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Neste episódio, um vianense da Arte, da Cultura, da Política. Um activista da Vida. Um observador. Nos tempos da escola chamavam-lhe O Filósofo.
"Para mim o raciocínio era simples: queria uma sociedade o mais igualitária possível, mas não queria que a liberdade fosse posta em causa. E eu tinha a ideia de que partidos como o PCP poderiam pôr em causa esse tipo de liberdade. Foi nessa base que entrei para o PS, numa altura em que o PS ainda tinha uns laivos de querer uma sociedade anti capitalista".
Carlos da Torre, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, dois novos episódios, duas novas vivências de antes, durante e depois da Revolução dos Cravos pelo Alto-Minho.
Neste episódio ouviremos uma mulher que, chegada dos Estados Unidos, assistiu em Portugal ao melhor e ao pior dos tempos quentes da Revolução. Vianense por adopção, era funcionária de uma companhia aérea e testemunhou, no aeroporto de Lisboa, horas de alegrias imensas e incomensuráveis infortúnios.
"A volta dos retornados e a chegada de muitos refugiados. Foram momentos muito difíceis. Eles vinham numa situação muito precária, complicada, não tinham para onde ir e ficavam alojados no aeroporto. Havia gente sem nada, a dormir em todo o lado".
Ana Maria Rodrigues, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias reais de quem viveu antes, durante e depois da Revolução dos Cravos.
Neste episódio, um Militar de Abril. Ele esteve lá. Pertencia ao contingente que ocupou as instalações da RTP, na madrugada dos cravos.
"Eu tinha um privilégio. Tinha passaporte. Era uma coisa rara. E quando fiz a minha viagem de curso, em 73, estive em Amesterdão, onde havia uma estrutura fortíssima de acolhimento de militares portugueses que desertavam. Havia bancas na rua, a pedir apoio aos holandeses, e eles davam dinheiro".
Luís Brito, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, 2 episódios, duas histórias da Revolução dos Cravos.
Imagem gráfica de Carlos da Torre.
Neste episódio, uma vianense de outras paragens. Mulher das Letras, da Cultura, uma activista do Saber.
"A Pide tinha entrado numa aula. Havia eleições para a Associação de Estudantes, eles vieram, prenderam alguns estudantes e a Faculdade fechou. Estivemos fechados e lembro-me de nas ruas haver uns carritos com a polícia de choque".
Isabel Campos, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias sobre o antes, o durante e o depois da Revolução dos Cravos.
A imagem gráfica é do Carlos da Torre.
Neste episódio, um homem de obra. Corajoso, polémico e convicto. Defensor no nome e na persistência com que defende aquilo em que acredita. Não deixa uma luta fora de prazo.
"O voto era entregue em casa, num envelope. Depois, chegava-se lá, tirava-se do bolso e metia-se (na urna). Eu pegava no envelope e, com uma panela de água a ferver, descolava aquilo, tirava o do Américo Tomás e metia o do Humberto Delgado".
Defensor Moura, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias que nos fazem recordar como era, como foi e como está o Alto Minho e o país nos quase 50 anos de Democracia.
A imagem gráfica é do Carlos da Torre.
Neste episódio ouviremos uma mulher de causas. Vinda de uma família conservadora, todo um novo mundo se abriu quando chegou à capital. Soube do golpe antes dele ter começado. O irmão estava envolvido e avisou-a. Passou a noite com a telefonia encostada ao ouvido.
"Estava em Liboa. Era estudante no 4º ano de Direito. Tinha tudo para descobrir. O 25 de Abril foi uma escola intensiva".
Helena Adrião Brito, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias do antes, durante e depois da Revolução dos Cravos.
Imagem gráfica do Carlos da Torre.
Neste Maré Alta, um homem que lembra uma freguesia (Santa Marta) onde os caminhos eram terra e lama e o que havia era nada. Fez-se adulto cedo e sublinha a diferença abismal do país actual com o que conheceu na sua infância e juventude.
"Fui voluntário para o Exército. Com 19 anos estava na tropa. Foi, se calhar, o maior desgosto que dei a minha mãe. E depois vim a beneficiar disso. Aos 23 já estava livre da tropa e com um grau de maturidade para a vida, diferente dos jovens que não tinham a mesma experiência".
Carlos Antunes, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias que relembram o antes e o depois da Revolução dos Cravos.
Imagem gráfica de Carlos da Torre.
Neste episódio do Maré Alta, um homem da canção e das palavras. É o "nosso" Zeca. Uma voz chegada não se sabe de que outra dimensão e estórias feitas poema.
"Um papel dobrado. E disse-me: - Guarda e vê em casa. - Era uma impressão fraca com fotografias de pessoas. Cada fotografia tinha o nome, data de nascimento e porque é que estava preso. Aquilo mexeu comigo. - Presos sem culpa formada - dizia no papel".
José Carlos Barbosa, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias no Maré Alta.
Imagem gráfica do Carlos da Torre.
Neste sétimo episódio do Maré Alta, um homem da Ribeira e dos Estaleiros de Viana. Desde os 14 anos ao serviço da sua comunidade.
"Fui colocado aqui, no BC9. Esfregar as mãos. Isto (em 1969), isto está limpo. Já não vou para o ultramar. A preocupação da juventude era o Ultramar. Carne p´ro matadouro. - Vais pr'á Guiné".
António Basto, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Imagem gráfica do Carlos da Torre.
Neste episódio do Maré Alta, ouviremos um homem da luta, da reivindicação, da exigência.
"Desiludi-me, sim. A dada altura, cheguei mesmo a acreditar que íamos ser um país socialista. Burrice minha, ou ingenuidade".
Rui Afonso, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas quartas e sábados, novos episódios, novas entrevistas, novas memórias.
Imagem gráfica do Carlos da Torre.
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