“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Essa lição é mais um convite para o: “escolhe outra vez”.
É preciso aceitar aqui que, quando Jesus refere-se no livro o termo “santo” ou “santidade”, Ele está trazendo a Unidade, a completude da Criação de Deus.
O Ser íntegro, o Cristo. Ele está relembrando na consciência que ela permanece Cristo.
Então, não é o “José” que é parte da mente de Deus, mas sim, a consciência ao retirar os seus significados de autoidentificação através do primeiro pensamento de separação, essa consciência que inventou o “você” para confirmar a culpa.
A consciência está a cada instante à disposição de: perceber com a sua forma individual de pensar — o ego, ou com a visão Cristica, em união com o Espírito.
E Jesus, hoje, está nos convidando a autoreconhecer-se a partir da aceitação de que permanecemos parte da mente de Deus.
Então, se sou santo, só posso estender a santidade a tudo, assim como Deus estende o Amor em eternidade.
Ou seja, o que é pensado e observado e o observador, são um só.
Se penso o medo percebo os reflexos do medo.
Se confiamos na certeza do Amor que fui criado, direcionamos a atenção para a mente certa e sentiremos os reflexos da santidade.
Veremos testemunhas dessa santidade ao invés de inimigos e ataque.
Tudo está à favor da aceitação e extensão da nossa santidade.
Ontem, olhamos para o fato de que somos a extensão do Amor de Deus.
Sendo assim, em nossa consciência imaginada pelo pensamento de separação, Deus ainda mantem a sua extensão através do Espírito Santo, para que a consciência possa despertar para a sua única realidade.
Na lição de ontem Jesus nos convidou a aceitar isso, e hoje, ele nos traz a confirmação disso.
A prática para hoje é o ajuste de foco para escolher outra vez, a partir do autoreconhecimento do SER.
Mas para o reconhecimento do SER é preciso aceitar a unidade de Cristo (que nunca houve uma fragmentação), o único Filho de Deus que somos todos nós.
“Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo”, mas na santidade da única Criação de Deus.
Então “a minha santidade envolve tudo o que eu vejo”.
Se sou parte da mente de Deus e Deus é santo, isso não é uma opção. Ou se houvesse, então, teria na mente de Deus uma parte pecaminosa.
Veja bem, em muitas lições vemos que o que pensamos separados de Deus não tem significado.
Sendo assim, o que penso a todo instante é santidade, mas só estou distraído inventando pensamentos para não ver isso.
Se tudo o que existe é parte da mente de Deus, tudo o que vejo lá fora, quando retiradas as formas de pensar é parte da extensão de Deus.
Você não parece estar no mundo porque está pensando o mundo, você iventa um mundo porque está pensando a separação através da sua forma de pensar.
Então, para o perdão, é preciso que a consciência observe-se através do pensamento de separação que inventa o mundo.
E isso pode ser observado por nossas formas de pensar conduzidas pela culpa e a dualidade incorporada no autoconceito pelas crenças.
E através da unificação das consciências em um único pensamento, o de Deus, passamos a perceber o mundo como ferramenta para o relembrar da unidade em um único Filho, Cristo.
O perdão não é realizado olhando para o que o mundo parece nos fazer.
O perdão acontece quando percebemos os reflexos do pensamento de separação no mundo e, juntos com o Espírito Santo, confiamos que nada alcança o que Deus, em Sua extensão, criou imutável.
O mundo não existe, ele é apenas a sua forma de pensar.
Nós não aprendemos nada com o mundo. Nós apenas o desfazemos na consciência.