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Neste episódio do Maré Alta, um homem do Teatro, Cinema, Ópera e Televisão.
Natural de Ponte da Barca, e com muito tempo de qualidade dedicado a Afife, é o Porto que segue os seus passos mais de perto. Fundador do Seiva Trupe, tem no seu curriculum muitos mais grupos e associações aos quais emprestou o nome e a alma.
"Quero-lhe dizer uma coisa - quando o Corte Real, que era o contra regra oficial, tentava abrir as cortinas com as mãos, punha o pescoço de fora, voltava-se para os censores e dizia - estamos prontos, eles levantavam-se e respondiam - façam o favor de começar".
Júlio Cardoso, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Neste Maré Alta, um homem da Política.
Desde a Constituinte que esteve ao serviço do país. Foi deputado e Governador Civil de Viana do Castelo. Natural de Vila Nova de Cerveira, afirma que foi sempre com gosto que trabalhou para o seu distrito.
"A guerra do ultramar começou a levar a juventude e trouxe mais conhecimento e alguma contestação de linguagem. Era no alfaiate e no sapateiro que, ao de leve, se discutiam as coisas".
António Roleira Marinho, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Neste Maré Alta, um alentejano virado minhoto por via do casamento.
Tinha 9 meses quando o fascismo mudou o curso da sua vida ao assassinar-lhe a mãe, a jovem de 26 anos, Catarina Eufémia. Assim Carrajola criaria uma heroína, um ícone da Resistência, tornando-a imortal.
"Ela caiu e eu caí com ela. O meu pai é que foi sempre mais político, era do PCP, assim como o meu avô. A minha mãe não era tão politica. Mas, nesse, dia estava com as ceifeiras a pedir mais 25 tostões para os filhos. Assassinaram Catarina com a maior das facilidades. Ela foi comigo ao colo e foi morta à queima-roupa sem dó nem piedade."
José Baleizão, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias.
Neste Maré Alta, uma mulher da palavra. Palavra-prosa, palavra-poesia, sentimento e vida em palavras jogadas à solta, claras e inequívocas.
Foi crescendo e percebendo o que a rodeava e contra o que era preciso reagir.
"Depois, a gente começou a questionar-se. Em casa dos meus pais nunca se fecharam portas. E cruzavam-se os pobres que vinham a pé de Cerdal, Coura (essa imagem persegue-me), carcomidos pelo tempo, descalços ou de botas rotas. E vinham de alforges e voltavam carregados, a pé. Vinham pedir e, no fundo das escadas, rezavam um padre nosso pela alma de quem lá tínhamos".
Adelaide Graça, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, dois novos episódios.
Neste Maré Alta, um vianense da Luta.
Nos tempos quentes da Revolução esteve sempre vigilante e activo. Foi um operacional. É um homem de trabalho manual. Um artista dos elementos. A madeira e o ferro são os seus materiais de eleição. A sua arte está hoje ao serviço da Companhia de Teatro do Noroeste.
"Com 12 anos, comecei a trabalhar numa serração. Nós vivíamos para o trabalho... Em 1972, nos Estaleiros, na casa de banho, de vez em quando, apareciam uns panfletos.... O 25 de Abril foi um despoletar. Um conhecimento novo. Foi uma Liberdade! Fiz um panfleto em casa, de cartão, com dois paus e uns pregos, que dizia: NÃO AO FASCISMO. 25 de ABRIL SEMPRE".
José Esteves , no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Neste Maré Alta, um homem do Poder Local.
O trabalho junto das populações ditou a sua vida e, actualmente, na Associação de Municípios, continua a defender as autarquias como a força maior da voz das populações. É Comendador da Ordem de Mérito e presidiu aos destinos do concelho de Melgaço durante 34 anos.
"É ainda um país longe do que sonhamos, mas não há comparação possível com os tempos antes do 25 de Abril. É, indiscutivelmente, muito mais desenvolvido, com outras condições e, no que aos Direitos Humanos diz respeito, não tem comparação. A Democracia, a Liberdade de Associação, a Liberdade de Expressão, o o Estado Social que antes nem existia."
António Rui Solheiro, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as semanas, às quartas e sábados, duas novas histórias do "tempo da outra senhora".
Neste Maré Alta, um homem do Ensino e da Matemática.
Com interesses variados, da Filatelia, ao Cruzadismo. passando pela Dança, foi sempre muito activo na sua comunidade e é um Mestre na orientação dos seus formandos.
"Fui sempre muito participativo. Comecei na Igreja, com o Padre Constantino. Hoje, sou Ateu. Acredito na Ciência. No liceu havia colegas que eram, nitidamente, da situação. Com alguns desses, não se podia ter certas conversas".
António Novo, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias.
Neste episódio, um vianense de coração, que dedica a sua vida à Medicina e ao serviço dos outros, no SNS. Como independente, participa também nas decisões da sua freguesia.
Em jovem esteve na luta, nas ruas e conta-nos algumas peripécias desses tempos. Os dias de hoje preocupam-no, mas mantém o optimismo.
"Já tinha um esquema preparado e ia fugir (da Guerra Colonial). Felizmente, veio o 25 de Abril e não foi preciso".
José Manuel Cunha, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias do "tempo da outra senhora".
Neste episódio, uma mulher que chega da Direita.
A sua história familiar fala de um ambiente confortável com o antigo regime. Os novos tempos trouxeram-lhe novos caminhos e uma vivência em Democracia que a fez preocupada com os seus conterrâneos, defendendo o que considera os seus melhores interesses, na Assembleia da República.
"Fui para a escola com a noção de que não era nada de especial. Tinha havido um golpe de estado e eu que fizesse a minha vida normal. Deram-me uma recomendação: que não respondesse a provocações."
Ilda Araújo Novo, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Neste Maré Alta, um homem que ganhou coragem e fugiu do país que o oprimia e que o queria obrigar a fazer a guerra. Vem da música e o sonho de dias melhores continua a comandar a sua vida.
"O Maio de 68 veio mexer com a malta. Nós sentíamo-nos abafados. Aqui, em Portugal, estávamos limitados. Por exemplo: na Praça da República, não era permitido sentar no Chafariz. E à noite, a partir das 11, se estivéssemos mais de 3 jovens, a polícia mandava-nos destroçar."
Rui Lopes, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias que ajudam a traçar a Revolução dos Cravos.
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