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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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Malhete Podcast episodes

  • Maçonaria Especulativa em seus Primórdios: Influências Judaicas (IV - Final)

    ELIAS ASHMOLE

    E A MAÇONARIA

    Conforme o

    Irmão Yasha Beresiner, nunca nos anais da Maçonaria foi atribuído tanto a um
    único homem. O nome desse homem: Elias Ashmole.

    Em 16 de

    outubro de 1646, ele é iniciado na Maçonaria em Warrington. No diário cifrado
    que manteve entre os anos de 1645 e 1649 a sua iniciação foi registrada. Mas, o
    que ele chamou de “coleção cronológica de ocorrências e acidentes de minha
    vida”, somente começou a partir de 26 de dezembro de 1679. A última vez que
    registrou sua entrada no diário foi em 1692. Em todas as extensas anotações que
    costumava fazer em seu diário, somente constam duas referências às suas
    atividades maçônicas, às quais correspondem aos anos de 1646 e 1682.

    22 min
  • Outro ataque antimaçônico nos EUA

    Por Christopher

    Hodapp

    O Templo do Rito Escocês em El

    Paso, Texas, é a última vítima de um incêndio, no que parece ser mais um ataque
    anti-maçônico. Pouco depois da meia-noite da última segunda-feira, um
    incendiário entrou no edifício e foi registrado pelas câmeras de segurança com
    duas latas de gasolina. De acordo com uma publicação no Facebook do Irmão Larry
    Kane, o atacante espalhou combustível pelo piso do átrio e incendiou-o, antes
    de sair por outra porta e fugir.

    Os bombeiros foram

    imediatamente enviados pelo sistema de alarme de incêndio – 10 unidades e 27
    bombeiros responderam. O pior do incêndio parece ter sido contido no rés do
    chão e foi rapidamente apagado. No entanto, houve grandes danos causados pela
    fumaça e pela água nas áreas do átrio e da biblioteca.

    Felizmente, não houve feridos.

    Os membros foram autorizados a

    entrar no edifício às 5:00 da manhã, mas ainda estão a avaliar os danos.
    Entretanto, o gabinete dos bombeiros está a investigar e a procurar o
    incendiário. Até à data, não foram divulgados pormenores sobre qualquer
    potencial suspeito.

    Aumentam os ataques contra os maçons

    Nos últimos dois anos, parece

    ter havido um aumento alarmante no número de ataques contra edifícios maçônicos
    e contra os próprios maçons. Apenas duas semanas atrás, um Maçom em McAllen,
    Texas, foi baleado e morto fora da loja local por um homem que acreditava que
    os maçons tinham “colocado uma maldição sobre ele”. Recentemente, incêndios
    criminosos e outros atos de vandalismo graves danificaram ou destruíram salas maçônicas
    na Flórida, Pennsylvania, Illinois, Tennessee, Vancouver na Columbia Britânica,
    e noutros locais. No estrangeiro, salas maçônicas na Irlanda e na Grécia foram
    atacadas por antimaçons. Também parece ter havido um grande aumento de
    publicações e vídeos anti-maçônicos nas redes sociais. Na sequência destes
    relatos, o Grão-Mestre do Estado de Washington emitiu uma carta na semana
    passada a avisar os membros da sua jurisdição sobre um homem que emitiu
    inúmeras ameaças anti-maçônicas e cheias de ódio contra a fraternidade.

    4 min
  • 27 de julho, fundação da CMSB: A Confederação que Fortalece a Maçonaria Simbólica do Brasil

    Por Luiz Sérgio Castro

     

    No dia 27 de julho de 1966, um evento de

    grande relevância marcou a história da Maçonaria no Brasil: a fundação da CMSB
    - Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil. Essa data ficou gravada como
    um marco importante na consolidação da Maçonaria brasileira e na busca por
    maior unidade e coordenação entre as Grandes Lojas do país.

    Para compreender a importância da CMSB, é

    necessário voltar um pouco no tempo e entender as origens das primeiras Grandes
    Lojas no Brasil. A criação dessas Grandes Lojas se deu por meio de Cartas
    Constitutivas expedidas pelo Supremo Conselho do Grau 33º, a partir do ano de
    1927. Esse passo histórico foi uma resposta direta ao célebre manifesto de
    Mário Behring, um influente membro da Maçonaria brasileira na época.

    O manifesto de Mário Behring foi um chamado à

    autonomia da Maçonaria brasileira, buscando desvinculá-la de qualquer controle
    externo e garantindo que suas ações e objetivos estivessem voltados para os
    interesses nacionais. O discurso de Behring foi um chamado apaixonado pela
    independência e autodeterminação da Maçonaria no Brasil.

    Esse manifesto teve um impacto significativo

    na comunidade maçônica do país, inspirando muitos a buscar a formação de
    Grandes Lojas autônomas e independentes. Essas Grandes Lojas foram se
    estabelecendo ao longo do tempo, crescendo em número e importância, e com o
    passar das décadas, surgiu a necessidade de uma entidade que as unisse e as
    fortalecesse em um objetivo comum.

    Assim, em 27 de julho de 1966, a CMSB foi

    fundada, consolidando-se como a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil.
    Essa iniciativa foi um passo importante para a unificação das Grandes Lojas
    brasileiras e para a coordenação de esforços em projetos filantrópicos, sociais
    e educacionais.

    A CMSB tornou-se uma plataforma para o

    intercâmbio de conhecimentos e práticas maçônicas entre as diferentes Grandes
    Lojas. Além disso, proporcionou um espaço para o fortalecimento dos laços
    fraternais entre os maçons de todo o país, promovendo um senso de unidade e
    propósito.

    A partir de sua fundação, a CMSB tem atuado

    de forma proativa e responsável na promoção dos princípios fundamentais da
    Maçonaria, como a fraternidade, a tolerância, a busca pela verdade e o
    aperfeiçoamento moral. Ela tem se engajado em projetos sociais e filantrópicos,
    buscando contribuir para o bem-estar da comunidade e da sociedade brasileira
    como um todo.

    A CMSB também desempenha um papel importante

    na preservação das tradições e valores maçônicos, ao mesmo tempo em que
    incentiva a evolução da Maçonaria para atender às necessidades e desafios
    contemporâneos.

    Ao longo de sua trajetória, a CMSB tem se

    mostrado como um exemplo de compromisso com a ética, a moralidade e o respeito
    ao próximo. Sua atuação tem sido pautada pela busca incessante por uma
    sociedade mais justa, igualitária e solidária, alinhada com os princípios
    maçônicos de amor fraternal e dedicação ao bem comum.

     

    5 min
  • Conciliação e Esperança: O Discurso do Presidente Emilio Portes Gil e o Fim do Levante Cristero no México.
    Por Luiz Sérgio Castro
    Em 27 de julho de 1929, um evento histórico marcou o fim do conflito cristero no México. O presidente Emilio Portes Gil proferiu um discurso diante dos líderes da Maçonaria, após a assinatura dos Acordos que encerraram o levante cristero. Nesse discurso memorável, o presidente expressou palavras de conciliação e esperança, buscando promover a reconciliação entre o governo e os rebeldes cristeros que haviam lutado fervorosamente em nome de suas crenças religiosas.
    Ao dirigir-se aos líderes maçônicos, o presidente Portes Gil reconheceu a importância do papel da Maçonaria na promoção da paz e da tolerância. Ele destacou a história da Maçonaria como defensora da liberdade de pensamento e crença, enfatizando a necessidade de respeito mútuo entre diferentes grupos religiosos e políticos no país.
    O discurso de Emilio Portes Gil também fez referência à dolorosa jornada do conflito cristero, um período de intensos conflitos armados entre o governo mexicano e os rebeldes católicos, que ocorreu de 1926 a 1929. Esse levante foi uma resposta à percepção de que o governo estava restringindo as práticas religiosas e prejudicando os interesses da Igreja Católica no México. Milhares de vidas foram perdidas ao longo do conflito, causando profunda divisão no país.
    Ao abordar esse capítulo sombrio da história mexicana, o presidente destacou a necessidade de um entendimento mútuo e de uma coexistência pacífica. Ele salientou que o governo reconhecia a importância da religião na vida dos cidadãos e afirmou o compromisso de proteger a liberdade religiosa e assegurar que os direitos dos fiéis fossem respeitados.
    O tom conciliatório do discurso de Emilio Portes Gil foi recebido com esperança por muitos. Os Acordos firmados para encerrar o levante cristero trouxeram um alívio profundo para uma nação cansada de conflitos e derramamento de sangue. A Maçonaria, por sua vez, foi elogiada por seu papel na mediação e busca pelo entendimento mútuo.
    À medida que o México avançava em direção a um futuro de reconciliação, o discurso do presidente destacou a importância de aprender com os erros do passado e trabalhar em conjunto para construir um país mais tolerante e inclusivo. A partir desse ponto, a nação mexicana deu passos significativos em direção à estabilidade e à paz social.
    O discurso proferido pelo presidente Emilio Portes Gil diante dos líderes da Maçonaria em 27 de julho de 1929 ficou registrado na história como um marco de unidade e entendimento. Ele simbolizou a disposição do governo e da sociedade mexicana em superar diferenças e buscar um caminho conjunto para um futuro melhor. Esse momento de conciliação foi fundamental para pavimentar o caminho rumo a uma nação mais coesa, respeitando a diversidade religiosa e garantindo a liberdade de crença para todos os seus cidadãos.
    4 min
  • A Conexão Maçônica e Criação do Movimento 26 de Julho por Fidel Castro

    A Inspiração de José Martí na

    Criação do Movimento 26 de Julho por Fidel Castro"

    Em meados de 1956, nas

    profundezas da mística Sierra Maestra, encontrava-se um edifício peculiar com
    os símbolos maçônicos do esquadro e compasso gravados em sua porta. Diziam os
    boatos que, naquele recinto isolado, esconderam-se Fidel Castro e seus fiéis
    barbudos logo após o desembarque épico do Granma. Essa pequena construção, uma
    velha loja maçônica nas montanhas, viria a se tornar um local histórico, pois
    dentro de suas paredes, o futuro Líder Máximo moldou o destino de Cuba.

    Fidel Castro, jovem e

    idealista, inspirou-se profundamente nos ensinamentos de José Martí, o icônico
    herói cubano que liderou o movimento independentista da ilha. Martí, além de
    ser um símbolo de coragem e determinação, também era um membro da maçonaria. Essa
    associação inspiradora com o movimento maçônico foi uma força motriz que
    impulsionou Castro a fundar um movimento revolucionário chamado "Movimento
    26 de Julho" em homenagem à data do assalto fracassado ao Quartel Moncada,
    em 26 de julho de 1953.

    Dentro dos confins daquela

    loja maçônica nas montanhas, Fidel Castro e seus companheiros forjaram um laço
    inquebrável com os ideais de liberdade, igualdade e justiça, tão prezados pelos
    maçons. Os princípios de fraternidade e busca pelo bem comum se tornaram a base
    sólida sobre a qual o movimento revolucionário se ergueu.

    Os encontros secretos que

    aconteciam naquele ambiente sagrado fortaleceram a determinação dos
    revolucionários, dando-lhes uma conexão mais profunda com a história e as
    raízes culturais de sua nação. Ali, as sementes da resistência foram plantadas,
    e a luta contra a ditadura de Fulgêncio Batista ganhou ímpeto.

    Analisando os ensinamentos de

    José Martí, Fidel Castro percebeu a importância de unir o povo cubano para
    alcançar a liberdade e a autodeterminação. Assim, o Movimento 26 de Julho
    cresceu e encontrou apoio entre camponeses, intelectuais e trabalhadores
    urbanos, formando um exército revolucionário que varreria a tirania do país.

    A combinação dos valores

    maçônicos de Martí com a liderança carismática de Castro revelou-se uma fórmula
    poderosa para a mudança social. O povo cubano, inspirado pelo exemplo de seu
    líder, mostrou uma dedicação inabalável à revolução, lutando incansavelmente
    para conquistar sua liberdade.

    Em poucos anos, o Movimento 26

    de Julho triunfou, derrubando o regime opressor de Batista em 1º de janeiro de
    1959. A Revolução Cubana mudou para sempre o curso da história da ilha e do
    continente latino-americano, tornando-se um exemplo para outros movimentos de
    libertação ao redor do mundo.

    Assim, nas montanhas da Sierra Maestra, um
    edifício modesto carregou o peso da história e a essência de dois homens
    notáveis: José Martí, o herói maçom que lutou pela independência de Cuba, e
    Fidel Castro, o revolucionário carismático que guiou seu povo rumo à
    libertação. Essa pequena loja maçônica tornou-se uma testemunha silenciosa do
    encontro entre essas duas figuras icônicas, cuja união de propósitos trouxe
    mudanças profundas e duradouras para o povo cuba

    5 min
  • As três primeiras instruções do grau de Aprendiz Maçom
    Pablo Henrique Hubner de Lanna Costa
    Entrou a maçonaria em mim para que eu possa entrar na maçonaria?
    Introdução
    O presente trabalho tem por objetivo abordar as três primeiras lições do Ap M, constantes do Ritual do Grande Oriente de Minas Gerais. Antes de adentrar no mérito das instruções, imprescindível ressaltar um elemento-chave da maçonaria, um verdadeiro método de ensino que, somado a muitos outros, permitiu com que a Nobre Arte pudesse sobreviver ao longo decurso do tempo, a simbologia:
    Usando a simbologia, a Maçonaria conseguiu comunicar suas ideias por meio de uma linguagem única e universal. Uma vez formulada com símbolos, uma ideia pode ser transmitida sem deturpação. Isso garante uma continuidade da tradição. […] Os símbolos maçônicos evocam emoções que não podem ser transmitidas apenas pela linguagem. Eles também têm um papel alegórico e vêm à tona em itens do cotidiano, de cédulas de dinheiro a joias, passando por fachadas de edifícios.
    Feita essa breve digressão, passa-se ao estudo das instruções.
    Instrução 01 – Os instrumentos de trabalho do aprendiz
    Três instrumentos básicos da construção são entregues ao Ap M, a fim de que possa iniciar sua vida maçônica e a incessante busca pelo aperfeiçoamento pessoal. Apesar de simples, tais instrumentos possuem profunda relevância, e os conhecimentos adquiridos na sua utilização serão eternamente carregados pelo obreiro.
    a) Régua de 24 polegadas – Corresponde à sabedoria do Ven M, que deve medir e planejar a condução dos trabalhos. Tal conhecimento é obtido pela observação da medida obtida ao utilizar a régua. Somente após conhecermos as dimensões de um objeto podemos apreciar seu valor e conhecer sua utilidade, sem isso permanece o obreiro na ignorância. Nenhum outro instrumento pode ser empregado na ausência da régua de 24 polegadas ou dos produtos de suas funções, as medidas.
    b) Maço – Representa a força do 1º Vig, que deve transmitir a energia recebida do Venerável Mestre. Simboliza o método/instrumento mais basilar de utilização da força, seja ela física, moral, mental ou espiritual (o homem primitivo já utilizava um artefato similar e com objetivos similares). É o poder de mover a matéria, porém, a força muscular utilizada no manejo do instrumento, com o desenvolvimento da alma, torna o maço servo do obreiro, que sujeita as energias em seu favor, a seu domínio.
    c) Cinzel – Transmite a beleza do 2º Vig, criando linhas, molduras e embelezando o edifício. É o ponto de contato com a matéria do mundo externo. Para bem funcionar, o cinzel deve possuir uma ponta cortante e resistente, a fim de bem admitir a força recebida do maço. O fio resistente do cinzel representa os bons sentimentos, a retidão, a honestidade do obreiro, que conduzirá este instrumento para um bom caminho. Além disso, deve o obreiro, quando se transcende a concepção do cinzel para uma vertente filosófica, resistir às dificuldades da vida, suportar os duros golpes da realidade, sem permitir com que seu caminho seja desviado dos preceitos maçônicos.
    Em suma, os três instrumentos representam o corpo, os sentimentos e a mente. Conjuntamente, os instrumentos permitem que o ser humano planeje, execute e direcione seus esforços ao objetivo inicialmente traçado. Ao dominar estes três instrumentos o aprendiz se livra de suas paixões, permite com que a mente e a consciência sejam seus guias, abrindo as portas para a construção e realização de belas obras.
    Instrução 02 – As três grandes forças da consciência humana
    Ao transcender as funções da régua de 24 polegadas, maço e cinzel, para a dimensão das características humanas, temos sabedoria, força e beleza respectivamente. Essas são colunas sagradas do templo maçônico, a oficina que comporta o universo, na qual os obreiros buscam o constante aperfeiçoamento, desenvolvimento pessoal e propagação de bons princípios e energias, em sintonia com o Grande Arquiteto do Universo.
    Instrução 03 – Os elementos da loja maçônica
    I – Colunas a) Sabedoria – A sabedoria nos orienta no caminho da vida. Coluna representada pelo VenM. Representa também o Rei Salomão, em sua sabedoria de construir, completar e dedicar o Templo de Jerusalém a serviço de Deus. b) Força – Nos anima e sustenta nas dificuldades. Coluna representada pelo 1º Vig. Representa também Hiran, o Rei de Tiro, pela força que deu aos trabalhos do tempo, fornecendo homens e materiais. c) Beleza – Adorna nossas ações, caráter e espírito. Coluna representada pelo 2º Vig. Representa também Hiran Abiff, pelo seu primoroso trabalho, dando beleza sem igual ao Templo de Salomão.
    II – Ornamentos a) Pavimento Mosaico – Demonstram que apesar das diversidades, dos antagonismos existentes em todas coisas da natureza, tudo reside em perfeita harmonia. A partir dessa percepção, devemos desviar o olhar das diversidades de cores e raças, religiões e princípios que regem os mais diversos povos e culturas, pois a humanidade foi criada para viver em harmonia.
    b) Estrela Flamejante – É a principal luz da loja, simboliza o sol, a Glória do Criador, exemplificando um dos grandes deveres do maçom, a caridade, pois o Sol espalha luz e calor em tudo e todos que atinge. O Sol ensina a praticar o bem, até onde nossa caridade possa alcançar.
    c) Orla Denteada – Representa o princípio da atração universal, o amor, os planetas que gravitam ao redor do Sol, os maçons reunidos em loja, aprendendo para espalhar e multiplicar os bons preceitos na sociedade.
    III – Paramentos a) Livro da Lei – Representa o código moral que cada um de nós respeita e segue, a filosofia que cada um de nós adota. b) Compasso – É o emblema da justiça, que deve medir todos os atos do homem, indica exatidão. Representa a necessária moderação de nossos desejos, compreensão e conhecimento da Verdade, estabelecendo sinceras e perfeitas relações seja na vida maçônica ou profana. c) Esquadro – É símbolo de retidão, equidade, justiça, qualidades que todo homem deve se esforçar para realizar em todos aspectos da vida . Para o maçom tais significados se ampliam, formando o compasso verdadeiro emblema da perfeição, afastando o nosso lado passional e permitindo com que a retidão seja o guia de nosso juízo.
    IV – Jóias IV.i – Móveis – São chamadas de móveis, pois transferidas com a passagem da administração. a) Esquadro – Elemento já abordado no tópico dos Paramentos. b) Nível – Serve para traçar linhas paralelas ao horizonte. Representa a concepção de que todos homens são iguais pelas leis naturais e sociais. A essa igualdade estão sujeitos todos os maçons, desde o aprendiz até os degraus mais elevados da escada de Jacó.
    c) Prumo – Instrumento utilizado para comprovar que um objeto está colocado ou não perpendicularmente ao horizonte. Para a Maçonaria significa a atração e a retidão que deve resplandecer em todos os juízos do Maçom7 . IV.ii – Fixas – São chamadas de fixas, pois permanecem imóveis na Loja, como um código moral, aberto à compreensão de todos os maçons. a) Prancheta – Com ela o Maçom desenha e traça, com ela o Mestre guia os aprendizes ao trabalho que nela indicado, a fim de que possam se aperfeiçoar e progredir os degraus da vida maçônica . b) Pedra Bruta – Nela os Aprendizes trabalham, cortando-a, desbastando-a, até que seja considerada polida para o Mestre da loja. É o material bruto, recolhido da natureza e, a partir de um árduo e constante trabalho possa tomar a devida forma e entrar na construção do edifício. c) Pedra Cúbica –É o material perfeitamente trabalhado, com ângulos retos, servindo o esquadro e o compasso mostrar se a pedra foi talhada de acordo com as exigências maçônicas. Representa o saber do homem ao fim da vida.
    Considerações finais
    Feitos esses breves apontamentos, resta evidente o fato de que o Ap M, a fim de que possa progredir na vida maçônica, deve ter sua base filosófica, simbólica, bíblica e principiológica muito bem fundamentada, a fim de que seus próximos passos tenham congruência e permitam com que os conhecimentos de cada grau possam ser adequadamente absorvidos. Na ausência de uma base sólida, especialmente quanto à simbologia maçônica, corre o Ap M o risco de se perder e cometer o terrível erro de observar a ritualística como algo desconexo, ausente de sentido. Tal fato não pode ser admitido e a sustentação da maçonaria passa, necessariamente, pela compreensão da origem e razão de ser dos símbolos, rituais, gestos, palavras, etc. Firmes nestes propósitos residem os verdadeiros Maçons.
    Bibliografia
    ADOUM, Jorge. Grau do Aprendiz e seus mistérios. São Paulo: Biblioteca Maçônica Pensamento, 2019.
    CAMINO, Rizzardo da. Ritualística Maçônica. São Paulo: Editora Madras, 2022.
    GRANDE ORIENTE DE MINAS GERAIS. Ritual de Instruções para o Aprendiz Maçom – Rito Escocês Antigo e Aceito. Belo Horizonte: VBR Artes Gráficas, 2022.
    LOMAS, Robert. O poder secreto dos símbolos maçônicos. São Paulo: Editora Madras, 2018.
    PEREIRA, Edil Eduardo. Grau 1 da Maçonaria – Aprendiz Maçom. São Paulo: Editora Madras, 2018.
    11 min
  • Há sempre um Hércules dentro de cada maçom
    Ele ficou na frente de seu Mestre. Ele entendeu vagamente que uma crise estava sobre ele e que traria uma mudança em sua Palavra, Atitude e Propósito.
    Os Trabalhos de Hércules
    De certa forma quem decide empreender o caminho iniciático é um pouco Hércules.
    Como o herói filho de Alcmena, Zeus, meio homem e meio deus, encarna a não perfeição, o que lhe permite encontrar a coragem para poder enfrentar aquelas provações através das quais conseguirá fazer aflorar a parte divina que já está nele, assim aquele que bateu à porta do Templo tomou a vida nas mãos e decidiu enfrentar a sua jornada interior consternado e testado pelo esforço realizado.
    Os trabalhos de Hércules ilustram qual será o progresso da alma, da ignorância à sabedoria, do desejo material à realização espiritual, de modo que o objetivo final seja tornar-se maçom.
    Os feitos de Hércules explicam como seus trabalhos representam as etapas alcançadas pelo neófito no caminho iniciático. Um balanço de emoções alegres e malsucedidas, que, ao mesmo tempo, o deixam eufórico e desesperado, permitindo que ele se aproxime dos mistérios do Universo.
    Vez após vez, ele se livrará do medo e dos desejos materiais e se elevará cada vez mais para alcançar um estado de Bem-aventurança e Consciência.
    O Maçom inicia sua jornada como discípulo e, ao comando de sua alma, enfrenta as agruras da jornada iniciática. O mito de Hércules representa isso, representa cada Membro que procura entrar nesse caminho para demonstrar controle sobre sua natureza humana.
    Um maçom pode ser definido como tal quando, após longo e constante trabalho sobre si mesmo, consegue dominar sua própria mente para que ela esteja sempre lúcida, capaz de dar respostas sábias a quem lhe faz perguntas.
    É fundamental que ele saiba manter sob controle sua parte emocional, que deve estar sempre em sintonia com seu corpo humano, sem jamais esquecer que a Alma está nele.
    E é a Alma que sabiamente o ajudará, guiará e apoiará no enfrentamento e superação das inúmeras tarefas que lhe serão confiadas e pelas quais terá que esperar para melhor esquadrinhar sua Pedra e se tornar melhor.
    Mas por que um Irmão deveria se inspirar em Hércules?
    Por firme vontade e por suas virtudes, não cristãs, mas heróicas.
    As suas façanhas, as suas adversidades podem constituir tanto uma metáfora da vida como, com um valor simbólico, as provações que terá de enfrentar ao longo da sua carreira maçónica.
    Como Hércules finalmente decide poder prescindir de qualquer presente recebido durante os doze trabalhos, ficando apenas com a pele de leão e a clava de madeira, objetos que ele mesmo adquiriu e confeccionou, a certa altura de sua jornada o sábio Mestre perceberá que aquilo de que necessita tornou-se parte de si mesmo e seguirá sua jornada cada vez mais leve, pois sua bagagem consistirá no conhecimento adquirido que expressará com algumas palavras sábias.
    Ao ler e estudar os doze trabalhos de Hércules, o neófito saberá a que tipo específico de trabalho terá de aspirar para que suas emoções e peculiaridades possam transparecer. Cada habilidade pessoal adquirida servirá para fazê-lo superar o "próximo esforço" para retificar o "eu" profundo.
    Para esse objetivo, às vezes, não basta uma vida, muito menos uma vida maçônica, por isso continuamos "eternos aprendizes". Você nunca terminará de aprender e, por mais lisa e quadrada que nos pareça nossa pedra, ela sempre terá imperfeições!
    5 min
  • Diário da História – Aconteceu no dia 24 de julho
    A data de 24 de julho é marcada por diversos acontecimentos históricos significativos ao redor do mundo. No Brasil, nesse dia é comemorado o Dia dos Primos, uma celebração que valoriza os laços familiares.
    Em 1567, Mary, rainha da Escócia, enfrentou um momento crucial em sua vida. Forçada a abdicar ao trono escocês, ela viu seu filho, James VI, assumir o reinado do país. Entretanto, o destino reservava mais surpresas para James, pois após a morte da rainha Elizabeth I, em 1603, ele se tornou o monarca da Inglaterra, Escócia e Irlanda, unificando as coroas e inaugurando uma nova era para as três nações.
    Em 1833, outro acontecimento importante marcou a história. Pedro I de Portugal tomou Lisboa de seu irmão, Miguel I, durante a Guerra Civil Portuguesa, consolidando sua posição no trono do país.
    Em 1893, foi a vez de Giusepe Garibaldi deixar sua marca na história brasileira ao tomar a cidade de Laguna, em Santa Catarina, e proclamar a República Juliana. O papel de Garibaldi na unificação da Itália o tornou uma figura notável, e sua passagem pelo Brasil deixou uma memória relevante na história republicana do país.
    Avançando para o século XX, em 1927, o Tratado de Lausanne foi concluído na Suíça, estabelecendo as fronteiras da Turquia atual. Esse tratado encerrou o conflito entre a Turquia e as potências aliadas após a Primeira Guerra Mundial, e é considerado um marco na definição das fronteiras territoriais do país.
    Em 1969, outro momento histórico cativou a humanidade, quando a Apollo 11, a espaçonave norte-americana, retornou à Terra, trazendo os primeiros astronautas que haviam pisado na superfície da Lua. A chegada bem-sucedida dos astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins foi um momento icônico para a exploração espacial e a conquista do espaço.
    No âmbito político, em 1970, a Organização dos Estados Americanos (OEA) recebeu denúncias de torturas no Brasil por parte da Comissão Internacional de Juristas de Genebra. Essa denúncia trouxe à tona questões preocupantes sobre direitos humanos no país e contribuiu para a conscientização sobre o tema.
    Em 1985, a morte de Ramim, um padre defensor da reforma agrária, por jagunços em Aripuanã, no estado de Mato Grosso, marcou um triste episódio na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil. Seu sacrifício evidenciou a violência presente em conflitos agrários e a busca por justiça social no país.
    Finalmente, em 1990, o Iraque acusou o Kuwait de conspirar para prejudicar sua economia através da superprodução de petróleo, o que resultou na implantação de dezenas de milhares de tropas e centenas de tanques ao longo da fronteira entre os dois países. Esse episódio acabou culminando na invasão do Kuwait pelo Iraque em agosto do mesmo ano, desencadeando a Guerra do Golfo.
    Em síntese, o dia 24 de julho é uma data rica em acontecimentos históricos que abrangem desde reviravoltas políticas e disputas territoriais até avanços na exploração espacial e episódios marcantes relacionados a direitos humanos. Cada um desses eventos deixou uma marca significativa em suas respectivas épocas, moldando o curso da história mundial.
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