"CIZENO CINZA", por Natalha Muniz de Andrade
O dia que o sol nasceu mais cedo
E os pássaros engoliram seu único canto
As árvores choraram cada lágrima
E derramaram-se em pranto
Fez-se pó a esperança
Amarrou quarenta e quatro nós na garganta
Nesse dia, parei, pensei, orei:
Deus, por que da dor?
Por que do pranto?
E Deus sorriu, dizendo calmo e manso como é:
No dia que essa pequena cidade chora, aos céus darão glória
Pois, hoje recebi o anjo mais lindo aqui
Trajado de azul, sorriso todo manso
Recolhi da terra, meu sagrado anjo
Anjo de apelido Cinza, mas que é pura luz
Anjo esse que quando em terra
Espalhou amor, honestidade e bonança
Possamos então, crer que esse anjo, eterno em Deus, zele por nós
Zelaremos em terra por tudo que esse anjo aqui plantou
Lembrando que sempre, cada dia é único
Todo dia pode ser o fim, e se houver fim
Que possamos dizer que com o exemplo do Anjo Cinza
Aprendemos a olhar o outro com um olhar sem quebranto
Agradecer em meio ao pranto
Ter fé, que todos que o amam, encontrarão um dia o sagrado anjo.
Este poema está publicado na coletânea poética "UMA POESIA PARA CADA DIA" da Lura Editorial. Narrado por Igor Alisson, do podcast "Lendo Poesias", no Spotify.
O livro está disponível em nossa livraria, no site da Amazon e na Martins Fontes Paulista:
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