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“Água da Minha Sede”, parceria de Roque Ferreira com Dudu Nobre surgiu para o grande público de forma mais intensa em 2000, no disco de Zeca Pagodinho de mesmo nome. A música abria o disco e foi um enorme sucesso pela delicadeza da letra e cadência do samba, oriundo do recôncavo baiano de Roque Ferreira. A canção foi gravada também por Roberta Sá, no disco “Quando o canto é reza” (na minha opinião o mais belo disco da cantora), lançado em 2010, que conta somente com composições de Roque. Agora, em 2017, a intérprete Mônica Salmaso também registrou a música no disco “Caipira”.
“Então, Pense” é uma canção de Luiz Rocha, ator, cantor, compositor e violonista. A música abre o disco “Pega a melodia e engole”, lançado em 2015, da banda Todos os Caetanos do Mundo. O álbum conta com a participação de Arnaldo Antunes na faixa que dá título ao disco. Luiz Rocha se desligou do grupo e segue carreira solo.
“Canção da Despedida” é uma bela parceria de dois Geraldos, Vandré e Azevedo. Composta em 1968 a música foi censurada pelo Ato Institucional nº 5, AI-5, imposto em 13 de dezembro daquele ano pelo presidente militar Costa e Silva. Vandré já estava sendo perseguido devido à emblemática “Pra dizer que não falei das flores”, que ficou em segundo lugar no Festival da Canção deste mesmo ano perdendo para a lírica (e bastante subversiva) “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque.
A canção foi gravada em 1966 por Chico Buarque, quando tinha apenas 22 anos. Entre 1966 e 2016, ou seja, no decorrer de 50 anos, a música foi cantada por vários outros artistas como Caetano Veloso, Gal Costa, Zizi Possi, Mônica Salmaso, Nara Leão, MPB4, Leo Jaime e Antònio Zambujo.
“Acontecimentos” é a sexta faixa do disco “Marina Lima” lançado em 1991. Foi a partir deste álbum que a cantora passou a assinar o sobrenome. A canção fala de um amor que não brilha mais. Parece na letra escrita por Antônio Cícero, que o casal sente falta, sofre e lembra com carinho dos momentos em que havia a presença de um na vida do outro. A dúvida do motivo do desfecho e o questionamento da situação são enfáticos e doídos a ponto de querer adiar a resposta. “O que que há com nós dois amor? Me responda depois”. Mas será que o casal deseja a separação? Um está preso ao outro.
A canção “Desde que o samba é samba” foi lançada no álbum “Tropicália 2” de Gil e Caetano, de 1993, para comemorar os 25 anos do disco “Tropicália ou Panis et Circencis”. A música é uma ode ao samba e sua essência. No livro “Escolas de samba do Rio de Janeiro”, de Sérgio Cabral, que teve sua primeira edição em 1996, o escritor, jornalista e produtor musical afirma que na letra da canção está a melhor apresentação da árvore genealógica do ritmo. “O samba é pai do prazer/o samba é filho da dor/ o grande poder transformador”.
A canção “Namora Comigo” foi escrita por Paulinho Moska para a cantora Mart'nália Mendonça Ferreira - Mart'nália colocar no seu disco “Não tente compreender”, lançado em 2012. A produção do álbum é de Djavan e nessa gravação de Mart’nália para a música de Moska, pode se ouvir a voz de Djavan cantando junto. A música nasceu porque Moska queria "colocar" uma música para Mart'nália.
A canção foi escrita por Noel Rosa na década de 1930. Dizem que Noel fez a canção para a atriz Ema D’Ávila, irmã do comediante Valter D’Ávila, que estava começando sua carreira artística no Rio. Ela ia participar de uma peça chamada "Rio Foles", de Jardel Jércolis e Geisa Bôscoli. A cena homenageava aos bairros do Rio de Janeiro, e a ela estava designada o bairro do Estácio de Sá.
A canção “O Mundo” foi lançada no primeiro álbum do grupo Karnak, em 1995. De acordo com o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o Karnak foi uma banda de “rock-pop paulista fundada em 1992 por André Abujamra, que após uma viagem ao Egito, especificamente à cidade de Luxor, conheceu o tesouro arqueológico de nome Karnak, do qual retirou a ideia do nome da banda”. A canção "o mundo", de acordo com Abujamra, uma grande redação escolar bem-sucedida que deixa claro que todos são iguais.
O mote para esta canção, segundo Vitor Santana, é o sertão brasileiro. A música foi composta para o álbum “Coladera”, um belo e valioso feito musical de Vitor Santana junto com o português, João Pires e o percussionista Marcos Suzano. Lançado em 2013, o disco é uma ode à música de língua portuguesa com seus vários sotaques no mundo. Um álbum que apresenta um pouco da música lusitana e espanhola, do som do candomblé, da rumba, do mambo e do samba.
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