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Um dos mais influentes profissionais de comunicação especializado na internet, mídias sociais e em construir negócios.
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Vivemos uma epidemia de incivilidade que silenciosamente toma conta das pessoas, organizações e nossa economia. Desrespeito, falta de sensibilidade e comportamentos rudes estão presentes, fazendo com que, mesmo quem quer performar bem, não consiga. Além da questão moral, a incivilidade reduz lucros!
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Continuo tratando de agrotóxicos. É, eu gosto de me incomodar... Vou começar mudando o nome para defensivos agrícolas. Se não bastassem as dificuldades para comprar, transportar e armazenar, como comentei no Cafezinho anterior, eles não são nada baratos. Variam de 15 a 200 reais o litro, dependendo do princípio ativo. E quando falamos de agronegócio, não estamos falando na plantação de alface na chácara do seu João, mas de altas produções, onde os números são sempre muito grandes. Ali se fala em milhões. Não é aquele saquinho de BHC da sua infância que resolve...
Em minha palestra Geração T apresento um gráfico que mostra que entre 1998 e 2016, enquanto a produtividade do agro cresceu 28% e o custo de produção cresceu 178%, o custo com defensivos cresceu 234 %. Na safra 2016/17, o custo com fungicidas na produção da soja alcançou 8,3 bilhões de reais, sendo 96% só para o controle da ferrugem da soja. Somando os 6,2 bilhões de reais de inseticidas e os 4,8 bilhões de reais de herbicidas, chega-se a 19,3 bilhões de reais. Esse valor correspondeu a 16,5% do custo total de 117 bilhões com a produção de soja no país.
O Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, simulou que se não se utilizasse fungicidas para controlar a ferrugem, a economia seria de 5,75 bilhões de reais. Em compensação, a quebra na safra de soja por causa da ferrugem alcançaria por volta de 30%, resultando em perdas de 18 bilhões de reais em faturamento externo para os produtos do complexo da soja. Economiza 5,75 e perde 18.
Se fosse possível compensar essa perda em produtividade, expandindo a área cultivada, seriam gastos 33 bilhões de reais em recursos adicionais envolvendo terra, trabalho e capital privados, sem abertura de novas áreas. Economiza 5,75, gasta 33.
Os defensivos agrícolas são a forma mais econômica de lidar com a produtividade, inclusive em termos de proteção ao meio ambiente. Agrotóxicos não são acessíveis, muito menos baratos. Não podem nem devem ser usados indiscriminadamente, ainda mais em um país onde valores pequenos tornam-se imensos no resultado de safras inteiras.
Agrotóxicos são perigosos quando mal utilizados, como qualquer droga que você conhece. Mas quando bem aplicados, seguindo o que já está na lei, aumentam a produção e geram valor e sustentabilidade.
Pronto. Agora que você ouviu, pode voltar a gritar.
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br
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Agrotóxicos são a bola da vez. Da forma como é espalhada a informação, parece que defensivos agrícolas estão à disposição de qualquer cidadão, como um remédio na farmácia, não é? Bem, fiquei curioso e fui ver como é que faz pra comprar.
Agrotóxicos precisam de receita emitida por um técnico ou agrônomo registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de seu estado, seguindo um padrão rígido com informações sobre doses máximas e mínimas e o tempo de utilização dos defensivos. Se burlarem as regras, esses técnicos podem ter seus registros cassados.
Depois o agricultor terá de se encaixar em alguns requisitos. É produtor rural com registro na secretaria da agricultura do seu município? Possui talão de notas para venda de produtos agrícolas? Sua plantação é comercial? Sua plantação encontra-se em áreas urbanas? Todas essas informações ficam gravadas em um sistema online estadual, para consulta dos órgãos de controle.
Estando tudo certinho o agricultor se dirige até uma loja especializada e apresenta as 5 guias – sim, são cinco guias - do documento para a compra do defensivo. O proprietário da loja é obrigado por lei a seguir uma série gigantesca de obrigações legais, envolvendo até a construção de depósitos de defensivos seguindo normas técnicas. Ele é obrigado também a ter licenças ambientais, alvarás e licenças de funcionamento. Tudo com validade limitada a no máximo 3 anos e com taxas de renovação anuais que vão de 100 a 500 reais para cada licença expirada.
Ao vender o defensivo o comerciante retém 3 das 5 guias do receituário e fornece o produto conforme a marca e princípio ativo descritos. Se não seguir as normas das guias, o comerciante pode ser multado e ter seu alvará suspenso ou mesmo ir preso. As multas começam em 1.000 reais e podem crescer até onde a imaginação alcança.
E ainda existe a questão do transporte. Quem for carregar tem de ter um curso para transporte de cargas perigosas e, dependendo do volume transportado, o veículo tem de ser sinalizado com placas indicativas e carregar um kit para acidentes com cone, pá, material absorvente, etc.
Depois do uso, o agricultor tem o prazo de um ano para devolver 100% das embalagens lavadas para reciclagem. No período em que o defensivo fica na propriedade tem de haver uma estrutura especial para armazenar o produto e outra para armazenar as embalagens vazias.
Em resumo, defensivos agrícolas não se compram em prateleiras de supermercados. E para lidar com eles, tem de ter um monte de certidões e registros,
O melhor cenário seria NÃO utilizar agrotóxicos!
E ainda tem o aspecto econômico, mas esse fica para outro Cafezinho.
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Professor que fez transição de carreira e usa podcasts em sala de aula
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Vivemos numa sociedade assolada por grandes acontecimentos. Acidentes, tragédias e guerras, dando origem a teorias da conspiração, que lidam com alguns de nossos desejos, medos e suposições mais profundos sobre o mundo. Ao acreditar que eventos são controlados por entes poderosos, as teorias da conspiração dão suporte para aquela nossa sensação de que grandes acontecimentos têm grandes causas. E ajudam a explicar o que acontece em torno de nós.
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"Food for fish"- Comida Pra peixe - é uma expressão que os norte-americanos usam quando se referem a ações usadas para distrair a atenção de outras pessoas que podem prejudicar um projeto ou evento.
É muito utilizada no ambiente corporativo quando os caras de marketing colocam dentro de um projeto algum elemento que diga respeito, por exemplo, aos caras de TI. Imediatamente a atenção do TI vai para aquele ponto, e eles esquecem todo o restante do projeto, portanto não atrapalham onde é mais importante.
É o mesmo conceito do Boi de Piranha: quando os rebanhos precisam passar por um rio infestado de piranhas os vaqueiros sacrificam um animal rio abaixo e todas as piranhas, sentido o cheiro do sangue, correm para onde o animal morto está. E assim livram o caminho para a manada passar.
No item 3.1.5 do Manual de Campanha do Exército Brasileiro, está escrito assim: O comandante tático deve evitar a parte mais forte do dispositivo inimigo, atraí-lo para fora de suas posições defensivas, isolá-lo de suas linhas de suprimento e forçá-lo a lutar numa direção não planejada e em terreno não preparado para a defesa. Sempre que possível, deve-se procurar atuar sobre o flanco e a retaguarda do inimigo. Somente em situações excepcionais devem ser realizadas manobras frontais.
E como é que se atrai o adversário para fora de suas posições? Com Food For Fish!
É exatamente isso que Jair Bolsonaro tem feito há seis meses. Enquanto sua equipe está trabalhando para aprovar mudanças importantes, ele diz uma barbaridade, ameaça aprovar uma doideira ou comete uma impropriedade. Todas relacionadas a temas que não têm impacto direto ou imediato sobre a sociedade. Na maioria das vezes, bravatas sem qualquer consequência, mas suficientes para atrair toda a mídia e a esquerda, que como as piranhas do exemplo, correm para a isca.
Enquanto isso, o que interessa vai sendo aprovado.
Tenho dito isso no grupo do Telegram da Confraria Café Brasil há pelo menos quatro meses. Lá a turma já entendeu o jogo.
Não comemos food for fish.
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