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Rodrigo Galvão, que aos 35 anos assumiu a posição de CEO da Oracle Brasil e conduz a empresa para um modelo start up com uma visão muito especial sobre gestão de recursos humanos.
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E aí, hein? Dar o peixe ou ensinar a pescar? Será que se você ensinar a pescar, as pessoas magicamente vão mudar? Ou é preciso ir um pouco mais longe? Olha, a mudança aparece quem a quer. E é nessa praia que vamos hoje.
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Quando em 2001 decidi começar uma cruzada pessoal contra a miséria intelectual dos brasileiros eu sabia que a briga seria dura, mas que valeria a pena. De lá para cá sabe o que aconteceu? Tornei-me colunista de programas de rádio. Lancei meu livro Brasileiros Pocotó e mais sete na sequência. Realizei minhas palestras centenas, milhares de vezes no Brasil e no exterior. Fiz eventos de lançamento de livros em várias universidades. Ampliei meu cadastro de assinantes do site para mais de 100 mil nomes. Viajei para o Aconcágua e o Pólo Norte. Lancei o podcast Café Brasil que tem milhões de downloads a cada ano. Lancei mais dois podcasts, o LíderCast e o Cafezinho. Tornei-me colunista de dezenas de jornais, revistas e sites. Lancei uma plataforma de educação continuada, o Café Brasil Premium.
Ufa!
Uma trabalheira danada que recebeu pouquíssima repercussão na grande mídia. O barulho todo veio pela internet.
Mas um dia minha hora chegou. Recebi uma ligação para marcar uma entrevista pela televisão, para matéria que foi ao ar no Jornal da Cultura! Vieram me entrevistar em meu escritório! Um jornalista e dois técnicos! Finalmente!
Quando o produtor ligou interessado na entrevista, fiquei excitado! Será que finalmente eu poderia tratar de meu trabalho de combate ao emburrecimento nacional? Falar das implicações políticas de nossas decisões do dia a dia? Chamar a atenção para o vácuo de cidadania que vivenciamos neste início de século? Comentar sobre a queda de conteúdo no sistema educacional? Discorrer sobre as raízes da corrupção em nossos pequenos atos diários? Discursar sobre a necessidade de enriquecer nosso repertório para refinar nossa capacidade de tomada de decisão? Argumentar sobre a importância de não ser um bovino resignado destilando ressentimentos passivos? Conclamar o telespectador a conectar-se a outras pessoas interessadas em melhorar o estado das coisas? Provocar a todos pedindo que resistissem caso percebessem que o Brasil está ficando burro? Não. Eles estavam interessados por causa de meu artigo SOBRE UNHAS em que eu comentava a tentativa de superar o hábito de roer unhas desde que comecei aprender a tocar viola caipira.
Mais prioritário que o roer de unhas é o roer do cérebro. É ele que está sendo destruído sem que a gente perceba. O problema é que o estrago do cérebro não é visível como as unhas. Não dói como as unhas.
E na República das Banalidades, o que não é visto e nem dói, não interessa.
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br
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Cara, esse clima de desalento, mau humor, visão crítica e decepção que anda tomando conta de meus...dos nossos pensamentos me incomoda. Em 2005 tomei a decisão de não mergulhar na “onda”, não escrever sobre aquilo que todo mundo escreve, não fazer parte da massa barulhenta que faz... Barulho. Existe gente mais competente pra reclamar e a reclamação resolve muito pouco. Preferi navegar por outros mares, provocando nas pessoas reflexões sobre suas atitudes diante do mundo.
Mas ficou difícil, viu?
Percebo que ao soltar a imaginação, invariavelmente sou jogado sobre a “lulificação” do Brasil em todas as suas vertentes, dos absurdos falados em rede de tevê à incompetência crônica dos administradores, passando pela conspiração pelo poder e pela sensação de ser tratado como um idiota. E não me refiro só à política. A mediocrização é generalizada. A questão é como reagiremos a ela.
Temos duas opções de encarar a vida. Podemos fazê-lo de forma crítica. Discutimos, analisamos e usamos a lógica para manifestar nossas opiniões e tomar decisões. E isso é importante. A postura crítica tem como pressuposto a negação. Negamos, contestamos, destruímos para depois reconstruir conforme nossos valores. É assim que permanecemos vivos.
Mas existe uma outra possibilidade, um outro olhar. O olhar criativo, quando exploramos, desenhamos e percebemos as coisas. O olhar que tem como pressuposto a inspiração.
Negação e inspiração, dá pra perceber a diferença? Está em nossas mãos equilibrar os dois olhares, sendo mais críticos ou mais criativos. E o que tenho experimentado é o lento desaparecimento do olhar criativo.
Basta uma olhada nos jornais televisivos diários para perceber o inferno no qual estamos vivendo. E quando não é a tragédia na casa do vizinho, é o ônibus repleto de crianças que caiu no rio lá na Índia. E haja inspiração para escapar desse Tsunami de críticas, não é?
Pois senti que estou me afundando nele. E que isso não vai me levar a lugar algum. Ou melhor, vai sim: ao leito de um hospital, com pressão alta e veias entupidas. Eu não quero isso.
Por isso estou assumindo um compromisso com meus leitores, de desequilibrar a balança dos olhares para o lado criativo.
É uma questão de sobrevivência.
Este texto eu escrevi em 2007...
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A dupla responsável pelo canal Entendendo o iPhone que, diretamente de Aracaju, já soma quatro certificações Apple e tornou-se especialista em dispositivos IOS. Marilia tem um jeitinho todo próprio e bem-humorado de ensinar a gente as manhas dos iPhones.
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É isso que é o LíderCast. Uma homenagem a quem trabalha, para si, para outros, para progredir. Não importa se de direita, de esquerda ou de centro. O LíderCast é Liderança e empreendedorismo na veia.
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Separei os primeiros CDs de Djavan, Fagner e Simone e, ao ouvi-los, fiquei entusiasmado com a proposta, a “rusticidade” das músicas e interpretações. Havia naqueles CDs uma originalidade, uma experimentação, um tipo de conteúdo que se perdera nos trabalhos seguintes. A cada CD lançado por esses artistas, senti uma perda. Até se transformarem em grandes estrelas da MPB, insossas, com uma pálida lembrança do que foram um dia. Cada um desses artistas, ao surgir, tinha um trabalho próprio, uma identidade, um talento que o projetou, despertando o interesse dos fãs e das gravadoras. Com a chegada do sucesso, vieram os produtores. Os marqueteiros. As ideias das gravadoras para mais sucesso. “Não fale isso, fale aquilo...”. “Vista-se assim e assado...”...“Não grave isso, grave aquilo...”.
E assim foi, aos poucos, descaracterizada a proposta inicial de cada artista. Em nome de um “gosto médio” que catapultaria as vendas dos CDs. De dezenas de milhares passaram a vender centenas de milhares – até milhões – de CDs. Viraram estrelas. Cantando um nhém-nhém-nhém, mas estrelas...
Li recentemente uma biografia de Charles Chaplin e o que mais me chamou a atenção foi que ele escrevia, dirigia, produzia, musicava e interpretava seus filmes. Daí o resultado genial. Era 100% do talento do artista. Sem concessões. Não havia um comitê nivelando por baixo, buscando o “gosto médio”.
Essa ditadura do comitê está acabando com a expressão artística, política, social da humanidade. Ela exige concessões. E mais concessões. E concedendo, deixamos de ser nós mesmos... Passamos a ser os outros. E aí fica fácil, muito fácil, perder a identidade. O valor.
No entanto, é impossível viver em sociedade sem concessões. Não dá. Quem faz assim – na verdade tenta - são os terroristas, os ermitões. Vida em sociedade implica no exercício diário da política, da negociação, da concessão. Mas tenho minhas dúvidas... Não pode haver democracia na manifestação artística. “Gosto médio” não existe.
Portanto, avalie, reflita, valorize suas concessões, pois cada uma delas vai levar embora um pouquinho de você. Cada uma delas vai violentar um pouquinho a sua proposta inicial. Cada uma delas vai tentar te empurrar para o “gosto médio”. E lembre-se sempre:
- “Gosto médio” não tem gosto.
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