Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo

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Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo episodes

  • O sermão versus a lei
     
    Alguns cristãos veem o Sermão do Monte como uma nova “lei de Cristo”, que
    substituiu a “lei de Deus”. Eles dizem que um sistema legalista foi então substituído
    por um sistema de graça, ou que a lei de Jesus é diferente da lei de Deus. Essas
    noções são concepções errôneas a respeito do Sermão do Monte.
    2. O que os seguintes textos dizem sobre a lei e sobre a ideia de que os dez mandamentos
    foram substituídos pelo Sermão do Monte? Mt 5:17-19, 21, 22, 27, 28;
    ver também Tg 2:10, 11; Rm 7:7
    Craig S. Keener escreveu: “A maioria dos judeus entendia os mandamentos no
    contexto da graça [...]; em vista das exigências de Jesus quanto a uma prática maior
    da graça [...], Ele sem dúvida apresentava as exigências do reino à luz da graça (ver
    Mt 6:12; Lc 11:4; Mc 11:25; Mt 6:14, 15; Mc 10:15). Nas narrativas dos evangelhos,
    Jesus abraça aqueles que se humilham e reconhecem o direito de Deus governar,
    mesmo que, na prática, fiquem aquém do alvo da perfeição moral (Mt 5:48). Mas a
    graça do reino, proclamada por Jesus, não era a graça sem obras de grande parte do
    cristianismo ocidental. Nos evangelhos, a mensagem do reino transforma aqueles
    que a aceitam com mansidão, da mesma forma que humilha os arrogantes, que estão
    religiosa e socialmente satisfeitos” (The Gospel of Matthew: A Socio-Rhetorical
    Commentary [O Evangelho de Mateus: Um Comentário Sócio-Retórico]. Grand
    Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2009; p. 161, 162).
    3. Leia Gênesis 15:6. Como essa passagem confirma que a salvação sempre foi
    pela fé?
    A fé de Jesus Cristo não era nova; era a mesma fé que houve desde a queda da
    humanidade. O Sermão do Monte não foi a substituição da salvação por meio das
    obras pela salvação através da graça. A salvação sempre foi pela graça. Os filhos de
    Israel foram salvos pela graça no Mar Vermelho, antes que fossem solicitados a
    obedecer no Sinai. (Ver Êx 20:2.)
    O que nossa experiência com o Senhor e Sua lei deve nos ensinar sobre o motivo pelo qual a salvação
    sempre teve que ser pela fé e não pela lei?
    6 min
  • Princípios e normas
    1. Faça uma leitura rápida do Sermão do Monte em Mateus 5–7. Resuma, nas
    linhas abaixo, o que mais se destaca em sua mente a respeito dele e o que ele
    diz a você.
    “Talvez nenhum outro discurso religioso na história da humanidade tenha atraído
    tanta atenção quanto a que tem sido devotada ao Sermão do Monte. Contudo,
    filósofos e ativistas de muitas perspectivas não cristãs que se recusaram a
    adorar Jesus admiraram Sua ética. No século vinte, Mahatma Gandhi foi o mais
    famoso devoto não cristão desse sermão” (Craig L. Blomberg, The New American
    Commentary: Matthew [O novo comentário americano: Mateus]. Nashville: B&H
    Publishing Group, 1992; v. 22, p. 93, 94).
    Esse sermão tem sido visto de muitas maneiras diferentes. Alguns o veem como
    um padrão moral muito alto e inatingível, que nos coloca de joelhos e nos leva a reivindicar
    a justiça de Jesus como nossa única esperança de salvação, porque ficamos
    muito aquém do padrão divino revelado no Sermão do Monte. Outros o veem como
    um discurso de ética civil, um chamado ao pacifismo. Alguns veem nele o evangelho
    social, um chamado a trazer o reino de Deus à Terra pelo esforço humano.
    Em certo sentido, provavelmente cada pessoa projeta algo de sua própria experiência
    nesse sermão, porque ele nos toca poderosamente em áreas cruciais de nossa
    vida; assim, todos nós reagimos a ele à nossa própria maneira. Ellen G. White
    escreveu: “No Sermão do Monte, [Jesus] procurou desfazer a obra da falsa educação,
    dando a Seus ouvintes um conceito exato de Seu reino, bem como de Seu próprio
    caráter. [...] As verdades que ensinou não são menos importantes para nós que
    para a multidão que O seguia. Não menos do que eles necessitamos aprender os
    princípios fundamentais do reino de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 299).
    Assim, acima de qualquer outra conotação dada ao Sermão do Monte, ele nos
    apresenta os princípios fundamentais do reino de Deus, nos diz o que Deus é como
    governante de Seu reino, e nos diz o que Ele deseja que sejamos como súditos do
    Seu reino. É um chamado radical para que deixemos os princípios e padrões dos
    transitórios reinos deste mundo e sigamos os preceitos e normas do único reino
    que existirá para sempre (Ver Dn 7:27).
    6 min
  • O Sermão do Monte
    VERSO PARA MEMORIZAR: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões
    maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não
    como os escribas” (Mt 7:28, 29).
    No livro de Êxodo, vemos Deus tirar os filhos de Israel do Egito, “batizá-los” no
    Mar Vermelho, conduzi-los pelo deserto durante 40 anos, operar sinais e maravilhas
    e Se encontrar pessoalmente com eles no topo do monte, onde lhes deu a lei.
    No livro de Mateus, vemos Jesus sair do Egito, ser batizado no rio Jordão, ir
    para o deserto durante 40 dias, operar sinais e maravilhas e Se encontrar pessoalmente
    com Israel no topo de um monte, onde ampliou aquela mesma lei. Jesus
    percorreu a história de Israel, tornou-Se Israel e todas as promessas da aliança foram
    cumpridas nEle.
    O Sermão do Monte é a pregação mais poderosa de todos os tempos. Suas palavras
    influenciaram profundamente não só os ouvintes originais, mas a todos os
    que já ouviram suas mensagens transformadoras ao longo dos séculos.
    Contudo, não devemos apenas ouvir esse sermão; precisamos também aplicá-
    lo. Nesta semana, além de estudar o que Jesus disse no Sermão do Monte
    (Mt 5–7), estudaremos o que Ele disse em Mateus 13 a respeito de aplicar Suas
    palavras à nossa vida.
    4 min
  • Estudo adicional
    Um evangelista chegou à cidade e anunciou da seguinte forma a reunião que dirigiria:
    “Venham ver um pregador arrancar uma página da Bíblia!” Isso atraiu
    uma multidão. Ele se colocou diante deles, abriu a Bíblia e, para assombro deles,
    arrancou uma página. “Esta página”, ele disse, “nunca devia ter sido colocada aqui.
    É a página que separa o Antigo do Novo Testamento”. Independentemente do que se
    pense acerca da encenação que ele fez, o pregador apresentou um bom argumento.
    Esses dois conjuntos de livros, na realidade, formam um só, a Bíblia Sagrada. O Antigo
    Testamento é citado ao longo de todo o Novo Testamento. Vez após vez, eventos
    do Novo Testamento são explicados e justificados pelo próprio Jesus, ou pelos escritores
    do Novo Testamento, por meio de referências ao Antigo Testamento. Muitas
    vezes Jesus declarou, de uma forma ou de outra, que algo estava acontecendo “para
    se cumprir a Escritura”. Seja por meio do próprio Jesus, que Se referiu repetidamente
    aos escritos do Antigo Testamento (ver Jo 5:39; Lc 24:27; Mt 22:29; Jo 13:18), de
    Paulo, que sempre citava o Antigo Testamento (Rm 4:3; 11:8; Gl 4:27), ou do livro
    do Apocalipse, onde se estima que haja 550 alusões ao Antigo Testamento, o Novo
    Testamento se conecta constantemente ao Antigo. Embora, sem dúvida, algumas
    partes do Antigo Testamento, como o sistema sacrifical, não sejam mais obrigatórias
    para os cristãos, nunca devemos cometer o erro de atribuir a ele, de alguma forma,
    um status inferior ao do Novo. A Bíblia é composta de ambos os Testamentos e,
    por meio de ambos, aprendemos verdades cruciais sobre Deus e o plano da salvação.
    5 min
  • O chamado para os pescadores
    “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:17). Exatamente
    como João, Jesus começou Seu ministério com um chamado ao arrependimento.
    Ele conhecia, como João, a condição caída da humanidade e a necessidade
    de que todas as pessoas se arrependessem e chegassem ao conhecimento de
    Deus. Assim, não é de surpreender que Sua primeira proclamação pública, pelo menos
    conforme o registro de Mateus, tenha sido um chamado ao arrependimento.
    6. Leia Mateus 4:17-22. O que esse texto nos diz sobre a entrega total envolvida
    no chamado de Jesus?
    No esquecido território da Galileia havia um pequeno empreendimento pesqueiro
    administrado por quatro jovens: duas duplas de irmãos. Aparentemente,
    esses homens tinham o coração voltado para Deus porque, durante certo tempo,
    alguns deles seguiram João Batista. Mas, para surpresa deles, João Batista apontou
    para outro jovem daquela mesma região.
    Esses homens se aproximaram de Jesus de Nazaré e pediram permissão para
    passar algum tempo com Ele (ver Jo 1). Era assim que aquela cultura funcionava:
    os homens se aproximavam de um rabi e pediam para segui-lo. Mas era o rabi que
    tomava a decisão final sobre quais seriam seus discípulos. E quando o rabi pedia
    que alguém fosse seu discípulo, esse era um momento muito emocionante.
    Muitas pessoas cresceram com a ideia de que quando Jesus chamou os discípulos
    junto ao mar, aquela foi a primeira vez que eles O encontraram. Mas sabemos,
    pelos capítulos 1 a 5 de João, que esses homens já haviam passado um ano
    com Jesus, aparentemente em regime de tempo parcial.
    “Jesus escolheu homens iletrados porque não haviam sido instruídos nas tradições
    e errôneos costumes de seu tempo. Eram dotados de natural capacidade,
    humildes e dóceis, homens a quem podia educar para Sua obra. Há, nas ocupações
    comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes
    de possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos
    mais honrados homens do mundo. É necessário o toque de uma hábil mão para
    despertar essas faculdades adormecidas. Foram esses homens que Jesus chamou
    para serem Seus colaboradores, e deu-lhes a vantagem da convivência com Ele”
    (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 250).
    5 min
  • A terra de Zebulom e de Naftali
    Mateus 4:12 fala do aprisionamento de João, que pôs fim ao seu ministério. Nesse
    ponto, o ministério de Jesus começou “oficialmente”. O texto não diz por
    que, quando ouviu falar da prisão de João, Jesus foi para a Galileia; só diz que Ele
    fez isso. (Ver também Mc 1:14-16; Lc 4:14.) Porventura, enquanto João ainda estava
    pregando, Jesus teria desejado ser mais discreto para que não surgisse rivalidade?
    O verbo grego em Mateus 4:12, muitas vezes traduzido como “voltou” (NVI)
    ou “foi” (NTLH), pode dar a ideia de “retirar-se”, no sentido de evitar perigo. Assim,
    com Sua usual prudência, talvez Jesus estivesse tentando evitar problemas.
    5. Mateus 4:13-16 (ver também Is 9:1, 2) fala que Jesus Se estabeleceu na área
    de Zebulom e Naftali. O que esses versos dizem sobre o ministério de Jesus?
    Zebulom e Naftali foram dois filhos de Jacó (ver Gn 35:23-26), e seus descendentes
    se tornaram duas tribos que acabaram se estabelecendo na bela região norte
    de Israel.
    Infelizmente, essas duas tribos estavam entre as dez que renunciaram à fé em
    Deus e se voltaram para as coisas do mundo. Muitos profetas do Antigo Testamento
    protestaram contra o pecado, o mundanismo e a maldade dessas tribos do norte
    que, por fim, foram derrotadas pelos assírios, os quais as espalharam por todo o
    mundo conhecido na época. Por sua vez, os gentios se estabeleceram em Israel, e
    a Galileia passou a ser um local confuso e obscuro, com população mista. O profeta
    mais famoso da Galileia foi Jonas, o que pode nos dizer algo sobre o nível de
    lealdade que a população tinha para com Deus.
    Apesar dos problemas da Galileia, havia uma bela profecia em Isaías referente
    à obscura terra de Zebulom e de Naftali, a qual dizia que até “aos que viviam na
    região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Mt 4:16). Em outras palavras,
    nesse lugar, em que a necessidade era tão grande, onde as pessoas eram consideradas
    rudes, atrasadas e sem refinamento, Jesus foi viver e trabalhar entre elas. Por
    mais exaltado que Ele houvesse sido, vemos que estava disposto a humilhar-Se em
    favor de outros. Vemos aqui, também, outro exemplo de como o Antigo Testamento
    ocupou um lugar central no ministério de Jesus.
    Como evitar a tentação de considerar as pessoas indignas de receber nossa ajuda e nosso testemunho?
    O que está errado com essa atitude?
    4 min
  • A tentação
    4. Leia Mateus 4:1-11. Por que Jesus teve que passar por essa situação? O que
    essa história tem que ver com a nossa salvação? Como Jesus resistiu a tentações
    tão poderosas, sob circunstâncias tão difíceis, e o que isso nos diz a respeito
    de como resistir às tentações?
    Mateus 4:1 inicia com o que parece ser uma ideia estranha: foi o Espírito que
    levou Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. Supõe-se que devemos
    orar para não ser levados à tentação do diabo: “Não deixes que sejamos tentados,
    mas livra-nos do mal” (Mt 6:13, NTLH). Por que, então, o Espírito Santo conduziria
    Jesus dessa forma?
    A chave se encontra no capítulo anterior, quando Jesus foi a João para ser batizado.
    Vendo a resistência de João, Jesus disse: “Deixa por agora, porque assim nos
    convém cumprir toda a justiça” (Mt 3:15). Embora não tivesse pecado, Jesus teve que
    ser batizado para cumprir toda a justiça, isto é, fazer o que era necessário a fim de
    ser um exemplo perfeito para os seres humanos e ser o representante perfeito deles.
    Na tentação no deserto, Jesus tinha que passar pelo mesmo terreno pelo qual
    Adão passou. Precisava da vitória contra a tentação que todos nós, de Adão em
    diante, deixamos de alcançar. E assim, ao fazer isso, “Cristo devia reparar [...] a falha
    de Adão” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 117), só que Ele o
    fez em condições diferentes de qualquer coisa que Adão tivesse enfrentado. Por
    Sua vitória, Jesus mostrou que não há desculpa para o pecado, que não há justificativa
    para ele e que, quando tentados, não temos que cair, mas podemos vencer
    por meio da fé e submissão. Devemos seguir a orientação de Tiago: “Sujeitai-vos,
    pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará
    a vós” (Tg 4:7, 8).
    Ao nos mostrar de maneira tão enfática que não há desculpa para o pecado, como esse relato
    mostra nossa necessidade da justiça de Cristo? Imagine se tivéssemos que nos apresentar em
    nossa própria justiça, sem essa cobertura e sem a justificação para os nossos pecados! Que esperança
    teríamos?
    5 min
  • O contraste no deserto
    “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”
    (Mt 4:1).
    Imagine esta cena da perspectiva do próprio Satanás. O Ser divino e exaltado
    que ele conhecia como Filho de Deus havia Se humilhado e assumido a forma
    humana a fim de salvar a humanidade. Era o mesmo Jesus contra quem ele havia
    guerreado no Céu e que o tinha expulsado, bem como seus anjos (ver Ap 12:7-9).
    Mas qual era a condição de Jesus naquele momento? Ele havia Se tornado um ser
    humano enfraquecido, sozinho num deserto hostil, sem nenhum apoio evidente.
    Certamente Jesus seria então um alvo fácil para os enganos do inimigo.
    “Quando o Filho de Deus e Satanás, pela primeira vez, se defrontaram em conflito,
    Cristo era o comandante das hostes celestiais; Satanás, o cabeça da rebelião
    no Céu, fora expulso dali. Então, podia ser dito que as condições se haviam invertido,
    e o adversário explorou o máximo possível sua suposta vantagem” (Ellen G.
    White, O Desejado de Todas as Nações, p. 119).
    Que contraste! Embora Lúcifer tenha procurado ser “semelhante ao Altíssimo”
    (Is 14:14), Jesus havia Se esvaziado da glória do Céu. Nessa cena, podemos ver
    a imensa diferença entre o egoísmo e o altruísmo; a vasta diferença entre o que é
    santidade e o que é pecado.
    3. Compare Isaías 14:12-14 com Filipenses 2:5-8. Qual é a diferença entre o caráter
    de Jesus e o de Satanás?
    Imagine como os anjos que haviam conhecido Jesus em Sua glória celestial devem
    ter contemplado o que estava ocorrendo quando esses dois inimigos se encontraram
    face a face, num tipo de conflito que os dois nunca haviam
    experimentado antes. Embora tenhamos a distinta vantagem de saber como o confronto
    terminou, os anjos e todo o Céu não tinham essa vantagem. Assim, devem
    ter assistido ao conflito preocupados, e com absoluta atenção.
    Satanás se exaltou. Jesus Se humilhou até a morte. O que podemos aprender com esse grande
    contraste, e como podemos aplicar essa importante verdade à nossa vida? Como isso deve impactar
    nossa maneira de tomar decisões, especialmente aquelas nas quais nosso ego está em jogo?
    6 min
  • João Batista e a “verdade presente”
    Mateus 3 começa com João Batista, cuja primeira palavra registrada no texto
    é um imperativo: “Arrependei-vos” (Mt 3:2). De certa forma, esse é um resumo
    do que Deus vem dizendo aos seres humanos desde a queda: Arrependam-se,
    aceitem Meu perdão, deixem seus pecados e vocês encontrarão redenção e descanso
    para a alma.
    Contudo, mesmo que essa mensagem seja universal, João também colocou nela
    uma distinta ênfase de “verdade [...] presente” (2Pe 1:12), ou seja, tornou-a uma mensagem
    para as pessoas daquela época específica.
    1. Leia Mateus 3:2, 3. Qual foi a mensagem da verdade presente que João estava
    pregando junto com o chamado ao arrependimento, batismo e confissão?
    Ver também Mateus 3:6.
    Nessa passagem, João fez algo aparece ao longo de todo o Novo Testamento:
    ele citou o Antigo Testamento. A profecia do Antigo Testamento se tornou viva
    no Novo: vez após vez, Jesus, Paulo, Pedro e João citaram o Antigo Testamento
    para ajudar a validar, explicar ou mesmo provar o significado do que estava acontecendo
    no Novo. Não é de admirar que Pedro, mesmo em vista dos milagres
    que ele havia testemunhado pessoalmente, tenha enfatizado a “palavra profética”
    (2Pe 1:19) ao falar sobre o ministério de Jesus.
    2. Leia Mateus 3:7-12. Que mensagem João tem para os líderes? Apesar de suas
    duras palavras, que esperança está sendo oferecida nessa passagem?
    Note como Jesus ocupava a posição central em tudo o que João estava pregando.
    Mesmo naquele momento, tudo era sobre Jesus, quem Ele era e o que faria. Embora
    o evangelho tenha sido apresentado, João também deixou claro que haveria um
    ajuste final de contas, uma divisão entre o trigo e a palha, e que Aquele que fora
    profetizado faria essa divisão. Nisso há mais uma prova de que o evangelho e o juízo
    são realmente inseparáveis. Há também um exemplo de como, na Bíblia, a primeira
    e a segunda vindas de Jesus são vistas como um só evento, pois vemos que João,
    no contexto imediato da primeira vinda de Cristo, fala também sobre a segunda.
    5 min

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