Literatura em Ação

Literatura em Ação

By Tatyana e MateusArtsBooks
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Literatura em Ação episodes

  • Sobre escrever enquanto escuta música

    Músicas para auxiliar na escrita. Leia a descrição para saber mais e descobrir as músicas tocadas!

        Essa dica é um tanto pessoal, ao menos em comparação com as anteriores, mas se funciona comigo, talvez ajude outras pessoas, além de ser a instrução mais fácil de seguir. Apenas escolha uma música para cada situação, e vá em frente! Tudo bem, não é tão simples assim... Existem músicas que servem para situações específicas, e nem sempre aquela trilha inesquecível de Sandy & Júnior, dos Beatles, do Nirvana ou do Mano Lima caberá com o que você deseja escrever.

        Essa é uma das razões pela qual eu prefiro usar trilhas sonoras de videogames e filmes, geralmente desprovidas de letras cantadas. Tentar escrever e ouvir palavras ao mesmo tempo pode ser desconcertante para algumas pessoas, porém o mesmo não ocorre quando a música possui apenas ritmo. Quando o ritmo de uma trilha sonora encontra sua mão empunhando o lápis, ou então o dedilhar sobre o teclado do computador, uma estranha e deliciosa harmonia toma controle de sua criatividade... Claro, não é exatamente isso o que ocorrerá, mas vocês entenderam o recado.

            Resta ainda uma dúvida: como escolher a trilha sonora adequada para cada situação? Pessoalmente, prefiro apanhar trilhas de games em comparação com músicas de filmes, por estas serem mais “enérgicas” e ligeiras. Músicas de jogos de RPG são boas pedidas, pois estes são games que costumam investir pesado na emoção, mesmo com gráficos simples e mecânicas limitadas. 

         O mais adequado ao procurar uma música para a escrita é tentar mais de uma delas, até encontrar “aquela” perfeita, moldada ao seu estilo de prosa. Se o seu estilo é mais sombrio ou macabro, trilhas sonoras assustadoras farão mais o seu estilo.

            Além de retratar aventuras e momentos tensos, uma boa história de fantasia deve conter momentos mais calmos, a fim de deixar os personagens (bem como os leitores) se aliviarem por algum período de tempo. Geralmente, as músicas mais calmas em games de RPG pertencem às cidades e vilas, lugares onde os aventureiros se reúnem antes de se prepararem para a próxima etapa da jornada. 

            Não existem limites para a escolha da trilha sonora. Se quiser, misture trilhas de games e filmes até atingir um resultado desejado, e deixe a criatividade aflorar!

          E agora que terminamos com as dicas... O que está esperando? Apanhe seu lápis e caderno (ou laptop) e ponha a criatividade para funcionar!

       Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.

        

      Músicas apresentadas como exemplos:

    *Intensa:

    Legend of Zelda: A link to The Past music. Overworld theme.

    *Melancólica:

    Tales Of Phantasia - Be Absentminded SNES version.

    *Serena:

    Final Fantasy V : 1 - 11 - Town Theme. Symphonic Remaster. 



    *Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". 

     *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é propiciar dicas e conselhos para jovens escritores. 

    *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: 

    https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html



    4 min
  • Entrelinhas religiosas na Escrita de Ficção!

    Os 9 segredos da Fantasia Mística!


    Segredo 2 no episódio do Podcast "Literatura em Ação" desse mês.

    *Obs: Esse é um Podcast mensal. Temos o episódio de um autor diferente de fantasia a cada mês, já que Tatyana Casarino e Mateus Bülow revezam os seus episódios por mês. Nesse mês, temos uma dica da escritora criativa e poetisa Tatyana Casarino. 


    2) Entrelinhas religiosas


          Sabe aquela passagem bíblica de Jesus que é a sua favorita? Ou aquela parábola budista bonita? Faça releituras dela através da ficção. Coloque dilemas éticos e morais em sua história que são solucionados através de antigas filosofias ou ensinamentos religiosos. Junte os elementos da sua religião (ou de várias religiões ao mesmo tempo se sua mente for mais aberta) e crie cenas fantásticas ou arquétipos sobre eles. 

        Traduza os grandes conhecimentos filosóficos em uma linguagem de entretenimento. Eu, particularmente, gosto de beber nas fontes bíblicas para me inspirar a escrever. As passagens bíblicas de Salomão inspiram a escrever sobre dilemas de justiça (Reis 3:16-28), assim como a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) pode inspirar o autor místico a criar situações onde o raro espírito de caridade foi essencial para salvar a história.

           Você pode se inspirar nas passagens bíblicas, por incrível que pareça, para criar histórias de fantasia. Isso dará a "aura" mística para a sua história, mas deixe apenas sinais de sua inspiração. Nunca seja tão explícito, senão estraga a "magia". A graça da literatura mística é deixar o leitor perceber a referência religiosa por si próprio e ficar encantado pelas analogias. 

            Você que é místico, como leitor, adoraria ver referências místicas espalhadas em um livro e ficar tendo "insights" o tempo todo, não é mesmo? Espalhe referências místicas nas suas entrelinhas, como escritor, e faça a alegria do seu leitor. 


    Tatyana Casarino. 


    Leia o texto no blog "Recanto da Escritora": 

    Os 9 segredos da Fantasia Mística

    https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/os-9-segredos-da-fantasia-mistica.html


    14 min
  • O segredo da linguagem dos personagens!

    Faça linguagens adequadas a cada personagem.


            Antes que alguém se levante e faça objeções, quero deixar claro que esta dica não se trata de criar idiomas novos, como fez Tolkien, Frank Herbert (autor da série Duna), entre outros escritores, mas não vejo nada de errado em quem desejar fazê-lo. Por “fazer linguagens adequadas a cada personagem”, eu me refiro a escrever os diálogos de forma convincente, conforme o histórico e plano de fundo disponível sobre eles.

            Um aspecto comum da literatura fantástica é a presença de muitos personagens com histórias passadas diferentes entre si, vendo-se obrigados a montar uma equipe. Experiências de vida moldam não apenas o caráter, como também a linguagem: um guerreiro bárbaro não terá o vocabulário de um cavaleiro nobre; um bruxo nascido e criado em um lugar ermo, longe da civilização, não se comunicará com a formalidade de um rei.

            À primeira vista, criar vocabulário diferenciado pode soar difícil, porém é mais simples que se imagina. Pessoas de origens modestas costumam falar de forma direta, e raramente soltam expressões como “porvir”, “gorjeio”, “veemência” e “triênio”. Não estou afirmando que estes indivíduos são ignorantes, e sim apontando um fato; e se a história se passa durante a Era Medieval (ou num mundo fantástico inspirado nesse período), pode ter certeza que a diferença de linguagem entre nobres e plebeus será ainda mais acentuada.

            Entretanto, a linguagem deve servir ao personagem, e não o contrário. Digamos, por exemplo, que o protagonista é um caçador rude vindo das terras montanhosas, em busca de serviço como mercenário nas tropas de um reino civilizado; o destino acaba aproximando-o da filha mais velha do rei, uma leitora contumaz, e ambos absorvem traços um do outro: o “bárbaro” aprende a gostar de ler, buscando falar de forma mais polida perto da princesa, enquanto ela utiliza menos formalidade ao lado dele. Essas mudanças graduais nas linguagens dos personagens são excelentes para demonstrar o crescimento deles.

            Na escrita da fantasia é comum ver dois vícios nos diálogos dos personagens mais humildes: uso frequente de erros propositais de ortografia e xingamentos. Evite o primeiro, e seja moderado no segundo. Retratar gente mais humilde falando errado é um método preguiçoso, ainda mais se considerarmos as dicas aqui apresentadas... E para os palavrões, sugiro deixá-los para ocasiões nas quais seu uso é compreensível, como quando um monstro horrível aparece diante dos heróis, ou quando um personagem está muito irritado.


      Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.

       Mateus, o autor do episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". 

        Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. 

        Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: 

    https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html

    https://poetisataty.blogspot.com/


    4 min
  • Não revele toda a magia!

    Não explique toda a magia.

           À primeira vista, essa dica parece incongruente, ao se tratar de histórias de fantasia, ainda mais ao tocar um assunto fundamental em sua caracterização. Por “magia” nessa dica, entenda tudo o que for estranho e fora da realidade, porém único à história, além de ser citado previamente no folclore interno.

           Como já falamos bastante no folclore interno como elemento importante na história, não irei me encompridar aqui, e comentarei apenas as consequências de explicar tudo no caminho. 

         Cada regrinha extra em seu universo ficcional também serve de limitador à sua criatividade, assim como uma cerca em torno de um terreno; o mesmo elemento delimitador que serviu de ponto de partida não pode ser utilizado para definir toda a história e seu desenvolvimento.

          Obviamente, surgirão situações na qual será necessário explicar algumas regras do mundo fictício, sem escapatória. Mesmo assim, é possível seguir a mesma metodologia das outras dicas, aplicando o velho bom senso. Quais aspectos fantásticos são mais relevantes aos três pilares* da sua obra? Eles necessitam ser explicados? Revelar a natureza deles prejudicaria a escrita, ou não?

            Embora eu utilize a palavra “magia” para todos os aspectos do folclore interno, farei uma observação mais literal, aqui: delimitar regras para o controle da magia nem sempre acaba bem. Muitas vezes, o autor insiste em misturar aspectos científicos na concepção de seus bruxos e feiticeiros, causando uma estranheza fenomenal e certa artificialidade. Apesar de soar arbitrário, serei categórico: explique o que for necessário para o andamento do seu mundo fictício, porém evite explicar a magia em si.

    *Assim como uma casa é iniciada pelas suas fundações, a literatura fantástica possui uma base estrutural. Esses três pilares da fantasia são o Enredo, os Personagens e o Folclore. 


      Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.

       Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". 

        Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores. 

        Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: 

    https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html

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    3 min
  • Reflexo do psiquismo do autor

    Os 9 Segredos da Fantasia Mística

      Olá, pessoal! Há 11 anos eu escrevo poesias místicas e textos místicos no meu blog "Recanto da Escritora". Muitas das minhas poesias têm sabor de mistério, religiosidade e misticismo como vocês podem ver na maioria das postagens poéticas do blog. Hoje eu vou revelar para vocês os meus segredos da literatura mística fantástica, ou seja, aquela onde a ficção fantasiosa revela, nas entrelinhas, ensinamentos místicos. 



    Os 9 segredos da Fantasia Mística!


    Segredo 1 no Episódio de hoje!


    1) Reflexo do psiquismo do autor.


    Pode parecer egocêntrico o que eu vou falar agora, mas a sua melhor fonte de inspiração é você mesmo (especialmente na literatura mística). Na verdade, não se trata de um egocentrismo tolo e sim de uma profunda e mística introspecção. Quais são as verdades que você carrega no coração? O que a sua intuição diz? Qual a sua história de vida? Quantos medos você já enfrentou? Reflita sobre essas questões com respeito e atenção. 

      "Descascar" a própria alma abre as portas para o psiquismo do universo e você começa a compreender as outras pessoas e os dilemas humanos e psicológicos de maneira melhor. E você nem precisa ser psicólogo para mergulhar nisso -- basta ter uma "veia" poética. 

        Uma música do grupo New Age místico chamado ERA diz assim em um dos versos: "If you look inside your soul, The World will open to your eyes. You'll see". Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para seus olhos. Você verá. 

          E, quando a inteligência e o dom criativo encontram a intuição da alma, sua literatura atingirá um patamar que poucos autores conseguem tocar. Sabe aquele livro que faz sucesso e você nem sabe o porquê? A razão está no psiquismo. Quando você escreve com a alma, a alma do leitor se prende à escrita do seu livro. Eis a lei da atração atuando na sua escrita. 

         Talvez a sua obra de sucesso não seja genial nem tenha grandes e inovadoras técnicas literárias, mas o fato de ser psíquica cria um "carisma" no enredo que faz o leitor se identificar. Afinal, todo leitor já experimentou alguma sensação psíquica que você expressa na literatura. Os sentimentos nos conectam e criam facilmente o fenômeno da identificação.

            Muitos questionam o sucesso do Paulo Coelho, por exemplo. A escrita dele pode ser simples, mas é profundamente psíquica -- eis a razão do sucesso dele. Paulo Coelho expressa muitos dilemas da alma humana, porque se inspira na jornada espiritual dele próprio. E, ao divagar sobre questões humanas, psíquicas e místicas, ele criou uma literatura sensível e facilmente atraente, pois quase todo leitor se identifica com as questões humanas das histórias dele. 

              Você não precisa colocar a sua alma explicitamente no enredo (isso até faria a obra perder o sabor de mistério e perder a graça), mas é interessante expressar sentimentos já experimentados por você, vivências (narradas de outra forma e com elementos da ficção é claro, senão vira biografia) e tudo aquilo que você aprendeu na sua jornada espiritual. Por que você busca uma religião? Quais os vícios que você teve de lutar contra? Pense em tudo isso e crie um enredo único e cheio de personalidade. 


    Tatyana Casarino.


    Link do texto:

     Os 9 Segredos da Fantasia Mística

    https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/os-9-segredos-da-fantasia-mistica.html


    8 min
  • Dicas e segredos para a criação de vilões!

    Dicas e segredos para a criação de vilões!

         Antagonistas nem sempre são necessários ao desenrolar de uma história de fantasia, mas são raras as obras sem alguma forma de obstáculo com capacidade de raciocínio; mesmo histórias focadas em sobrevivência costumam ter predadores irracionais, porém inteligentes, ameaçando os heróis durante suas jornadas.

            Assim como o nosso Código Penal descreve inúmeros crimes em espécie, existem diversos vilões na fantasia: temos o chefe dos ladrões ou dos piratas, o conquistador bárbaro truculento, o conselheiro real que é o verdadeiro “poder por trás do trono”, o feiticeiro morto-vivo vingativo, entre outros malfeitores. Ao lado do herói, o vilão costuma ser o segundo personagem a ser concebido pelo autor, e formular uma lista de possíveis “profissões” para o antagonista de sua história pode servir como ponto de partida.

            Na construção do antagonista, alguns aspectos dos filmes de terror podem ser úteis: uma criatura de rara aparição, porém ainda ameaçadora, é mais eficiente que um sujeito bufante de risada histriônica, pela simples dificuldade da primeira opção cair no ridículo como a segunda. Estudar o comportamento de criminosos e psicopatas famosos também pode auxiliar o autor, ainda mais quando se percebe que os mais terríveis nesse “ramo” costumam falar pouco e manipular seus alvos, muitas vezes se passando por amigos.

          O estereótipo mais comum dos vilões da fantasia ainda é o “Lorde das Trevas”, um personagem sem bondade alguma e capaz dos piores atos em nome dos seus objetivos. Entretanto, minha dica para quem busca ser original é fugir desse arquétipo, ou temperá-lo com aspectos únicos, a fim de torná-lo mais realista e complexo. Vale até mesmo procurar exemplos reais de grandes conquistadores históricos e seus feitos.

         Outra sugestão para o autor desejoso de fazer um “Lorde das Trevas” diferenciado trata-se de uma lista bem humorada disponível na internet, chamada “Evil Overlord List” (literalmente, “Lista do Lorde Maligno”), onde são discutidos diversos clichês comuns a estes personagens, tais como ficar parado no trono e só partir para o combate quando todos os capangas foram derrotados, ou então forçar a donzela em perigo a se casar em uma cerimônia pública, um alvo fácil para os heróis. Não é necessário se opor a todos os clichês presentes na “Evil Overlord List”; escolha cinco ou seis dos aspectos, e busque fazer algo diferente.

    Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.

    *Mateus, o autor do episódio de hoje no nosso Podcast, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê: Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". 

     *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores. 

    *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: 

    *10 Dicas de Escrita de Fantasia (texto que inspirou o episódio de hoje). 

    https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html

    *Dica de leitura:

    10 Governantes tirânicos que poderiam ser vilões da literatura.

    https://tatycasarino.blogspot.com/2018/04/10-governantes-tiranicos-que-poderiam.html



    4 min
  • Dicas para o planejamento dos capítulos

    *Para planejar a estrutura dos seus capítulos, descreva as principais cenas que você imagina para cada capítulo e como elas vão se comunicar entre si (essa conexão entre capítulos deixará a sua história sólida, consistente e convincente).

    *Estipule também o número de páginas para cada capítulo de acordo com o tamanho planejado para o seu livro.


    Tatyana Casarino. 


    *Saiba mais em:


    https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/como-montar-o-projeto-do-seu-livro.html

    13 min
  • Donzela em perigo na Literatura

    Donzela em perigo? Faça valer a pena!



           Voltando às personagens, entraremos em um ponto que se tornou polêmico, porém continua tão intimamente ligado à fantasia heroica que se tornou difícil ignorá-lo. A figura da donzela em perigo vem desde a antiguidade, sendo contestada por diversos motivos; entretanto, aqui deixaremos de lado a visão pós-moderna feminista, concentrando-nos na construção do enredo e das personagens.

            Em diversas histórias, percebemos que as donzelas em perigo não passam de artifícios para mover o enredo, ou ao menos para motivar o herói. Não afirmo que deveríamos riscá-las de vez dos enredos, e sim ponderar sobre seu papel na construção da trama. Faça um teste: quantas personagens femininas em obras de fantasia poderiam ser substituídas por objetos (pedras mágicas, amuletos e afins) roubados pelos vilões, sem ocorrer prejuízo no enredo? Se elas forem inexpressivas na trama, é o mais sensato a se fazer, até para evitar o excesso de personagens desinteressantes.

          O problema de caracterização costuma ser evitado quando a personagem é criada pelo autor antes da situação na qual ela precisará ser resgatada, ou se o leitor a conhece antes de assumir a condição de donzela em perigo na trama. Em tramas onde o resgate dessa donzela é o ponto principal do enredo, é possível dividir a história em dois núcleos, sendo um deles o dos heróis indo salvá-la e o outro focado na prisioneira e suas agruras; este segundo núcleo pode servir como uma oportunidade perfeita para desenvolver os vilões, mostrando sua base, seus exércitos, objetivos, etc...

            É possível aumentar a importância da donzela no enredo, de diversas maneiras: que tal uma princesa que escapa sorrateiramente da prisão, enquanto heróis e vilões digladiam? Ou então uma garota que seduz o vilão, a fim de arrancar segredos dele, e contá-los aos heróis mais tarde? A fantasia é tão ampla que permite alternativas interessantes para a mocinha em perigo se destacar. Por exemplo: a princesa foi induzida a um sono profundo pela magia do vilão, e trancafiada em um cristal gigante? Sem problemas! Ela é uma feiticeira que consegue viajar pelo mundo dos sonhos, e se comunica com o herói quando ele dorme.

            Se preferir o caminho tradicional, com a mocinha indefesa sendo salva pelo herói, apenas vá em frente. Não tenha medo de usar esse arquétipo, mesmo se aparentar clichê, ou se alguém o acusar de “diminuir a figura da mulher”, até porque essas possibilidades no resgate também são válidas para autores que preferirem usar homens em situação de perigo, no lugar das donzelas. O diferencial aqui está em tornar essa personagem relevante, bem como sua captura na história.

    Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.

    *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino". 

     *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores. 

    *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. 

    *Blogue da Taty Casarino: https://tatycasarino.blogspot.com/

    *Confiram o texto que o Mateus Bülow escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty: 

    https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html




    4 min
  • Monte o Projeto do seu Livro - Parte III

      Monte o Projeto do seu Livro - Parte III

     Ressalta-se que, muitas vezes, surgirão inspirações diferentes no meio da escrita da sua história que acrescentarão cenas jamais imaginadas antes em seu livro. Está tudo bem em deixar a inspiração surpreender você, pois a própria história é viva e terá o seu próprio rumo misterioso. Mas, para dar vida à história e permitir que novas inspirações sejam bem-vindas, é preciso ter uma estrutura primeiro.

    E como dar essa estrutura? Primeiramente, crie um bloco de notas no computador e separe um caderno para anotar o projeto do seu livro. Antes mesmo de escrever a sua história, escreva o projeto dela. Eu costumo chamar o projeto de "Preparação da história", pois é onde o escritor vai estruturar os desafios dos seus personagens e os elementos principais do seu livro. Nesse projeto, você, caro escritor, vai preencher os seguintes itens:

    1) O título do meu livro será:

    2) Os protagonistas serão:

    3) As características dos protagonistas serão as seguintes:

    4) Os desafios que os protagonistas enfrentarão serão os seguintes:

    5) O foco da minha história será:

    6) Local da história (aqui você indicará o nome da cidade, do país real ou da terra imaginária da sua história):

    7) Tempo da história (aqui você indica se a sua história será contemporânea ou de época):

    8) Mensagem moral da minha história (muitos escritores fazem histórias apenas com o foco no lazer literário do leitor, mas histórias profundas e cativantes costumam ter mensagens morais nas entrelinhas):

    9) Elementos psicológicos da minha história (se você quer conquistar a psique do leitor, é interessante estudar um pouco de Psicologia e comportamento humano para colocar elementos e reflexões sobre os sentimentos e as reações psicológicas dos seres humanos através dos seus personagens):

    10) Críticas sociais (a literatura precisa ter mais conteúdo e também poder ser uma forma de refletir sobre a sociedade, pois bons autores criticam as hipocrisias sociais e criam personagens autênticos e diferentes do senso comum):

    11) O que quero mostrar com a com a minha obra literária? Onde quero chegar?

    12) Uma frase para resumir a minha história:

    13) Músicas que podem ser a "Trilha Sonora" da minha história (item divertido e que pode inspirar o jovem autor):

    Escreva com músicas tocando em seu ambiente de trabalho! A música pode abrir a fonte da inspiração. Crie uma Playlist para o seu livro no YouTube ou no Spotify e mergulhe em boas inspirações musicais!

    14) Vilão da minha história (aqui você indicará se o enredo terá vilões e como eles serão):

    15) Elenco da minha história (aqui você vai indicar os outros personagens além dos protagonistas e dos vilões):

    16) Como imagino o início da minha história?

    17) Como imagino o meio da minha história?

    18) Como imagino o final da minha história?

    19) Campo de pesquisa (aqui você anota tudo o que precisa pesquisar para criar a sua história).

    20) Mitos, lendas e arquétipos que inspiram a minha história:

    21) Ponto da virada:

     Separe um tempo para responder as questões ou itens do projeto do seu livro antes de escrever a sua história. Você verá que não será perda de tempo esse exercício, mas ganho de tempo. A organização e a disciplina do projeto representarão gestão de tempo, estrutura e produtividade para a sua escrita. Você verá como tudo ficará mais fácil após o planejamento. Você terá mais consciência da sua escrita e não ficará mais perdido, pois a sua inspiração terá estrutura. 

    Tatyana Casarino.

    Leia o texto sobre o projeto de um livro no blogue da autora:

    https://tatycasarino.blogspot.com/2020/09/como-montar-o-projeto-do-seu-livro.html

    Sobre a construção do herói do seu livro (Mateus Bülow):

    https://youtu.be/vtieMfy0ln8



    25 min
  • Os 33 Mandamentos dos Poetas Melancólicos!

      Olá, leitores e ouvintes! Hoje, eu vou abordar um assunto que diz respeito tanto ao mundo da alma, o mundo místico, quanto ao mundo literário. Por isso, aproveitarei para postar este conteúdo nos meus 2 Podcasts: no Podcast para jovens escritores ("Literatura em Ação") e no Podcast "Assuntos da Alma" (onde eu trato de assuntos mais místicos). 

      O próprio Podcast de escritores não traz apenas um conhecimento técnico. Eu também passo dicas psicológicas para jovens escritores, como, por exemplo, dicas sobre coragem e motivação. E hoje eu vou passar um conteúdo bem diferenciado, otimista, psicológico e motivacional para levantar escritores e poetas melancólicos. 

      O universo dark pode ser charmoso e legal. Não sou moralista a ponto de desprezar o lado "dark" por completo. De vez em quando, é bom escrever algo mais "dark" desde que tenha consciência e bons propósitos. Mas, esse universo não pode ser a nossa única fonte de referência. 

      Busque músicas alegres, busque "ares" frescos, fatores iluminados e inspirações mais alegres. É recomendável buscar uma sabedoria mais transcendental. Não fique somente em autores depressivos nem fique alimentando um universo "pesado". O excesso de densidade melancólica faz mal para o seu espírito, para a sua alma e também para a sua escrita. 

       Considerando que o temperamento predominante de autores criativos e poetas é o temperamento melancólico, passarei conselhos sábios para equilibrar esse temperamento. Tais conselhos estão em formato de "mandamentos."

      Os 33 Mandamentos dos Poetas Melancólicos recitados no áudio (confiram os 07 primeiros mandamentos por escrito):

    1) Não alimente a tristeza para que ela não se torne depressão. Deixe a amargura realista de lado e encare a vida com doçura e firmeza.

    2) Não se deixe levar por pensamentos tristes e seja fiel a você mesmo e a sua consciência.

    3) Não supervalorize o seu talento por ser diferenciado senão você cairá no orgulho. E o orgulho levará à ruína. Encare a sua natureza artística com simplicidade, humildade e espontaneidade. 

    4) Não se subestime caso você não seja reconhecido, aprovado ou compreendido. Tenha amor-próprio, autoestima e siga fazendo um trabalho bem feito ainda que ele não seja valorizado. O importante é a liberdade de expressão e de consciência.

    5) Jamais experimente drogas para fugir da realidade. Elas não apagarão a sua angústia ou deixarão a vida colorida. Pelo contrário, as drogas apenas trarão uma realidade mais dura e uma vida mais cinza com as dificuldades multiplicadas.

    6) Busque o autoconhecimento, a lucidez da consciência, o amadurecimento emocional, a sabedoria interna, o fortalecimento interior para viver melhor.

    7) Cultive a temperança, a gentileza e o equilíbrio emocional e comportamental.

    Texto escrito por Tatyana Casarino.

    Esse Podcast foi baseado em dois textos da autora Tatyana Casarino:

    1) Os 33 Mandamentos dos Poetas Melancólicos. Clique no link a seguir para ter acesso ao texto completo:

    https://tatycasarino.blogspot.com/2017/01/os-33-mandamentos-dos-poetas.html

    2) Não seja um poeta emo para sempre. Clique no link a seguir para ter acesso ao texto completo: 

    https://tatycasarino.blogspot.com/2020/10/nao-seja-um-poeta-emo-para-sempre.html

    Tatyana Casarino.

    *Conheçam o Podcast "Assuntos da Alma" de Taty Casarino:

    https://open.spotify.com/show/4LxvT5ntkUfAudxtPZrsr5?si=UhD-bZEWQcOJBQtTXSovKg

    *Conheçam o Podcast "Literatura em Ação" de Taty Casarino e Mateus Bülow:

    https://open.spotify.com/show/3Nqc44j01TlisrngKyVIMB?si=xBGktO9-QR6A0jD98ixODQ

    *Conheçam o Podcast "Direito em Harmonia" de Taty Casarino:

    https://open.spotify.com/show/4TjcjeioMVZtJf4xClq3eS?si=ekbSMHPdSsW1AL8N9_M0hA

    22 min

About Literatura em Ação

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Literatura em Ação é um Podcast para motivar jovens escritores. A escritora Tatyana Casarino e o escritor Mateus Bülow vão compartilhar as suas experiências literárias, fornecendo dicas e conselhos…