"O Brasil não tem povo, tem público" diz o maior cronista carioca que temos notícia, vulgo nosso amado Lima Barreto. Nosso autor majestoso da literatura nacional é alvo da nossa primeira leitura conjunta de 2023, toda terça vamos ler um capítulo desse que foi o mais astuto literato brasileiro, negro, pobre e essencialmente nosso. Bora ler?
O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, publicado inicialmente em folhetim, situa-se como uma das principais obras do período do pré-modernismo brasileiro. Contextualizada no final do século XIX, na cidade do Rio de Janeiro, essa narrativa tem como centro do enredo os ideais e as frustrações de Policarpo Quaresma, um funcionário público cumpridor de seus deveres e extremamente patriota.
Seu patriotismo, porém, beira ao fanatismo, afinal, muito ingênuo e idealista, uma espécie de Dom Quixote brasileiro, propõe a substituição da língua portuguesa, como língua oficial, pela língua indígena tupi, no que é prontamente rechaçado e tido como louco, rendendo-lhe uma internação no hospício. (Fonte: Lima Barreto e o Pré-Modernismo).
Uma produção do Leituras que Furaram o Asfalto.