
Sign up to save your podcasts
Or


Neste Maré Alta, um homem do Ensino, do Teatro, da Rádio, do Folclore, da cidade.
Todos o conhecem pela sua dedicação à vida cultural vianense e por todo o saber que lhe dedica.
“No 25 de Abril ia fazer 23 anos, uma idade excelente para se estar no meio de uma
Revolução. Estudava no 4º ano da Faculdade de Economia. Um 4º ano muito agitado.
Nesse dia estava nos Escuteiros e preparava-se o 1o de Maio com panfletos para distribuir.
Eu estava ligado às ditas organizações de esquerda revolucionária”.
José Escaleira, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, completaremos as 50 histórias na celebração dos 50 anos de Democracia.
Neste Maré Alta, um homem que chega do Ensino e que cumpria serviço militar no 25 de Abril.
Vianense, esteve nas operações daquela madrugada a partir da cidade da Guarda.
“Nesse período da Secção Preparatória, comecei a ouvir mais informação acerca da
situação do país. Situação política. A Guerra Colonial, o General Humberto Delgado. Aí já
se conversava um pouco..... Nós, logo em uníssono. dissemos - Meu Capitão, estamos
aqui, ao seu lado, para o que der e vier”.
Ernesto Videira, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, completaremos as 50 histórias na celebração dos 50 anos de Democracia.
Neste episódio, uma mulher do Ensino e das Artes.
Cita com gosto os “nossos” maiores e deixa uma importante mensagem às gerações que começam agora os dias de vida activa.
“(passar aos jovens) Uma baliza de reflexão que lhes permite não entrar em dilemas e não
cederem a facciosismos fáceis e popularistas que, de facto, podem ultrajar aquilo que são
os nossos direitos trabalhados, lutados, a sangue suor e muitas lágrimas para chegarmos
até àquilo que somos - um país livre e que acredita, claramente, na Democracia”.
Ângela Cardoso no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, completaremos as 50 histórias na celebração dos 50 anos de Democracia.
Neste Maré Alta, uma sobrevivente.
Uma mulher de rara coragem, extrema sabedoria e apurada inteligência, também emocional, para ler o mundo e conseguir driblar e vencer as suas armadilhas. Vem do Ensino, do Sindicalismo, mas é uma mulher dos 7 instrumentos, capaz de encarar qualquer desafio.
O meu pai saía de manhã e só chegava à noite. Nesse início de tarde, o meu pai surge em casa, muito eufórico, pede à minha mãe para pôr os filhos todos no quarto. E o que eu recordo é a 2000 Km de distância, não poder falar com voz audível. Ele murmurava. O medo estava lá. O medo estava sempre lá".
Conceição Liquito, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, completaremos as 50 histórias na celebração dos 50 anos de Democracia.
Neste Maré Alta, uma mulher que chega da área da Saúde.
Em todos os tempos, esteve à frente do seu tempo. Não estava previsto que estudasse, não apoiaram o seu casamento, Viana não estaria no seu horizonte. Contrariou e venceu todos os obstáculos, traçando para a sua vida o caminho que quis e rejeitando o que lhe queriam impor. Tudo conquistou com tenacidade, capacidade de trabalho e inteligência. Um olhar doce e uma voz meiga, não disfarçam, porém, a força e a garra que a caracterizam.
"Houve períodos muito difíceis (na Escola de Enfermagem). No verão quente de 75 tivemos problemas com os jovens que entravam escola dentro querendo que houvesse mais liberdade. Houve assim umas fases mais conturbadas da vida da escola que tivemos dificuldade em contornar."
Ermelinda Jacques, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, completaremos as 50 histórias na celebração dos 50 anos de Democracia.
Neste episódio, um homem da escrita mordaz, da palavra cáustica, do olhar penetrante, observador, inteligente.
Um escritor corrosivo e um professor exemplar e inesquecível, para todos os que tiveram o privilégio de com ele aprender.
"Não havia liberdade. Tu metias-te num táxi e, às duas por três, o taxista dizia assim: - Já viu como está este trânsito, esta porcaria? E tu pensavas assim: - E agora, que saída dou a isto? O que é que este gajo quer? Está a mandar-me o isco? Era muito perigoso, porque dizia-se que havia muita pide nos taxistas".
Orlando Artur Barros, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, completaremos as 50 histórias na celebração dos 50 anos de Democracia.
NOTA: Devido a um erro técnico, onde se refere o texto de Eugénia Vasques, o título completo e devido do mesmo é O TEATRO PORTUGUÊS E O 25 DE ABRIL: UMA HISTÓRIA AINDA POR CONTAR.
Neste Maré Alta, com uma mulher de palavra nua e crua.
Faz questão de defender os seus quês e os seus porquês. Sem papas na língua, inquieta e lutadora, pode ser vencida, mas não convencida.
"Um perigo, exactamente. Sou muito frontal. Tento fazer triagem daquilo que devo calar, por segurança. Há quem veja isso como sonsice. Eu acho que é bom senso".
Lúcia Ribeiro, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, 50 histórias que pintam a Revolução dos Cravos.
Neste episódio, um homem que faz questão de estar presente na vida da sua comunidade.
O associativismo conhece o seu nome e também na política deu alguns passos rápidos. No 25 de Abril era militar, em Lisboa, e participou nas operações daquela madrugada.
"A minha infância foi difícil. Comecei a trabalhar na 3ª classe. O meu 1º cachet foram 10 escudos. Foi assim até aos 18 anos. Depois, fui trabalhar para a primeira Spa, a transição da mercearia tradicional para o supermercado".
Ricardo Felgueiras, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Até ao fim do mês de Abril de 2024, teremos 50 histórias de gente de Viana ou ao distrito ligadas sobre a vida antes, durante e após a Revolução dos Cravos.
Neste episódio, um homem que cumpria serviço militar em Viana, no dia 25 de Abril de 1974.
O seu contingente treinava no Monte de Santa Luzia e estava instalado no Castelo de Santiago da Barra. Foi o grupo que seguiu para o aeroporto do Porto na madrugada dos cravos.
"A reunião de oficiais começa pelas 7 da tarde. Nesse dia já tínhamos o programa do MFA em cima da mesa. Esperamos a senha (E depois do Adeus) e arrancamos. Cada um de nós já tinha os objectivos. Uns iam para o aeroporto, outros para a RTP.... Saímos e fomos para o Cabedelo à espera da Grândola Vila Morena".
José Gomes Alves, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Neste Maré Alta, um homem que viveu fervorosamente a Revolução e os novos tempos.
Foi professor, e nessa condição escolhe designar-se como Sindicalista, e continua a emocionar-se com o 25 de Abril e o país que ajudou a nascer. É, definitivamente, aconteça o que acontecer, um homem da luta.
"Tinha 8 anos quando comecei a tomar consciência objectiva do que se passava. E tenho um registo muito particular, que foi a candidatura do General Humberto Delgado. O povo de Viana circulava, não parava, mas estava lá (na Praça da República) e continuava a fazer da polícia gato-sapato. O meu pai tinha uma loja de venda de discos e eu, puto, tinha acesso a uma pré audição dos discos (Adriano, Zeca Afonso, Sérgio Godinho) que depois eram guardados".
Armindo Miguel Moura, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
From the publisher's feed