“Deus vai comigo aonde quer que eu vá.”
Essa é uma declaração para a correção — para que todas as formas de pensar equivocadas da consciência sejam dissolvidas.
“Deus vai comigo aonde quer que eu vá.”
Evidentemente, Jesus não está falando de um Deus físico, e nem para um ser que Deus acompanhe através de seu corpo, em lugares em que ele se coloca na forma através do corpo.
Por que você está onde você se coloca através dos seus pensamentos e vontades das suas crenças.
O seu cenário é a confirmação do seu desejo.
“Deus vai comigo aonde quer que eu vá.”
É evidente que aqui Jesus fala de causa e efeito.
Nesta lição, Jesus continua convidando as consciências a unir-se em santidade no Cristo, o Filho único de Deus.
Quando Ele diz: “Deus vai comigo onde quer que eu vá”, Ele não está se referindo ao José, a Maria e ao Pedro.
Deus vai comigo onde quer que eu vá — o Filho santo permanece imutável na mente do Pai, e o Filho faz parte da mente de Deus, e Deus da mente do Filho.
“Deus vai comigo onde quer que eu vá”, porque não há separação, e o Filho permanece sendo o Reino do Pai.
E esse que caminha pelo mundo não é o Filho de Deus, é apenas uma forma de pensar feita em imagem pelo fragmento de uma consciência imaginada a partir de uma louca e diminuta ideia.
Quando Jesus diz: “Deus vai comigo onde quer que eu vá”, com certeza esse “comigo”, o eu — não é o “você”, o personagem. E isso precisa ficar claro!
E também, esse “onde quer que eu vá”, não é um local na forma, não é o ir e vir do corpo.
Essa lição não fala do nosso deslocamento físico dentro do roteiro.
Porque, para isso Jesus teria que acreditar na forma e no personagem.
Mas, Ele sabe que pensamos a forma e o personagem, e nos conduz na mente a desfazê-lo.
E quando ouvimos “desfaze-lo na mente”, não é na consciência diretamente.
Mas sim, conduzindo a consciência a retirar a sua identidade de ser dos seus pensamentos identificados com a louca e diminuta ideia.
É desidentificar-se de um ser separado de Deus.
É o desfazer (desidentificar-se) da mente equivocada separada. É o desfazer-se dos pensamentos de identificação com a consciência a partir do pensamento de separação.
A comunicação por Jesus é com o sistema de pensamento que imagina o personagem, o tomador de decisão, o Observador do sonho.
Ou seja, o significado então, em única instância é: Deus vai comigo onde quer que eu decida escolher direcionar o foco.
E isso é assim porque eu sou parte da Mente de Deus. E Deus está em minha mente.
Então, hoje, é mais um convite para o autorreconhecimento e o reposicionamento da consciência para a certeza de que o seus pensamentos e a sua vontade é um com Deus.
A prática hoje é, diante do sonho, relembrar que, se o que estamos percebendo não reflete Deus, então, não é o reflexo da nossa santidade.
O que não reflete Deus não é o que somos.
O que não é paz é forma de pensar conduzida pela ideia da separação.
Pois, o que não é paz, ainda é o reflexo de nossos pensamentos separados e sem significado.
E isso é demonstrado na sensação de vazio e incompletude que experienciamos na forma.
E por ser assim é que estamos a cada instante buscando significado para os pensamentos em cenas, pessoas e situações.
Sempre recorrendo às formas para nos sentirmos completos.
“Deus vai comigo aonde quer que eu vá”, porque a santidade permanece completa.
Tempo e espaço são apenas dimensões de projeção e percepção.
E é assim que a sua percepção poderá dar-te testemunha do que a consciência acredita que é.
Ou é ego, ou Espírito Santo. O personagem, o sonhador do sonho, ou Cristo.