
Sign up to save your podcasts
Or


Neste episódio, um homem da Cultura.
A Arte corre-lhe nas veias e o Teatro, no Alto Minho, tem o seu nome gravado. Criador de figuras tradicionais em madeira, papel e cartão, é a elas que dedica a maior parte do seu tempo. Esteve na Guerra Colonial e essa memória ainda o marca.
"Os sonhos que tenho são estranhos. São sonhos a dizer que não acabei o serviço militar e que tenho que ir para lá outra vez. E acordo, desesperado."
José Dantas Lima, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas novas histórias sobre o país de então e o país de agora.
Neste Maré Alta, uma mulher que cedo acordou para as injustiças, mesmo vindo de um ambiente familiar privilegiado. A defesa de um mundo mais igual para todos e o respeito pelo outro fizeram sempre parte do seu código de vida.
"Na escola primária (Escola da Avenida) do Ensino Público o lado direito da sala era para as meninas filhas de professores, engenheiros, contabilistas..... . E depois, do outro lado, eram as meninas da Ribeira, às vezes pé descalço... . e eu tinha que ter alguma consciência de alguma coisa. Isso era-me dado no meio familiar".
Ivone Marta, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, 2 histórias que pintam um país antes, durante e depois da Revolução dos Cravos.
Neste Maré Alta, um homem do Jornalismo e do Ensino. Mordaz, gosta de fazer o contraponto. Muito jovem à época, recorda um dia 25 de Abril muito complicado. Esteve quase para fundar o Movimento Socialista do Minho.
"Os trabalhadores dos Estaleiros almoçavam no largo da Srª d'Agonia. Não havia cantinas. É uma imagem que tenho de antes do 25 de Abril e que tem a ver com as condições de vida das pessoas."
António Gonçalves, tu no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias que traçam a nossa História.
Neste episódio 22 do Maré Alta, com um homem da Acção. Desde jovem, quando passou pela clandestinidade, até aos dias de hoje, sempre esteve na vanguarda dos tempos, do lado do progresso, servindo a sua comunidade. Foi Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, foi o "pai" da Rádio, no distrito alto minhoto, nos anos 80 e, até há pouco tempo, Bastonário da Ordem dos Solicitadores. É um impaciente. É um líder.
"Só a meio do dia 25 de Abril é que os comunicados do MFA começaram a ser mais claros e a falar em Democracia. Estive todo o dia agarrado à Rádio.... Voltei para Viana para fundar a UDP".
José Carlos Resende, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, dois novos episódios.
Neste Maré Alta, um homem que desde cedo conviveu com as duras e negras faces do fascismo. Caminhando descalço e fugindo à polícia, recebendo sobras de pão dos restaurantes para enganar o estômago. Começou a trabalhar aos 12 anos. A mãe pediu para o aceitarem nos Estaleiros. É um sobrevivente.
"Era de origem muito pobre e foi nesse ambiente que cresci, ao lado de uma sucata, sabendo que na rua outros meninos viviam razoavelmente bem. Essa diferença social era abismal. Posso dizer que passavamos fome. Nós não existíamos. Era tratamento de favor, da caridadezinha. Impossível descrever".
Fernando Marques, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Toas as quartas e sábados, dois novos episódios.
Neste Maré Alta, um homem do Ensino, da Escrita, da Poesia. Um estudiodo e exímio praticante da Língua Portuguesa. Combateu na Guiné e continua ligado ao país com toda a ajuda que vai conseguindo levar até lá.
"Para minha felicidade, não vim com traumas de guerra. Agora, foi duro. Vi morrer camaradas, vi crimes hediondos, vi um capitão a violentar, com um pingolim, uma jovem que não quis ir para a cama com ele. Houve muitas atrocidades".
José Luís Carvalhido da Ponte, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias sobre as memórias antes, durante e depois da Revolução dos Cravos.
Neste episódio, um homem do Desporto e da Arte. Fez Contabilidade mas detestou. Paradoxalmente, a vida profissional levou-o a estar sempre a fazer contas. É o criador da Ana de Viana, o pião mais bonito do mundo. Com 18 anos o país político não estava nas suas preocupações. Faltava-lhe o conhecimento da realidade. Mas havia sinais que caíam do céu... Despertou com o 25 de Abril.
"Ligamos o Rádio e comecei a ouvir as músicas marciais e os comunicados a dizer para ficar em casa. Fui para a escola".
Arnaldo Alves no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, a Revolução dos Cravos em pontos de vista diferentes.
Neste Maré Alta, uma mulher que chega da clandestinidade. A Resistência, a Luta, a Solidariedade e a Entrega, correm-lhe nas veias, gravadas no seu ADN.
"Fui para a clandestinidade em 1973. Era militante do Partido (PCP) desde 72. Mudar de fisionomia, comecei a usar uma peruca e depois tive que pintar o cabelo. Mudar de nome. Às vezes, estava em qualquer sítio, ouvia chamar Mariana e ficava aquele segundo a assimilar que era eu que estava ali. E viver numa casa com muitos cuidados e com uma pessoa que, oficialmente, era o meu companheiro e que não conhecia de parte nenhuma".
Branca Carvalho, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias sobre a Revolução dos Cravos.
Neste Maré Alta, um homem da Engenharia e do Ensino, a quem o 25 de Abril livrou da deserção. O interesse pelos caminhos do país, tornam-no interventivo, sobretudo através da escrita. Diz que é preciso agitar consciências e procurar novos caminhos de crescimento.
"O Alto Minho é uma terra de emigração e, na minha infância, já era. Vigo era muito longe. Era de onde o meu pai me enviava os postais ao fazer a primeira mudança de comboio. Eu tinha a Guerra no horizonte mas também tinha o Comité dos Desertores e, quando chegasse a hora de me alistar, eu fugia".
Gilberto Santos, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, dois testemunhos do antes, durante e do depois da Revolução dos Cravos.
Neste Maré Alta, um vianense de outras paragens. Da Medicina à militância política, passando pelo Associativismo, é um homem de convicções.
"O grande desafio é perceber a distância do tempo. Para esta malta nova, falhamos. Portanto, é preciso alguém que continue esta memória na modernidade. O Zeca e o Adriano são e serão sempre eternos mas, 50 anos depois, há-de haver outra música que consiga manter o protesto. Se não fizermos isso, falhamos".
Alberto Midões, no Maré Alta, o podcast do 25 de Abril, a partir do Alto Minho.
Todas as quartas e sábados, duas histórias sobre "outro tempo", antes da democracia.
From the publisher's feed