"A CASA E A FÁBRICA, QUE SAUDADES!", por EvaTrier
Saudades da fábrica, madeira, máquinas,
Ferramentas, cheiro de pó, trabalho, suor.
Dentro da casa filhos, fogão a lenha,
Sonhos, amor, fartura, alegrias.
Saudades das brincadeiras de infância,
Pega-pega, esconde-esconde, cabra-cega.
Saudades da fábrica do cheiro da madeira e da serragem...
Saudades da casa cheia e das festas em família.
Pão quentinho saído do forno, regado a café passado.
Saudades das histórias, as brasas no fogão crepitando e a chaleira chiando.
Em meio a risadas, gargalhadas, finda uma boa história contada.
O chimarrão passando de mão em mão.
Saudades do violão e da gaita que alegravam até de madrugada.
O tempo passou e as memórias afetivas nos enchem de lembranças.
Tempo que a Saudade faz lembrar.
Nos enche de orgulho, amor e afeto pelo que pudemos viver e vivenciar.
Em cada canto e recanto transitam sentimentos e emoções da infância que se foi.
Mas agradeço todo dia ter histórias para contar em forma de poesia.
Sempre reverenciando nossas origens e raízes com amor e respeito.
Para sempre na memória a casa e a fábrica fazem morada.
Este poema está publicado na coletânea poética "ONDE CANTA O SABIÁ" da Lura Editorial. Narrado por Igor Alisson, do podcast "Lendo Poesias", no Spotify.
O livro está disponível em nossa livraria, no site da Amazon e na Martins Fontes Paulista:
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