Nós já chegamos no processo de autoreconhecimento através do medo de Deus.
Por que estamos confundidos da nossa verdadeira identidade. Imaginamos ser os nossos pensamentos.
O que Jesus nos convida nessas lições iniciais é aceitar que não somos o que pensamos e nem o corpo.
O que pensamos parece ter poder sobre nós por conta da identificação que praticamos.
Então, essa busca pela iluminação, já vem do medo de Deus.
E é por isso que até a compreensão da identidade real parece ser difícil, queremos a iluminação através de um senso de busca que nasce no medo.
Pois estamos buscando algo para que o personagem encontre a paz.
E imaginamos essa paz através da mudança do cenário do personagem, mas o que está fazendo as imagens no cenário são os pensamentos do personagem através da identificação que o personagem aplica aos seus próprios pensamentos equivocados de sua realidade.
E essa é a ideia de vingança. Os nossos pensamentos de que estamos errados e precisamos melhorar algo ou alcançar algo que perdemos para sermos aceitos por Deus novamente.
Essa é a ideia de pecado. A ilusão de que o Verbo de Deus ou a Sua Criação pode ser alterada.
Ou seja, os nossos pensamentos de indivíduo surgem do medo, da primeira ideia: a crença de que o Filho separou-se da sua Fonte Criadora.
Mas Deus garante que o que foi criado por Ele não pode ser mudado.
Mas essa ideia (separação) se esconde por trás dessas manifestações de medo que nos leva a “praticar o perdão” (repetição) ao invés de perdoar (reconhecer que já somos livres) através da aceitação e da confiança na imutabilidade da Criação de Deus.
O primeiro passo para isso é observar onde está a minha fé:
No que Jesus diz que sou através de Um Curso em Milagres, ou no eu psicológico que temos a “esperança” de iluminar?
Então, nesse estudo, vamos trazer de forma simples algo que, se compreendido e aceito, pode auxiliar na desidentificação com o eu falso.
“É chegada a hora de deixar o deserto e anunciar às pessoas o Reino de Deus.”
Aceitarmos Quem somos em Realidade, o Cristo em unidade com tudo que expressa a vida e, então, passamos a utilizar essa ferramenta chamada pelo ego de corpo, para que, diante desse roteiro egoico, praticar a iluminação que nunca foi perdida.
“Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisto está a paz de Deus.”
Então, a prática não é mais usar as crenças para “praticar o perdão” através da mentalidade de culpa do personagem.
Mas, entrar nas cenas olhando para os convites para a culpa, aceitando as suas expressões sobre o personagem, mas através da visão do Espírito Santo sobre elas.
O Filho de Deus permanece à Sua imagem e semelhança.
Eu não uso a cena para iluminar a consciência. O observador utiliza a cena para relembrar e confiar na imutabilidade de sua iluminação.
Mas, porque não vemos isso esse simplicidade?
Por não observarmos como praticamos o medo de Deus nas sutilezas do dia a dia, com clareza, fazendo com que o ilusão fundamental de separação ainda continue a nos confundir, por ser retroalimentada em várias situações.