Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast

Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast

By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
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Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast episodes

  • Cafe Brasil 756 - Netiqueta e as mulas digitais

    Cara, como tem mula na internet. Eu escolhi mula aqui, pra colocar mula digital. Como é que tem mula digital na internet! Mula digital é aquele bicho que você chegou perto, eçle dá um coice. Eu já diminuí a participação em redes sociais para reduzir a interação com esse tipo de gente estúpida, cara. Agora minha energia está nos grupos do Telegram do Café Brasil, onde dá para trocar ideias sem ser humilhado, xingado, ou perseguido por dar uma opinião.

    Bom, você já ouviu o termo netiqueta?  Netiqueta é a combinação das palavras network e etiqueta, e significa um conjunto de regras para um comportamento online que seja aceitável. Onde você não seja uma mula digital. Usar a internet de forma responsável, é isso que trata a netiqueta, o antídoto para as mulas digitais.

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    28 min
  • Cafezinho 358 – Só sei que nada sei

    Eu fico olhando aquela molecada que está no youtube dando opinião sobre qualquer assunto e me lembrando de uma fala do jornalista Reinaldo Azevedo:

    -Não confio numa religião mais nova que o uísque que eu bebo.

    Como confiar num garoto de 28, 30 anos, que vem me ensinar como viver uma vida com propósito, como gerenciar negócios? Não, não é preconceito, é conceito! Se alguém vem me ensinar a andar de moto, a primeira pergunta que farei é: quantas vezes você caiu? Me mostra a cicatriz. Deixa eu ver as rugas, as marcas do tempo! Cara, tem até garoto de 14 anos dando conselhos sobre como viver uma vida plena!

    Eu não sei o que acontece. Eu mesmo deixo de comentar um monte de assuntos simplesmente por me sentir incompetente! Sei que não sei, tenho de mergulhar profundamente no tema, morro de medo de passar vergonha quando abrir a bocarra e falar uma bobagem. Por isso me recolho!

    Mas essa moçada não quer saber, manda bala. E tem milhões de seguidores os estimulando, ouvindo e reproduzindo as bobagens que ouvem.

    Preste atenção: quem é que você está seguindo? Que opiniões você está ouvindo? Que credenciais tem quem dá essa opinião? É só um curioso que grita e fala por ouvir falar? Esse sujeito a quem você está dando seu tempo de vida tem cicatrizes? Viveu o assunto que comenta? Ou é só orelhada? Tenha um filtro, meu caro, minha cara. Para o bem do mundo, do Brasil, de sua família, seu mesmo, bote na cabeça: não dá para ser mestre sem antes ser discípulo.

     

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    Versão do Youtube: https://youtu.be/JEDjdd1ll34

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    4 min
  • Cafezinho 357 – Big Brother Brasil Educa

    “Numa discussão sobre o Big Brother provoquei caretas ao dizer que o programa é uma oportunidade fantástica de aprendizado. Quase apanhei. Mas expliquei que tudo depende de como o espectador encara o programa.

    Se você procura mais que simples entretenimento (...) tem ali uma inestimável aula de antropologia, sociologia e política, com exemplos claros de como funciona a vida em sociedade. Verá os conflitos, as intrigas, a dissimulação, as mentiras, a manipulação, a generosidade, o medo, todos aqueles pequenos truques, pecados e atitudes com os quais convivemos no dia-a-dia. Está tudo ali, exposto pra quem quiser ver. E aprender. Assistindo o Big Brother Brasil como uma vitrine de comportamento você aplicará seu tempo em aprendizado.”

    Esse é um trecho de um artigo meu de 2009, que deu o que falar. Mas nunca foi tão atual, especialmente durante esta edição do BBB de 2021, que se transformou na vitrine da lacração. A Globo está fazendo um favor à sociedade ao apresentar, de forma concentrada, todos os chavões do politicamente correto que, diluídos aqui fora, estão corroendo os pilares morais da nossa sociedade. E o que está sendo visto ali é feio, muito feio. Ao retirar as máscaras dos justiceiros sociais, o BBB mostra todo o ódio, inveja, preconceito, hipocrisia, falsidade embalados pelo ódio do bem e o discurso hipócrita da defesa dos oprimidos, por parte de quem no fundo só quer garantir o seu.

    O BBB subverteu a lógica de que narciso acha feio o que não é espelho. No caso, o espelho está revelando monstros, e a sociedade não está gostando do que está vendo.

    Não sei se era essa a intenção ou o tiro da Globo saiu pela culatra. O que eu sei é que o Big Brother Brasil educa.   

     

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    Versão do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=qXScZ5c0lZI&feature=youtu.be

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    4 min
  • Café Brasil 755 - Alfabestismo digital

    Tenho visto estarrecido as áreas de comentários das redes sociais onde é comum que entre vinte, trinta comentários, apenas quatro ou cinco tenham a ver com o assunto do post. A impressão é que os comentadores não conseguem distinguir a realidade da ficção. São pessoas que conseguem ler e escrever, mas confundem o simples com o complexo. E a quantidade de gente assim cresce de forma assustadora. São os alfabestados digitais.

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    25 min
  • Cafezinho 356 – O problema são os outros

    Algum tempo atrás circulou uma pesquisa que perguntava se o Brasil é um país racista. A maioria respondeu “sim”. Mas quando a pergunta era “você é racista?”, a resposta era “não”. Racistas são os outros. Se em vez de racismo a pergunta fosse sobre preguiça, ignorância, desonestidade e outros atributos nada elogiosos, eu tenho certeza que a resposta seria a mesma: o problema são os outros. Isso leva a uma reflexão sobre a esperteza individual contra a estupidez coletiva. Como indivíduos somos ótimos. Honestos, estudiosos, aplicados, respeitosos, competentes... mas como um coletivo somos um desastre!

    Afinal, se o coletivo é a soma dos indivíduos, como é que 200 milhões de pessoas honestas formam um país corrupto? O problema são os outros. E mesmo quando mostramos exemplos de pessoas extraordinárias, que brilham por suas virtudes, parece que não adianta. Esses exemplos nunca são seguidos. E as desculpas são ótimas. É sempre algo como “ele ou ela tiveram... sorte, família, pais honestos, ambiente bom, oportunidades, estudo. Eu não tive!”

    Os cidadãos exemplares sempre tiveram algo a mais que parece que não está ao alcance dos demais, você já reparou nisso? Por isso são tão poucos. Talvez seja necessário parar para pensar um pouco: bons exemplos não são suficientes, o que precisamos é mudar a forma como vemos os outros. Sair dessa que “o Brasil tem futuro, mas com esse povo que tá aí, não sei, não.” Bom, “esse povo que tá aí” é você. Mude essa sua visão preconceituosa, desconfiada e limitadora sobre a natureza humana. 

    Mas não espere que os outros mudem, mude você! Sem querer nada em troca. É assim que começa. O problema nunca são os outros. Somos nós.

     

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    7 min
  • Cafezinho 355 – A burrice

    Num podcast Café Brasil de muito tempo atrás usei um texto de Guto (vulgo Carlos Magalhães), que falava de Burrice. Vale lembrar uns trechos: “... o que é a burrice? O Aurélio apenas cruza sinônimos. Não esclarece nada.

    Em primeiro lugar, a burrice não pode ser confundida com falta de informações. Isso é ignorância. Há pessoas ignorantes muito inteligentes. E há pessoas muito informadas e muito burras. Em segundo lugar, a burrice também não pode ser confundida com doença mental. Terceiro, burrice não é sinônimo de desrazão. E razão não é sinônimo de inteligência. Na minha opinião, a burrice é uma questão de escolha. Penso que todos os humanos nascem com o mesmo equipamento cerebral. O uso ou o não-uso daquilo que a evolução nos deu é opcional. Muitas pessoas optam por não usar. Esses são os verdadeiros burros.

    Pensamentos complexos só podem prosperar quando a "memória de trabalho" está amplamente disponível. Quando essa memória é muito pequena, o indivíduo não é capaz de trabalhar com mais de duas variáveis, com sinais sempre opostos (se A é verdade, logo B é falso). É próprio do pensamento monofásico a desconexão entre os diferentes blocos de ideias. Por isso os burros caem sempre em contradição, embora nunca percebam esse detalhe. Ou pior, acreditam-se muito coerentes.

    Os burros gostam muito de frases peremptórias. Em geral são muito sérios. E quanto mais sérios, mais burros. Mas a principal característica de todos os burros é a crença inabalável. São crentes. Acreditam em uma realidade externa, objetiva e estável que pode ser fielmente representada pelas palavras. Acreditam que as palavras são etiquetas que se colam a coisas reais. Desconfiam de todos que não usam as etiquetas que consideram corretas. Se a burrice é opcional, a crendeirice não o é. É efeito colateral da escolha. E esse efeito, depois de acometer aquele que optou pela parvoíce, não o abandona mais.

    Enfim, burrice não tem cura.

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    7 min
  • LiderCast 217 - Amyr Klink

    Um recado para os navegantes. Em 2015 lançamos o podcast LíderCast, com a intenção de conversar livremente, sem roteiro, com gente que faz acontecer. Já são 216 conversas publicadas, algumas delas memoráveis, registros de pessoas que conseguem impactar o mundo com sua força, criatividade, persistência e inteligência. Lançamos os episódios por temporadas, experimentando uma forma de produzir e distribuir que fosse um diferencial sobre as opções de podcasts existentes no mercado. Olha! Foi legal, são cinco anos, gerou diversas ideias, fomos copiados e até o nome LíderCast foi surrupiado por um aí, cara... E agora mudaremos o esquema, o LíderCast passa a sair sempre que um convidado interessante surgir. Não é mais por temporada, tá? E a periodicidade vai ser irregular irregular, vamos ver como será.

    E quem inaugura a nova fase é ninguém menos que Amyr Klink.

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    1 hr 50 min
  • Café Brasil 754 - LíderCast Amyr Klink

    Um recado para os navegantes. Em 2015 lançamos o podcast LíderCast, com a intenção de conversar livremente, sem roteiro, com gente que faz acontecer. Já são 216 conversas publicadas, algumas delas memoráveis, registros de pessoas que conseguem impactar o mundo com sua força, criatividade, persistência e inteligência. Lançamos os episódios por temporadas, experimentando uma forma de produzir e distribuir que fosse um diferencial sobre as opções de podcasts existentes no mercado. Olha! Foi legal, são cinco anos, gerou diversas ideias, fomos copiados e até o nome LíderCast foi surrupiado por um aí, cara... E agora mudaremos o esquema, o LíderCast passa a sair sempre que um convidado interessante surgir. Não é mais por temporada, tá? E a periodicidade vai ser irregular irregular, vamos ver como será.

    E quem inaugura a nova fase é ninguém menos que Amyr Klink.

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    1 hr 50 min
  • Cafezinho 354 – Abaixo de zero

    Em maio de 1996, dezenas de alpinistas foram surpreendidos por uma violenta tempestade enquanto retornavam do cume do monte Everest. Um patologista norte-americano chamado Beck Weathers, viveu uma experiência inacreditável. Praticamente cego, a 8.200 metros de altitude, de noite, em meio a uma tempestade, ele se desprendeu do grupo e vagou pela montanha até cair na neve, congelando. A morte por congelamento é chamada de “morte suave”, a pessoa vai apagando aos poucos, lentamente, como uma vela. Quando tudo parecia perdido, Beck teve um lampejo de vida, levantou e continuou a caminhar, com um braço congelado, delirando, sem ter ideia de para onde estava indo. Chegou próximo a um acampamento onde foi visto por um alpinista e levado para dentro de uma barraca. Milagrosamente Beck sobreviveu até ser resgatado por um helicóptero. Perdeu dedos das mãos e dos pés e até o nariz. Mas sobreviveu. Ao ser perguntado sobre que força fez com que ele, mesmo virtualmente morto, levantasse para a salvação, Beck respondeu:

    - Pensar em minha família. Em meus filhos.

    Beck Weathers, em meio a uma situação desesperadora, focou no que dava sentido à sua vida. E algo lá no fundo de sua mente quase congelada acendeu, gerando calor suficiente para que ele lutasse pela vida. Aquela noite fatídica no Everest produziu uma dúzia de corpos. Menos o de Beck Weathers.

    Tem gente que se agarra à fé, Deus há de dar um jeito. Tem gente que se agarra a um ente querido. Tem gente – como eu – que se agarra a uma causa política, cultural ou social. Todos, de alguma maneira, buscando um propósito que dê sentido à pergunta que não quer calar: vale a pena lutar?

    Sem um propósito, não. E então, como um alpinista sem esperança, abaixo de zero, a saída é aguardar a morte suave chegar.

     

     

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    7 min
  • Cafezinho 353 – Confie desconfiando

    Sempre me fascina a capacidade que algumas pessoas têm de tratar sua visão do mundo como a única correta, com uma confiança que chega a ser comovente. Vira fé. E não adianta você trazer fatos, a pessoa simplesmente não ouve nem enxerga o que está sendo dito ou mostrado.

    Ela tem excesso de confiança nas próprias habilidades, excesso de confiança em que suas ideias e opiniões são as corretas, excesso de confiança de que é superior aos outros. Afinal, ela está certa, não é?

    Ter confiança nas coisas é o que nos faz seguir em frente. Não é ruim. Se eu não confiasse em minha capacidade de escrever as ideias, por exemplo, eu não me atreveria a fazê-lo. O problema não é a confiança, mas é o excesso dela.

    Olha, depois que eu me curei da juventude, aprendi a confiar desconfiando. Minhas opiniões são definitivas até a página três, por uma razão muito simples: é essa certeza definitiva que guiará minhas ações.

    Uma sociedade repleta de gente com excesso de confiança e com acesso aos canais de distribuição de ideias, corre o risco de não dar certo. Ou de mergulhar num cenário conflituoso onde se destrói mais do se constrói. E é aí que deveria tocar o sinal de alerta.

    O excesso de confiança é contagioso. Se você escolhe seguir alguém que sofra desse mal, provavelmente se contagiará com ele, sem perceber que se tornará cego e surdo para tudo aquilo que vá contra suas crenças. E tomará decisões baseadas exclusivamente em evidências que confirmam suas crenças pré-existentes. Você passa a viver numa bolha.

    E aí, dá nisso que estamos vendo.

     

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    Versão do Youtube: https://youtu.be/0nAwziiHHPI

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    4 min

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