção está em nos colocarmos, de corpo e mente, do lado
    vencedor. Realizamos isso pelas escolhas que fazemos cada dia. Estamos fazendo
    escolhas que nos colocam do lado vencedor, onde a vitória é assegurada, ou do
    lado perdedor, onde a derrota é certa? Da resposta a essa pergunta depende nosso
    destino eterno.
    6 min
  • Quando a batalha se torna perigosa
    Como já vimos, as palavras de Jesus em Mateus 11:12, embora profundas, revelam
    o fato de que o reino de Deus não será estabelecido sem luta, ou sem combate.
    Esse combate, segundo entendemos, é o grande conflito, que esteve, está e
    continuará sendo travado até a destruição final do pecado, de Satanás e dos perdidos.
    Às vezes, ele pode se tornar muito perigoso ao longo do caminho.
    Podemos ver a realidade do grande conflito, e quanto ele pode se tornar perigoso,
    no contexto do que o próprio Jesus disse em Mateus 11:12.
    4. Leia Mateus 11:1-12. Como vemos ali o grande conflito sendo travado em vários
    níveis? Em outras palavras, como o grande conflito nos ajuda a entender
    os acontecimentos relatados nessa passagem?
    Para começar, quem inspirou os líderes a colocar João na prisão? Podemos ver
    nisso a tentativa de Satanás não apenas de deter João, mas de desencorajar a fé em
    Jesus. Afinal de contas, se João, o precursor de Jesus, teve tal destino, o que se poderia
    esperar em relação ao próprio Cristo?
    Além disso, não há dúvida de que Satanás poderia ter levado os seguidores de
    Jesus e de João a indagar: Se esse Jesus de Nazaré pode fazer tantas coisas maravilhosas,
    e tem tanto poder, por que está deixando um homem tão bom e fiel como
    João, Seu primo, apodrecer na prisão?
    Além disso, quem estava colocando dúvidas na cabeça de João: Por que estou
    aqui? Por que Ele não me liberta? Por isso, não é de admirar que ele haja perguntado:
    “És Tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11:3).
    Lembre-se, este é o mesmo João que batizou Jesus, que viu “o Espírito de Deus descendo
    como pomba, vindo sobre Ele” (Mt 3:16) e que ouviu a voz do Céu declarando:
    “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mt 3:17). Agora,
    porém, com tudo o que aconteceu, ele ficou cheio de dúvidas? Obviamente, por
    mais que a situação de João fosse ruim, ela ficaria ainda pior (pelo menos em curto
    prazo), o que só continuaria a alimentar mais dúvidas (Mc 6:25-28).
    Se alguma coisa está fazendo com que você duvide, em que assunto pode se concentrar, sobre
    o que pode meditar e orar, para repelir a dúvida e ajudá-lo a compreender maravilhosas razões
    que tem para confiar na bondade de Deus?
    6 min
  • A “cosmovisão do conflito”
    Seja qual for o sentido conclusivo de Mateus 11:12, como vimos ontem, esse
    verso ajuda a revelar a realidade do grande conflito. Ele retrata uma luta, uma
    batalha e, como sabemos por meio de outros textos bíblicos, essa batalha é, em essência,
    entre Cristo e Satanás.
    3. O que as passagens seguintes nos dizem sobre a realidade do grande conflito?
    Mt 12:25-29  Is 27:1  1Jo 5:19
    Esses são apenas alguns entre muitos textos, do Antigo e do Novo Testamento,
    que se referem ao que um teólogo contemporâneo (não adventista) chamou de “cosmovisão
    do conflito”, isto é, a ideia de que está ocorrendo uma batalha entre poderes
    sobrenaturais no cosmos, uma guerra na qual estamos, de uma forma ou de
    outra, envolvidos. Essa noção, é claro, não é nova para os adventistas do sétimo dia.
    Ela faz parte de nossa teologia desde os primórdios de nossa igreja; na verdade, nossos
    pioneiros acreditavam nela mesmo antes da organização oficial da igreja.
    De que forma você percebe a realidade dessa luta em sua vida? O conflito se desenrola nas escolhas
    que você faz e nas tentações que enfrenta? Como sua compreensão da realidade do conflito
    o ajuda a fazer as escolhas certas e a resistir à tentação?
    5 min
  • As fronteiras das trevas
    Os estudantes da Bíblia ao longo dos séculos têm lutado para entender Mateus
    11:12 porque as palavras que descrevem o reino e as pessoas, nesse verso, podem
    ser usadas em sentido positivo ou em sentido negativo. O verbo grego basmati
    pode significar “avançar energicamente” ou “sofrer violência”; e a palavra grega
    biastes pode significar “homens enérgicos ou entusiastas”, ou “homens violentos”.
    Será que esse verso significa que o manso e pacífico Reino dos Céus está sofrendo
    violência, e que pessoas violentas o estão atacando? Ou que o reino dos Céus
    está avançando energicamente, em sentido positivo, e que os homens enérgicos
    que estão se apoderando dele são, na verdade, os seguidores de Cristo?
    2. Leia os textos seguintes. O que eles dizem poderia lançar alguma luz sobre
    a pergunta feita acima? Mt 10:34
    Alguns têm argumentado que a interpretação mais provável de Mateus 11:12 é
    aquela que aplica o uso mais comum de biazomai (geralmente positivo) e de biastes
    (geralmente negativo); a interpretação, então, seria a seguinte: o Reino dos Céus
    está avançando energicamente, com “santo poder e grande energia que tem feito
    recuar as fronteiras das trevas”; e enquanto isso está acontecendo, “homens violentos
    e ambiciosos têm tentado devastá-lo” (D.A. Carson, The Expositor’s Bible
    Commentary With the New International Version: Matthew [Comentário Bíblico
    Expositivo com a Nova Versão Internacional: Mateus]. Grand Rapids: Zondervan,
    1995; p. 266, 267).
    Essa interpretação parece estar em harmonia com o contexto mais amplo do
    evangelho de Mateus. Na verdade, ela expressa também o quadro geral da luta entre
    a luz e as trevas, entre Cristo e Satanás, um tema que permeia toda a Bíblia mas
    é tornado explícito no Novo Testamento. Há de fato uma guerra, visível e invisível,
    na qual todos estamos envolvidos e na qual todos escolhemos um lado. Experimentamos
    essa guerra todos os dias, não importa quanto compreendamos ou
    deixemos de compreender a respeito do que está ocorrendo. Essa é a essência de
    viver em meio ao grande conflito.
    6 min
  • Mateus 11:11, 12
    A Bíblia é a Palavra de Deus, e nela o plano da salvação se torna claro. Contudo,
    alguns textos podem ser difíceis de entender. Isso, porém, não deve ser surpresa.
    Afinal de contas, em todo aspecto da vida natural encontramos coisas difíceis
    de entender. Não seria isso muito mais verdadeiro em relação a certas partes da Palavra
    de Deus, a qual nos revela verdades e realidades espirituais e sobrenaturais?
    Ellen G. White expressou esse conceito muito claramente: “Mesmo as mais
    simples formas de vida apresentam problemas que o mais sábio dos filósofos é
    impotente para explicar. Encontram-se por toda parte maravilhas que escapam
    à nossa percepção. Deveríamos, então, surpreender-nos ao verificar que no mundo
    espiritual existem também mistérios que não podemos sondar? Toda a dificuldade
    jaz na debilidade e estreiteza do espírito humano. Nas Escrituras, Deus nos
    deu suficientes provas de Seu caráter divino, e não devemos duvidar de Sua Palavra
    pelo fato de não podermos entender todos os mistérios de Sua providência”
    (Caminho a Cristo, p. 106).
    Por exemplo, um dos textos mais difíceis de se entender em toda a Bíblia é Mateus
    11:11, 12: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: de todos os homens que já
    nasceram, João Batista é o maior. Porém quem é menor no Reino do Céu é maior
    do que ele. Desde os dias em que João anunciava a sua mensagem, até hoje, o Reino
    do Céu tem sido atacado com violência, e as pessoas violentas tentam conquistá-
    lo” (NTLH).
    1. Como você entende os versos mencionados acima? O que você não entende
    em relação a eles? Mt 11:11, 12
    Eis o que dizem algumas traduções do verso 12: “Desde os dias de João Batista até
    agora, o Reino dos Céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele”
    (NVI). “Desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos Céus,
    e pela força se apoderam dele” (ARC). O que Jesus está nos dizendo nesse texto?
    Que coisas da vida continuam sendo mistérios para nós? Deixamos de crer na existência do Sol
    simplesmente por causa dos muitos mistérios a respeito dele? Deveria ser diferente com as questões
    relacionadas à fé e à Palavra de Deus?
    7 min
  • A guerra visível e a invisível
    Cada dia fazemos importantes escolhas a respeito do estilo de vida, relacionamentos,
    profissão, prioridades, entretenimento e amigos. Para compreender
    verdadeiramente o significado dessas escolhas, precisamos nos certificar de que
    entendemos a essência delas. Devemos afastar a cortina e ver o invisível, pois a Bíblia
    ensina que há uma realidade invisível que impacta grandemente o que vemos.
    Uma vez que vivemos na era científica, não deveria ser difícil crer nas realidades
    invisíveis. Nós que temos conhecimento dos raios-X, das ondas de rádio e da
    comunicação sem fio deveríamos ter facilidade para crer no que não podemos
    ver. Em toda chamada de celular que fazemos ou recebemos, ou em qualquer comunicação
    por satélite à qual assistimos, estamos trabalhando com a pressuposição
    de realidades invisíveis que tornam reais essas experiências vistas (e ouvidas).
    De fato, o grande conflito entre Cristo e Satanás forma o invisível cenário de
    fundo por trás do mundo visível que experimentamos todos os dias. Nesta semana,
    examinaremos textos de Mateus, e de outras partes da Bíblia, que ajudam a
    revelar essas forças invisíveis e seu impacto sobre nossa vida e nossas escolhas.
    5 min
  • Estudo adicional
    Leia, de Ellen G. White, “Podes Tornar-me Limpo”, em O Desejado de Todas as
    Nações, p. 262-271.
    Os alemães têm um ditado: “Einmal ist keinmal”, que quer dizer, literalmente,
    “uma vez significa nenhuma vez”. É uma expressão idiomática cujo significado é:
    se algo acontece apenas uma vez, não conta, não importa. Se acontece apenas uma
    vez, poderia também nunca ter acontecido. Quer você concorde ou não, pense
    sobre essa ideia no contexto do estudo de quinta-feira, quando Jesus disse ao homem
    que desejava primeiro sepultar seu pai para depois ser discípulo: “Segue-Me,
    e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Mt 8:22). O que Jesus quis
    dizer ao deixar implícito que o homem vivo, na realidade, estava morto? Bem, se
    “einmal ist keinmal”, se “uma vez significa nenhuma vez”, então viver neste mundo
    apenas uma vez, sem a eternidade, seria como se uma pessoa nunca tivesse nascido.
    Seria a mesma coisa que estar morta (ver Jo 3:18). Os pensadores seculares,
    que não creem numa vida futura, têm se queixado da falta de sentido de uma vida
    que existe aqui apenas uma vez, e que, além disso, dura bem pouco antes de se
    dissipar por toda a eternidade. Que sentido há, perguntam eles, se após esse curto
    espaço de tempo deixamos de existir e somos esquecidos para sempre? Não é
    de admirar, portanto, a forte declaração de Jesus. Ele estava procurando indicar
    para o homem uma realidade mais ampla do que aquela que este mundo oferece.
    Perguntas para reflexão
    1. Com base nas palavras de Jesus sobre deixar que os mortos sepultem os mortos,
    qual é a importância de conservar em mente o quadro mais amplo em tudo o que
    fazemos? Como nossa teologia nos ajuda a entender a amplitude desse quadro?
    2. Nem sempre conhecemos a vontade de Deus a respeito da cura física, mas sempre
    sabemos qual é Sua vontade a respeito da cura espiritual. De que forma isso
    deve afetar nossa vida de oração?
    3. Quais são as coisas mais importa
    ntes para você? Faça uma lista e leve para a classe.
    O que vocês podem aprender com as prioridades uns dos outros? O que nossas prioridades
    nos ensinam sobre nós mesmos e sobre nosso conceito de mundo, de Deus
    e uns dos outros? Qual seria a diferença entre a nossa lista e a de um grupo de ateus?
    5 min

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