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No arranque oficial da terceira temporada, falamos de duas instituições improváveis da vida moderna coimbrã: o café que ainda sabe a café (FEB) e a app de táxis que ainda ninguém conhece (TAPSi). Pelo meio, aprendemos como se torra um grão sem o queimar, lamentamos que Coimbra trate as suas marcas como trata os seus artistas — com indiferença militante — e celebramos o empreendedorismo local como se fosse um avistamento raro.
Tudo isto sem esquecer a recomendação da semana e ainda uma nova rubrica que vai de certeza agradar aos indefectíveis ouvintes.
Neste episódio damos o microfone a quatro jovens do TUMO, vindos da Brotero, José Falcão e D. Maria, para perceber o que é Coimbra quando ainda se tem futuro pela frente e ainda não se tem barriga.
Falámos de escola, cidade, noites, desporto, Universidade e desse conceito vago chamado “amanhã”, enquanto confrontámos a nossa geração com a deles — spoiler: não saímos necessariamente vencedores.
Entre entusiasmo, lucidez e umas quantas verdades inconvenientes, fica o retrato de uma Coimbra vista de baixo para cima, sem nostalgia, mas com bastante noção.
Neste episódio mergulhamos num conto de Natal pouco edificante, passado entre Coimbra e os seus arredores, onde a inocência, a miséria e a brutalidade histórica se encontram à mesa.
Revisitamos um Portugal pombalino pobre, desigual e profundamente decrépito, cenário perfeito para uma história, que parece inventada — mas não é.
Falamos de Luísa de Jesus, da Roda dos Expostos e de como a cidade guarda fantasmas suficientes para meter qualquer especial de true crime a um canto. Um episódio desconfortável, histórico e inevitavelmente perturbador. Coimbra também é isto.
No episódio #13, começamos na Cruz de Celas — ou melhor, na falta dela, porque a verdadeira está em exibição nos arrabaldes da cidade.
Seguimos para a saga épica da Banda da Paróquia, que passou de improviso em Madrid a hino das JMJ, palcos gigantes, prémios internacionais e vida de quase-rockstars.
No momento da semana, discutimos a grande questão nacional: diz-se “curtir” ou “curtir de”?
E terminamos com recomendações culturais: Matinée – David Rodrigues e Luis de Matos – Impossível, porque também sabemos fingir que somos gente culta.
No episódio #12 vasculhamos a Triunfo, a velha fábrica que foi rainha da bolacha, orgulho da Pedrulha e motivo de emprego para meio distrito — até decidir encerrar e deixar para trás um conjunto de ruínas.
Depois damos um salto para o espírito da época com o Mercado de Natal, ou o seu sucedâneo barato, um corredor de barracas que promete tudo menos espírito natalício.
No Momento da Semana, revisitamos o mítico Restaurante Sereia, que parece ter ficado emocionalmente preso ao estado de emergência: máscara invisível, distâncias regulamentares e aquele charme “COVID nostalgia” que ninguém pediu.
E fechamos com a recomendação da semana: a Aldeia de Natal no Portugal dos Pequenitos, onde há concertos, atividades e — claro — uma árvore gigante feita de KitKat, porque Natal sem açúcar não conta.
No episódio #11 abrimos com a eterna disputa entre Fado de Coimbra e Fado de Lisboa: capas, serenatas e melancolia académica de um lado; bairros e vida dura do outro.
Saltamos depois para a Dan Cake, cuja história vai da Dinamarca a Coimbra, tudo acondicionado na mesma lata de costura.
No Momento da Semana, revisitamos a lendária Parva do Tovim, figura meio real, meio fantasiada, que assombrava pinhais.
E fechamos a recomendar Mão Morta no Convento São Francisco, para vos aquecer o coração.
Neste episódio, o Make Celas Great Again descobre a única modalidade em que Coimbra ainda ganha alguma coisa - o kayak polo.
Falamos de São Teotónio, o primeiro santo português e patrono espiritual de uma cidade que continua a precisar de milagres.
No momento da semana, investigamos a origem da palavra laustíbia e mete sexo ao barulho.
E fechamos com a visita de Hugo Sousa a Coimbra… numa segunda-feira, claro, porque até o humor, nesta cidade, chega a horas impróprias.
Neste episódio, começamos com o Eferreá, o grito académico que ninguém sabe de onde veio, mas toda a gente berra — um misto de revolta brasileira, oralidade coimbrã e muito álcool estudantil.
Passamos pela Casa do Sal, porta de entrada da cidade onde nem o sol tem coragem de aparecer, mas onde outrora se guardava o ouro branco da Figueira.
Segue-se o momento da semana: castanhas cruas, esse conceito que divide famílias e enfurece gastrónomos — porque há quem jure que são boas, e há quem ache que é preciso estar doente.
E porque o estômago também é cultura, destaque para Coimbra Região Gastronómica, um festim de showcookings, vinhos e chefs.
Fechamos em tom mais erudito com o Ciclo de Música Orphika, onde Coimbra se transforma num palco de concertos, performances e pretensões culturais.
Começamos com o Grupo de Forcados Amadores Académicos de Coimbra, essa confraria de malucos corajosos que decidiram enfrentar toiros de 600 quilos — desarmados, de azul e com sotaque académico.
Depois passamos ao Largo da Portagem, onde o trânsito se arrasta e o “Mata-Frades” observa tudo, impassível. Símbolo de um tempo em que Coimbra ainda tinha rio navegável e políticos de bigode decente.
Segue-se o Momento da Semana, dedicado ao Bolinhos e Bolinhós. A versão conimbricense do trick or treat.
E para fechar, um salto no tempo — Regresso ao Futuro, 40 anos depois, numa sala de cinema perto de si.
Começamos por um mito que há séculos atormenta turistas e caloiros: A Cabra não é a Torre e o resto é ignorância institucionalizada.
Seguimos para o Castelo de Coimbra, ou melhor, o ex-castelo. Sim, houve um castelo, demolido para se construir um observatório que… nunca foi construído. Um clássico português: destruir o velho antes de perceber se o novo vai acontecer.
Depois, o perfume da cidade — o lendário cheiro a bagaço de azeitona. Esse bouquet aromático que desperta memórias olfativas entre o Mondego e Alcarraques.
Fechamos com cultura viva: Super Bock Super Nova no Salão Brazil. Uma noite de nova música portuguesa, do pop psicadélico ao grunge portuense, porque Coimbra pode cheirar a bagaço, mas ainda soa a futuro.
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