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O podcast Linha de Frente desta semana veicula uma reportagem que denuncia a escalada da violência contra mulheres no Brasil, destacando casos recentes e brutais — como o atropelamento de Tainara Souza Santos e a agressão envolvendo o “Calvo do Campari” — que reacenderam o debate sobre feminicídio e impunidade. Dados oficiais revelam números recordes de assassinatos de mulheres e uma persistente crise de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais, enquanto cidades como Uberlândia registram índices alarmantes. Diante desse cenário, movimentos feministas mobilizaram atos em todo o país em 7 de dezembro de 2025, exigindo justiça, políticas públicas eficazes, proteção às vítimas, aprimoramento das instituições e combate estrutural ao machismo. Especialistas reforçam a importância da responsabilização dos agressores, do fortalecimento das redes de acolhimento e do engajamento ativo dos homens para transformar a cultura que sustenta a violência de gênero. A reportagem conclui que o crescimento do número de feminicídios demonstra o agravamento de um problema histórico do Brasil, estruturado na violência de gênero e raça e que as manifestações devem marcar o início de um compromisso duradouro com a vida das mulheres.
No Linha de Frente desta semana, conversamos com a professora Adriany de Ávila, diretora da ADUFU e com a professora Neli Edite Santos, do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual da ADUFU sobre a II Marcha das Mulheres Negras que ocorreu na última terça-feira (25), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília - DF.
O grande ato contou com a participação de cerca de 300 mil mulheres negras vindas de caravanas de todas as regiões do Brasil e por representantes de mais de 40 países. Nessa edição, ocorrida 10 anos após a primeira, a Marcha retornou a Brasília com pautas centrais como reparação histórica, enfrentamento à violência racial e de gênero, participação política, proteção dos territórios quilombolas, justiça ambiental e fortalecimento das comunidades tradicionais. A narrativa que orientou a mobilização destacou o Bem Viver como base para um novo modelo de sociedade, comprometido com dignidade, democracia real e superação do racismo estrutural. A mobilização pautou ainda direitos fundamentais como moradia, emprego, segurança, a luta contra o racismo, o sexismo, a proteção ao meio ambiente e todas as formas de violência que atravessam a vida das mulheres negras.
No podcast Linha de Frente desta semana trazemos as últimas ações da ADUFU: a organização para a Marcha das Mulheres Negras, que ocorre hoje em Brasília; as homenagens feitas pela seção sindical às mulheres negras, tanto em seu Baile, quanto em suas redes sociais neste mês de novembro; a articulação do Ato em Defesa da Educação e das Artes e contra os ataques do vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer, ocorrido em 17/11 e a publicação de nota de repúdio sobre o fato; a reunião que aconteceu com a Progep/UFU para discussão de pautas de interesse da categoria docente; e o convite para a audiência pública que ocorrerá amanhã e debaterá os aspectos da péssima proposta de Reforma Administrativa.
No Linha de Frente desta semana, conversamos com a pedagoga e teóloga Vanesca Tomé e com a professora Marlí Anastácio, ambas participantes de movimentos que colaboram para a construção da Marcha das Mulheres Negras 2025 - Por Reparação e Bem viver, sobre o dia da Consciência Negra e sobre esse grande evento que será realizado em Brasília - DF, no dia 25 de novembro.
A professora Diva Silva, da FACED/UFU, e o professor Newton Dângelo, do INHIS/UFU, ambos membros do Grupo de Trabalho de Comunicação e Arte da ADUFU, que representaram a seção sindical de Docentes da UFU, neste último final de semana, no 8º Encontro de Comunicação e Arte e no 3º Festival de Cultura e Arte do ANDES-SN. Com o tema “Arte e Comunicação fortalecendo o ANDES-SN para vencer o ódio nas ruas e nas redes”, os eventos ocorreram nos dias 7, 8 e 9 de novembro, na cidade de Niterói (RJ), organizados pela Seção Sindical de Docentes da Universidade Federal Fluminense.
Neste episódio do podcast Linha de Frente, recebemos José Genoíno, fundador do Partido dos Trabalhadores e um dos nomes mais importantes da esquerda brasileira, para uma conversa sobre os rumos da esquerda no Brasil. Ao longo da entrevista, Genoíno reflete sobre a atual capacidade de mobilização dos movimentos progressistas, discute os desafios da soberania nacional, a crise da segurança pública no Rio de Janeiro e no país, e analisa o impacto do trabalho plataformizado e uberizado na organização dos trabalhadores. O episódio também aborda o papel da universidade pública no debate político e o que podemos esperar das eleições de 2026. Um diálogo necessário sobre os caminhos da política brasileira.
No Linha de Frente desta semana, conversamos sobre um tema que tem ganhado cada vez mais destaque nas discussões sobre mobilidade urbana e justiça social: a tarifa zero no transporte coletivo. A proposta, que defende o acesso gratuito ao transporte público, busca garantir o direito de ir e vir para todas as pessoas, promovendo inclusão, sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades. Para aprofundar esse debate em Uberlândia, recebemos dois convidados que estão diretamente envolvidos na luta por um transporte verdadeiramente público e acessível: Aniceto Ferreira, ex-vereador e membro da Pastoral Operária da Diocese de Uberlândia, e Lendra Silva, artista visual, designer gráfico e membra do Coletivo Afronte. Aniceto e Lendra integram o Movimento Tarifa Zero em Uberlândia, que articula ações, reflexões e mobilizações em defesa de um sistema de transporte coletivo gratuito, democrático e eficiente para todos/as os/as cidadãos e cidadãs da cidade. No episódio, eles compartilham os desafios do movimento, as estratégias de mobilização e a importância de repensar o transporte como um direito, e não como uma mercadoria.
Brasil contra a Reforma Administrativa, com Rosangela Alecrim
Amanhã, 15 de outubro, é celebrado no Brasil o Dia das Professoras e dos Professores. Esta data nos convida a refletir sobre a importância de profissionais que, além de transmitir conhecimento, moldam o futuro ao despertar o pensamento crítico e a incentivar a curiosidade nas e nos estudantes. Nós do Linha de Frente parabenizamos a todas e todos os docentes e desejamos que todas e todos vocês tenham a cada dia mais respeito, valorização e reconhecimento pelo trabalho fundamental que realizam.
Para falar sobre a grande relevância do Dia das Professoras e dos Professores e também sobre os desafios dessa categoria, temos a honra de receber hoje no Linha de Frente o professor Cláudio Souza Mendonça, presidente do Andes - Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior e as professoras Olenir Maria Mendes e Myrtes Cunha, diretoras da ADUFU - Seção Sindical de Docentes da UFU.
Nesta edição do Linha de Frente, o entrevistado é Danilo Martuscelli, professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ele é um dos organizadores do livro “Instabilidade e crise na política brasileira”, lançado recentemente em parceria com os professores Armando Boito Júnior e Nátaly Guilmo. A coletânea reúne artigos inéditos de diversos pesquisadores que integram o grupo de pesquisa “Neoliberalismo e Relações de Classe no Brasil”, dedicado a investigar as transformações recentes do capitalismo brasileiro, suas expressões políticas e seus efeitos sobre as classes sociais. O livro propõe uma reflexão crítica sobre as múltiplas dimensões da instabilidade que atravessa o sistema político nacional — das crises de governabilidade e representatividade às reconfigurações do bloco no poder — articulando interpretações teóricas com análises empíricas do cenário contemporâneo. No episódio, Danilo Martuscelli comenta as principais contribuições da obra, discute o papel do neoliberalismo na conformação da atual conjuntura e analisa as perspectivas para a democracia brasileira diante de um quadro de crescente polarização e desgaste institucional.
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