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JACARÉU é um artista, que combina Música e Poesia. Seja na tradicional forma declamada, cantada ou em formato rock ou rap. Já com alguma experiência musical como guitarrista da banda “o claustro”, conta com dois EP´s em nome próprio ( Fábulas de La Jacaréu (https://www.youtube.com/watch?v=GWovcGRNehY&list=OLAK5uy_neyK3MvZeiFux2K6VwJ3tszHJtLe-Bt8w) e Tique T.O.C.) bem como dois singles e foi no inicio da pandemia que deu uma oportunidade à escrita, tendo-se apaixonado por essa forma de expressão. Essa paixão atingiu o pico, quando descobriu os eventos de poesia ao vivo atraves do poemacto, poesia vadia e afins. Foi finalista no VII Festival de Poesia de Lisboa, participante do projeto “a musica portuguesa a gostar dela propria” e atualmente é membro dos coletivos poéticos: Tripalavra (com Carlos Portalegre e João Maria) e Fala Povo Fala (com Senhor Vulcão e A Culpa do Joni). Encontra-se a gestar o seu primeiro livro, que se intitulará: «A Boca-Não-Mata».
Acílio gala revela que foi só há pouco tempo que se encontrou (ou desencontrou se) na força das palavras, através da organização de noites mensais de poesia, com o seu projeto Poesia Vadia. É na Poesia que se encontra capaz de observar e expressar o Mundo de uma forma tão mais isolada e pessoal, ao mesmo tempo que expressa o olhar de tudo o que o rodeia. Acreditando que a Poesia ainda pode salvar o Mundo, procura sempre mostrar que a Poesia é uma das respostas mais necessárias ao Mundo em que vivemos. Recentemente publicou o seu primeiro livro "Poemas para o Silêncio" que pode ser adquirido entrando em contato nas redes sociais
POEMA
Na leveza do dia,
Deixa que o teu olhar primaveril
Te guie até ao verdejante prado,
Suculento de sentido e amor.
Corre meu querido, sem preocupações
Salta essas vedações
Que te impedem de chegar a quem te guia.
A relva que sentes em teus pés
E a terra que pões à boca
São os sinais do que procuravas.
E aí, no mais simples, no tão mais perto de ti
É onde o valor se encontra intocável
. Corre meu querido, Que hoje o dia é tão leve
Como o teu andar, que tanto sabe a Verão...
E esses passos leves são a resposta do tudo que procuras.
Esquece as grandes teorias, os grandes filósofos e poetas.
Olha ao céu e rejeita em voz alta tudo o que vem escrito nos livros.
Rasga todos os teus poemas, despedaça todas as tuas farsas, leva-as nos bolsos, para que não as percas, e incendeia-as,
Sem qualquer remorso ou medo.
Hás de lutar contra o tempo e hás de teimar em amar a dor,
corre meu querido corre mais rápido!!
Que esse prado que tanto anseias, parece que se distancia, e os sonhos que fantasiaste,
não hão de passar de meras lágrimas sussurradas no silêncio do dia.
E este aviso.. Este aviso torna-se finito,
num Mundo difícil de acreditar que toda a gente foi um dia criança.
Corre, que depois de partires, será pouco o tempo que hão de dar as decisões que para os defuntos como tu,
se tornam ridículas no profundo sono.
Gostava de te ser, e poder correr mais do que corri…
Nesta emissão do MANTRACAST tivemos a diretora artística do projeto de musica eletrônica ELA, desde 2015, e co fundadora de HOUSEMOUSE , Sara De Barros Batista/Sara Wual! Thereminista e compositora de música, faz performances ao vivo principalmente no âmbito do Jazz, House Music, Ambient e Downtempo Eletrônica. Ela também é co fundadora, em Portugal, do projeto female:pressurePT, coletivo este que luta para uma maior diversidade de género no panorama cultural do nosso país.
Neste episodio tivemos como convidado Luís Perdigão, Poeta da Amadora e narrador da selva urbana, licenciado em Ciências da Cultura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Membro da Plataforma Portugal Slam e Co-organizador do Todo Mundos Slam, juntamente com Maria Giulia Pinheiro, onde organizam atividades relacionadas com a prática de poetry slam e eventos de poesia falada em línguas portuguesas e também autor do livro “E Se o Futuro For Hoje?”
Neste episodio tivemos como convidado Nuno Piteira, poeta, animador socio cultural, técnico e alma do palco, fundador e organizador do Poetry Slam Amadora, e co-fundador da Associação Circuito Explosivo - Núcleo de Expressão Artística (Amadora 2011). Desde 2011 que é coração e pulmão de vários projetos relacionados com o mundo do POETRY SLAM, dinamizando eventos e dando formações sobre o mesmo.
Neste episodio entrevistei Solange Pacífico, poeta, ilustradora, e fundadora da casa poética - Poemacto. Desde que se conhece, que materializa no papel o que pensa e sente. Descreve a sua poesia como um ciclo interminável dos sentidos, e é através do discurso cíclico e metafórico que é uma ''devastação inteligente". Na sede de mudança e luta pela poesia em Portugal criou o Poemacto, evento esse que incentiva os poetas emergentes a perderem o medo do palco e da partilha. Editou em 2021 uma antologia poética ilustrada, com 16 autores chamada - "Bicho Mudo Viro Bicho". Solange acredita que a poesia é uma devastação do âmago e que é nos escombros se encontra a nossa verdadeira voz. Para ela a poesia é um acto.
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