liderança – Pergunta Simples

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liderança – Pergunta Simples episodes

  • O que faz uma comida ficar na memória? Marlene Vieira
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    Porque é que há sabores que nunca esquecemos? Marlene Vieira explica como a memória alimentar se constrói entre cheiros, texturas, tempo e emoção, numa conversa sobre identidade, rigor, liderança e o futuro da cozinha portuguesa.
    • A memória gustativa começa na infância e no cheiro da cozinha.
    • Produto de qualidade exige menos técnica e mais respeito.
    • Textura, tempo e temperatura mudam o sabor.
    • Liderar equipas é minimizar o erro sem destruir pessoas.
    • A cozinha portuguesa como património emocional e cultural.
    Citação de Ouro
    “A qualidade do produto exige menos transformação.”
    🔗 Episódio com Marlene Vieira:
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    1 hr 3 min
  • Como comunicar em crises de saúde? Graça Freitas

    É difícil encontrar alguém em Portugal que não associe o rosto e a voz de Graça Freitas aos anos mais duros da pandemia. Foi a médica de saúde pública que, de repente, passou de bastidores técnicos para palco mediático, todos os dias, em direto, a explicar-nos um vírus novo, decisões políticas duras e medidas que mudaram a nossa vida.

    Mas esta conversa não é apenas sobre o coronavírus. É, sobretudo, sobre comunicação. Sobre como se fala em público quando não há certezas, quando a informação é imperfeita, quando a verdade científica demora a confirmar-se mas o medo não espera.

    Graça Freitas conta como viveu o 31 de dezembro de 2019, convencida de que 2020 seria um ano feliz — e como, no dia seguinte, já lia os primeiros relatórios de um vírus misterioso na China. Explica como ativou uma task force antes mesmo da OMS declarar pandemia. E recorda o choque de perceber que a Covid-19 não ia desaparecer como outras ameaças anteriores: SARS, gripe das aves ou gripe A.

    No centro da conversa está sempre a arte de comunicar em tempos de crise:

    • Como tranquilizar sem mentir.
    • Como explicar riscos com base em dados incertos.
    • Como preparar um país inteiro para medidas drásticas, da máscara ao fecho das escolas.
    • E como gerir a avalanche informativa — científica, política, mediática, digital — que marcou aqueles meses.
    • A ex-diretora-geral da Saúde descreve também a sua experiência pessoal: os dias sem rede por baixo, a pressão política e mediática, os telefonemas sem parar, a avalanche de dados científicos, as ameaças e até a proteção policial à porta de casa. Fala dos erros, das dúvidas, das noites em que pensou em demitir-se — e da convicção que a manteve: a de estar a servir o país com o melhor que sabia.

      O episódio revela ainda a importância de distinguir entre ciência, política e comunicação. Os cientistas discutem evidências. Os políticos tomam decisões. Mas é na forma como se comunica essa ponte — entre probabilidades e certezas, entre risco e segurança, entre conhecimento e medo — que se decide a confiança de uma população inteira.

      Graça Freitas sublinha que a pandemia expôs uma nova realidade: a voz de um especialista passou a valer tanto quanto a opinião de qualquer utilizador das redes sociais. Essa diluição da autoridade científica foi talvez o maior desafio de comunicação da sua carreira.

      Há momentos marcantes nesta conversa:

      • A primeira refeição encomendada para a Direção-Geral da Saúde, num tempo em que ninguém imaginava que fosse preciso dormir no gabinete.
      • O instante em que percebeu que teria de comunicar sem certezas, em direto, todos os dias.
      • As críticas públicas, os “memes” e a solidão de quem, por meses a fio, foi a cara da pandemia em Portugal.
      • E, ao mesmo tempo, as pequenas vitórias: a capacidade de mobilizar técnicos, a dedicação de colegas mais jovens, a sensação de que estava a segurar o país no meio da tempestade.
      • No final, a conversa regressa ao princípio: ser médico é comunicar. Seja no Alentejo profundo, nos primeiros anos de carreira, a explicar planeamento familiar e saúde materna a uma população carente; seja no palco mediático de uma pandemia, com milhões de olhos postos em cada frase. A escala é diferente, mas a missão é a mesma: falar com clareza, dar confiança, ajudar a compreender o que está em jogo.

        Este episódio do Pergunta Simples não é apenas memória da pandemia. É uma reflexão atual sobre o poder e a fragilidade da comunicação em saúde. Sobre como uma palavra pode acalmar ou assustar, como uma decisão pode ser aceite ou rejeitada consoante a forma como é explicada.

        Num tempo em que a informação circula mais depressa do que a ciência, e em que a confiança é talvez o recurso mais escasso, ouvir Graça Freitas é revisitar a pandemia… mas é também aprender lições para o futuro.

        57 min
      • Como usar a comunicação para influenciar? Pedro Coelho dos Santos
        Pedro Coelho dos Santos revela como a comunicação estratégica pode moldar percepções, inspirar ações e influenciar decisões. Descubra técnicas práticas, histórias reais e lições que transformam líderes em comunicadores eficazes. Uma conversa imperdível sobre empatia, simplicidade e impacto.
        Uma conversa sobre liderança e técnicas de comunicação usadas por todos os melhores e mais visionários líderes do mundo. Assim como por cá.
        56 min

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