Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast

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By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
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Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast episodes

  • Cafezinho 209 – Sobre fatos e desejos

    Lendo os comentários nas redes sociais, me lembrei de uma piada judia, quando dois caras se cruzam na rua. O Efraim diz: “Moshe, é você? O que aconteceu? Você mudou muito! Você era alto e agora está baixinho! Era magro e ficou gordo! Era cabeludo e ficou careca! O que aconteceu?” E o outro responde: ”Não sou Moshe. Sou Samuel.” Efraim então diz: “Ué? Mudou de nome também?”

    Pois é... Houve um tempo em que “percepção” sugeria o ato de perceber as coisas com nitidez. Depois passou a ser “noção”, o conhecimento elementar ou superficial acerca de algo. E hoje, percepção está muito mais perto de “ilusão”, o engano dos sentidos ou da mente. Entendeu? Percepção passou a ser noção e depois ilusão. As pessoas estão se agarrando a realidades paralelas e vivendo dentro delas, não importam mais os fatos, mas a percepção que elas têm dos fatos.

    Aí fica difícil, viu? Quem não tem capacidade para diferenciar a realidade dos desejos, abraça mentiras como verdades, e adota rótulos, inclusive para desejos comuns que numa sociedade normal seriam considerados neutros, que passam a ser de direita ou de esquerda. Do mal ou do bem e vice-versa.

    Por isso vou morrer dizendo: procure as fontes primárias. Busque o fato onde ele aconteceu. Leia a declaração original completa, assista o vídeo completo, entenda o contexto. Não se apresse achando que todo mundo é burro, só você é esperto. Que a escolha desastrada que alguém fez, foi desastrada só porque você achou desastrada. Talvez aquela pessoa saiba mais que você. Talvez ela esteja enxergando o problema de um ângulo diferente do seu. Não julgue o ato tentando adivinhar a intenção e desconhecendo as circunstâncias. Entendeu?

    Quem mostra a você o ato, conclui a intenção e sonega a circunstância, não está querendo informar. Está tentando transformar sua percepção em ilusão, fazendo com que você acredite numa realidade paralela e, assim, a ajude a obter algo que ela quer.

    Que quase nunca é o que você quer.  

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    3 min
  • LíderCast 168 – Pedro Hipólito

    CEO da Five Thousand Miles, empresa portuguesa que se especializou em facilitar o desenvolvimento de negócios internacionais. Um cara globalizado, uma conversa muito nutritiva.

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    1 hr 17 min
  • Café Brasil 681 – Agrotóxicos: remédio ou veneno

    Agrotóxicos surgiram na Segunda Guerra Mundial, para funcionar como armas químicas. Depois da Guerra o produto passou a ser utilizado como defensivo agrícola, também conhecido como pesticida, praguicida ou produto fitossanitário. Na legislação brasileira, o termo utilizado é agrotóxico. E acaba de ser aprovado um projeto que flexibiliza a liberação e uso dos agrotóxicos. Vixe... será que vamos todos morrer envenenados?

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    31 min
  • Cafezinho 208 – O Mas

    O “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa que liga duas orações ou palavras e expressa a ideia de contraste, de diferença. Vou explicar usando uma matéria do G1:

    “Desemprego cai para 11,8% em julho e atinge 12,6 milhões de pessoas”. Esse é o fato. E o G1 escreveu assim:

    “Desemprego cai para 11,8% em julho, mas atinge 12,6 milhões de pessoas”.

    Notou diferença? No primeiro enunciado, “desemprego cai e atinge 12,6 milhões”, ou “e” significa que o desemprego está em queda e dá a entender que 12,6 milhões de pessoas é uma redução. Portanto devemos comemorar o avanço.

    No segundo enunciado, “desemprego cai, mas atinge 12,6 milhões de pessoas”, esse “mas” dá a entender que o desemprego está em queda, mas isso não quer dizer muito, pois 12,6 milhões de desempregados é muito alto. Portanto, não há nada para comemorar, nenhum mérito a dar.

    Esse é o “mas” como oposto, como contraste, que conhecemos de sobra.

    O problema é que nestes tempos de manipulação da opinião pública, o “mas” passou a ser aquilo que chamo de Conjunção Coordenativa Escusativa: “Os mensaleiros meteram a mão no dinheiro público, mas foi por uma boa causa”;“O MST invadiu e destruiu a fazenda, mas aquelas terras são consideradas improdutivas”;“O hacker invadiu o celular do ministro, mas ele não deveria ter conversado com o procurador”.

    E esse “mas” pode ser também Conjunção Coordenativa de Negação. “PIB Cresce 0,4% e surpreende, mas retomada é lenta”; “PIB reage, mas previsão para o ano ainda fica em 1%”; “Investimento empurra PIB, mas recuperação segue lenta”. Essas são manchetes dos jornais falando do anúncio de que o PIB brasileiro subiu 0,4% no primeiro trimestre do ano, o que deveria ser uma excelente notícia, não pelo número absoluto, mas pela reversão da queda.

    O “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa prepara a escusa, a desculpa. Transfere responsabilidades para terceiros, justifica desmandos, atenua consequências e torna normal e aceitável aquilo que deveria ser rechaçado por imoral, ilegal e desonesto.

    O “mas” como Conjunção Coordenativa de Negação, elimina qualquer mérito por coisas boas, liquida a esperança na melhora, valoriza o torto, o erro. E então temos o ”Roubou, mas quem não roubou antes?” “A boate pegou fogo, mas os que morreram sabiam que era um local arriscado”, “A moça foi estuprada, mas estava usando uma saia curtíssima”. Entendeu?

    Preste atenção em quem usa o “mas” como desculpa ou como negação. Jamais perca de vista que quem escolhe, defende e protege o ruim porque antes era pior, continua escolhendo o ruim. E quem usa o “mas” para esconder algo bom só porque não gosta de quem o fez, é burro. Ou canalha.

     

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    4 min
  • Cafezinho 207 – As Tiriricas

    Cerca de vinte anos atrás tive o privilégio de conviver com Orlando Villas Boas enquanto trabalhei num livro sobre ele e seu irmão Cláudio. Orlando era uma figura fascinante. Os irmãos Villas Boas tornaram-se respeitados no mundo todo e deixaram um legado precioso para o Brasil. Quando Orlando faleceu os índios perderam um pai. E ganharam dezenas de padrastos.

    E em meio à histeria dos últimos dias, me lembrei especialmente de uma das conversas com ele, quando lhe perguntei do interesse que estrangeiros teriam sobre as regiões demarcadas para os índios. O velho sertanista contou que havia muitos anos o fluxo de estrangeiros na região era intenso. Que dezenas de "pastores", com a desculpa de realizar trabalhos humanitários, estavam mapeando nossas riquezas. Em determinado momento ele disse mais ou menos assim:

    "Luciano, sabe o que vai acontecer? Esses 'pastores' vão levar jovens índios para o exterior, educá-los e formá-los para que sejam os novos líderes em suas tribos. E quando retornarem ao Brasil esses líderes começarão a requisitar novas terras e a se organizar. Conseguirão demarcar reservas gigantescas e logo formarão uma 'nação' que pedirá sua independência. E a ONU reconhecerá essa independência. E então eles terão toda facilidade para negociar as riquezas com os 'pastores' que os educaram."

    Ouvi as profecias, mas fiquei tranquilo. Afinal, quem me contava era Orlando Villas Boas. Alguém haveria de ouvi-lo. Jamais passou por minha cabeça que Orlando, como tantos outros, era considerado por quem detinha poder como "apenas um técnico". Não tinha mais força política para se fazer ouvir e provocar mudanças reais. Não estava incluído nos círculos estratégicos do poder. Quem o ouvia, quem o respeitava, quem o admirava não tinha poder. Orlando era apenas um conselheiro. Mais de duas décadas depois suas previsões chegam perigosamente próximas da realidade. Um grupo de pessoas contaminado por uma perigosíssima mistura de ideologia com comércio, embalado em ações humanitárias e defesa da flora e fauna, luta para manuter o poder. Esse grupo tem voz ativa. Pauta a mídia. Manipula a opinião pública. E quando isso acontece, dá no que dá: os técnicos, como Orlando Villas Boas, só são ouvidos se servirem aos objetivos do tal grupo. Então são exibidos como ícones, como os sábios que tranquilizam e mostram o acerto das políticas e estratégias adotadas.

    Mas se não servirem, são tratados com falsa reverência, homenageados, aparentemente respeitados e isolados. A sabedoria de suas palavras vai-se com Pôlo, o deus indígena do vento.

    E ficam as Tiriricas, as deusas indígenas da raiva, do ódio e da vingança.

    E aí é isso que você está assistindo.

     

     

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    4 min
  • LíderCast 167 – João Kepler

    Especialista em empreendedorismo, startups, marketing e vendas; premiado como melhor Investidor Anjo do Brasil pelo Startup Awards.

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    1 hr 23 min

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