Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo

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Lições da Bíblia – Áudios Novo Tempo episodes

  • Início do ministério de Cristo
    VERSO PARA MEMORIZAR: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19).
    Uma das grandes lutas da humanidade tem sido conhecer o significado e o propósito
    de nossa vida, e vivê-los. Afinal de contas, não viemos ao mundo com
    um manual de instruções debaixo do braço que nos ensine a viver, não é mesmo?
    “Eu não entendia qual era o significado da vida”, disse um rapaz de 17 anos, de
    família abastada, que se tornou viciado em remédios. “Ainda não sei, mas pensei
    que todas as outras pessoas soubessem, e que havia um grande segredo conhecido
    por todas as outras pessoas e desconhecido por mim. Pensei que todo mundo
    entendesse por que estamos aqui, e que todos fossem, secretamente, felizes em algum
    lugar, sem mim.”
    Paul Feyerabend, um escritor austríaco e filósofo da ciência, confessou em sua autobiografia:
    “Então vem um dia após o outro e não está claro por que se deve viver.”
    É então que entra a Bíblia, o evangelho, a história de Jesus e o que Ele fez por
    nós. Em Jesus, em Sua preexistência, em Seu nascimento, vida e morte, em Seu
    ministério no Céu e em Sua segunda vinda, podemos achar respostas para as perguntas
    mais urgentes da vida. Nesta semana examinaremos o início da vida e da
    obra de Cristo na Terra, que são a única coisa que pode dar pleno significado à
    nossa vida e obra.
    5 min
  • Estudo Adicional
    Examine esta citação de Ellen G. White: “É assim que todo pecador deve se
    aproximar de Cristo. ‘Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas
    segundo a Sua misericórdia, nos salvou’ (Tt 3:5, ARC). Quando Satanás diz que
    vocês são pecadores, e não podem esperar receber bênçãos de Deus, digam-lhe
    que Cristo veio ao mundo para salvar pecadores. Nada temos que nos recomende
    a Deus; mas o argumento em que podemos insistir, agora e sempre, é nossa condição
    de completo desamparo, o que torna uma necessidade Seu poder redentor”
    (O Desejado de Todas as Nações, p. 317). Nossa obediência à lei, nossa vitória sobre
    o pecado e a tentação, nosso crescimento em Cristo, embora sejam parte da
    vida cristã, são resultado da salvação, e nunca sua causa. O ladrão que ficou ao lado
    de Jesus na cruz, os santos que serão trasladados na segunda vinda de Cristo, ou
    qualquer outra pessoa, estão numa “condição de completo desamparo”, que torna
    uma necessidade Seu poder redentor. Como é importante que nunca nos esqueçamos
    dessa verdade fundamental!
    5 min
  • O nascimento do divino Filho de Davi
    Os dois primeiros capítulos de Mateus relatam o nascimento de Jesus numa
    noite fria e úmida. Provavelmente, não tenha sido em 25 de dezembro. Com
    base na escala de serviço do sacerdote Zacarias no templo, os eruditos sugerem
    que Jesus tenha nascido provavelmente no outono, quando as ovelhas ainda estavam
    nos campos, talvez no final de setembro ou em outubro.
    É uma grande ironia que alguns dos primeiros a procurar e adorar o Messias
    judaico foram gentios. Enquanto a maioria do próprio povo de Jesus (e um meio-judeu
    paranoico, o rei Herodes) achava que sabia que tipo de Messias esperar, havia
    nesses viajantes vindos do Oriente a mente e o coração abertos. Os magos, ou
    sábios, eram respeitados filósofos da Pérsia que devotavam a vida a procurar a verdade,
    de onde quer que ela viesse. Não é de admirar, então, que estivessem adorando
    Aquele que era “a Verdade”. Embora o contexto seja diferente, vemos aqui
    um exemplo da veracidade das palavras faladas séculos antes: “Vocês Me procurarão
    e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração” (Jr 29:13, NVI).
    7. Leia Mateus 2:1-14. Que contraste é visto entre a atitude desses sábios e a do
    rei Herodes?
    Esses pagãos caíram de joelhos e adoraram Jesus, em contraste com o rei da nação,
    que, em vez disso, procurou matá-Lo.
    Essa história deve servir como poderoso lembrete de que pertencer a uma igreja
    não é garantia de estar num relacionamento correto com Deus. Deve também
    ser um lembrete de que é muito importante uma correta compreensão da verdade.
    Se Herodes e os sacerdotes tivessem compreendido as profecias referentes ao
    Messias, ele saberia que Jesus não era o tipo de ameaça que devesse temer. Teria
    entendido que esse “Rei dos judeus” não era alguém com quem precisava se preocupar,
    pelo menos em termos de resguardar seu próprio poder político imediato.
    Como adventistas do sétimo dia, abençoados com muita luz, como podemos nos proteger do
    engano de que essa luz significa que estamos automaticamente num relacionamento correto
    com Deus? Ao mesmo tempo, como a verdade pode nos ajudar a ter uma experiência mais profunda
    com Deus e a apreciar mais Seu caráter?
    6 min
  • Sendo nós ainda pecadores
    6. O que as passagens seguintes dizem sobre a natureza humana? Quais fortes
    evidências temos de que essas declarações são verdadeiras? Rm 3:9, 10;
    5:8; Jo 2:25; Jr 17:9
    Como tem sido dito com frequência, mas vale a pena repetir, a Bíblia não pinta
    um quadro otimista do ser humano nem da natureza humana. Da queda no
    Éden (Gn 3) à queda de Babilônia, nos últimos dias (Ap 18), a triste condição da
    humanidade é facilmente revelada. Embora tenhamos a tendência de idealizar, por
    exemplo, os primeiros tempos da igreja, anteriores à grande “apostasia” (2Ts 2:3),
    isso é um erro (ver 1Co 5:1). Todos nós somos pessoas caídas, prejudicadas, e isso
    inclui a linhagem da qual o próprio Jesus veio.
    O erudito Michael Wilkins escreveu: “A autenticidade e a improbabilidade dessa
    genealogia deve ter deixado atônitos os leitores de Mateus. Os ancestrais de Jesus
    eram seres humanos com todas as falhas, mas com todo o potencial das pessoas
    em geral. Deus atuou através deles para fazer acontecer Sua salvação. Não há um
    padrão de justiça na linhagem de Jesus. Encontramos adúlteros, prostitutas, heróis
    e gentios. O ímpio Roboão foi o pai do ímpio Abias, que foi o pai do bom rei Asa.
    Asa foi o pai do bom rei Josafá [...], que foi o pai do ímpio rei Jeorão. Deus estava
    trabalhando ao longo das gerações, tanto boas quanto más, para realizar Seus propósitos.
    Mateus mostra que Deus pode usar qualquer pessoa, por mais marginalizada
    e desprezada que seja, para realizar Seus propósitos. Essas são o próprio tipo
    de pessoa que Jesus veio salvar” (Zondervan Illustrated Bible Backgrounds Commentary:
    Matthew [Comentário ilustrado Zondervan sobre o contexto histórico
    da Bíblia: Mateus]. Grand Rapids: Zondervan, 2002; p. 9).
    Essa é a ideia da qual precisamos nos lembrar, não só quando olhamos para os
    outros, mas também quando olhamos para nós mesmos. Qual cristão, em algum
    ponto de sua caminhada, não fica desanimado, não questiona sua fé, não cogita se
    é ou não verdadeiramente convertido? Com muita frequência, também, o que produz
    esse desânimo é nossa natureza caída, nossos pecados e falhas. Assim, em
    meio ao desespero, podemos e devemos extrair esperança do fato de que
    Deus conhece todas essas coisas e que foi por pessoas exatamente como nós que
    Cristo veio a este mundo.
    A quais promessas bíblicas você pode se apegar em momentos de desânimo e de desespero
    espirituais?
    4 min
  • A árvore genealógica de Jesus
    3. Além de Davi, quem mais encontramos na árvore genealógica de Jesus? Mt 1:2, 3
    Não era comum sequer mencionar mulheres em genealogias. Então, por que uma
    mulher chamada Tamar seria colocada nessa lista? Para começar, quem era ela?
    Tamar era uma mulher cananeia que havia se casado, em sequência, com dois
    filhos de Judá. Os dois haviam morrido na prática de coisas perversas, enquanto
    Tamar continuava sem filhos. Seu sogro, Judá, prometeu a Tamar que lhe daria
    seu terceiro filho em casamento quando ele tivesse idade suficiente. Mas isso
    não aconteceu.
    Então, o que Tamar fez? Disfarçou-se de prostituta e teve relações com o próprio
    Judá, embora ele não fizesse a menor ideia de que aquela mulher era Tamar.
    Meses depois, quando a gravidez de Tamar ficou evidente, Judá procurou tomar
    medidas para que ela, pela conduta imoral, fosse morta; mas a atitude dele mudou
    quando ela lhe revelou que ele era o pai do bebê.
    Embora isso possa ter semelhança com uma novela vulgar, faz parte da ascendência
    humana de Jesus.
    4. Leia Mateus 1:4, 5. Quem mais é mencionada na lista de Mateus? Por que
    isso é um tanto surpreendente?
    Raabe seria a prostituta cananeia mencionada no livro de Josué? Parece que sim.
    Depois de ajudar a proteger os espias israelitas em Canaã, ela se uniu ao povo de
    Deus e, ao que parece, casou-se com um dos ancestrais de Jesus.
    5. Quem mais está na linhagem de Cristo? Mt 1:5, 6
    Rute, uma mulher virtuosa, não tinha culpa pelo fato de proceder dos odiados
    moabitas (produto de uma relação incestuosa de Ló, que estava embriagado, com
    uma de suas filhas). A esposa de Urias, Bate-Seba, foi a mulher que o rei Davi egoisticamente
    mandou buscar enquanto o marido dela estava em batalha. O rei também
    era um pecador que precisava de um Salvador. Davi teve muitas qualidades
    destacadas, mas certamente não foi um modelo como pai de família.
    Se Deus nos aceita apesar de nossas faltas e falhas, como podemos aprender a fazer o mesmo
    com os outros, apesar das faltas e falhas deles?
    6 min
  • Uma linhagem real
    Quaisquer que fossem os diversos conceitos dos judeus a respeito da vinda do
    Messias, uma coisa era certa: o Cristo seria da linhagem de Davi. (Até hoje,
    muitos judeus religiosos que aguardam o Messias acreditam que Ele deve vir da
    casa de Davi.) Foi por isso que Mateus começou seu evangelho com a linhagem
    de Cristo; ele desejava estabelecer Sua identidade como o Messias. Devido ao fato
    de que o Cristo devia ser descendente de Abraão (Gn 22:18; Gl 3:16), o pai da nação
    judaica, e da linhagem de Davi, Mateus logo no início procurou mostrar a linhagem
    de Jesus e como Ele estava diretamente ligado não só a Abraão (como a
    maioria dos israelitas estava), mas ao rei Davi. Muitos comentaristas acreditam
    que Mateus tinha em mente, primariamente, um público judeu; daí sua forte ênfase
    em estabelecer as credenciais messiânicas de Jesus de Nazaré.
    2. Leia os textos seguintes. Como eles nos ajudam a compreender a ideia que
    Mateus procurou transmitir? 2Sm 7:16, 17   Is 9:6, 7  Is 11:1, 2  At 2:29, 30 
    Tudo isso nos ajuda a entender a forma pela qual Mateus iniciou seu evangelho:
    “Livro da genealogia de Jesus Cristo, Filho de Davi” (Mt 1:1). No início do Novo
    Testamento, Jesus Cristo é descrito como “Filho de Davi”. Perto do final do Novo
    Testamento, o próprio Jesus disse as seguintes palavras: “Eu, Jesus, enviei o Meu
    anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a geração de Davi, a
    brilhante Estrela da manhã” (Ap 22:16). Além de tudo o mais que Jesus é, Ele continua
    sendo “a Raiz e a geração de Davi”.
    Que poderoso testemunho da natureza humana de Jesus e de Sua humanidade
    essencial! Nosso Criador Se ligou a nós de um modo que mal conseguimos
    imaginar.
    6 min
  • Um livro das origens
    “Livro da genealogia de Jesus Cristo, Filho de Davi” (Mt 1:1). Desde o começo,
    Mateus chama sua obra um “livro” (da palavra grega biblos, que pode significar
    um “escrito sagrado”), um “livro da genealogia”, ou seja, dos ascendentes de
    Jesus. Na verdade, a palavra grega traduzida como “genealogia” vem de um termo
    que pode ser traduzido como “origens”. Portanto, pode-se dizer que Mateus iniciou
    seu evangelho com uma espécie de “livro de Gênesis”. Assim como o Antigo
    Testamento começou com um livro sobre a criação do mundo, Mateus (e, portanto,
    o Novo Testamento) começa com um livro sobre o próprio Criador e sobre a
    obra de redenção que somente Ele poderia efetuar.
    1. O que estas passagens dizem sobre Jesus? Jo 1:1-3; Hb 1:1-3; Mq 5:2; Mc 12:35-37
    “Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era ‘a imagem
    de Deus’, a imagem de Sua grandeza e majestade, ‘o resplendor de Sua glória’.
    [...] Vindo habitar conosco, Jesus devia revelar Deus tanto aos homens como aos
    anjos. Ele era a Palavra de Deus: o pensamento de Deus tornado audível” (Ellen G.
    White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19).
    A divindade de Cristo, contudo, não era o mais importante na mente de Mateus,
    em contraste com João (ver Jo 1:1-3), que começou escrevendo sobre a divindade
    de Cristo antes de passar para o aspecto humano dEle (Jo 1:14). Em vez disso,
    Mateus se concentrou muito na humanidade de Cristo, ou seja, o Messias como
    “filho de Davi, filho de Abraão”. Então passou a traçar, a partir de Abraão, a linhagem
    dos ancestrais humanos de Jesus até Seu nascimento, no desejo de mostrar a
    seus leitores que, de fato, Jesus de Nazaré era o Messias predito nas profecias do
    Antigo Testamento.
    Família e ascendência são importantes. Ao mesmo tempo, no que diz respeito ao evangelho,
    nossos pais, avós, ou ascendentes são irrelevantes. O que está acima de tudo isso e por quê? Ver
    Gálatas 3:29.
    5 min
  • Filho de Davi
     
    VERSO PARA MEMORIZAR: “Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (Mt 1:21).
    Inspirado pelo Espírito Santo, Mateus iniciou seu livro com uma genealogia. Porém,
    não foi uma genealogia qualquer, mas a de Jesus Cristo. Além de começar
    seu evangelho com uma genealogia, Mateus apresentou nela alguns ancestrais
    que a maioria das pessoas certamente não gostaria de reivindicar como parte de
    sua linhagem.
    Talvez Mateus tivesse sentido empatia por esses ancestrais pelo fato de ele mesmo
    ter sido, em certo grau, marginalizado. Afinal de contas, ele era um judeu coletor
    de impostos; havia se vendido ao inimigo e, na verdade, pagava a Roma pela
    oportunidade de sentar-se na coletoria e cobrar impostos de seu povo. Certamente,
    ele não era amado por sua nação.
    Porém, ainda que os seres humanos olhem para a aparência exterior, Deus olha
    para o coração. Embora Mateus fosse um desprezado, o Senhor olhou para o coração
    dele e o escolheu para ser discípulo. Mateus aceitou o chamado, renunciando
    à vida que tinha antes, em troca de uma nova vida em Jesus.
    Assim, Mateus passou a seguir seu Senhor, preservou um registro dos acontecimentos,
    e um dia daria algo valioso ao seu povo e ao mundo: sua dádiva não seria
    um recibo de impostos, mas um precioso relato da vida de Jesus.
    5 min

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