Momento Sociedade - USP

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Momento Sociedade - USP episodes

  • Momento Sociedade #40: Agenda de gestores deve focar no bem-estar da população após pandemia
    A pandemia tem feito com que gestores sejam mais cuidadosos com a administração de verbas e recursos neste momento de crise. Espera-se um impacto significativo na área fiscal, que afetará a agenda das próximas gestões, principalmente de grandes cidades. No Momento Sociedade de hoje, José Luiz Portella, doutor em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, aborda como serão as próximas eleições.
    Ele explica que “as grandes cidades, como São Paulo, já têm dificuldades em função do orçamento. Agora esse problema será ainda maior, pois o orçamento será reduzido ainda mais devido à pandemia. Então, precisamos sair do pensamento comum entre os candidatos, que é defender uma série de medidas e no fim isso não fechar o orçamento. Os candidatos precisarão mostrar uma agenda diferente, com foco na maneira de financiamento do projeto de governo”. Isso contribuiria para que a promessa ao eleitor pudesse, de fato, ser colocada em prática.
    Entre as possíveis prioridades dos próximos governos, Portella destaca a importância de se investir no sistema de saúde e mapear as necessidades do sistema. Além disso, os prefeitos deverão focar no fomento dos empregos, facilitando o acesso a vagas, e também fazer um cadastro da pobreza, discutindo a renda municipal, como citado no episódio anterior. “O bem-estar da população também deve ser priorizado, tornando a cidade mais acolhedora ao oferecer esporte, arte, cultura e lazer”, ressalta.
    Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    10 min
  • Momento Sociedade #39: Pandemia evidencia dimensão da desigualdade social no País
    Neste episódio do Momento Sociedade, José Luiz Portella, doutor em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, analisa as formas de combate à desigualdade no Brasil. A dimensão desse problema veio ainda mais à tona com a pandemia do novo coronavírus, identificando as parcelas da população que se encontram em situação de extrema pobreza e trabalho informal.
    “A desigualdade social é um tema muito falado, mas mal encaminhado, com pouca ação prática. Esse problema existe há séculos e mesmo assim não tínhamos um cadastro da pobreza no País. Descobrimos 38 milhões de pessoas invisíveis, o que é uma vergonha. Precisamos enfrentar esse problema de vez e reduzi-lo no Brasil”, defende o estudioso. Ele também ressalta que existem tipos diferentes de desigualdade (a de renda e a de capital) e que essas particularidades devem ser levadas em consideração em uma análise.
    Ao generalizar o conceito de desigualdade, as formas de combate a essa questão seguem o caminho errado. Segundo Portella, um possível enfrentamento seria o seguinte: “Em primeiro lugar, é preciso identificar claramente a extrema pobreza no País e fazer um cadastro dos trabalhadores informais. Depois, precisamos de metas, de um plano maior, com foco e receita para programas, porque o Brasil é um país rico, mas com a distribuição de riquezas incorreta. Poderíamos ter uma renda nacional mínima para todos e acertar os valores de forma justa para ricos e pobres com tributação, por exemplo”.
    Saiba detalhes dessa análise ouvindo o episódio na íntegra.
    11 min
  • Momento Sociedade #38: Pandemia afetará eleições de 2020 e propostas de gestão pública
    A pandemia de coronavírus causará impactos na gestão pública, principalmente no que diz respeitos às eleições deste ano. José Luiz Portella, doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, acredita que essas consequências da crise poderão resultar no adiamento das eleições para o final do ano e também afetarão o comportamento do eleitor.
    Por se tratar de um momento histórico e traumático, Portella diz que o estado psicológico do eleitor, assim como sua relação com a cidade em que vive neste momento de quarentena, será um fator decisivo nas eleições. “Quanto mais o eleitor se sentir chateado e deprimido, ele tenderá a votar para a oposição, com a ideia de mudança e esperança”, diz.
    Outro fator a ser levado em consideração será a maneira com que os prefeitos locais gerenciarão a crise, sobretudo em cidades pequenas. Segundo o doutor pela FFLCH, o relacionamento dos governantes com os cidadãos irá influenciar as possibilidades de reeleição e também ocasionará a comparação entre cidades de porte semelhante.
    Por fim, uma última dimensão de impacto na gestão pública é o futuro, principalmente no que diz respeito à economia. “Como ficará o emprego do eleitor, como a Prefeitura ajudou essas pessoas e os cidadãos mais vulneráveis, como será a proposta dos candidatos de geração de empregos e como será o tratamento dos impostos, por exemplo, serão questões de grande influência nas campanhas políticas”, analisa Portella.
    Saiba mais ouvindo o episódio na íntegra.
    9 min

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Um podcast que fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade e as soluções apresentadas através dos estudos realizados na Universidade de São Paulo, em especial da área de humanas

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