No Linha de Frente desta semana, conversamos com a professora Adriany de Ávila, diretora da ADUFU e com a professora Neli Edite Santos, do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual da ADUFU sobre a II Marcha das Mulheres Negras que ocorreu na última terça-feira (25), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília - DF.
O grande ato contou com a participação de cerca de 300 mil mulheres negras vindas de caravanas de todas as regiões do Brasil e por representantes de mais de 40 países. Nessa edição, ocorrida 10 anos após a primeira, a Marcha retornou a Brasília com pautas centrais como reparação histórica, enfrentamento à violência racial e de gênero, participação política, proteção dos territórios quilombolas, justiça ambiental e fortalecimento das comunidades tradicionais. A narrativa que orientou a mobilização destacou o Bem Viver como base para um novo modelo de sociedade, comprometido com dignidade, democracia real e superação do racismo estrutural. A mobilização pautou ainda direitos fundamentais como moradia, emprego, segurança, a luta contra o racismo, o sexismo, a proteção ao meio ambiente e todas as formas de violência que atravessam a vida das mulheres negras.