O pregão de 27/08 começa com uma leitura de abertura mista, com rotação setorial e viés externo construtivo. O principal suporte vem do pós-mercado da Nvidia e da reação positiva de parte dos mercados asiáticos, enquanto petróleo e minério de ferro limitam o potencial de alta das ações de commodities na B3.
No último pregão, o Ibovespa fechou aos 174.586,26 pontos, com alta de 0,01%, depois de atingir máxima de 176.296,49 e mínima de 174.208,48 pontos. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,02%, o Nasdaq Composite recuou 0,08% e o Dow Jones perdeu 0,21%, em uma sessão marcada pelo PCE americano de julho, que avançou 0,2% no mês e 3,7% em 12 meses.
Após o fechamento, a Nvidia divulgou receita trimestral de US$ 96,2 bilhões e projetou US$ 108 bilhões para o trimestre seguinte. A ação avançava 4,7% no pós-mercado, enquanto os futuros do S&P 500 subiam 0,4% na referência considerada no episódio. Na Ásia, MSCI Ásia-Pacífico ex-Japão, Kospi e Taiwan operavam em alta, enquanto o Nikkei recuava.
Entre os ativos que ajudam a definir o tom da B3, o dólar à vista fechou a R$ 5,1533, alta de 0,23%, o Treasury de dez anos estava em 4,647% e o DXY em 99,12. O Brent aparecia a US$ 87,20, queda de 0,7%, enquanto o minério de ferro havia encerrado a sessão diurna na Dalian a 720 yuans por tonelada, alta de 0,49%, mas apresentava perda de força no período noturno. O Bitcoin estava em US$ 78.786,01, com alta de 0,25% em 24 horas.
No Brasil, o mercado também acompanha a combinação entre inflação mais favorável e risco fiscal. O IPCA-15 de agosto caiu 0,40%, enquanto a revisão do Plano Anual de Financiamento elevou a faixa projetada para a participação de títulos ligados à Selic na dívida pública.
Entre os principais temas analisados neste episódio:
- PNAD Contínua de julho, às 9h;
- pedidos semanais de seguro-desemprego e indicadores econômicos dos Estados Unidos, às 9h30;
- Estatísticas do Setor Externo, às 11h30;
- Resultado do Tesouro Nacional de julho, às 15h30;
- possíveis impactos sobre VALE3, PETR3, PETR4, siderúrgicas, bancos e setores sensíveis aos juros;
- leitura técnica do Ibovespa, com pivô em 175.030,41 pontos, suporte em 173.764,33 e resistência em 175.852,34 pontos, calculados pelo método de pivôs clássicos.
O cenário-base da FUTURO Invest é de uma abertura com maior diferenciação entre setores. A melhora externa favorece ativos de risco, mas a direção do índice dependerá da reação das commodities, dos juros, do dólar e dos dados econômicos divulgados ao longo do dia.
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