Meditação Estoica | Calma da Mente | Estoicismo Diário

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Meditação Estoica | Calma da Mente | Estoicismo Diário episodes

  • #697 - Conheça te a ti mesmo Marcus Aurélius

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    Conheça-te a ti mesmo - Marcus Aurélius
    No Livro II das "Meditações", Marcus Aurélius nos convida a uma profunda reflexão sobre o autoconhecimento como caminho para a verdadeira felicidade. Ele destaca que a infelicidade reside na falta de compreensão do que ocorre dentro de nossa própria alma. Observa que raramente percebemos o quão prejudicial é negligenciar a compreensão dos movimentos da alma alheia, e aquele que não examina de perto os movimentos de sua própria alma está fadado à infelicidade.
    Aurélius nos lembra da importância de entender a natureza do universo e a nossa própria natureza, bem como a relação entre ambas. Ele nos incentiva a manter sempre em mente essa compreensão, reconhecendo que somos parte do universo e que nada nos impede de agir de acordo com nossa natureza.
    Ademais, Aurélius destaca a distração causada por eventos externos e a necessidade de buscar repouso para aprender algo bom. Ele nos aconselha a evitar a agitação desnecessária, pois muitas pessoas, apesar de ocupadas, carecem de uma meta clara para direcionar seus desejos e ideias.
    Leia esse trecho de Meditações:
    Meditações Livro II
    “A infelicidade esta em não saber o que se passa dentro da própria alma”
    “Dificilmente se vê como algo que resulta em infelicidade não examinar o que se passa na alma alheia; contudo, aquele que não acompanha de perto os movimentos de sua alma é necessariamente infeliz. “
    “Tu necessitas sempre ter em mente isto: qual é a natureza do universo, qual é a minha, como é a relação que uma tem com a outra, que parte de qual universo ela é; ademais, que não existe ninguém que te impeça de fazer e dizer sempre aquilo que está em conformidade com a natureza de que constituis uma parte. “
    “As ocorrências externas te distraem; proporciona a ti mesmo repouso para aprender algo bom e deixa de ir e vir para cá e para lá. Evita, inclusive, outros tipos de ir e vir, pois há pessoas que, embora se ocupem laboriosamente de ações na vida, carecem de uma meta para a qual nem sequer dirigem uma vez seus desejos e ideias.”
    Marcus Aurelius
    Convido todos a explorarem as lições de autoconhecimento de Marcus Aurélius neste vídeo. Descubra como o entendimento profundo de si mesmo pode ser a chave para a verdadeira felicidade e tranquilidade interior. Inscreva-se no canal para mais ensinamentos filosóficos, deixe seu like se apreciou a sabedoria de Marcus Aurélius, e compartilhe este vídeo para inspirar outros a embarcarem na jornada do autoconhecimento.

    6 min
  • #696 - Aceite tudo o que o destino te enviar Marcus Aurélius

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    Aceite tudo o que o destino te enviar - Marcus Aurélius
    Nas palavras de Marcus Aurélius, somos convidados a sintonizar com a harmonia do mundo, aceitando tudo o que a natureza nos envia. A filosofia estoica, enraizada na aceitação da realidade, nos ensina a acolher cada aspecto da vida, evitando a luta contra as circunstâncias. Em vez de resistir à realidade, devemos reconhecer que há forças maiores além do nosso controle, seja chamando-as de Deus, Natureza, Destino ou Sina. A arte da aquiescência, conforme destacada por Epiteto, envolve a aceitação voluntária dos eventos externos, mesmo aqueles que a maioria consideraria ruins. A filosofia estoica preconiza a adaptação aos acontecimentos, alinhando nossa vontade à vontade da natureza, para que nada ocorra contra nossa vontade e tudo o que desejamos possa se manifestar. A metáfora do cachorro preso à carroça ilustra vividamente a escolha entre aceitar suavemente a realidade ou resistir obstinadamente e sofrer.
    Leia o trecho abaixo
    Aceite tudo o que o destino te enviar - Marcus Aurélius
    “Ó mundo, estou em sintonia com todas as notas de tua grande harmonia. Para mim, nada é cedo, nada é tarde se oportuno para ti for. Ó Natureza, tudo o que as tuas estações produzem são frutos para mim.” Marco Aurélio
    Em vez de lutar contra cada coisinha que acontece, acolha. Se resistirmos à realidade, se pensarmos que as coisas estão contra nós, se lutarmos contra o que é, só vamos sofrer. Portanto, não devemos desejar que a realidade seja diferente, e sim aceitá-la tal como é.
    “Se essa é a vontade da natureza, então que seja.” Esta é a máxima que guiava os estoicos. Hoje, temos o ditado semelhante “Seja feita a Tua vontade”. E não importa se chamamos de Deus, Natureza, Destino ou Sina, apenas devemos reconhecer que existe algo maior do que nós, e que não controlamos tudo o que acontece ao nosso redor.
    A arte da aquiescência se trata da aceitação voluntária de acontecimentos externos.
    Aceite até mesmo o que a maioria das pessoas julgaria como “ruim”.
    Epiteto diz que, como Filósofos, devemos nos adaptar ao que quer que aconteça, assim, nada ocorrerá contra nossa vontade e nada do que desejamos deixará de ocorrer. Comungue sua vontade aos acontecimentos.
    “O destino conduz os dispostos e arrasta os relutantes”, como disse Sêneca.
    Lembra-se da metáfora do cachorro preso à carroça? O cão ou pode aproveitar o passeio e correr suavemente ao lado do veículo, ou pode resistir obstinadamente enquanto vai ser arrastado de qualquer jeito. Se resistirmos ao que acontece, seremos arrastados como ocorre com o cachorro da analogia. Isso se chama sofrimento.
    É muito mais inteligente aceitar a realidade e focar onde se detém nosso poder.
    Um trecho do pequeno Manual Estoico
    Convido todos a explorarem a sabedoria estoica sobre a aceitação neste vídeo. Descubra como a arte de acolher a realidade pode trazer serenidade e aliviar o sofrimento. Inscreva-se no canal para mais ensinamentos filosóficos, deixe seu like se apreciou a sabedoria de Marcus Aurélius e Epiteto, e compartilhe este vídeo para inspirar outros a abraçarem a aceitação em suas vidas.

    5 min
  • #695- Não te lamentes com o presente Marcus Aurélius

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    Não te lamentes com o presente - Marcus Aurélius
    Nas "Meditações", Marcus Aurélius oferece um profundo insight sobre a aceitação do destino e a conduta digna na vida cotidiana. Ele nos adverte contra o lamento pelas dificuldades presentes ou o temor do futuro, afirmando que tanto os eventos guiados pela sorte quanto os determinados pelo acaso estão sob a influência da Providência divina. Aurélius destaca a interconexão de todas as coisas na ordem universal e nos lembra de que somos partes integrantes dessa ordem. Ele encoraja a aceitação de tudo o que acontece, pois se é preservado para a natureza do universo, é também bom e útil para a nossa própria natureza. Além disso, Aurélius nos orienta a viver com dignidade, executando cada ação como se fosse a última, afastando leviandade, desvios passionais, hipocrisia e descontentamento, seguindo princípios que capacitam uma vida favorável e semelhante à dos deuses.
    Leia o trecho abaixo:
    Não te lamentes com o presente - Marcus Aurélius
    Meditações livro II
    “Não te lamentes com as dificuldades fixadas pelo destino no presente nem temas ou procures fugir do que para ti está reservado no futuro.
    As obras dos deuses estão repletas de Providência. Mesmo os acontecimentos ditados pela sorte ou pelo acaso estão na dependência da natureza, a trama e o entrelaçamento deles são administrados pela Providência divina. Todas as coisas fluem daí; seja lá o que aconteça é tanto necessário como útil à ordem universal, da qual és uma parte.
    E aquilo que é passível de ser preservado para a natureza do universo será bom e útil igualmente para a natureza de tua parte. A preservação do universo ocorre mediante a mudança dos elementos simples e mediante aquela das coisas compostas. Que isso a ti baste na qualidade de preceitos.”
    5. Pensa firmemente a todo instante, como romano e homem, em realizar o que tens nas mãos com dignidade – ao mesmo tempo, estrita e sincera –, ternura, liberdade e justiça; ademais, confere a ti mesmo repouso no que se refere a todas as demais ideias. Porém, tu conferirás a ti repouso executando cada ação de tua vida como se fosse a última, afastando toda leviandade e desvio passional daquilo que a razão decide, bem como a hipocrisia, o egoísmo e o descontentamento com o quinhão que coube a ti. Vês quão poucos são os princípios cuja posse capacita alguém a viver uma vida que transcorre de modo favorável e semelhante à dos deuses; com efeito, os deuses nada exigem daqueles que dão atenção a tais princípios.
    Convido todos a explorarem a filosofia estoica de Marcus Aurélius neste vídeo. Descubra como aceitar o destino e viver com dignidade pode transformar sua perspectiva e conduzir a uma vida mais plena. Inscreva-se no canal para mais ensinamentos estoicos, deixe seu like se apreciou a sabedoria de Aurélius e compartilhe este vídeo para inspirar outros a abraçarem a aceitação e dignidade em suas jornadas.

    6 min
  • #694 - Já acorde se prevenindo do dia Marcus Aurélius

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    Já acorde se prevenindo - Marcus Aurélius
    No Livro II das "Meditações", Marcus Aurélius nos orienta a acolher o amanhecer com uma mentalidade prevenida. Antecipando os possíveis encontros com indiscretos, ingratos, insolentes, pérfidos e invejosos, ele nos lembra de que essas características negativas surgem da ignorância do bem e do mal por parte daqueles que as manifestam. Aurélius, por sua vez, revela uma perspectiva estoica única, enraizada na compreensão da natureza do bem e do mal. Ao reconhecer sua conexão intrínseca com a divindade e a inteligência compartilhada, ele declara sua imunidade contra o dano causado por essas características. Sua recusa em nutrir raiva ou ódio é fundamentada na convicção de que, como seres humanos, nascemos para cooperação mútua e assistência, e a oposição a essa harmonia é contrária à própria natureza, gerando animosidade e aversão.
    Leia o trecho abaixo
    Já acorde se prevenindo do dia - Marcus Aurélius - Estoicismo
    Meditações Livro II
    Acolhe a alvorada já dizendo, antecipadamente, para ti mesmo: vou topar com o indiscreto, com o ingrato, com o insolente, com o pérfido, com o invejoso, com o insociável.
    Todas essas qualidades negativas lhes ocorrem por conta de sua ignorância do bem e do mal.
    Eu, entretanto, que contemplei a natureza do bem, que é nobre, e a do mal, que é vil, e a natureza de quem incorre no erro, a qual me é inata e a mim aparentada, não apenas porque do mesmo sangue ou da mesma semente como também porque participante de idêntica inteligência e parcela da divindade, não me é possível ser prejudicado por nenhum deles; com efeito, ninguém me envolve com o que é vil.
    Não sou capaz de enraivecer contra meu semelhante nem de odiá-lo, pois nascemos para a mútua cooperação e assistência, como os pés, como as mãos, como as pálpebras, como as fileiras de dentes superiores e inferiores, de modo que a oposição a isso contraria a natureza; essa oposição produz animosidade e aversão.
    Convido todos a explorarem a sabedoria estoica de Marcus Aurélius neste vídeo. Descubra como antecipar os desafios do dia com uma mentalidade prevenida pode fortalecer sua resiliência e promover a paz interior. Inscreva-se no canal para mais ensinamentos estoicos, deixe seu like se apreciou a visão de Aurélius e compartilhe este vídeo para inspirar outros a adotarem uma abordagem mais serena perante as adversidades da vida.

    5 min
  • #693 - A impermanência de todas as coisas Marcus Aurélius

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    A impermanência de todas as coisas - Marcus Aurélius
    Marcus Aurélius, no seu imperativo sobre a impermanência, nos instiga a ponderar sobre a efemeridade de todas as coisas. Ele utiliza a metáfora do rio incessante para enfatizar que tudo na vida está em constante fluxo e mutação. As realizações, causas e até mesmo o próprio presente são fluidos, sujeitos a mudanças infinitas. Aurélius nos alerta para não nos envaidecermos ou nos desesperarmos com as vicissitudes da vida, pois, em última análise, nada é estável, nem o presente imediato, nem o vasto abismo que separa o passado do futuro. A sabedoria está em compreender a transitoriedade de tudo e encontrar equanimidade diante dessa realidade.
    Leia o trecho abaixo:
    impermanência de todas as coisas - Marcus Aurélius
    “Pense repetidas vezes na rapidez da passagem e do desaparecimento das coisas que existem e estão ocorrendo. Pois toda a substância é como um rio em fluir incessante; suas realizações estão em contínuas mudanças; suas causas, em infinitas alterações — e quase nada é estável, nem o presente, tão próximo, nem o abismo infinito do passado e do futuro, em que tudo desaparece. Como, portanto, não seria um louco o que se envaidece com essas coisas ou se desgarra ou se sente desgraçado, como se elas o tivessem perturbado durante muito tempo?”
    Marco Aurélio, Meditações, V.23
    “Pense, como ilustração para si, nos tempos de Vespasiano, e você verá estas coisas: a humanidade casando-se, criando filhos, adoecendo, morrendo, guerreando, festejando, comerciando, lavrando a terra, adulando os outros, vangloriando-se, suspeitando, conspirando, implorando a morte de alguns, murmurando contra o presente, amando, entesourando, cobiçando consulados, cobiçando monarquias. Nem sequer um vestígio daquela vida deles remanesce em nenhum lugar.
    Convido todos a refletirem sobre a impermanência da vida neste vídeo. Marcus Aurélius nos lembra da fugacidade de todas as coisas e nos convida a encontrar serenidade no entendimento dessa realidade. Inscreva-se no canal para mais reflexões filosóficas, deixe seu like se apreciou a profundidade das Meditações de Marcus Aurélius e compartilhe este vídeo para espalhar a sabedoria estoica.

    5 min
  • #692 - O que é ser rico Sêneca

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    O que é ser rico? - Sêneca
    Nas palavras de Sêneca, somos desafiados a repensar o conceito de riqueza. Ele destaca que as riquezas, longe de serem um fim em si mesmas, muitas vezes se tornam uma troca de problemas para muitos. A culpa, segundo ele, reside na mente humana, que transforma tanto a pobreza quanto a riqueza em fardos. Sêneca nos lembra que a natureza exige pouco, e a verdadeira sabedoria está em adaptar nossas necessidades à simplicidade natural. Ele alerta que o sofrimento não está na riqueza ou na pobreza, mas na mente doente que carregamos conosco, independentemente do nosso estado material.
    Leia abaixo:
    O que é ser rico ? - Sêneca
    “As riquezas têm impedido muitos homens de alcançarem a sabedoria; a natureza exige pouco, e o homem sábio adapta suas necessidades à natureza.”
    "A aquisição de riquezas tem sido para muitos homens, não um fim, mas uma mudança, de problemas. a culpa não está na riqueza, mas na própria mente. Aquilo que fez da pobreza um fardo para nós, tornou as riquezas também um fardo. Assim como pouco importa se você coloca um homem doente em uma cama de madeira ou sobre uma cama de ouro, pois onde quer que ele seja movido ele vai levar sua doença com ele, por isso não é preciso se importar se a mente doente é outorgada às riquezas ou à pobreza. O padecimento vai com o homem.
    “Se você deseja definir um valor em si mesmo, coloque ao lado seu dinheiro, suas propriedades, suas honrarias, e olhe para sua própria alma”.
    Sêneca
    Convido todos a refletirem sobre as sábias palavras de Sêneca neste vídeo. Explore a verdadeira essência da riqueza, não apenas em termos materiais, mas na valoração da própria alma. Inscreva-se no canal para mais reflexões filosóficas, deixe seu like se apreciou a sabedoria de Sêneca e compartilhe este vídeo para inspirar outros a repensarem o significado da riqueza em suas vidas.

    5 min
  • #691 - Sobre o Perdão Marcus Aurélius Sêneca Epiteto

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    Sobre o Perdão - Marcus Aurélius, Sêneca, Epiteto
    Este vídeo destaca a perspectiva estoica sobre o perdão, citando Sêneca e Marcus Aurélius. Sêneca aponta que o sábio não se irrita com pecadores, pois compreende que a sabedoria é um processo de desenvolvimento e que muitos erros são cometidos por ignorância. Marcus Aurélius, por sua vez, fornece nove pontos para evitar a ira, enfatizando que as ações dos outros não são a fonte real de nosso sofrimento, mas sim nossas opiniões sobre essas ações. Ele lembra que a vida é efêmera e que a verdadeira aflição vem da nossa reação emocional, não dos atos alheios. O texto conclui destacando a importância do perdão como um gesto que os estoicos consideravam essencial para a grandeza pessoal, apesar dos desafios da vida.
    Leia o texto abaixo:
    "O sábio não ficará zangado com pecadores. Por que não? Porque ele sabe que ninguém nasce sábio, mas se torna: ele sabe que pouquíssimos sábios são produzidos em qualquer época, porque conhece perfeitamente as circunstâncias da vida humana." Sêneca, Sobre a Ira,
    Temos ainda de Marcus Aurelius que lemos no episódio #186, os 9 pontos adotados pelo imperador para não se irritar com os outros e como perdoa-los.
    Se eles cometem erros, é evidentemente sem querer, por conta de sua ignorância. Pois, de fato, nenhum homem se priva da verdade ou da justiça por querer.
    Sendo humano e semelhante aos demais, você mesmo também comete muitos erros.
    Nunca se sabe ao certo quando os homens incorrem em erro, pois muitas das suas ações, que nos parecem perversas a primeira vista, são feitas com boas intenções, ou ao menos sem más intenções.
    Sempre que a raiva ou a aflição lhe dominarem, lembre-se de que a vida humana é como um instante na eternidade, e muito em breve todos nós estaremos debaixo da terra.
    É preciso considerar que não são os atos alheios o que de fato nos aflige, mas antes a nossa opinião ao seu respeito. Assim sendo, aprende a suprimir ou modificar a opinião que formou acerca de tais atos, e logo a sua raiva irá desaparecer. Como fazer isso? Pensando que não pode realmente lhe prejudicar o que fazem os outros. Se alguma coisa pudesse de fato lhe corromper, além do seu próprio vício, invariavelmente você incorreria em muitos maus atos, seria um malfeitor capaz de cometer muitos crimes.
    Considere o quanto sofremos por conta de nossos próprios momentos de ira e aflição, muito mais do que pelas próprias ações que [inicialmente] nos irritaram ou afligiram.
    Quando vem do fundo do coração, quando é sincera e não faz alarde de si mesma, a bondade é invencível!
    Os estoicos acreditavam que esses tipos de gestos eram a essência da grandeza. Eles acreditavam que esses eram os momentos para os quais treinamos.
    É fácil dizer que o perdão é importante. É fácil falar sobre sympatheia, ou como somos todos parte de um todo maior, ao lado de nossos semelhantes. Mas é tão difícil de fazer. Porque a vida nos desafia.
    No entanto, temos que continuar alcançando esse padrão mais alto. Temos que superar a dor e a raiva. Temos que nos puxar para fora da lama. Temos que perdoar. Temos que tentar ser bons... e no processo, ser ótimos.
    Descubra como os estoicos, como Sêneca e Marcus Aurélius, nos ensinam a superar a ira, compreendendo a natureza efêmera da vida e a importância de modificar nossas opiniões sobre as ações dos outros. Inscreva-se no canal para mais conteúdos filosóficos inspiradores, deixe seu like se apreciou as sábias palavras dos estoicos, e compartilhe este vídeo para disseminar a arte do perdão.

    8 min
  • #690 - Meditações Marcus Aurelius Livro XII Parte 8/10

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    Livro de Meditações de Marcus Aurélius - Livro XII Parte 8/10
    Neste trecho do Livro de Meditações de Marcus Aurélius, o autor destaca a importância de lembrar que todas as experiências ocorrem de acordo com a natureza universal. Ele nos incentiva a suportar dificuldades ao recordar que os erros alheios não nos dizem respeito, e que tudo na vida é efêmero. Marcus Aurélius ressalta a conexão entre os seres humanos pela inteligência, afirmando que nossas almas são emanações da divindade e que nada nos pertence verdadeiramente, pois tudo é um empréstimo divino.
    Leia o trecho:
    26. Se lhe custa suportar alguma coisa, é porque você se esquece de que tudo ocorre de acordo com a natureza universal.
    Esquece também que o erro alheio diz respeito a quem o cometeu, e não a você. Esquece ainda que tudo sempre foi assim, sempre será, e é, neste momento, em toda parte.
    O homem se conecta a todo o gênero humano não pelo sangue ou pelo nascimento, mas através da comunhão da inteligência. Assim, a alma de cada um de nós é divina, consiste de uma emanação da própria divindade. Portanto nada nos pertence, é tudo um empréstimo divino: nosso próprio filho, nosso corpo, nossa alma.
    Finalmente, você também se esquece de que tudo é opinião, e que só se vive ou se perde o momento presente.
    27. Reflita constantemente acerca daqueles que se entregaram a paixões extremas, aqueles que, pelas honras, pelos infortúnios, pelas inimizades ou pelo destino enfim se tornaram famosos, e depois indague a si mesmo: “Onde estão agora?”
    Fumaça, cinzas, ecos lendários, quiçá nem mesmo isso. Recorde-se de quantos casos assim foram, como o de Fábio Catulino, na cidade; ou Lúcio Lupo, sem seus jardins; ou Estertínio, em Baia; ou Tibério, em Capri; ou Rufo, em Velia; em suma, tantos projetos ousados de vida, tantas ambições e vaidades... Ora, quão mesquinho era aquilo que eles buscavam com tanto empenho, e quão mais aparentado à filosofia é saber fazer bom uso das circunstâncias, sendo justo, tranquilo e obediente aos deuses; e, acima de tudo, simples, já que o pior orgulho é orgulhar-se da própria humildade.
    28. Aos que me perguntam, “Onde estarão os deuses? Como sabe que existem, para perder seu tempo os adorando?”, eu respondo: “Primeiro, é possível que possam ser vistos até mesmo com nossos olhos [31]. Segundo, eu tampouco vi a minha própria alma, e mesmo assim a venero. É assim também que eu procedo quanto aos deuses: como estou diariamente em contato com a manifestação do seu poder, concluo que eles existem, e os venero.”
    Hoje mergulhamos nas reflexões de Marcus Aurélius nos trechos 26 a 28 de "Meditações", explorando a sabedoria atemporal sobre a aceitação da natureza e a efemeridade da vida. Convido você a se inscrever para receber mais insights filosóficos e a refletir sobre como aplicar esses princípios na sua jornada. Se encontrar valor nestas palavras, não hesite em curtir e compartilhar este vídeo com outros buscadores de sabedoria.

    9 min
  • #689 - Meditações Marcus Aurelius Livro XII Parte 7/10

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    Livro de Meditações de Marcus Aurélius - Livro XII Parte 7/10
    Neste trecho do Livro de Meditações, Marcus Aurélius aborda a natureza da opinião e da vida. Ele aconselha a perceber que tudo é opinião, e nossa opinião depende apenas de nós mesmos. Ao suprimir nossas opiniões, como um marinheiro ajustando velas, encontramos tranquilidade em nosso horizonte. Marcus Aurélius também considera a vida como uma série de atividades que, quando encerradas no devido tempo, não causam sofrimento. Ele destaca que a natureza, seja pela velhice individual ou pela renovação universal, determina o tempo e o limite da vida. A morte, vista como oportuna para a renovação do universo, não é um mal para o indivíduo.
    Leia o trecho:
    22. Considere que tudo é opinião, e a sua depende somente de você. Assim, sempre que achar por bem, suprima a sua opinião, como um marinheiro a dobrar um cabo ou descer uma vela, e terá em seu horizonte um mar sereno e uma praia tranquila.
    23. Uma atividade qualquer que cessa no devido tempo, não sofre por estar terminada, tampouco sofre o seu autor por havê-la terminado. Assim sendo, o conjunto de atividades que é a vida, quando se encerra em seu devido tempo, não sofre por haver acabado, nem sofre quem lhe encerrou.
    Ora, [sabemos que] é a natureza que determina o tempo e o limite da vida. Às vezes a natureza própria do ser, devido à velhice, mas sempre a natureza universal, através da renovação de seus elementos, o que lhe permite conservar a vitalidade e a juventude do mundo.
    Tudo o que convém ao universo é sempre belo e oportuno. O fim da vida não é um mal para o indivíduo, pois não lhe causa nenhuma vergonha, visto que independe da sua vontade e não causa prejuízo à sociedade como um todo. A morte pode ser até mesmo um bem, já que é para o universo algo oportuno e conveniente [para a sua renovação].
    Assim, na vida e na morte é conduzido pelos deuses aquele que, através da reflexão, conduz a própria vida pelos mesmos princípios divinos.
    24. Tenha estes três princípios sempre em mente:
    Primeiro: nas coisas que realiza, nada faça sem um plano anterior, nem de forma contrária à justiça. No que se refere aos eventos exteriores, imagine que ocorrem devido ao acaso ou a Providência – perceba que não há como censurar o acaso ou incriminar a Providência.
    Segundo: sobre o que vem a ser o homem, investigue desde o momento da sua concepção até aquele em que ele recebe uma alma, e daí até quando a entrega de volta – analisa quais os elementos que o compõem, e em quais ele desvanecerá.
    Terceiro: se acaso você pudesse se elevar aos céus, contemplaria os afazeres humanos em toda a sua diversidade e, ao mesmo tempo, a multidão de seres que habitam o ar e o éter. Ora, considere que, tantas quantas fossem as vezes que se elevasse, ainda veria as mesmas coisas, repetidas e efêmeras – seriam elas realmente motivo para termos orgulho?
    25. Suprima a opinião é estará salvo. Quem lhe impede de agir assim?
    Descubra como suprimir suas opiniões pode conduzir a uma vida mais serena e aceitação da natureza cíclica da existência. Convido você a se inscrever no canal para mais reflexões enriquecedoras. Não se esqueça de curtir este vídeo se encontrar sabedoria nestas palavras e compartilhe com aqueles que buscam uma perspectiva mais tranquila diante da vida.

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  • #688 - Meditações Marcus Aurelius Livro XII Parte 6/10

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    Livro de Meditações de Marcus Aurélius - Livro XII Parte 6/10
    No Livro XII de "Meditações" de Marcus Aurélius, o autor reflete sobre a abordagem que devemos adotar quando percebemos que alguém cometeu um erro. Ele nos encoraja a questionar a certeza do erro e considerar se a pessoa já não se condenou por suas próprias ações. Marcus Aurélius destaca a importância de reconhecer que as falhas são naturais e inevitáveis, e sugere que, em vez de negar os erros dos outros, devemos procurar corrigir a ignorância daqueles que erram.
    Leia o trecho abaixo:
    16. Quando alguém aparenta ter incorrido em erro, [pergunte a si mesmo]: “Como posso ter certeza de que pecou?”
    Se a resposta for positiva, [considere]: “Já não terá ele condenado a si mesmo?” – O que equivale a dilacerar o próprio rosto.
    Não admitir que o homem mau cometa faltas é não querer que a figueira produza o suco nos figos, que chorem os recém-nascidos, que relinchem os cavalos, e tantas outras coisas naturais e inevitáveis. Ora, com tal caráter, o que mais se poderia esperar de tal homem? Se isso lhe irrita, busca curá-lo da sua ignorância.
    17. Se não é justo e não convém, não faça. Se não é a verdade, não diga. Você é livre [para cortar o mal pela raiz].
    18. Em todos os casos, examine sempre o que é que, dentro de você mesmo, produz tal impressão, e busca explicá-la, distinguindo a matéria, o propósito e o tempo que ela deve durar.
    19. Perceba enfim que há em você algo mais forte e divino do que as causas das suas paixões, que lhe sacodem como a um fantoche.
    Qual é, neste momento, o meu pensamento? Medo? Suspeita? Cobiça? Algo semelhante?
    20. Primeiro: nada fazer ao acaso, nem sem propósito. Segundo: não ter em mira outra coisa que não o bem de toda a comunidade.
    21. Em breve você não estará mais aqui, nem em parte alguma. Em pouco tempo nada restará do que agora se pode contemplar, nenhum daqueles que hoje vivem. Todas as coisas foram formadas pela natureza para se modificarem e perecerem, a fim de que possam se transmutar em novas coisas e novos seres.
    Neste vídeo inspirado nas "Meditações" de Marcus Aurélius, exploramos a sabedoria atemporal do imperador filósofo. Descubra como lidar com os erros alheios, reconhecendo a inevitabilidade das falhas humanas. Convido você a se inscrever no canal para explorar mais insights e filosofias valiosas. Não se esqueça de curtir este vídeo se encontrar valor nele e compartilhar com aqueles que podem se beneficiar dessa perspectiva enriquecedora.

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