“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Mais uma vez, somos convidados a acionar e a praticar o Observador na consciência que se pensa individual e separada.
Mas, ao observar os nossos condicionamentos através da ideia de “eu” em um corpo ou uma personalidade, veremos que todas as consciências estão buscando proteger a sua ideia de integridade ou felicidade observando o que o roteiro do ego nos mostra a partir do ponto de vista daquilo que não temos, ou que se tivéssemos estaríamos felizes e em paz.
Então, novamente somos conduzidos por Jesus a observar a programação egoica na consciência que está pensando o personagem, esse que chamamos de eu.
Jesus nos diz que em nenhuma situação sabemos realmente como conduzir a nossa atenção para a paz e a felicidade, porque estamos fazendo isso a partir do medo de Deus, o medo da retaliação.
Através de uma consciência que, agora separada da sua Fonte, pensa que perdeu a completude e agora precisa buscar no mundo o que falta para a paz.
Mas, com a mente nesse senso de busca não estamos aceitando a paz na cena, estamos em última instância, fugindo de uma ameaça imaginada para o futuro, porque já a experienciamos de alguma forma no passado.
Mesmo que tenham sido aquelas que só ouvimos falar, ou que alguém próximo experienciou e o “eu” psicológico fez algum tipo de contato.
Então, experimentamos os efeitos da percepção na nossa mente em nosso sistema de crenças e isso é refletido em pensamentos.
E agora sentimos a necessidade de evitar isso em nossa vida.
A nossa visão real é obstruída, e usamos os sentidos do corpo que nos contam o que acreditamos e as vontades das crenças apenas através de percepções elaboradas por links de experiências anteriores.
Então, o looping de busca contínua infindável e, por mais que alcancemos alguma coisa, faltará outra.
O ego imagina a felicidade em formas, pessoas coisas, situações.
E nos conduz a confirmar a paz e a felicidade através das sensações.
Então, Jesus hoje nos convida a observar os nossos condicionamentos para a paz e a felicidade.
Os condicionamentos mantidos na consciência pelo o medo de Deus. O medo do castigo por sermos “pecadores”.
E podemos e devemos experienciar a forma enquanto nos imaginando humanos.
Contudo, Jesus nos convida a aceitar a Perfeição e a Imutabilidade da Criação de Deus e, ao confiar na completude do Espírito, nada precisa ser acrescentado ou retirado.
Aqui entra a importância do observador e o tomador de decisão para pedir a visão do Espírito Santo no desfazer dos condicionamentos do ego e aceitar na consciência a certeza da perfeição de Cristo.
O exemplos de como estamos distraídos da nossa real natureza é a busca para ter valor através da aparência, corpo, carro, status social e etc.
Mas, quase nunca paramos para nos dar conta de que na morte isso tudo acaba, para em outra experiência começar tudo outra vez.
Observem as propagandas: são sempre convidativas porque estão convidando as nossas crenças.
Ou seja, estão conduzindo a nossa atenção a acreditar que uma imagem pode nos trazer a felicidade através de sensações.
Podemos experienciar a forma enquanto nos imaginamos humanos.
Contudo, Jesus nos convida a aceitar a perfeição da criação de Deus e a confiar na completude do Espírito.
A visão do Espírito Santo é o elo da consciência com a Sua Única Realidade.