O pregão de 23 de setembro começa com sinais mistos para a B3. A herança do mercado brasileiro é positiva, mas o cenário externo combina recuperação do minério de ferro, estabilidade nos futuros americanos, petróleo pressionado e fortalecimento do dólar global. Nesse ambiente, o principal tema do dia é a possibilidade de uma abertura com rotação entre setores, antes dos PMIs dos Estados Unidos.
O Ibovespa encerrou o último pregão em 187.422,92 pontos, alta de 0,44%, após oscilar entre 184.976,81 e 187.671,74 pontos. Em Nova York, o Nasdaq Composite avançou 0,45%, aos 27.244,28 pontos, enquanto o S&P 500 terminou praticamente estável, aos 7.764,64 pontos, e o Dow Jones caiu 0,36%, aos 51.863,69 pontos.
Na Ásia, Coreia do Sul e Taiwan operavam em alta, apoiadas pelo setor de tecnologia, enquanto ações chinesas mostravam desempenho mais fraco. O Japão permanece fechado por feriado. Já os futuros americanos indicavam movimentos reduzidos, com S&P 500 futuro em alta de 0,10% e Nasdaq-100 futuro avançando 0,03%.
Entre os principais ativos acompanhados no episódio:
- O Brent novembro/2026 havia fechado a terça-feira a US$ 99,25 por barril, queda de 1,09%, e aparecia posteriormente a US$ 98,47, recuo de 0,79%.
- O minério de ferro, contrato I2701 negociado em Dalian, estava em 713,5 yuans por tonelada, alta de 0,5%.
- O dólar à vista comercial fechou em R$ 5,1029, queda de 0,11%, enquanto o DXY aparecia em torno de 100,71 pontos, alta de 0,16%.
- O rendimento dos Treasuries de 10 anos permanecia abaixo de 5%.
- O Bitcoin negociava próximo de US$ 86,55 mil, com avanço em torno de 0,4% no dia.
Na agenda econômica, o destaque internacional já começou pela Europa, onde o PMI Composto preliminar da zona do euro subiu para 53,1 em setembro, ante 52,0 em agosto e consenso de 51,7. Nos Estados Unidos, a principal referência do dia será a divulgação dos PMIs preliminares às 10h45, seguida por participação de Michael Barr, do Federal Reserve, às 11h05, estoques semanais de petróleo da EIA às 11h30 e leilão de Treasury de cinco anos às 14h00. No Brasil, o IBGE divulga às 10h00 a PNAD Contínua com características adicionais do mercado de trabalho de 2025.
No campo corporativo, o episódio analisa os possíveis impactos sobre VALE3, beneficiada inicialmente pela recuperação do minério, e sobre PETR3 e PETR4, que podem sentir o Brent mais fraco. As siderúrgicas também entram no radar, com leitura dependente de China, demanda por aço e comportamento das commodities. B3SA3 passa a negociar ex-juros sobre capital próprio nesta sessão.
Pelo método de pivôs clássicos, o Ibovespa tem pivô central em 186.690,49 pontos, primeiro suporte em 185.709,24 pontos e primeira resistência em 188.404,17 pontos.
O cenário-base apresentado no Morning Call da FUTURO Invest é de uma abertura mista, com possível rotação setorial. A leitura pode ganhar força com minério firme, estabilidade nos futuros americanos e ausência de nova aceleração do dólar e dos Treasuries. Já uma alta mais forte dos juros americanos, fortalecimento adicional do dólar ou deterioração do ambiente externo pode alterar essa dinâmica ao longo da sessão.
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