Literatura e Algo Mais

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Literatura e Algo Mais episodes

  • Victor Hugo: Escritores Favoritos #05
    Victor Hugo é um dos maiores escritores da história, e talvez o mais popular de todos os tempos. Quando morreu, em 1885, dois milhões de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre dele até o Panteão, onde são sepultados os herois nacionais da França.
    Uma das 12 avenidas do Plano Haussmann — plano urbanístico que modernizou Paris como a conhecemos hoje —, que deságuam no Arco do Triunfo, leva o seu nome.
    A obra de Victor Hugo passa por 3 grandes temáticas e todas muito atuais ainda hoje, principalmente no Brasil: religião, sociedade e natureza.
    Neste episódio, o quinto da série dos Meus escritoresfavoritos, eu indico 4 livros de Victor Hugo, focando, principalmente, nos três livros fundamentais para entender a tríade da obra do escritor francês.
    E por que ler Victor Hugo em 2021? Ler Victor Hugo é resistir às injustiças sociais e através da literatura buscar um mundo mais justo.
    E o prefácio de "Os miseráveis" serve para todas as suas obras:
    "(...) enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis".
    Ele salvou Notre-Dame uma vez. Cabe a nós, finalmente, salvar os miseráveis.
    Confere o podcast que contextualizo a vida e a obra desse gênio.
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    15 min
  • Ernest Hemingway: Escritores Favoritos #04
    Ernest Hemingway sem dúvida é um dos meus escritores favoritos, e por ele nutro uma grande admiração e uma inveja descritiva forte.
    A obra de Hemingway passa por diversos temas. Genial e brilhante, escreveu sobre tudo. Foi um escritor comprometido com as causas sociais, participou da Primeira Guerra Mundial como voluntário, e dela tirou o seu livro mais marcante: "Adeus às armas".
    Membro ilustre da "Geração Perdida", frase de Gertrude Stein que descreveu a geração de escritores, artistas e pintores refugiados em Paris nos anos 1920, foi formada por um grande grupo de intelectuais que viveu entre as duas grandes guerras.
    Hemingway foi um defensor da liberdade, da democracia, e um narrador brilhante da geografia de todos os cenários que escreveu sobre. Passando pelas colinas da África, pela Guerra Civil na Espanha, caminhando por Paris ou descrevendo uma luta hercúlea entre um homem e um peixe.
    Neste podcadt, eu indico 5 livros de ficção e não-ficção de Hemingway, e comento por alto mais outros 5 livros consagrados. Na obra de Hemingway quase nada é imaginado e praticamente tudo é real e tem um paralelo com sua vida e suas vivências.
    Confere o quarto episódio da série "Meus Escritores Favoritos". Se gostou do podcast, compartilha com seus amigos e amigas e se inscreve no canal.
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    16 min
  • Mario Vargas Llosa: Escritores Favoritos #03
    Meu escritor vivo favorito, Mario Vargas Llosa é um autor sempre comprometido com a democracia e a liberdade. Ao longo de sua vasta obra, esses são temas caríssimos para ele e na construção de suas histórias.
    Ao longo de diversos romances e livros de ensaio, Llosa traz as diferentes versões das ditaduras que acometeram não somente o seu país, Peru, mas, também, toda a América do Sul.
    Eu encontrei Vargas Llosa pessoalmente duas vezes (as fotos você encontra no @literaturaealgomais): uma delas na rua, em Madri. Toquei no seu ombro e disse: "Desculpa, o senhor parece Vargas Llosa". Ele abriu um sorrisão e disse: "Sou eu". A foto está no vídeo do YouTube também. Na outra, nos cruzamos na minha formatura de doutorado na Complutense de Madrid, e consegui fazer uma selfie (também no YouTube) com ele.
    Nobel de Literatura em 2010, Prêmio Cervantes em 1994, Llosa escreveu de tudo, desde ensaios, romances, não-ficção, flertou com o realismo mágico. E se consagrou por uma disciplina faulkeniana de escrever pelo menos uma boa página todos os dias.
    Neste podcast comento e indico 4 livros dele, dois numa pegada de não-ficção e dois outros romances consagrados que traz uma temática central da sua bibliografia: a luta contra o totalitarismo e a defesa da liberdade.
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    15 min
  • Gabriel García Márquez: Escritores Favoritos #02
    Quatro livros de Gabriel García Márquez para sair dos grandes sucessos. Um dos meus escritores favoritos, o colombiano Gabriel García Márquez é Nobel de Literatura de 1982, quando tinha 55 anos.
    Com uma vida digna do realismo mágico, fez de uma cidade imaginária, Macondo, o cenário das suas obras e construiu sua carreira entre a literatura e o jornalismo, com semelhante genialidade.
    Uma dica que sempre dou é tentar ler a obra de qualquer autor em ordem de publicação, especialmente a de García Márquez, pois você consegue acompanhar a evolução do autor, a construção do seu universo até que ela se concretize na fase de maturidade intelectual.
    É justamente o que acontece com a construção de Macondo e da família Buendía. Quando aparece a cidade pela primeira vez e o nome de algum membro da família protagonista de Cem anos de Solidão, é perceptível a formação de personagens e cenários.
    Eu li García Márquez em ordem e isso também permitiu aproveitar bem a obra dele como se fosse uma continuação. Mas não se preocupe se você não leu vários livros dele, e se não leu em ordem. Tampouco vai prejudicar a leitura e seu aproveitamento. De qualquer forma, o colombiano é maravilhoso em todos os seus livros e momentos.
    Gabo, como era conhecido, tem grandes romances que já são clássicos da literatura mundial, como o já mencionado "Cem anos de Solidão" (1967) e o "O Amor nos tempos do cólera" (1985).
    Mas sua obra é grande e genial, desde os contos até livros de não-ficção, e merece ser conhecida além dos "clássicos". Pensando nisso, no podcast de hoje eu vou indicar 4 livros dele fora do "clichê" do circuito de indicações e análises.
    Todos com uma pegada de não-ficção, onde García Márquez demonstra que a genialidade casada com a pesquisa e a disciplina são uma fórmula concreta de êxito.
    Comento também a relação de García Márquez e Vargas Llosa (tema do próximo podcast), a amizade e a briga dos dois e o motivo que separou os escritores do boom sul-americano.
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    11 min
  • George Orwell: Escritores Favoritos #01
    Por que a obra de George Orwell segue sendo atual? É o que vou falar no podcast de hoje. George Orwell é um dos meus 5 escritores favoritos. E sua obra maestra, "1984", um dos meus 10 livros preferidos.
    Nesse podcast, além de falar de "1984" e de toda seu paralelismo com o Brasil e mundo atuais, vamos comentar também sobre dois outros livros que formam parte da tríade política da obra do genial Orwell.
    A vida e a obra de Orwell estão completamente conectadas. Começando por um livro de não-ficção, na qual a criação do relato passa pela experiência real do escritor na Guerra Civil Espanhola. Nesse livro, Orwell começa a construir os alicerces de sua luta literal contra o fascismo e todo tipo de totalitarismo.
    E essa é a grande temática da obra de Orwell. E ninguém mais que ele lutou, pegando em armas, contra os regimes que assombraram a Europa nos anos de 1930. Finalizada a luta nos campos de batalha, Orwell empreendeu suas maiores obras literárias.
    E, a cada uma delas, essa crítica e visão fica mais madura e consolidada. Assim que nesse episódio, estreando a nova série de Escritores Favoritos, comento os 3 livros principais da obra de Orwell, de forma cronológica, para entendermos o pensamento de um dos maiores escritores de todos os tempos.
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    10 min
  • Umberto Eco: o Fascismo Eterno e o Brasil atual
    Há muito que digo que o Brasil vive sim um período fascista. E isso sempre foi baseado em leituras e no estudo da história. Mas após ler "Fascismo Eterno", de Umberto Eco, essa minha opinião ganhou uma fundamentação forte.
    Neste livro, Eco enumera 14 características do "Ur-Fascismo" ou "Fascismo Eterno", e na sua genial concepção basta que um Estado tenha apenas uma dessas características para viver o fascismo moderno.
    E acredite: no Brasil de 2018 para cá, encontramos os 14 aspectos.
    No episódio de hoje, eu falo do livro de Eco e da conexão entre o fascismo eterno e o Brasil. Para isso, analiso um parágrafo do livro, que transcrevo:
    "É possível conceber um movimento totalitário que consiga reunir monarquia, revolução, exército real e milícia pessoal de Mussolini, os privilégios condedidos à igrejas e uma educação estatal que exaltava a violência e o livre mercado?".
    O fascismo se define pelo medo do diferente, oposição ao saber, o uso excessivo do machismo, a repressão e o controle da sexualidade, o culto ao "líder" e um permanente estado de ameaça às instituições.
    Confere o episódio de hoje que nele eu te conto mais. E se gostar, compartilha com seus amigos e amigas. #UmbertoEco #FascismoEterno #Livros
    13 min
  • Lendo Mulheres #4: Diário de Anne Frank
    O Diário de Anne Frank foi o último dos seis livros de mulheres que li entre janeiro e fevereiro. Uma criança de 13 anos inicia a escrever um diário direto do seu esconderijo.
    Duas famílias judias estão num quarto, sem sair à rua por 2 anos consecutivos, para fugir da Gestapo que, naquela altura da Segunda Guerra dominava a Europa central, incluindo a Holanda, onde o nazismo estendia seus tentáculos.
    Anne Frank inicia seu diário em julho de 1942, quase simultaneamente ao início da batalha mais fundamental da guerra para derrota nazista: Stalingrado. Nesse instante, Anne comenta sobre a batalha e demonstra a esperança do Anexo, onde está escondida com sua família. Outra data fundamental é o Dia D, na qual Anne analisa com uma esperança marcante.
    Durante todo o Diário, Anne mostra uma análise perspicaz sobre o andamento da Guerra, e vai contando, também, o dia a dia dela e das pessoas em sua volta.
    O mais triste de tudo é ver que a esperança não deixa de iluminá-la: voltar ao colégio, se apaixonar, ter uma profissão, casar, filhos. Planos e sonhos assassinados pelo ódio racial e pela inconsequência fascinazista.
    Além de falar do livro em si, falo do contexto da Segunda Guerra que abrange todo o Diário, partindo de 1942 e terminando em 1944. Se gostou, compartilha com seus amigos e amigas. #AnneFrank #LiteraturaeAlgoMais #Livros
    9 min
  • Lendo Mulheres #3: À sombra da figueira • Vaddey Ratner
    Comovente e poético, este livro nos conduz ao inferno de uma forma marcante e lírica.
    Raami, uma criança de 7 anos, conta a história da sua família (Real) e do seu país, Camboja, sob o governo do Khmer Vermelho, uma associação ligada ao Partido Comunista do país, cujo objetivo era transformar o Camboja numa economia agrícola, sem conexão com o mundo exterior, onde o extermínio de opositores e o trabalho forçado eram alicerces.
    A história começa em 1975, quando finalizada a Guerra Civil, e o Khmer toma o poder destituindo o governo, a família real que Raami é herdeira do trono. Imediatamente eles esvaziam as cidades e obrigam todos a ir para o campo trabalhar forçosamente, onde execuções sumários e brutais são realizadas constantemente.
    Mas como o Camboja chegou a isso? A resposta tem conexão direta com a Guerra do Vietnã, com o apoio dos EUA e de outras nações.
    Por isso, no vídeo de hoje, além de falar da obra de Ratner, faço uma contextualização política, social e histórica do livro e as causas que levaram um grupo genocida ao poder no Camboja com anuência da sociedade internacional.
    Toda e qualquer homenagem a regimes ditatoriais não forma parte de liberdade de expressão. Forma parte de um crime, e por isso deve ser combatido com a força da lei.
    #ÀSombradaFigueira #LiteraturaeAlgoMais #Livros
    12 min
  • Lendo Mulheres #2: Quarto de Despejo e Quarenta Dias
    Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, e Quarenta Dias, de Maria Valéria Rezende, têm alguns pontos em comum, entre eles a maternidade.
    No podcast de hoje, eu comento sobre esses dois livros, de duas brasileiras, de diferentes épocas, escritos por mulheres de tempo, raça, classe diferentes, ambos refletindo o seu tempo: um a miséria, a fome, a política na visão de pobres e miseráveis; e outro que trata da abdicação de uma vida, a mudança de região e estado, e a busca para se encontrar.
    Ambas fogem da realidade da mesma maneira: lendo e escrevendo. Esses livros fazem parte do meu projeto de ler mais mulheres. Se você gostou, compartilha com seus amigos e amigas. #CarolinaMariadeJesus #MariaValeriaRezende #LiteraturaeAlgoMais
    11 min
  • 5 melhores Livros de 2021 (até agora). Podcast Amig@s de Riobaldo #1
    Nesse episódio de estreia do Podcast Amig@s de Riobaldo, Aline Souza (@leslivresdaline), Nayara Dias (literaturarteira) e eu, Bruno Rebouças (@literaturaealgomais), vamos falar dos 4 melhores livros (e uma menção honrosa) que lemos em 2021 até agora (junho).
    O Podcast Amigos de Riobaldo surgiu quando eu estava lendo Grande Sertão: veredas, de Guimarães Rosa, e trocava mensagens com a Aline e a Nayara sobre o livro. Daí surgiu a ideia de fazer um grupo de Whatsapp para falarmos não só de "Grande Sertão", mas de literatura e outros assuntos. Mas do livro de Guimarães surgiu o nome do grupo.
    Depois de tantos comentários interessantes sobre livros que líamos em conjunto ou separados, decidimos finalmente nos reunir numa gravação e falar daquilo que mais amamos: livros, leituras e literatura.
    O primeiro episódio foi um verdadeiro desafio, pois todos nós sofremos muito para elaborar uma lista com 5 livros, sendo 4 melhores e uma menção que gostaríamos de fazer a um quinto livro.
    Escolher é sempre uma renúncia. E depois de algumas semanas chegamos a uma lista que não divulgamos para o outros participantes, assim que foi uma surpresa para todos os livros escolhidos de cada um.
    Metade do ano chegou e com ele muitas leituras foram realizadas. Algumas marcantes, outras impactantes, poucas ficaram pelo caminho. Mas 2021 parece ser um ano, ao menos para nós, de leituras de ótima qualidade, muito mais que de muita quantidade.
    A Aline trouxe uma lista bem diversa em estilo e nacionalidades. A lista da Nayara também apresentou autores de diferentes nações e fases da literatura. Minha lista em duas ocasiões coincidiu com um livro de cada uma delas.
    Um dos grandes fatos legais de ter perfil de literatura no Instagram, que é o nosso caso, é poder conversar com pessoas sobre algo que amamos muito: leitura e todo seu universo. E quando desse mundo sai uma amizade é melhor ainda.
    Aline e Nayara se conhecem pessoalmente, mas eu nunca as vi presencialmente. Mas a amizade que temos é tão legal que me sinto próximo delas mesmo estando longe (elas moram Viçosa-MG e eu em Santos-SP).
    Confere o vídeo de hoje, que além de bem divertido e interativo, tem 13 livros incríveis para formar parte da sua biblioteca e das suas próximas leituras.
    E aproveita e conta para gente: você leu algum desses livros?
    Se gostar do vídeo, deixe seu like e compartilha com seus amigos e amigas. #Literatura #Livros #PodcastLiterário
    1 hr 8 min

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Podcast voltado para falar de livros e literatura, compartilhando sempre as minhas leituras, que acontecem sempre por projetos temáticos: brasileiros, mulheres, livros-reportagem, etc. Aproveita e siga nosso perfil nas redes sociais. Instagram: @literaturaealgomais. Facebook e YouTube: Literatura e Algo Mais.