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A cidade está às moscas — a estudantada já partiu, os festivais ainda não chegaram, e sobra-nos este oásis radiofónico para aguentar o calor e o tédio. Neste episódio, mergulhamos na febre do padel, essa mistura improvável entre Tinder, networking do pobre e ginásio para gente que detesta suar. Com mais campos do que cafés por metro quadrado, Coimbra confirma-se como capital do montanhismo social.
Depois, recuamos no tempo com o quadro de Coimbra do século XVI, onde já se adivinhavam as promessas vãs e os problemas estruturais de sempre, agora com a vantagem de termos Metro e um estádio. Falamos de ilhéus desaparecidos no Mondego, sonhos húmidos de Manhattan coimbrã e visões distópicas de uma Alcatraz em pleno Mondego.
A expressão “pé de ladrão” também vai a dissecar: é regionalismo patusco ou usado nacionalmente? E será que os próprios ladrões a usam… ou riem-se dela enquanto nos levam o quadro do Georg Braun?
Para terminar, recomendação cultural com o regresso do Festival M à Praia Fluvial de Torres do Mondego: dois dias de música indie-chique, natureza domesticada e liberdade supervisionada. Entrada livre, mas com forte risco de avistamento de crocs em estado líquido.
Chegámos à dezena! Quem diria que o nosso Make Celas Great Again iria tão longe? Pois é, 10 episódios a descobrir os recantos, as loucuras, as histórias e as idiossincrasias desta cidade.
Neste episódio, embarcamos numa viagem que começa numa escadaria discreta da Rua Saragoça, onde entre aquecedores de gervásios se encontra o Museu Erótico de Coimbra — sim, leste bem, há vida além cidade conservadora.
Depois, mergulhamos nas ondas sonoras da RUC, que mais do que uma estação é um autêntico património vivo da rádio portuguesa.
Depois, sentamos à mesa com o prato mais consensualmente polémico da gastronomia portuguesa: o cozido à portuguesa. Schiuuu… aqui entre nós: as pessoas não gostam do cozido. Gostam é daquela orgia de enchidos e gorduras cozidas ou não.
E para fechar, a Feira Popular está aí para animar a cidade, com o “King”, o braço radical que promete arrancar gritos até aos mais intrépidos. A 75ª edição traz tudo isso, e mais, com concertos e farturas.
Acompanhem-nos, que a festa está só a começar.
Neste nono episódio, começamos com a Praça de Touros, ou melhor, o Coliseu de Coimbra — uma arena monumental erguida nos anos 20 que durou menos que um curso de Medicina. Relembramos o lendário Martim de Freitas, bouncer do castelo e símbolo de lealdade, com direito a cerco, chaves e drama quase Game of Thrones. Damos uma colherada amarga no arroz doce à moda de Coimbra, que tem a consistência emocional de um empadão de arroz esquecido no frio. E fechamos com o Festival Glu Glu, evento vínico com nome de som onomatopaico de peru, mais uma oportunidade de beber em público com desculpa cultural.
Spoiler: também falamos da Madeira, porque entre vinho e poncha, não resistimos.. Como sempre, sem censura — e com amor-ódio a esta terra de encantos e entulho.
Neste oitavo episódio, entre fogueiras e livros, mas sem censura, desatamos a língua. Começamos por folhear a Feira do Livro, agora espalhada em três largos para parecer que a Baixa tem gente. De seguida, fazemos uma viagem teológica com António, que começou Fernando nos Olivais e acabou em Pádua. No momento da semana, a famosa Rua Direita — que afinal não foi só um bordel a céu aberto, mas sim o coração histórico das vilas medievais (com um toque de comércio carnal). E fechamos com bailaricos e fogueiras, tradição e contemporaneidade . Tudo isto com a acidez habitual e o amor-ódio a Coimbra que só nós sabemos servir.
Celebramos o estrelato internacional deste podcast absolutamente essencial à sobrevivência cultural de Coimbra, com ouvintes da Noruega ao Vietname (a sério, isto está a virar culto).
Revisitamos uma tragédia em plena Praça da República onde os bombeiros confundiram demonstração com imolação, debatemos o verdadeiro escândalo nacional — croquetes com mostarda, sim ou não — e terminamos de copo na mão no Praxis Beer Fest, onde Coimbra tenta recuperar o que perdeu há séculos: o título de capital… da jola.
De caracóis com fino à memória dos carrinhos de choque dos Olivais, passando por rivalidades basquetebolistas e ontologias escolares sobre furos e feriados, este episódio é um tributo ao calor, ao bairro e ao petisco. Falamos de moluscos, revisitamos a lenda das basquetebolistas de Coimbra e teorizamos sobre as subtilezas do horário letivo. Tudo com a classe de sempre e uma pitada de nostalgia açucarada — cortesia das farturas da Tânia.
Neste quinto episódio de Make Celas Great Again, dissecamos o investimento camarário no concerto dos Guns N’ Roses: 450 mil euros que afinal não são 450 mil euros, mas também não são trocos. Falamos ainda do famoso Jardim da Sereia, que deve o nome a um tritão decapitado — uma confusão mitológica bem à moda de Coimbra. Passamos pela delicada arte de usar “à beira” sem acabar na Estrada da Beira, e fechamos com o Rock dos Romanos, o festival que já enfrentou ciclones, pandemias e duetos inesperados — tudo isto em Condeixa, essa grande metrópole.
Neste episódio: a eterna rivalidade entre as praias fluviais de Coimbra — Rebolim, com betos e bar, versus Zorro, com caracóis e alma popular. Recordamos Jorge Humberto, o académico que trocou a República pela Serie A, muito antes de Cristiano Ronaldo pensar em gel. Fazemos leitura semi-crítica do cartaz da Queima (spoiler: Natasha Bedingfield ressuscitou), elogiamos ainda o disco Crocodildo só pelo nome e, por fim, esclarecemos o que só a gramática e a má educação ainda confundem: "anteontem" não é o mesmo que "antes de ontem", seus bárbaros.
Neste terceiro episódio de Make Celas Great Again, Filipe Luís e Carlos Alves trocam bisturis verbais sobre helicópteros de transplantes (voam? não voam?), catacumbas que não são catacumbas, e ursos de relva sintética com mais vidas que um gato. Pelo meio, descobrimos o glorioso passado etimológico do “jacó” (não, não é um primo do Ecoponto) e mergulhamos no salatino espírito de uma Coimbra que ainda sabe de onde vem — mesmo que não saiba bem para onde vai. Um episódio que vale por três túneis, dois fígados e um Tesla em segunda fila.
No segundo episódio de Make Celas Great Again, Carlos Alberto e António Caeiro destrinçam os grandes temas da semana coimbrã: do blackout apocalíptico que pôs a cidade a correr por papel higiénico e fatias de pão embalado, ao mistério interplanetário da boutique de carnes. Há ainda tempo para duelos lexicais entre cruzeta e cabide, uma visita ao mundo retro do Street Gaming no Alma e um mergulho profundo (ou talvez só à superfície) na cartografia sentimental da Rua do Brasil. Humor fino, ironia afiada e um toque de nonsense — tudo no vosso hebdomadário de confiança.
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