"Tudo o que sofre não faz parte de mim."
Pai, o meu antigo amor por Ti está de volta, e permite que eu ame também o Teu Filho novamente.
Pai, sou como me criaste.
Agora o Teu Amor é lembrado, assim como o meu. Agora compreendo que são um só.
A morte é imaginar que o corpo e o mundo pode conter, representar ou abrigar a vida.
O céu que nos é apresentado no contexto dos estudos para o autoreconhecimento do espírito não é um local, mas sim o reino interior de cada consciência.
Esse é o significado esotérico do mundo, e esse é também o significado dos ensinamentos de Jesus para o despertar das consciências.
O mundo e tudo a que a nossa atenção se conecta na forma é sempre um reflexo do interior.
O que percebemos fora é apenas um fiel reflexo de nossos desejos, crenças e pensamentos.
A consciência humana coletiva e a vida no nosso planeta estão intrinsecamente interligadas por desejos crenças e pensamentos que conduzem a nossa atenção a imaginar e a buscar no roteiro do ego a segurança no dinheiro e em bens materiais, o amor em relacionamentos, a alegria em ideias de felicidade, cenas, eventos, situações e contextos muito específicos e que sempre estarão por vir.
Ou seja, a consciência entende como um caminho para a paz, o medo e suas testemunhas: a insegurança, a angústia, a ansiedade, o sacrifício e o auto-ataque.
A consciência entende como um percurso para a paz, o caminho que está trilhando para a morte.
E quando alguma expectativa é atendida, experienciamos o prazer e o chamamos de paz. O ego usa o corpo como um instrumento para o prazer, nunca para a paz.
A paz verdadeira só pode ser experienciada na Mente que se reconhece integra à sua Fonte Criadora, e através da confiança na imutabilidade da Criação de Deus.
Desenvolver e manter a confiança está no reconhecimento do Ser e jamais na satisfação do corpo.
O Céu é o surgimento de um estado transformado da consciência, de sua ilusão humana para a realidade do Espírito.
Enquanto o mundo for para nós o reflexo de um reino, e o foco da consciência ajustado para a ilusão de humanidade, nos mantemos ligados de modo inerente a todos os reflexos do medo e da morte.
O ego não é mais do que isto: a identificação com a forma, o que basicamente corresponde apenas a formas de pensamento de identificação com a forma – formas físicas, formas de pensamento, formas emocionais.
Se o mal tem alguma realidade, essa é uma realidade sempre relativa, e não absoluta).
Cada consciência identificar-se-a de modo diferente com as mesmas imagens. Pois o roteiro é o mesmo desde o início da ilusão do tempo inventada pelo ego.
Não há evolução alguma, por mais que a ciência e a tecnologia nos apresente o que parece ser o contrário.
Toda essa aparente evolução nada mais é que o ego aprimorando suas distrações e inversões da realidade.
O pecado original inventado pelo ego, e que tanto ouve-se falar através das religiões e caminhos espirituais, é esse esquecimento da nossa Verdadeira Origem. Nada além disso!
Tudo o que interpretamos como sofrimento vem dessa ilusão.
E quando essa ilusão da completa separação de Deus governa tudo o que pensamos e fazemos, que tipo de mundo criamos?
Para responder a essa pergunta, observe como as pessoas se relacionam entre si, pesquise a história ou veja o noticiário na televisão hoje à noite.
Se as estruturas das consciências que se imaginam humanas permanecerem imutáveis, vamos sempre terminar recriando fundamentalmente o mesmo mundo, os mesmos males, o mesmo distúrbio.
"Tudo o que sofre não faz parte de mim."