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Sorte é a prova de que muitos grandes sucessos nascem de forma despretensiosa. A canção abre o disco “Bem Bom”, de Gal Costa, lançado em 1985, e a gravação tem participação de Caetano Veloso. Celso Fonseca gravou a canção no disco "Sorte", em 1994, o primeiro da trilogia com Ronaldo Bastos (os outros dois são Paradiso, lançado em 1997, e Juventude / Slow Motion Bossa Nova, lançado em 2001). Outro registro desta canção é do músico brasiliense Tiago Iorc, no CD “Troco Likes Ao Vivo”, lançado em 2016. Escrita em 1984, a canção é a primeira parceria de Ronaldo Bastos e Celso Fonseca.
“Sinal Fechado”, que passa sensação de urgência, foi composta pelo sambista carioca Paulino da Viola para o que seria o último Festival da Canção da TV Record em 1969. No ano anterior (e no post anterior) a vencedora havia sido “Sabiá”, de Chico Buarque e Tom Jobim, lírica e carregada de críticas ao regime militar que comandou o Brasil entre 1964 e 1985. A música de Paulinho da Viola surge como um alento aos momentos tão pesados do país.
A canção foi gravada em 1977, por Elis Regina no disco intitulado “Elis”. Na capa do álbum, a cantora está grávida de Maria Rita. Renato Teixeira ficou com a música por um tempo e nenhum cantor se interessava por ela, até que conseguiu que “Romaria” chegasse a Elis que logo decidiu gravar. Há mais de cem registros da canção. Em sua última entrevista, concedida em 5 de janeiro de 1982, para a TV Cultura, Elis disse: “Eu achei graça quando Renato falou da gravação de Romaria, porque em conversas familiares dos Teixeira de Oliveira (família de Renato) consta que a casa do Renato está com as paredes levantadas à custa de “Romaria” esperando que eu grave outra canção para botar o telhado”.
A canção foi gravada pela primeira vez no disco “Coisa de Pele”, de 1986, o terceiro de sua carreira já fora do grupo “Fundo de Quintal”. Segundo o colunista e crítico musical Mauro Ferreira, a canção é um “samba-manifesto que documentou a explosão do pagode em meados da década de 1980”. O apelido de Jorge Aragão é o “poeta do samba” e é fácil entender o motivo. A canção “Coisa de Pele” e muitas outras comprovam a sensibilidade do artista que também não deixa de colocar em suas letras a valorização da identidade negra, da cultura feita pelo povo brasileiro e do samba. Jorge Aragão é uma injeção de autoestima.
Composta em fevereiro ou março de 2013, numa virada de noite, a canção surgiu de um estudo do cantor e compositor mineiro Cliver Honorato sobre as cantigas de roda. A música “Fonte da tristeza” está no disco do artista lançado em 2017. Na canção, pode-se perceber forte influência da música de Zeca Baleiro, artista que estava na playlist de Cliver na época.
A cantora e compositora paraibana Nathalia Bellar fala da sua carreira e da canção Entranhada, que teve o clipe lançado março deste ano.
Empoderamento, samba e funk. A canção foi gravada por Anitta com a participação do funkeiro carioca Jhama Jhama. É a quinta faixa do disco BANG, de 2015, que é o terceiro álbum de estúdio da cantora. A música foi produzida por Rafael Castilhol. Como single, foi lançado em janeiro de 2016, fez parte da trilha sonora da novela “Pega Pega” da TV Globo, exibida entre 2017 e 2018. “Essa mina é louca” ocupou, no ano de seu lançamento, o primeiro lugar nas listas da Billboard Brasil Regional no Rio de Janeiro, Salvador e Recife.
A música está no disco Sambadear, o primeiro da cantora, compositora e sambista mineira Manu Dias. A canção “Filha do Criador” é a primeira parceria dela com Thiago Delegado. O interessante é que a canção é, a meu ver, a única coisa que Bolsonaro fez de bom. Vocês já vão entender o motivo.
“Vira Virou”, composta de Kleiton Ramil, em 1979, foi gravada pelo grupo MPB4, pela cantora portuguesa Eugênia Melo e Castro e pela argentina Mercedes Sosa, em espanhol. A canção remete ao dia 25 de abril de 1974, o dia da liberdade em Portugal, quando o país se libertou da ditadura salazarista.
Composta em 1973 e apresentada para o público em 10 de dezembro do mesmo ano, na gravação do disco “O Banquete dos Mendigos” (gravado ao vivo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em comemoração aos 25 anos da Declaração dos Direito Humanos com direção de Jards Macalé), lançada e proibida em 1974, e liberada em 1979. “Jorge Maravilha” é de Julinho da Adelaide, heterônimo de Chico Buarque para burlar a censura. Estava impossível compor e Chico se dedicou a escrever seu primeiro romance, “Fazenda Modelo”, que critica as formas de dominação social em um cenário de uma comunidade bovina. Depois de "Calabar", peça de Chico e Ruy Guerra que foi censurada, o músico gravou o disco “Sinal Fechado”, em que interpreta canções de outros compositores, porque não tinha músicas próprias suficientes para um disco.
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