Momento Sociedade - USP

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Momento Sociedade - USP episodes

  • Momento Sociedade #45: Tensões entre EUA e China ameaçam economia brasileira
    Neste episódio do Momento Sociedade José Luiz Portella, doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, comenta sobre a relação entre Estados Unidos e China, bem como seus impactos na economia e geopolítica. Especialistas apontam que a tensão entre os países aumentou em 2020 devido à pandemia e às eleições americanas, e que a tendência é piorar, tendo como consequência uma nova guerra comercial.
    A razão disso, segundo Portella, é que ambas as nações lutam por três fatores principais: inteligência artificial, 5G e criptografia quântica. “Tudo isso compõe a busca desses países pela máquina bélica, que é muito menos sobre infantaria e soldados e mais equipamentos de destruição”, conta.
    As consequências dessa guerra entre potências serão grandes e podem afetar o mundo inteiro, de acordo com Portella. Com possíveis retaliações à economia chinesa pelos Estados Unidos, a economia do Brasil também pode sofrer, já que a China é atualmente a maior compradora de commodities do País. “Se a China crescer menos, significa que o Brasil crescerá menos também. E não será só o impacto da covid-19, mas sim dessa questão geopolítica e dos impactos em ações e empresas brasileiras, podendo resultar em uma perda no Produto Interno Bruto (PIB)”, explica Portella.
    Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.
    9 min
  • Momento Sociedade #44: Falta de avanço no saneamento é resultado do excesso de burocracia
    Embora o novo marco legal do saneamento seja uma iniciativa interessante, buscando universalizar o acesso ao saneamento básico — segundo José Luiz Portella —, o Brasil, de grande potencial econômico, já deveria ter superado o problema. Ele aponta que o excesso de burocracias impostos pela legislação e o controle do setor por parte de empresas estatais impediram o avanço desse serviço.
    Entre as dez maiores economias do mundo, o Brasil poderia já ter avançado a cobertura de saneamento básico para pelo menos 90% de seu território, de acordo com o especialista. Muitos apontam que o fracasso do Estado no ramo se dá pois “serviços enterrados não geram voto”. Portella desmistifica e comenta que há tempos esse tipo de obra é requisitado pela população.
    Os verdadeiros motivos para até hoje não haver avanço significativo nessas coberturas, ainda de acordo com o professor, são a burocracia da legislação, que segue a lógica do “feito para não fazer”, em que o controle estatal excessivo impede que as obras avancem; e o lobby de empresas públicas, que dominam o setor e o utilizam com viés político.
    O projeto de lei é apontado por algumas pessoas como uma forma de correr atrás do prejuízo. Porém, como comenta José Luiz Portella, o prejuízo é irreparável: devido à precariedade dos serviços de saneamento, pessoas morreram, trabalhadores doentes perderam seus empregos e indivíduos que procuraram serviços de saúde por motivos que não as enfermidades causadas pela falta de saneamento encararam um sistema público abarrotado. “A perda não é recuperável”, completa o professor.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    10 min
  • Momento Sociedade #43: Auxílio emergencial demonstra que é possível ter uma renda básica nacional
    No podcast Momento Sociedade desta semana, José Luiz Portella, doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, trata sobre projetos de renda básica nacional. Ele esclarece que os modelos podem ser de dois tipos: a renda que é focada e destinada a um determinado público, mais carente, chamada renda básica ou renda mínima; o outro tipo, a renda nacional, é determinado a partir de uma certa idade, e toda a população receberia. 
    Para Portella, estaríamos caminhando para uma renda focada. “Há um tipo, sobre o qual o ministro Paulo Guedes tem falado, que é baseado em um modelo adotado por Milton Friedman, da Universidade de Chicago, o imposto de renda negativo”, explica. Nesse modelo, se um indivíduo não ganha até um determinado valor, o Estado complementa. 
    Ele comenta também que o auxílio emergencial tem tirado muitas pessoas da extrema pobreza, o que demonstra que existem possibilidades de, futuramente, se implantarem projetos de renda mínima para esse grupo. “Isso poderia ter sido feito há muito tempo. O auxílio emergencial não é destinado somente a pessoas em situação de extrema pobreza”, aponta. 
    Esses projetos são essenciais, segundo Portella, e demonstrariam um respeito pelo cidadão. No entanto, ele teme que possa haver um grande grupo de invisíveis, ou seja, de pessoas que não serão identificadas e, portanto, não receberão a renda básica. “Por isso, eu prefiro a renda nacional. Todos receberiam e, de acordo com a renda de cada um, haveria um ajuste no Imposto de Renda”, completa ele.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    10 min
  • Momento Sociedade #42: Produzir mais e trabalhar menos é tendência do mundo pós-pandemia
    No Momento Sociedade desta semana José Luiz Portella, doutor em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, fala sobre o trabalho durante e no pós-pandemia baseado em artigo escrito pelo sociólogo italiano Domenico De Masi.
    Portella acredita, em acordo com De Masi, que haverá dificuldade em repor o desemprego causado pela pandemia e que, ao mesmo tempo, os avanços tecnológicos tendem a continuar e podem ser responsáveis pela destruição de postos de trabalho: “A busca pelo lucro vai levar muitos empresários a entenderem que agora, no retorno, vão poder passar para máquinas, robôs, aplicativos e tecnologia a substituição do ser humano, então, a partir deste ano, nós teremos mais de 500 milhões de pessoas entrando na pobreza”. 
    Para Portella, por outro lado e sob um prisma positivo, o uso das máquinas tende a levar as pessoas a trabalharem menos e a produzirem mais, constituindo o chamado smart work: “É você poder estar sentado na frente de um laptop em qualquer lugar, fazer um trabalho e atender o que seu empregador está precisando. A tecnologia possibilita ter uma vida mais centrada, menos deslocamentos de trânsito e, portanto, poder produzir mais. Então trabalha menos horas para mais gente poder trabalhar e uma parte que não consegue vai precisar ser suprida com uma renda universal”, e complementa: “No smart work vai haver uma desestruturação do espaço de trabalho e isso vai dar espaço para emoção, fantasia, afeto, respeito à diversidade, conhecimento cultural, que são coisas que nós sufocamos exatamente porque estamos numa rotina de trabalho das 7h às 19h”.
    Segundo o historiador, com a evolução do 5G, da inteligência artificial e da criptografia quântica será possível “dar saltos fabulosos em termos de produtividade, o que vai gerar a contribuição humana pela criatividade. Esse é o grande desafio”,  e finaliza: “Viver como a gente estava vivendo não era bom e agora o coronavírus no pós, no day after, pode nos dar uma vida melhor, e o grande desafio é diminuir a desigualdade”.
    Para saber mais, ouça entrevista na íntegra pelo player acima.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    11 min
  • Momento Sociedade #41: Conheça os desafios da implementação do novo marco de saneamento básico
    No Momento Sociedade de hoje José Luiz Portella, doutor em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, discute a importância da recente aprovação do novo marco legal do saneamento básico no Brasil. A proposta foi aprovada pelo Senado e segue para a sanção do presidente.
    Segundo dados de 2018, 101 milhões de brasileiros não têm acesso a esgoto, 35 milhões não têm acesso a água tratada e 52 milhões de pessoas não têm coleta de lixo. Portella destaca que essa falta de infraestrutura é responsável por 15 mil mortes e 350 mil internações por ano, e que “aproximadamente a cada R$ 1 investido em saneamento básico se economizam R$ 4 na área da saúde. É um absurdo que o Brasil tenha demorado tanto para tomar essas medidas, uma vez que tanto o lado econômico quanto o lado humano foram negligenciados”.
    Apesar do atraso, as metas para 2033 são atingir os marcos de 99% da população com água tratada e 90% com esgoto, gerando milhões de empregos. “Os grandes desafios são o déficit de gerenciamento que temos, o aspecto da concatenação de projetos, a regulação público-privada em investimentos e o treinamento qualificado de pessoal, além da implantação e as correções ao longo do tempo”, alerta Portella, que também relaciona a estabilidade financeira e política do País a uma aplicação efetiva do projeto.
    Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.
    10 min

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Um podcast que fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade e as soluções apresentadas através dos estudos realizados na Universidade de São Paulo, em especial da área de humanas

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