Meditação Estoica | Calma da Mente | Estoicismo Diário

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  • #687 - Meditações Marcus Aurelius Livro XII Parte 1/10

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    Neste trecho do Livro de Meditações, o imperador destaca que muitas das coisas que buscamos já poderiam estar ao nosso alcance se abandonássemos obstáculos autoimpostos. Ele aconselha a desapegar do passado, confiar no futuro à Providência e focar no presente com piedade e justiça. A piedade implica aceitar a natureza e seus desígnios, enquanto a justiça envolve viver de acordo com a verdade, a lei e o valor relativo das coisas, sem ser afetado pela malícia alheia ou pelas opiniões dos outros.
    Ele também compara a visão de Zeus, que percebe as almas em sua essência, livre das impurezas materiais, com a possibilidade do ser humano fazer o mesmo. Ao concentrar-se no que é intrínseco e se origina de si mesmo, ele sugere que podemos nos libertar de problemas e aflições relacionados à materialidade, como corpo, roupas, moradia e reputação.
    Leia o trecho abaixo:
    1. Todas essas coisas que você busca alcançar por uma via cheia de curvas e rodeios: você já as poderia ter, nesse momento, se não insistisse em criar obstáculos para si mesmo.
    Isto é, se conseguir se desapegar do passado, se entregar o futuro à Providência, e se preocupar em tomar conta apenas do seu presente, baseando-se unicamente na piedade [para com os deuses] e na justiça.
    Através da piedade, aceitando tudo aquilo o que lhe coube da natureza, pois que ela as fez para você, e o fez para elas.
    E, pela justiça, dizendo a verdade livremente e sem subterfúgios, vivendo em conformidade com a lei e com o relativo valor das coisas, não se deixando abater pela malícia alheia nem pela opinião ou pelo discurso de quem quer que seja, tampouco pelas sensações da carcaça de carne que o envolve.
    E, se tiver de doer, que doa!
    Seguindo tal conselho, não importa se o fim dos seus dias está próximo ou distante: se puser de lado qualquer outra preocupação e se dedicar unicamente a honrar a sua parte divina, se a sua única angústia for a de não haver conseguido ainda viver inteiramente de acordo com a natureza, então você será um homem digno do universo que o engendrou, e não mais um estranho em sua própria pátria.
    E, do que ocorre dia após dia, nada mais lhe causará espanto, como se fosse algo inteiramente inesperado; tampouco sua paz dependerá de quem ou do que quer que seja [além de você mesmo].
    2. Zeus vê as almas em sua essência, livres dos invólucros materiais, das cascas e das crostas de impureza. Através de sua inteligência pura, ele só toma contato com o que nelas se origina e emana dele próprio.
    Ora, quando enfim se habituar a fazer o mesmo, se livrará de muitos dos seus problemas e aflições: aquele que não perde seu tempo com a sua carcaça de carne tampouco o perderá com as suas roupas, com a sua moradia, com a sua reputação e com outros adornos similares...
    Junte-se a nós nesta jornada pelo pensamento estoico com as "Meditações" de Marcus Aurelius. Inscreva-se no canal para explorar mais insights sobre desapego, piedade e justiça. Compartilhe este vídeo com aqueles que buscam uma compreensão mais profunda sobre como viver em conformidade com a natureza. Vamos descobrir juntos as chaves para a paz interior e a sabedoria duradoura.

    8 min
  • #686 - Como superar o Luto - Seneca

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    “É melhor subjugar a dor do que enganá-la.” Sêneca
    Os estoicos são estereotipados como supressores de suas emoções, mas isso é um equívoco. A filosofia deles, na verdade, tem a intenção de lidar com as emoções imediatamente, em vez de fugir delas.
    Fugir é difícil de qualquer forma, porque é inevitável, por exemplo, sentir tristeza quando ficamos sabendo da morte repentina de um ente querido. Isso é um reflexo emocional. “A natureza exige de nós alguma tristeza”, diz Sêneca. E acrescenta que, “mais do que isso, é fruto da vaidade”.
    Sentir ao menos um pouco de pesar é necessário. O luto na dose adequada, de acordo com Sêneca, é quando nossa razão “é capaz de manter um meio-termo que não vai tomar como modelo nem a indiferença nem a loucura, e vai nos manter num estado que é o escopo de uma mente afeiçoada, e não desequilibrada”.”
    “Devemos deixar as lágrimas rolarem, mas também permitir que cessem. E podemos suspirar profundamente, desde que paremos em algum momento. Porque em algum momento as consequências do luto serão mais prejudiciais do que aquilo que inicialmente o despertou, diz Marco Aurélio.
    Como dizem, se você se flagrar em um buraco, pare de cavar. Enfrente a emoção e saia do buraco, senão, em algum momento, o sentimento negativo começará a se retroalimentar, como um círculo vicioso. Você vai ficar se sentindo mal por ainda estar aflito, e aí se sentirá pior por não conseguir sair dessa e assim por diante. E desse jeito continuará a cavar e jamais deixará o buraco.
    Uma coisa que podemos fazer é pensar em como estaríamos piores se nunca tivéssemos sido capazes de desfrutar da companhia da pessoa que faleceu. Em vez de lamentar pelo fim da vida dela, agradeça pelos momentos que viveram juntos. Isso pode até causar uma ponta de tristeza, mas despertará um sentimento de gratidão.
    Para Sêneca, a melhor arma contra o luto é a razão, porque “a menos que a razão ponha fim às nossas lágrimas, o destino não o fará”.
    “Por exemplo, a pessoa pela qual você sofre, será que ela gostaria de ver você se torturando com tantas lágrimas? Se sim, então ela não é digna das suas lágrimas, e você deve parar de chorar imediatamente. Se não, e se você a ama e a respeita, então pare de chorar.”
    “Lembre-se também de que as coisas não acontecem porque são um complô contra você. Então acabe com essa sensação de que foi injustiçado. Não foi. O universo não está contra você.
    Isso é terrivelmente difícil em momentos de grande tristeza, mas de fato não é racional ficar se lamentando durante muito tempo. A vida continua.
    O Pequeno Manual Estoico
    Jonas Salzgeber

    8 min
  • #685 - Todos erramos por não sabermos melhor Epictetus

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    Ninguém erra porque quer - Pequeno Manual Estoico
    “Quando um indivíduo concorda então com o que vai contrário à verdade, saiba que não era seu desejo concordar com o falso: ‘pois nenhuma alma é subtraída da verdade sob consentimento’, como diz Platão, mas sim porque o falso lhe parecia verdadeiro.” Epictetus
    As pessoas fazem o que lhes parece certo. Se erram, é porque parecia verdadeiro para elas.
    Portanto, jamais devemos culpar as pessoas, ainda que elas nos tratem de forma rude e injusta. Elas não fazem essas coisas de propósito. Como disse Sócrates: “Ninguém faz o mal de bom grado”.
    Levando em conta as histórias compartilhadas em um dos grandes livros sagrados, tem o momento em que Jesus diz algo muito semelhante após ter sido forçado a carregar a cruz e ter sido espancado, açoitado e insultado. Apesar de todo o dissabor da situação, ele olhou para os céus e disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”.
    Os estoicos acreditam que as pessoas agem do jeito que imaginam ser melhor. Se mentem, é porque acham que isso lhes trará benefícios. Se roubam, é porque acham que é o melhor a fazer.
    “Se são más, de alguma forma elas têm a impressão de que assim serão beneficiadas.
    Elas carecem de certa sabedoria. Não sabem o que é certo e o que é errado. E mesmo que tenham noção de que seus atos são um equívoco, elas ainda se logram e pensam que é uma vantagem.
    A questão é que elas não cometem erros de propósito. Elas simplesmente não têm noção de que existe algo melhor.
    Devemos ser pacientes com essas pessoas. “Alguns indivíduos são mordazes e outros são maçantes”, relembra Musônio, e continua: “Alguns são criados em ambientes melhores, outros, em piores, e estes últimos, com hábitos e criação inferiores, exigirão mais por meio de experiência e instrução cuidadosas para dominar tais ensinamentos e serem moldados por eles — da mesma forma que os corpos em mau estado devem receber muito mais cuidado para alcançar a saúde perfeita.”
    “Não nos esqueçamos de que somos privilegiados. Nem todo mundo teve a mesma criação que nós. Nem todos têm os mesmos genes, educação e exposição precoce aos estímulos. Essas coisas influenciam muito uma pessoa, e não é algo que possamos controlar.
    Assim como um corpo com mau condicionamento necessita de mais tempo para se curar se comparado a um corpo bem condicionado, uma pessoa carente de sabedoria necessita de mais tempo para se atualizar e compreender em relação à outra que teve pais mais sábios e melhor escolaridade.
    Não faz sentido sentir raiva dessas pessoas. Não é culpa delas. O melhor jeito de lidar com elas é dando o exemplo. Em vez de reagir com raiva, reaja com gentileza e compreensão. Em vez de julgá-las, tente ajudá-las e apoiá-las.
    Sempre que se deparar com uma situação com pessoas que parecem agir de maneira errada, encare como uma oportunidade de crescimento. Porque você poderá praticar as virtudes do autocontrole, do perdão, da bondade e da paciência.
    Marco Aurélio diz que é importante ter isso em mente: “Como disse Platão, toda alma só é privada da verdade contra sua vontade. O mesmo vale para a justeza, autocontrole, boa vontade para com o próximo e todas as virtudes semelhantes. É essencial manter isso em mente, pois o fará mais gentil com todos.”
    O Pequeno Manual Estoico -Jonas Salzgeber

    6 min
  • #684 - Meditações Marcus Aurelius Livro X Parte 6/10

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    Livro de Meditações de Marcus Aurélius - Livro X Parte 6/10
    No Livro X das "Meditações" de Marcus Aurelius, o imperador filósofo aborda princípios essenciais do estoicismo. Inicia instigando a reflexão sobre a indiferença aos atos alheios injustos. Destaca a importância de aceitar a natureza como dadora e tomadora, adotando uma postura obediente e simpática. Aurelius enfatiza a brevidade da vida, sugerindo viver como se estivesse numa montanha, alheio a convenções sociais. A exortação para viver em conformidade com a natureza e a aceitação da efemeridade de todas as coisas permeiam a filosofia estoica, desafiando a busca incessante pela definição de virtude.
    Leia o trecho do livro:
    Meditações Marcus Aurelius - Livro X Parte 6/10 - Estoicismo
    13. Pergunte a si mesmo, assim que despertar do sono: acaso lhe importa que outro homem pratique a justiça e o bem? Não importa. Ora, você acaso esqueceu como procedem no leito e à mesa aqueles que elogiam ou censuram os outros com arrogância, o que fazem, o que evitam, o que buscam, o que furtam, o que roubam, não com as mãos e os pés, mas com sua parte mais nobre, aquela onde, quando se quer, há lealdade, pudor, verdade, a lei, o bom daemon?
    14. À natureza que tudo dá e tudo toma, diz o homem esclarecido e modesto: “Dá o que quiser e toma o que quiser”. Diz isso não por atrevimento, mas apenas por ser obediente e simpático a ela.
    15. O que resta da sua vida é breve, então viva como [se estivesse] numa montanha. Não importa estar aqui ou ali, quando, seja onde for, vivemos no mundo como numa cidade.
    Que os homens o vejam modificado, que conheçam pelo menos um homem que vive de fato segundo a natureza. E, se acaso não suportarem a visão, que o matem: é preferível a ter de viver o restante dos seus dias ao seu modo.
    16. Não se trata mais, de modo algum, de discutir o que é um homem de bem, mas de começar a viver como um.
    17. Tente imaginar, sempre que possível, a totalidade do tempo e da substância universal; e que todas as coisas, quando tomadas individualmente, são como um ínfimo grão em relação ao [espaço] infinito, ou um piscar de olhos em relação à eternidade.
    18. Contempla tudo o que existe, e observa que tudo já se encontra em dissolução e transmutação; e, da mesma forma, perceba como tudo está se dispersando ou sucumbindo, já que basta estar vivo para começar a morrer.
    19. Observe os homens quando comem, dormem, copulam, defecam etc. Em seguida, observe-os quando assumem um semblante mais sério, quando se tornam arrogantes, quando se irritam, quando tratam os demais como se fossem meros súditos.
    No entanto, quantos deles eram escravos não faz tanto tempo! E, por um momento, considere em quais condições estarão dentro em breve!
    20. O que a natureza universal reserva a cada um é, de uma forma ou de outra, para o seu bem; e assim o é exatamente no momento em que cada evento se sucede.
    Embarque conosco nesta jornada de reflexão e sabedoria com as "Meditações" de Marcus Aurélius. Seja parte dessa transformação filosófica e inscreva-se no canal para explorar as nuances do estoicismo. Curta, compartilhe e desafie-se a viver segundo a natureza. Descubra a beleza da filosofia antiga e a relevância atemporal de suas lições. Juntos, vamos explorar as profundezas da mente de um imperador filósofo.

    7 min
  • #683 - Perdoar não é fácil, mas é essencial Marcus Aurelius

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    Perdoar não é fácil, mas é essencial - Marcus Aurelius
    O grande C.S Lewis observou que todos nós achamos o perdão uma ideia adorável... até termos alguém para perdoar. É verdade. O perdão é uma daquelas virtudes sobre as quais é fácil falar, mas incrivelmente difícil de praticar. Particularmente quando somos feridos, ou quando fomos seriamente prejudicados. No entanto, não é esse o ponto? O perdão não seria tão impressionante, não seria tão significativo, se viesse naturalmente. Se pudesse ser tão facilmente jogado fora.
    Pense em Laura Tibbetts, cuja filha foi morta por um imigrante ilegal em 2018. Depois que o corpo foi descoberto, todos os tipos de cartas chegaram. As pessoas tentaram atiçar suas paixões para deixá-la com raiva. É por isso que precisamos construir um muro, eles disseram. Essas pessoas são animais. Precisamos nos proteger.
    E o que ela fez?
    Ela abriu sua casa para um menino cujos pais também eram imigrantes ilegais e trabalhavam nos mesmos campos que o homem que assassinou sua filha. Isso não é apenas um belo exemplo de perdão, é uma coisa profundamente virtuosa e impressionante de se fazer. Deve haver tanta dor no coração de Laura, tanta raiva. No entanto, ela se elevou acima disso. Ela encontrou uma maneira de ver através da raiva e da mágoa para encontrar algo comum em sua humanidade compartilhada. Algo que ela pudesse apoiar e cuidar, em vez de rejeitar ou criticar.
    Os estóicos acreditavam que esses tipos de gestos eram a essência da grandeza. Eles acreditavam que esses eram os momentos para os quais treinamos.
    É fácil dizer que o perdão é importante. É fácil falar sobre sympatheia, ou como somos todos parte de um todo maior, ao lado de nossos semelhantes. Mas é tão difícil de fazer. Porque a vida nos desafia.
    A vida joga a tragédia em nós. Em vez de nos chamar para sermos melhores, para vivermos de acordo com um padrão mais alto, a mídia e nossos concidadãos muitas vezes tentam nos arrastar para a lama, incentivando nossos instintos mais básicos.
    No entanto, temos que continuar alcançando esse padrão mais alto. Temos que superar a dor e a raiva. Temos que nos puxar para fora da lama. Temos que perdoar. Temos que tentar ser bons... e no processo, ser ótimos.
    Um texto de Ryan Holiday
    O texto explora diferentes facetas da ambição, exemplificadas pelos casos de Abraham Lincoln, Sêneca e Marco Aurélio. A ambição de Lincoln é apresentada como nobre, impulsionada pelo desejo de aprender, superar desafios e, finalmente, abolir a escravidão. Em contraste, a ambição de Sêneca é vista como mais ambígua, marcada por um possível envolvimento excessivo com o poder e dinheiro, culminando na ativação do imperador Nero. A análise destes casos revela a dualidade da ambição, destacando sua força transformadora quando orientada para o bem comum e seu potencial destrutivo quando guiada por interesses pessoais. Marco Aurélio, embora ambicioso, é citado como um exemplo positivo, almejando a grandeza imperial com um compromisso firme com a virtude e a resistência à corrupção.
    Convidamos você a se inscrever no canal para uma reflexão profunda sobre como a ambição, quando direcionada para a virtude e o bem comum, pode ser uma força transformadora. Ao curtir e compartilhar este vídeo, você não apenas enriquece a discussão, mas também contribui para a disseminação de valores que inspiram mudanças positivas. Junte-se a nós nessa jornada de exploração e reflexão sobre a verdadeira natureza da ambição.

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  • #682 - Como separar a ambição boa da ruim Seneca

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    Como separar a ambição boa da ruim - Sêneca
    Existem diferentes tipos de ambição. Havia, em um extremo do espectro, a ambição de alguém como Abraham Lincoln. Essa foi a ambição que o ensinou a ler, que enfrentou o selvagem rio Mississippi, que aprendeu a lei, que subiu da pobreza para a presidência e, eventualmente, impediu que os Estados Unidos se separassem permanentemente. Depois, há a ambição de Sêneca. Ele também era motivado e talentoso e ansiava por uma chance de mudar o mundo. Mas também está claro que ele nem sempre teve princípios, que talvez estivesse um pouco apaixonado demais pelo poder e possivelmente pelo dinheiro. A ambição de Lincoln acabou com a escravidão. Seneca ativou o Nero.
    No contraste entre os dois – e entre ambição pura e auto-interessada em todos os lugares – encontramos a verdade da observação no romance What Makes Sammy Run?—“Que tremenda ambição de luz ardente e ofuscante pode ser onde há algo por trás disso, e que faísca cintilante insignificante quando não há.”
    Já falamos aqui sobre a visão de Marco Aurélio sobre ambição. Mas a verdade é que ele também era ambicioso. Ele queria ser um grande imperador. Ele jurou que nenhum senador seria executado em seu reinado. Ele queria que a paz reinasse. Ele queria resistir à corrupção corrosiva que o poder tinha sobre outros estóicos, incluindo Sêneca.
    Esta é claramente uma boa ambição. O mundo precisa mais disso. Precisa de pessoas que queiram melhorar o mundo e a si mesmas. Que, acima de tudo, estão comprometidos com a virtude – com a justiça, a temperança, a sabedoria e a coragem. Mais diretamente, precisamos que você seja uma dessas pessoas, tenha esse tipo de ambição e comece sua vida fazendo o que for chamado a fazer.
    Um texto de Ryan Holiday
    O texto explora diferentes facetas da ambição, exemplificadas pelos casos de Abraham Lincoln, Sêneca e Marco Aurélio. A ambição de Lincoln é apresentada como nobre, impulsionada pelo desejo de aprender, superar desafios e, finalmente, abolir a escravidão. Em contraste, a ambição de Sêneca é vista como mais ambígua, marcada por um possível envolvimento excessivo com o poder e dinheiro, culminando na ativação do imperador Nero. A análise destes casos revela a dualidade da ambição, destacando sua força transformadora quando orientada para o bem comum e seu potencial destrutivo quando guiada por interesses pessoais. Marco Aurélio, embora ambicioso, é citado como um exemplo positivo, almejando a grandeza imperial com um compromisso firme com a virtude e a resistência à corrupção.
    Neste vídeo, exploramos as diferentes faces da ambição através das histórias de Abraham Lincoln, Sêneca e Marco Aurélio. Convidamos você a se inscrever no canal para uma reflexão profunda sobre como a ambição, quando direcionada para a virtude e o bem comum, pode ser uma força transformadora. Ao curtir e compartilhar este vídeo, você não apenas enriquece a discussão, mas também contribui para a disseminação de valores que inspiram mudanças positivas. Junte-se a nós nessa jornada de exploração e reflexão sobre a verdadeira natureza da ambição.

    5 min
  • #681 - Seneca Sobre o Materialismo e Retiro Carta XIX

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    Sobre o Materialismo e Retiro - Sêneca - Carta XIX
    Saudações de Sêneca a Lucílio.
    5. Que você tivesse o privilégio de envelhecer em meio às circunstâncias limitadas de sua origem, e que sua fortuna não o tivesse elevado a tais alturas! Você foi afastado da oportunidade da vida saudável por sua rápida ascensão à prosperidade, pela sua província, pelo seu cargo de procurador e por tudo o que tais coisas prometem; Em seguida, você vai adquirir responsabilidades mais importantes e depois delas ainda mais. E qual será o resultado?
    6. Por que esperar até que não haja nada para você desejar? Esse tempo nunca chegará. Nós sustentamos que há uma sucessão de causas, das quais o destino é tecido; Da mesma forma, você pode ter certeza, há uma sucessão em nossos desejos; pois um começa onde seu antecessor termina. Você foi empurrado para uma existência que nunca por si só porá fim na sua miséria e sua escravidão. Retire seu pescoço cansado da canga; é melhor tê-lo cortado uma vez por todas, do que escoriado eternamente.
    7. Se você se manter em privacidade, tudo estará em menor escala, mas você ficará abundantemente satisfeito; na sua condição atual, no entanto, não há satisfação na abundância que é jogada em cima de você por todos os lados. Você prefere ser pobre e saciado, ou rico e faminto? A prosperidade não é apenas gananciosa, mas também é exposta à ganância dos outros. E desde que nada o satisfaça, você mesmo não pode satisfazer os outros.
    8. "Mas", você diz, "como posso me retirar?" De qualquer maneira que lhe agrade. Reflita quantos riscos você correu por causa do dinheiro, e quanto trabalho você empreendeu para um título! Você deve ousar algo para ganhar tempo livre também – ou então envelhecerá em meio às preocupações de atribuições no exterior e, posteriormente, a deveres cívicos em seu país, vivendo em agitação e em inundações de novas responsabilidades, que ninguém jamais conseguiu evitar por discrição ou por reclusão. Qual a influência no caso tem seu desejo pessoal de uma vida isolada? Sua posição no mundo deseja o oposto! E se, ainda agora, você permitir que essa posição cresça mais? Tudo o que for adicionado aos seus sucessos será adicionado aos seus medos.
    9. Neste ponto, gostaria de citar uma frase de Mecenas, que falou a verdade quando em seu auge: "Há trovões mesmo nos picos mais altos". Se você me perguntar em que livro essas palavras são encontradas, elas ocorrem no volume intitulado Prometeu. Ele simplesmente queria dizer que esses altos picos têm seus cumes rodeados de trovoadas. Mas será que qualquer poder vale tão alto preço que um homem como você jamais conseguiria, para obtê-lo, adotar um estilo tão pervertido? Mecenas era de fato um homem de recursos, que teria deixado um grande exemplo para o oratório romano seguir, se sua boa fortuna não o tivesse tornado tão vil e fútil ! Um fim como o dele também o espera, a não ser que você baixe imediatamente as velas e – diferentemente de Mecenas, esteja disposto a abraçar a praia!
    10. Esta palavra de Mecenas pôde ter quitado minha divida com você; mas tenho certeza, conhecendo-lhe, de que obterá uma penhora contra mim, e que não estará disposto a aceitar o pagamento da minha dívida em moeda tão grosseira e vil. Seja como for, devo recorrer ao relato de Epicuro. Ele diz: "Você deve refletir cuidadosamente com quem você deve comer e beber, ao invés do que você deve comer e beber, pois um jantar de carnes sem a companhia de um amigo é como a vida de um leão ou um lobo."
    Mantenha-se Forte. Mantenha-se Bem.

    13 min
  • #680 - Meditações de Marcus Aurelius - Livro XI Parte 5/10

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    Livro de Meditações de Marcus Aurelius - Livro XI Parte 5/10
    Neste trecho, Marcus Aurélius nos convida a refletir sobre como enfrentamos as perturbações causadas pelo medo e pela cobiça. Ele sugere que, se não somos confrontados diretamente por essas preocupações, muitas vezes somos nós mesmos que as buscamos ou evitamos. O imperador-filósofo incentiva a contemplação serena, buscando compreender verdadeiramente a natureza dessas inquietações para que possamos transcender a busca incessante e, assim, alcançar uma estabilidade interna. Marcus Aurélius também destaca a importância da autenticidade nas relações interpessoais, incentivando a manutenção da gentileza mesmo diante de desrespeito, e aconselhando a evitar a hipocrisia na expressão da sinceridade. Ele enfatiza a virtude de ser transparente e autêntico, como uma marca de integridade que transcende palavras.
    Leia abaixo o trecho do livro:
    11. Se não vêm para você as coisas que lhe inquietam, seja pelo medo ou pela cobiça, é você mesmo que, de alguma forma, vai ao seu encontro. No entanto, se passar a contemplá-las com serenidade, compreendendo o que realmente são, elas permanecerão imóveis, e você não mais as buscará nem evitará.
    12. A esfera da alma permanece inalterável quando, sem se projetar para fora nem encolher para dentro, sem se dispersar nem contrair, brilha numa luz que lhe revela a verdade universal, assim como a verdade que reside em si mesma.
    13. Fulano me destratou? Que seja. Quanto a mim, me satisfaz falar e agir de modo que nenhum dos meus atos ou palavras mereçam desprezo.
    Algum outro me odeia? Que seja. Quanto a mim, permanecerei gentil e benevolente para com todos; mas estarei pronto, se a situação permitir, a lhe mostrar o seu engano [ao meu respeito], sem insultá-lo ou humilhá-lo, mas com nobreza e sinceridade, como fazia o célebre Phocion [ou Fócion].
    É do coração que deve nascer a mansidão, para que os deuses possam vê-lo como um homem sem revoltas nem queixas. Além disso, que mal há em fazer do seu momento presente o que for de melhor à sua natureza? Ou, em receber agora o que a natureza universal achou mais propício, tanto a você quanto a sua comunidade, uma vez que o seu objetivo é contribuir para o bem comum?
    14. Os homens se desprezam mutuamente, e mutuamente se bajulam; querem dominar uns aos outros, mas [também] se curvam uns aos outros.
    15. Dizer a alguém: “Resolvi ser sincero contigo” é pura hipocrisia! O que faz, ó homem? Para que se valer desta introdução hipócrita? A sinceridade se revela de pronto, deve estar gravada em sua face, na entonação da voz, em seu olhar – como quem é amado a tudo compreende no momento em que olha nos olhos do seu amor.
    O homem simples e virtuoso deve ter a mesma característica do malcheiroso: apenas se aproxima e, quer ele queira ou não, logo o percebe seu vizinho.
    Fato é que nada é mais odioso do que a falsa amizade: evite-a acima de tudo. O homem bom, simples e benevolente mostra pelo olhar o que é, sem a necessidade de alguma explicação.
    Convido todos a explorarem as profundas reflexões de Marcus Aurélius neste vídeo. Descubra como enfrentar o medo e a cobiça com serenidade, e aprenda a cultivar a autenticidade nas suas relações. Inscreva-se no canal para receber mais conteúdos filosóficos inspiradores, deixe seu like se apreciou as lições de Marcus Aurélius e compartilhe este vídeo para espalhar a sabedoria estoica.

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  • #679 - Mais importante que a alimentação do corpo é a alimentação da mente - Epiteto

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    Mais importante que a alimentação do corpo é a alimentação da mente - Epiteto
    Epiteto, o filósofo estoico, nos lembra, na carta 36, da importância de não apenas nutrirmos o corpo, mas também a mente. Ele faz uma analogia entre as afirmações "É dia" e "É noite", destacando que, separadamente, cada uma tem grande valor, mas unidas perdem esse valor. Da mesma forma, ele argumenta que, embora seja benéfico alimentar o corpo em um banquete, esse ato perde seu significado se não considerarmos o aspecto social e a importância de preservar o respeito pelo anfitrião. A mensagem fundamental é que a alimentação do corpo é relevante, mas a consideração pelos outros e a preservação das relações sociais também são vitais.
    Na carta 37, Epiteto aborda a questão de assumir papéis além de nossas capacidades. Ele adverte que, ao fazer isso, não apenas nos desonramos, mas também negligenciamos o papel que poderíamos desempenhar adequadamente. Aqui, a ênfase está na moderação, autoconhecimento e aceitação das limitações individuais. A mensagem ressalta a importância de compreender nossas capacidades, evitando nos sobrecarregar com responsabilidades que estão além de nossa competência.
    Leia o trecho das Cartas:
    36. Tal como as afirmações “É dia” e “É noite” têm grande valor separadamente, mas são destituídas de valor se forem unidas, de idêntico modo tomar a maior porção num jantar tem valor para o corpo, porém não tem nenhum do prisma da vida em comunidade. Assim, quando estiveres com outra pessoa num banquete, lembra de não te limitares a considerar o valor do que é servido unicamente do ponto de vista do teu corpo, mas também naquele de preservar o respeito por quem oferece o banquete.
    37. Se assumes um papel além de tua capacidade, tanto te desonrarás nisso quanto deixarás de lado o papel que poderias desempenhar.
    Epiteto nos ensina que, além da alimentação física, devemos nutrir nossa mente e considerar a importância social ao participar de eventos como banquetes. Ele destaca que assim como afirmações separadas têm valor, o ato de comer é relevante tanto para o corpo quanto para a vida em comunidade. Além disso, ele nos alerta sobre a desonra de assumir papéis além de nossas capacidades, enfatizando a necessidade de autoconhecimento e moderação. Guarde essa frase: "Mais importante que a alimentação do corpo é a alimentação da mente".
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  • #678 - Este é o maior superpoder que você pode ter - Marcus Aurélius

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    Este é o maior superpoder que você pode ter - Marcus Aurélius
    Marco Aurélio, em quase uma dúzia de ocasiões em Meditações, fala de alcançar a “quietude”. Ele escreve sobre tentar ser “como a rocha sobre a qual as ondas continuam quebrando”, aquela que “permanece imóvel e a fúria do mar cai ao seu redor”. Não deveríamos nos surpreender ao ouvi-lo usar essa palavra – que soa tanto budista quanto estóica – porque significava muito para ele. A última palavra de Antoninus, o padrasto amado de Marcus, ao passar o poder para ele foi simplesmente: Aequanimitas. Equanimidade.
    Intuitivamente, instintivamente, sabemos o que isso significa. Quietude. Equanimidade. Ataraxia. Também sabemos como esses sentimentos são raros. Quantas vezes o atingimos? Quantas vezes somos capazes de alcançar esse lugar de clareza e firmeza dentro de nós mesmos? Não com frequência suficiente, considerando os incríveis feitos de foco, criatividade e determinação de que somos capazes quando a possuímos.
    Você quer mais disso? Você gostaria de ser mais frio sob pressão? Você gostaria de ser como a rocha na analogia de Marcus, aquela que pode acalmar grandes oceanos e suportar as correntes mais fortes e as maiores ondas? Quão melhor você seria com mais foco, mais autodisciplina, uma alma mais feliz?
    Vivemos tempos loucos. A quietude tem sido a arma secreta dos estóicos e budistas, dos cristãos e dos seguidores de Confúcio, por milhares de anos – por uma razão. Porque pode nos ajudar a prosperar em um mundo que está girando mais rápido do que nunca.
    A quietude é a chave para uma boa vida, seja lá o que for para você. É a chave para o sucesso na carreira, para a felicidade, para suportar as adversidades, para apreciar as maravilhas da existência. Você sabe que quer mais disso. Você sabe como é especial. Todos nós sentimos seu poder.
    Então vamos encontrá-la juntos.
    Um texto de Ryan Holiday
    A busca por ser como a "rocha sobre a qual as ondas continuam quebrando" é apresentada como essencial para enfrentar os desafios da vida. A equanimidade é considerada um superpoder, capaz de proporcionar foco, criatividade, determinação e bem-estar. Em um mundo agitado, a quietude é descrita como a chave para uma vida plena, sendo valorizada por estóicos, budistas, cristãos e seguidores de Confúcio ao longo dos séculos.
    Convido você a explorar o poder da quietude, o maior superpoder que você pode ter. Este vídeo mergulha na sabedoria de Marco Aurélio e explora como a equanimidade pode transformar sua vida. Se inscreva no canal, curta e compartilhe este vídeo para começarmos juntos a jornada em direção a uma vida mais centrada e resiliente. Descubra como a quietude pode ser a chave para o sucesso, felicidade e apreciação plena da existência. Juntos, vamos encontrar a tranquilidade que todos nós buscamos.

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